O Lado Cego Do Amor INGRID DIAZ The Blind Side of Love |
Tradu��o de Fernanda
Parte 3
21
"Bom, o que te levou a escrever para esta garota?" perguntou Adrian.
Julianne lan�ou-lhe um olhar. Por que n�o pode me deixar tomar sol em paz? "Porque gostei da pintura dela queria saber se expunha suas pinturas em algum lugar." E a pura verdade.
"Se tivesse uma galeria, n�o estaria sentada no parque tentando ganhar um dinheirinho," respondeu Adrian logicamente.
Julianne "Nunca se sabe."
"Sabe como ela � ?" perguntou ele.
"N�o sei, n�o me importa," informou Julianne, desejando que deixasse o tema. Jamais deveria ter falado de Kris. Argg. Ficou olhando o oceano e tentou relaxar. Era seu �nico dia livre e planejava desfrut�-lo.
Adrian . "Pode ser muito feia."
"N�o me importa."
"Claro que n�o. Aposto que a tem toda imaginada em sua cabe�a. Que disse de sua fisionomia?"
"Nada." Por favor, me deixa Adrian, antes que te mate. "E, francamente, n�o poderia me importar . � s� algu�m que escrevo �s vezes."
Adrian balan�ou a cabe�a e sentou-se.
Julianne olhou ao longe. "Poderia, me fazer um favor, d� para colocar um cal��o ou algo assim?"
"N�o quero ficar com a marca do cal��o," respondeu Adrian com um sorriso, "Al�m disso, gosto de acrescentar um pouco de testosterona a sua vida."
" porque minha vida est� t�o inundada de estr�geno."
Adrian levantou um dedo. "O que me leva ao seguinte ponto."
Julianne olhou para o c�u. "N�o come�a."
"N�o pode continuar se escondendo, Julianne. Eventualmente ter� que encarar a verdade. N�o pode passar o resto de sua vida sozinha."
"Gosto assim, Adrian," discutiu. "� simples. Sabe como minha vida ficaria se me envolvesse mesmo com algu�m? Segredos a esconder e mentiras e�" Encolheu os ombros. "N�o pode ter uma rela��o sob essas circunst�ncias."
"S� tem medo de ser ferida."
Julianne "Acontece com todos?"
"Se vooc� se apaixonar?"
"N�o vou."
Adrian balan�ou a cabe�a. "Nunca se sabe�"
Julianne olhou para seu melhor amigo desafiantemente. "Eu n�o, meu querido Adrian. Porque n�o me permito apaixonar-me."
Adrian sorriu. "Mas admite que est� sexualmente frustrada?"
"N�o."
"N�o, n�o admito nada?"
"Diz que nunca fez sexo."
Julianne sorriu. "Assim � melhor. N�o sinto falta do que n�o conhe�o."
"Vai terminar como uma dessas velhas amarguradas," Adrian disse. "Vai ter que ficar conversando com suas plantas e colocar um nome em cada uma como Pelusita."
Ela riu. "Voc� � um palha�o."
Adrian tomou como um elogio. Ficou olhando a �gua um longo momento, ent�o virou para Julianne. "Sabe?"
"Disse."
"Ela sabe quem � voc�?"
Julianne negou com a cabe�a, sentindo-se deprimida de repente.
"N�o seria melhor, Julianne?" perguntou Adrian s�rio.
Provavelmente n�o. Encolheu os ombros. "� s� e-mail."
" espero," respondeu Adrian, mas de algum modo n�o acredito.
Querida Kris, Bom, enquanto estava comprando seu vestido, maquiagem,sapatos e a calcinha, rsss, eu estava na praia me bronzeando. Adoro a Calif�rnia. Adrian, desafortunadamente, tem esta coisa de tomar sol pelado . Acho que est� tentando subconscientemente me tornar hetero, mas n�o sabe que sua atua��o tem o efeito oposto. Rss. Ele, � um desses tipos musculosos que as garotas gostam sempre, posso dizer que n�o � uma vista completamente horrorosa. Mas� j� sabe� tenho asco. Em quanto a meu tipo. Um, bom, sinceramente n�o tive muitos encontros, assim que n�o posso dizer que tenha muita base para comparar. Mas suponho que quero o que todos desejam e nunca encontram. S� quero algu�m que me ame como sou. N�o gosto de imaginar como ela seria, Mas anseio encontrar uma garota que seja tudo para mim. Deve pensar que sou incrivelmente rom�ntica. Ent�o � meio Portorriquenha?
