As personagens principais são inspiradas em Xena e Gabrielle, não poderia ser diferente, já que adoro este seriado. Todos os direitos são de MCA/Universal e Renaissance. E são usados sem a intenção de lucro ou de infringir as leis de copyright.
Se você for menor de idade ou não gostar deste tipo de estória, eu sugiro que não leia.
Eu estava muito feliz fazendo as minhas traduções, mas uma certa noite, conversando no msn, com minha amiga, Helena. Ela me desafiou a escrever uma fic e aqui estou, como é a primeira não esperem muito. Aqui no meu site eu tenho as melhores escritoras de fics, e confesso que fico envergonhada, de postar algo meu, as minhas tradu é bem mais fácil de postá-las, vou ver o que dá esta minha aventura...Não posso deixar de agradecer a Helena, que me incentiva muito, acho que sem ela eu teria parado no primeiro capítulo, devo isto a ela, pelas noites que passa comigo, me dando idéias , me cedendo suas poesias para eu colocar na fic, obrigada amiga.
Também tenho que agradecer a Soninha, que está consertando meus errinhos, e é uma excelente escritora. Não deixe de ler o trabalho dela aqui no site. Obrigada minha amiga, não só pela ajuda, mas por tudo. E Sil, minha poetisa adorável, obrigada pelas poesias, que fez para mim.
Já escrevi demais .. rss.
Quem quiser me escrever para dizer Fernanda pare com isto, só traduza, que é o melhor que faz, mas se por acaso alguém além de minhas amigas gostar e quiser dar sua opinião ou criticar. Escreva para: [email protected]
Palavras ao Vento Fernanda |
Capítulo 1
Julia voltava da balada, resolveu parar o carro
e ver o sol nascer. Caminhou até a praia, sentou-se na areia, tirou os
sapatos e olhou para os lados. Ficou a observar alguns casais sentados ao longe
que como ela estavam vendo o amanhecer, tinha passado a noite com uma linda
mulher, mas não esperou a outra acordar, naquela manhã seu coração
experimentou um vazio que, desde que prometera nunca mais sofrer por amor, não
sentia. Por mais que andasse fugindo do amor, estava sentindo falta de amar.
Levantou-se e começou a caminhar pela praia, a água do mar molhava
seus pés.
De repente, viu uma folha de papel voando sem
direção. Uma forte rajada de vento mudou a trajetória daquela
folha perdida, trazendo-a para perto de si, mas nem ligou, apenas observou a
folha pousar na areia. Outro vento soprou aquela folha, e esta caiu à
sua frente, molhando-se na água.
Julia resolveu pegar a folha, já que parecia
este o intento do destino. Deixou a água escorrer um pouco e começou
a ler. Notou tratar-se de uma poesia. Sentou-se, deu outra olhada no mar e sentiu
os primeiros raios de sol tocando-lhe a pele... voltou a atenção
para o papel, já seco pelo vento.
Prisão Me sinto só estando acompanhada Tá tudo tão escuro,
tão isolado As correntes me apertam, me machucam Estou sonhando Acordo perdida, no escuro, apertada Desisto de me lamentar, de ficar
parada Vou VIVER... |
Ao término da leitura, uma lágrima
escorreu por seu rosto. Aquela poesia parecia ter sido escrita para ela. Lembranças
doídas borbulharam em sua mente, não queria sentir aquela
dor novamente, mas por alguma razão aquela poesia ressuscitou tudo de
novo. Levantou-se, amassou a folha, jogou-a no mar. A onda a trouxe de volta.
Mais uma vez resolveu pegá-la, desamassou-a, esperou secar, dobrou-a,
guardou no bolso, e foi embora.
Chegando em casa foi direto para o banheiro,
tomou um longo e demorado banho.
Algumas frases da poesia voltavam em sua mente junto com as lembranças
que jurou nunca mais sentir, as quais tinha enterrado bem no fundo de sua alma,
porém, naquele dia, tudo retornou ao seu coração.
- Isa você tem certeza que perdeuu a sua poesia aqui na praia?
- Tenho Mariana, estava com as outras qquando aquele vento forte soprou e espalhou
todas as folhas.
- Amiga você não pode escrrever de novo? Provavelmente voou para
o mar, pode esquecer.
- Posso, mas não sairá iggual parece que escrevi para uma pessoa
em especial, alguém que não conheço. Fiquei olhando o mar
e a cada palavra, a cada frase finalizada era como se um anjo estivesse sussurrando
em meus ouvidos. Foi especial, e como sempre eu perco.
- Isa, pode ser que alguém tenhaa encontrado. Quem sabe, essa pessoa especial
tenha sido presenteada pelo destino, e você não a tenha perdido,
apenas o vento a levou para quem tinha que ler.
- Mari você acredita mesmo nisso??
- Não, só queria te animaar, e achei bonito o que eu disse, hehehe.
- Mari você não tem jeito,, sempre brincando com coisas sérias.
Mas sabe, pode ter acontecido isto mesmo, que o vento tenha levado para a pessoa
certa.
- Levou sim, amiga! Agora vamos.
Isabel olhou para o horizonte e sentiu uma paz em seu coração.
Virou-se e seguiu sua amiga.
Já passava do meio dia quando Julia acordou, se virou e olhou para o
rádio relógio que marcava 12:02. Vestiu-se rapidinho, colocou
um jeans, uma blusa branca, penteou seus cabelos e fez um rabo de cavalo. Deu
uma olhada no espelho para ver como estava, e sentiu-se bem. Antes de sair recolheu
a poesia do bolso de sua calça. Pegou uma maçã e saiu comendo.
Em 15 minutos chegou
- Oi, dra. Julia, disse Vanessa.
Julia cumprimentou algumas pessoas que estavam na sala de espera.
- Oi, Vanessa, venha até meu connsultório. - Vanessa era sua secretária
e melhor amiga.
- Julia você tem consultas agendaadas até às 7 da noite,
e por enquanto, ninguém ligou para desmarcar.
- Tá... me traga um café depois.
- Ju está tudo bem? Ficou com allguém noite passada?
- Fiquei, mas não é isto,, hoje voltando da casa da... não
me lembro o nome da mulher, acho que era Patrícia, bom não sei
e não importa, parei na praia para ver o amanhecer. Estava me sentindo
estranha e comecei a caminhar pela praia quando uma folha de papel surgiu de
não sei onde. Fiquei olhando, passei por ela, o vento soprou de novo,
a folha caiu na minha frente, resolvi pegar e tinha uma poesia escrita.
- Leia, Van!
- Prisão, quem escreveu esta poeesia deveria estar muito mal, não
acha Julia?
- Não sei, mas parece que foi feeita para mim, quando terminei de ler
eu estava chorando. Essas palavras me tocaram tão profundamente, fazia
muito tempo que não sentia algo me tocar, fui tomada por uma emoção
e lembranças que deixei de sentir a alguns anos. Joguei no mar e uma
onda a trouxe de volta, e acho que era para mim, então peguei. Preciso
encontrar a pessoa que escreveu isto, Van.
- Como você vai encontrar? N&atillde;o tem nome do autor ou autora, nada.
É apenas uma folha de papel com uma poesia.
- Eu não sei como, mas preciso aachar essa pessoa! Mas agora é
hora de trabalhar, e não esqueça do meu café.
- Já estou trazendo. Ah! Estava esquecendo uma de suas conquistas da
semana passada, ligou te procurando, porque você dá o telefone
daqui para essas mulheres?
- Porque tenho você para mentir ppara mim, eu lhe pago muito bem... Julia
sorriu para amiga e com a mão a mandou sair.
Vanessa saiu sem falar nada, quis rir, mas se conteve.
- D. Maria a dra. já vai atend&eecirc;-la.
- Mari estou ficando nervosa amanh&atillde; será o meu primeiro dia na
escola, será que vou ser uma boa professora? Sei que é apenas
uma substituição, mas será que as crianças vão
gostar de mim? Vão me aceitar? Afinal já está acabando
o ano letivo.
- Isa, não conheço uma peessoa que não goste de você,
e as crianças vão te adorar.
- Acho que vão gostar de mim. Boom, me preparei para isto. Não
quero ser uma professora qualquer, quero que se lembrem de mim para sempre.
Tive uma professora, que me lembro até hoje, se chamava Glades, às
vezes ela chorava na aula e fingia que não... eu sentava na frente, podia
ver e sentir quando ela estava feliz ou triste. Acho que foi por causa dela
que eu quis ser professora. Tinha um jeito especial para ensinar.
- Eu também tive uma professora inesquecível, mas recordo de uma
cena que ficou na minha memória, não lembro o nome dela. Lembro
que era professora de Ed. Física, pesava uns 90 quilos não sei,
talvez fosse menos, mas eu era pequena e quando somos crianças vemos
as coisas maiores, então estávamos na quadra, e ela inventou de
fazermos ginástica. Era muito hilário, não conseguia fazer
os exercícios para nos ensinar, era mais risada do que aula. Ela até
que se esforçava! Certa hora, falou para todos se sentarem no chão.