Adrian tamb�m,ou � colombiano? Cubano? Deveria
saber essas coisas, mas tristemente esque�o. � uma
mistura de v�rios pa�ses mas n�o
fala espanhol.Talvez possa ensinar-me. Estudei franc�s na
escola mas n�o aprendi muito. |
Tendo terminado o e-mail, Julianne foi em procura de um chat. Fazia tempo
que n�o entrava em um. O chat l�sbico parecia prometedor, s�
que tinha sido invadido por homens chatos fingindo ser l�sbicas.
Julianne estava sem humor para isto. Ficaria feliz se pudesse chatear com Kris. Paralisou-se, de repente tendo uma id�ia. Digitou o e-mail de Kris no buscador de membros. N�o seria membro. Mas dois segundos mais tarde. Ali estava.
KMilan05
A respira��o de Julianne parou. Ser� que est� online, pensou.
N�o estava.
Estranhamente triste, Julianne decidiu sair.
Kris se olhou no espelho do quarto de seus pais. Para seu absoluto des�nimo
a noite fatal tinha chegado. E ali estava, com seu cabelo preso, sua cara
toda maquilada, seus p�s apropiamente cal�ados e, o mais importante,
seu corpo no vestido perfeito.
Nathan est� aqui!" disse Carlos na porta.
"J� vou!" respondeu Kris. Suspirou. Acaba j� com isto. S�o s� umas horas. Dan�arei, comerei e voltarei para casa. Sem problema. N�o se sentiu melhor, mas foi para sala.
O queixo de Nathan caiu. "Uau," foi tudo o que conseguiu dizer.
Kris for�ou um sorriso e virou-se para sua m�e para a aprova��o.
Sari estava sorrindo orgulhosamente. "Meu beb� cresceu."
Carlos estava olhando criticamente. "� tudo o que vai vestir?" perguntou. "N�o vai colocar nada por cima ?"
Sari lhe palmeou o bra�o. "Est� linda." Indicou a Nathan que ficasse ao lado de Kris. "Agora fiquem a� at� que eu pegue a c�mera."
Kris estava ali de p�. Seus p�s j� estavam machucando e s� tinha dado dois passos. Imagina como eles estar�o amanh�, nem quero pensar. Nathan sussurrou em seu ouvido.
"Est� incr�vel,"
"Obrigado,"disse . Olhando para a roupa dele. Parecia exatamente igual o que foi em sua formatura. Os garotos tinham tanta sorte. "Voc� n�o est� t�o mau."
Nathan sorriu. "Vou ser invejado pelos outros caras," informou-lhe. "E tu a inveja das garotas."
Ela sorriu.
Sari voltou com a c�mera um momento depois, sorrindo amplamente. Deu-para
Carlos. "Tira algumas juntos e depois algumas de Kris sozinha."
Carlos ficou na frente deles, apontando a lente da c�mera em sua dire��o. "Sorriem,"
Kris concedeu os desejos de seu padrastro. Junto a ela Nathan sorriram, um momento depois, foram cegados pelo flash.
E outro.
Tirou outra de Nathan olhando o corpinho de Kris. E outra de Nathan com seu bra�o ao redor da cintura de Kris. Ent�o Carlos tirou algumas de Kris sozinha. Outras de Kris com sua m�e. E finalmente, Sari tiroou uma foto de Kris e Carlos juntos.
Kris teve a sensa��o de que estas novas fotos substituiriam as de William e um sentido de melancolia e tristeza se assentou sobre seu esp�rito.
"Melhor irmos," anunciou Nathan. "A limosine est� nos esperando."
Carlos e Sari os levaram at� � porta e observaram at� que desapareceram no elevador.
"Deveria se vestir assim com mais freq��ncia," comentou Nathan, passando a m�o pelo cabelo enquanto olhava os n�meros sobre a porta do elevador. "�s vezes esque�o que � muito sexy ."
"Obrigado." De algum modo Kris evitou olhar para cima. N�o seja bruxa, Kris. S� est� tentando ser agrad�vel. N�o � culpa sua n�o ser bom com as palavras. Assentiu levemente diante do pensamento. Vai ser advogado, e n�o poeta, . Kris encontrou-se, de repente, perguntando-se que teria dito Julia numa situa��o similar. Certamente n�o isso.
As portas do elevador abriram devagar com penoso esfor�o e Kris e Nathan sa�ram ao encontro do melhor amigo de Nathan, que os esperava..
"Uau, !" assobiou Ash Barclay, ao ver Kris . "Maldi��o, Kris, n�o via curvas como essas desde que-"
"Pare!" interrompeu Nathan, golpeando o bra�o de seu melhor amigo. "Essa gata aqui tem dono, vai babar pela sua."
Ash "Bill e o resto das gatas esperam na limosine."
A limosine branca estava estacionada em frente ao edif�cio e Kris teve que admitir que era uma vista bastante impressionante. O motorista estava de p� e abriu a porta quando se aproximaram.
Kris entrou primeiro e se confrontou com o resto do grupo .Estou.. velha para isto. Sorriu e gesticulou um ol�.
Bill Stines sorriu para Kris. "Quanto tempo sem te ver, Kris," saudou, pegando-lhe a m�o para ajud�-la sentar. "Como � a faculdade?"
Kris come�ou a falar mas Ash e Nathan entraram dentro do ve�culo gritando com excita��o e a voz de Kris foi afogava pelo barulho.
"Esta noite vamos arrasar!" exclamou Ash. "Vejam, senhoritas" Levantou uma garrafa de champanhe. "Cortes�a do barzinho de meus pais." recebeu uma palmada de Nathan e um profundo suspiro de Kris.
Vai ser uma longa noite. Os olhos de Kris desviaram dos irritantes garotos A acompanhante de Ash, era Lindsey Evans,que estava ocupada retocando outra ve a sua j� maquiada cara, enquanto a de Bill estava tentando abrir um saquinho de amendoim. Kris sorriu em sua dire��o. N�o conhecia a Perry Cooper, mas se estava com Bill ent�o, provavelmente, era uma ser humano decente. De todos os amigos de Nathan, Bill era o que mais gostava Kris. Era cort�s e amistoso e, o mais importante, n�o um cretino.
Perry sorriu e ofereceu o amendoim a Kris.
Kris negou com a cabe�a educadamente. Ent�o voltou-se a Bill. " vai bem na faculdade," falou. "As provas finais ser� na pr�xima semana."
"Deve ser agrad�vel terminar logo," comentou Perry. "As nossas provas so terminam em junho. Mal posso esperar para ir para universidade."
Kris assentiu. "Vai estudar em qual?"
"Duke," respondeu Perry orgulhosamente. "Com Bill."
"Parab�ns aos dois," disse Kris, sorrindo. Isto n�o � t�o mau. Posso sobreviver uma noite com esta gente.
Ash passou-lhe um copo de champanhe, cheia at� a borda. "Passa minha querida ," lhe instruiu. "Esta noite vamos nos divertir!"
Ou n�o.
Kris n�o iria beber. Estava longe de sentir-se com humor para festa e uma olhada pela enorme sala fazia-lhe sentir mais triste que entusiasmada.
Bal�es negros e purpuras decoravam o grande sal�o do hotel. E as luzes eram bastante t�nues para que quase pudesses fingir estar em outro lugar completamente diferente. A m�sica era incrivelmente irritante e t�o alta que fazia seu ouvido doer.
Nathan apareceu do seu lado um momento depois, segurando um copo de �gua. "Sinto, n�o pude te encontrar " se desculpou.
"Ent�o para quem � o copo de �gua? perguntou Kris, sentindo-se mais cansada que animada.
Ele se sentou � mesa. "Achei que podia estar com sede. E garotas sempre levam p�lulas para seus� problemas femininos."
"Sim, bom," come�ou Kris pacientemente, "meus 'problemas femininos' s� chegam na outra semana."
Nathan encolheu os ombros, seu olhar vagou pela pista de dan�a. Lambeu os l�bios e voltou olhar Kris. "Quer sair daqui?" perguntou.
"Quero," respondeu Kris, esperando n�o parecer muito entusiasmada. Ser� que chegou o fim, vou para casa. A noite infernal acabou.
Nathan se levantou e puxou a cadeira de Kris. Pegou a sua m�o.
"Como vamos voltar para casa?" perguntou Kris. "Vamos voltar para limosine ?"