Não sei qual exercício que ela queria fazer, acho que era uma
cambalhota... tentou uma vez, duas e na terceira foi... só que não
conseguiu virar a cambalhota e também não conseguia desvirar...
tentava, mas o peso dela não deixava, todo mundo rindo, então
nós fomos ajudá-la a se sentar, estava vermelha feito pimentão.
Não disse uma palavra. Depois daquilo, passou uns dias saiu da escola
e tivemos um outro professor. Isa você tinha que estar lá para
ver... você sabe que adoro dar risada das desgraças dos outros,
eu pensava como uma professora de ed. física podia ser tão gordinha?
- Mari coitada dessa professora... heheehe. Só você mesmo para me
fazer rir. Espero não engordar para não ser lembrada deste jeito
por uma aluna como você...
- Bom, amiga ainda não ser&aacutte; lembrada, mas do jeito que come,
daqui a alguns anos, pode ter certeza que será lembrada desta maneira...
- Eu não como tanto assim, estouu ansiosa, é só isto!
- Desde que te conheço, que a seenhorita sempre foi boa de garfo e nunca
ganhou uns quilinhos a mais, eu já não tenho a sua sorte. Parece
que tudo o que como fica parado na minha barriga, dá uma olhada nisto,
Isa!
- Meu Deus, que barriga é essa? Parece que está grávida, onde
você a guarda?
- Eu ando murchando-a, como é boom deixá-la solta, hehehe.
- Como consegue andar todo o tempo murcchando isso aí? hehehe
- Eu não sei, só sei que consigo... talvez com a força
da minha mente.
- Você não tem mente! Est&á vendo riu de sua professora quando
criança, daqui a pouco estará igual a ela e não vai conseguir
dar uma cambalhota decente... hehehe
- Isa corre porque vou te encher de porrrada, sou muito maior que você.
- eu sei... hehehe.
- Isa...
- Boa noite Seu Jorge, - disse Julia estendendo
a mão para o seu paciente - nos vemos em quinze dias e saberemos como
estarão seus exames.
- Obrigada dra. Julia eu acho que vai ddar tudo normal. Tenho seguido todas as
suas recomendações. Não quero passar por outra cirurgia.
- E eu também não quero ffazer outra no senhor, então se
cuide mesmo... hehe.
- Boa noite, Vanessa e boa noite Dra. <
Julia era cardiologista e oncologista, mas tinha deixado a onco fazia alguns
anos. Desde criança dizia que queria salvar muitas vidas. Ou seria médica
ou bombeira. Como não gostava muito de fogo, resolveu que ser médica
seria o melhor para ela.
Julia sempre foi forte desde menina, nunca perdia uma luta para seus irmãos
que eram mais velhos. As meninas de sua idade tinham medo dela, as que não
tinham, a achavam muito mandona e cheia de si. Sempre foi corajosa em tudo,
nunca tinha medo de nada, e acabava andando mais com os meninos que com as meninas.
Olhava para as meninas de uma maneira diferente, e como não sabia o porque
daquilo, andar com os meninos era mais seguro até entender o que acontecia
consigo.
- Vanessa acabaram minhas consultas? Esstou morta, dormi muito pouco, a gata
de ontem a noite acabou comigo...hehehe.
- Me poupe dos detalhes. Vamos láe; para casa, o Carlos já deve
ter feito o jantar. - Carlos é o marido de Vanessa. - Ele tem chegado
cedo do trabalho e tem feito o jantar.
- Eu vou sim, com a fome que estou comiia até a sua comida sem reclamar...
hehehe. Vou pegar minhas coisas e já vamos embora. Estou com saudade
de meu afilhado!
- Não vou te convidar mais para comer lá em casa já que
minha comida é uma porcaria, bom às vezes nem eu gosto da minha
gororoba, mas meu marido e meu filho nunca reclamaram! - Vanessa gritou para
Julia ouvir.
- Eles não reclamam porque te ammam. - Ela disse bem perto do ouvido de
sua amiga.
- E você não me ama?
- Amo, mas sua comida é ruim, ammiga! Está pronta? Então
vamos. Que tal passarmos naquela sorveteria que o Julio adora e levar sorvetes
pra nós?
Isabel tinha deixado sua família e noivo
para estudar na capital e como sua amiga Mariana iria vir também não
pensou duas vezes. Vieram morar com uma irmã da mãe de Mariana
que vivia sozinha, e se alegrou muito com a chegada das meninas.
Isabel adorava brincar de escolinha, e sempre escolhia ser a professora, acabou
estudando para ser. Tinha se formado alguns meses atrás e ainda não
havia conseguido uma escola para dar aula.