Nathan s� sorriu e Kris estava a ter a enervante suspeita de que, ap�s tudo, n�o voltariam para casa. Seguiu seu namorado at� os elevadores e franziu a testa quando o viu apertar o bot�o.
Aonde vamos?"
"� uma surpresa," respondeu Nathan melosamente. Sorriu para Kris. " Ser� que eu j� disse que est� linda esta noite?"
Kris s� sorriu.S� pensava em chegar em casa e soltar o cabelo. Tinha a suspeita de que a raiz de sua dor de cabe�a era por causa de cabelo. Uma ducha. Uma ducha quentinha iria me refazer disto tudo.
As portas do elevador abriam-se diante dela, Kris compreendeu que sua noite n�o estava pr�xima de acabar. E agora come�ou a se inquietar. Noite de formatura e um quarto de hotel. Se n�o estou errada.
"Consegui um quarto para est� noite," anunciou Nathan, sorrindo como um idiota. "Espera para ver, Kris. Vai ficar de boca aberta.."
Kris teve uma sensa��o horr�vel . N�o contava com isto. Nunca disse nada sobre um quarto de hotel. Por que tenho a sensa��o de estar no meio de um filme de terror?
"Chegamos," interrompeu Nathan, quando as portas abriram .
Kris saiu rapidamente do elevador e olhou ao redor. O corredor era iluminado por algumas luzes amarelas. O tapete era interminavelmente nas cores de tons azuis, que recordam o oceano.
Nathan agarrou sua m�o e foi andando pelo corredor, enquanto Kris ocupava-se olhando os quadros nas paredes. Espero que minha arte n�o acabe assim. Mas tinha que se concentrar no que estava para acontecer. ser� que todos est�o neste quarto. Pode ser uma festa p�s-formatura . Podemos ficar um pouco e depois ir para casa.
Nathan parou finalmente e tirou a chave de seu bolso. "Feche os olhos," instruiu-lhe.
Kris obedeceu s� para ser chata. Um momento depois, sentiu ser suavemente levada e ouviu a porta fechar-se atr�s dela..
"Que achou?"
Kris abriu os olhos e seu olhar foi imediatamente em dire��o �s velas acesas estrategicamente ao redor da enorme cama. Oh� merda. "Nathan,que � isto?" Quem sabe decidiu converter-se em adorador de Satan�s . Talvez s� me queira para sacrificar uma virgem. . Santo Deus, espero que n�o.
Nathan sorriu. "Gostou?" perguntou, seu tom transbordando excita��o. Correu at� as cortinas e abriu-as. Uma linda vista de Nova York .
Os l�bios de Kris abriram-se levemente, mas nenhum som saiu. Se era poss�vel, sua dor de cabe�a piorou enquanto captava a �bvia inten��o por de tr�s das a��es de Nathan come�ava a perceber.
"Sei que disse que desejava que nossa primeira vez fosse especial," disse Nathan, indo pegar suas m�os. "." Seu h�lito cheirava a bebida.
Quanto bebeu? "Nathan," tentou, desejando que sua mente formasse uma frase coerente. "Sinto-me envergonhada � e surpreendida. Mas�"
Nathan come�ou a franzir a testa. " Kris?" perguntou, um pouco impacientemente. "N�o me diga que ainda n�o est� pronta. Estamos juntos a seis anos! Quanto mais tempo ir� precisar!?"
Kris n�o podia pensar claramente. Sua cabe�a estava doendo e seus pensamentos estava a mil por hora. "N�o pode planejar nossa primeira vez sem me dizer," explicou. "o quarto � lindo gostei das velas, Nathan, mas o momento n�o � adequado."
Nathan levantou frustrado "Um Momento?" gritou. " Vou para Massachusetts em duas semanas!"
Kris soltou um suspiro. Deveria ter fingido uma indisposi��o para evitar esta temida noite. "Achei que �amos esperar at� n�s casarmos."
Nathan come�ou a rir amargamente. "Casados? Achei que n�o queria se casar, Kris. N�o quer crian�as. N�o quer nada. E claramente n�o me quer tamb�m!"
"N�o � verdade!" disse Kris.
"Fui muito paciente contigo," continuou Nathan. "Mas n�o posso seguir assim. Ou cresce, ou terminamos. N�o vou para universidade virgem."
"Que?!" explodiu Kris. N�o posso acreditar no que estou ouvindo; Tinha sido paciente comigo?Com que tinha sido paciente, seu nojento! N�o posso acreditar que acabou de me dizer isso."
"J� tem vinte anos, Kristina," disse. "N�o � mais uma menina. Cresce."
Kris balan�ou a cabe�a, muito furiosa para falar. Seus olhos n�o acreditava N�o ia dar essa satisfa��o para ele. "Vai se danar, Nathan." E com isso se afastou, tentando ignorar as palavras que seu namorado estava agora gritando.
N�o chore. N�o chore. N�o chore. Enxugou as l�grimas com o dorso da m�o enquanto esperava o elevador.
Nathan continuava na porta,falando um monte de besteiras que saia de sua boca. Deu um murro contra a parede e fechou inesperadamente a porta do quarto do hotel.
Para seu al�vio, n�o foi atr�s dela.
"Oh, Jesus, que aconteceu?" perguntou Leigh, levantando-se da cadeira.
Kris entrou no seu apartamento uma hora depois. Estava voltando a p� do hotel quando come�ou a chover. Custou-lhe quarenta minutos encontrar um t�xi. Estava muito molhada. Estava gelada. Seu maquiagem tinha escorrido pelo rosto. Seu vestido estava ensopado. Seus p�s estavam a matando. E sua dor de cabe�a continuava martelando o c�rebro. Em conjunto, tinha sido a pior noite de toda sua vida.
"Kris," disse Leigh, havia preocupa��o em seu tom. " Minha querida, que aconteceu?"
Kris puxou � cadeira mais pr�xima e sentou-se devagar. Tirou os sapatos com um gemido e fechando os olhos. Estava certa que se abrisse a boca para falar, nunca deixaria de chorar.
Assim se levantou, silenciosamente, e foi tomar um banho. Tudo o que desejava era uma ducha. Desejava tirar o vestido que agora colou em sua pele. Desejava tirar aquela pintura da cara e soltar seu cabelo. E n�o pensar em Nathan.
Isso era tudo.
Olhou-se no espelho e sentiu tanta tristeza. O r�mel marcava sua cara numa forma que era quase grotesca. Era dif�cil de entender que umas horas atr�s estava se sentindo o oposto de como se sentia agora. Desviou o olhar do espelho e tirou o vestido.
"Kris," falou Leigh do lado de fora da porta. "Vou fazer chocolate quente, T� BOM?"
Kris n�o respondeu. Come�ou a tirar os grampos de seu cabelo e sentiu a dor quando seu cabelo se moveu levemente. Uns minutos depois, j� tinha tirado todos.
Debaixo da �gua quente , Kris se permitiu chorar. Como tinha sa�do tudo t�o mau? Foi um pesadelo. Algo exagerado e surreal. Por que nunca tinha dado conta do cretino que podia ser Nathan? Ou melhor. Por que continuava perdoando toda vez que era assim?
Esfregou sua cara at� limp�-la. A �gua quente aliviou sua dor de cabe�a .
Saindo da ducha, envolveu-se numa toalha e saiu do banheiro. O doce aroma de chocolate quente e agradeceu a Deus por ter a Leigh.
Se vestiu rapidamente, aliviada por vestir sua roupa normal. Vestiu uma cal�a de agasalho branco e um top ficaram perfeitos.
Leigh olhou quando Kris voltou � cozinha. Apontou a sua x�cara j� na mesa.
Kris sorriu ligeiramente e se sentou na frente de sua melhor amiga. "Acho que Nathan e eu terminamos," disse finalmente, olhava fixo para a sua x�cara. "Ele queria transar esta noite."
"Uh, oh," murmurou Leigh. "Como assim?"
Kris levantou a vista. "Ficou furioso comigo e disse para eu crescer."
"Que cachorro."
" Quero dizer, Talvez n�o tenha sido justo de minha parte faze-lo esperar tanto.
"Leigh, agitando a cabe�a. "Escuta-me, Kristina, n�o deve nada a esse cretino. Disse o que sentia. E se n�o deseja dormir com ele, ent�o n�o durma. � assim que vai ser. "
Kris assentiu. "Tem raz�o. De todas formas, eu mandei ele se danar e sai. Mas ent�o come�ou a chover." Suspirou. "S� quero esquecer tudo que aconteceu esta noite."
Leigh sorriu. "Kris, acho que dever�amos celebrar. Acho que dever�amos ficar acordadas a noite inteira, ver filmes at� o dia raiar. Eh, inclusive veremos o amanhecer juntas."