Semana passada recebeu dois telefonemas de duas
escolas. O primeiro era de um colégio particular de renome que ela nunca
imaginou que pudesse chamá-la para trabalhar. E o outro era de uma escola
pública, que havia passado no concurso. Ficou muito feliz.
Na escola pública começaria no início do ano, uma seria
na parte da manhã e a outra à tarde, ficavam próximas.
Era jovem, iria dar conta das duas escolas, um desafio para ela.
Isabel era uma moça sonhadora, sempre via bondade nas pessoas, tinha
o coração puro. Já havia passado por algumas coisas ruins
mas não deixou seu coração se fechar. Também tinha
seus defeitos, era humana, afinal. Na adolescência começou a escrever
poesias, queria colocar no papel tudo o que sentia, seus sentimentos aqueles
mais escondidos, aqueles que até ela mesma tinha medo de sentir. Falava
muito, mas esses sentimentos, guardava só para si.
- Isa venha jantar. Disse dona Fáe;tima. Hoje seremos só nós
duas, a Mari foi jantar na casa do namorado. - A senhora está na porta
do quarto de Isabel. É uma mulher de 60 anos nunca se casou, também
não teve filhos e acabou adotando Mari e Isa como filhas.
- Vamos dona Fátima, as duas saíram do quarto abraçadas,
o cheirinho está muito bom, estou faminta...
As duas jantaram e depois foram conversar na
sala.
- Você está bem? A Mari coomentou comigo que estava nervosa por
causa do seu primeiro dia na escola.
- Estou muito, acho que não vou conseguir dormir esta noite. Sonhei com
este dia, estagiei, mas eu ficava mais brincando com as crianças, as
professoras pareciam já cansadas e sem motivação, não
sei... espero não ficar como elas algum dia.
- Eu tenho certeza que nunca vai perderr a motivação, seja você
mesma sempre, às vezes vai ficar difícil, vai achar que não
consegue voltar no outro dia, mas sempre volta. Vivi 30 anos dentro de escolas,
não fui uma boa professora, fui muito rígida, hoje acho que poderia
ter conhecido melhor meus alunos, poderia ter sido mais amiga, às vezes
exagerei, arrependimentos vieram muito depois. Acho que agora na velhice, tenho
tempo para lembrar de muita coisa que fiz de errado. Isa eu nunca tive esse
brilho pela profissão que você tem. Só fui uma professora
comum e você será especial.
- Nunca imaginei que a senhora tivesse sido uma professora rígida, é
tão boa, tão paciente. Quando eu estava estudando para o vestibular
me ajudou a estudar, me ensinou, não consigo vê-la como me disse.
- Porque você foi a primeira que desejei ensinar, nunca quis ser professora,
meus pais me obrigaram, acabei sendo sem vontade alguma e me acostumei com os
anos. Acho que está na hora de você ir dormir, ou tentar, vai ter
que acordar cedo.
- Boa noite professora Fátima, oobrigada. - Deu um beijo na senhora e
foi para o seu quarto.
Em seu carro Julia voltava para casa. Ligou o rádio no mesmo instante
em que Isa ligou o seu som. Começou a tocar uma música que ambas
ouviram ao mesmo tempo.
Coisas que eu sei - Danni Carlos
Eu quero ficar perto de tudo o que acho certo.
Ate o dia que eu mudar de opinião.
A minha experiência meu pacto com a ciência.
Meu conhecimento é minha distração
coisas que eu sei.
Eu adivinho sem ninguém ter me contado.
Coisas que eu sei,
o meu rádio relógio mostra o tempo errado, aperte o play.
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado.
Ninguém sabe mexer na minha confusão.
É meu ponto de vista, não aceito turista.
Meu mundo está fechado para visitação.
Coisas que eu sei
O medo mora perto das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa é, minha
lei.
Eu corto meus dobrados,acertos meus pecados,
Ninguém pergunta mais depois que eu já paguei.
Eu vejo filme em pausa, eu imagino casas
Depois eu já nem lembro do que eu desenhei.
Coisas que eu sei
Não guardo mais agenda no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu não sei usar, eu já comprei
Às vezes, da preguiça na areia movediça
Quanto mais eu mexo mais me afundo
Eu moro num cenário do lado imaginário
Eu entro e saio sempre quando estou afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia,
Coisas que eu sei
São coisas que antes eu somente não sabia
Agora eu sei
- Amei esta música! Ambas disseram no
final!
Julia já em casa e deitada, pegou a poesia
e leu outra vez. Decidiu que encontraria quem tinha escrito. Logo caiu no sono.
E Isa dormia feito um anjo em sua casa.