Kris sorriu, sentindo-se levemente melhor. "Isso parece bom." Que vou dizer a meus pais? Afastou os pensamentos de sua mente e pegou o telefone. "Vou pedir uma pizza. Estou faminta." Nathan que v� para o inferno.
Querida Julia, N�o me sinto bem para te contar os eventos de ontem � noite, mas posso dizer que meu relacionamento com Nathan chegou ao final. Nem posso dizer que esteja triste por isso. Acho que estou mais aborrecida por como acabaram as coisas que sobre o pr�prio fim. Quero dizer, alguma vez ficou aborrecida com algu�m porque n�o queria dormir contigo? Alguma vez algu�m ficou aborrecida contigo? � t�o est�pido� Eu n�o queria que minha primeira vez fosse numa noite de formatura.Sei que isto acontece muito! E quer que eu cres�a ? Suspirou. ainda sinto um pouco de amargura pelo que passou. Mas acho que estou bem. Leigh fez-me sentir melhor. Pedimos pizza e nosso plano era ficarmos acordadas at� de manh�. Leigh dormiu-se antes do amanhecer, mas eu fiquei para ver ele de novo. Por que estou fazendo isto? Estou segura que �, de algum modo, culpa sua. Mas, como for. Entendo o que quer dizer sobre encontrar uma pessoa que seja tudo para ti. Nathan jamais seria essa pessoa e acho que esse foi meu erro. Como constr�i uma rela��o com algu�m de quem n�o se est� apaixonada? Acho que aceitei isto para agradar meus pais. S�o loucos por ele. Deus, nem sei o que vou dizer a eles. Se digo-lhes a verdade, Carlos perseguir� Nathan com uma escopeta.Mas o que posso dizer? Carlos e Nathan estavam conversando sobre nosso casamento n�o faz muito tempo! Lidarei com isso depois. Conhecendo ele vir� hoje aqui com um ramo de rosas suplicando que lhe perdoe. Bom, n�o vou fazer. Sim, eu sei�vai tentar me convencer. Mas ser� dif�cil. Nunca fiquei sem ele. Bom, diga-me, Julia, como � que nunca teve realmente um encontro? Parece uma pessoa maravilhosa. Apostaria que um milh�o de garotas brigariam para sair contigo. Meu pai escreveu-me. Quer conversar online esta noite.Ele � simplesmente p�o duro e n�o quer pagar um telefonema de longa dist�ncia. Rsss! Ri disso, � a mais pura verdade.J� entrou nessas salas de bate papo online? Eu s� entro quando meu pai quer me encontrar. N�o vejo sentido iniciar uma conversa com um estranho . Espero que seu bronzeado tenha ficado bom (me contou isto, s� para me deixar com inveja por que n�o posso! sua amiga, |
23
Julianne estava a ter a furtiva suspeita de que come�ava a perder � cabe�a. Por que n�o tinha ido dormir ficava percorrendo ausentemente sua intermin�vel lista de contato, olhando cada dois segundos a tela do computador para ver se Kris tinha entrado online. Isto j� estava a beira da loucura.
Suspirou, passou uma frustrada m�o em seu cabelo. Depois de ler o e-mail de Kris uma hora antes, Julianne tinha se convencido permanecer online. N�o tinha certeza por que estava fazendo isto. E tamb�m n�o queria demorar-se na l�gica porque, se come�asse, ia dar se conta de que estava atuando, ali�s, como uma louca completamente obsecada.
A TV flutuava ao ritmo do bot�o que seguia clicando. Era o suficiente
para adormec�-la . olhou mais uma vez para o monitor do computador onde
agora estava apenas o protetor de tela atuando.
Irritada, clicou em qualquer tecla e estava a ponto de voltar a excitante atividade de zapear canais, quando notou que Kmilan05 tinham entrado.
O cora��o de Julianne acelerou-se por raz�es que n�o queria questionar e se sentiu momentaneamente perdida. N�o posso falar com ela. Olhou fixamente o nome na tela. Ent�o, era exatamente quem estava esperando?
Considerou suas op��es cuidadosamente. Posso mandar-lhe uma mensagem dizendo que n�o sou eu. Ou poderia confessar que a estava esperando . Quantas op��es. Ou poderia desligar o computador e seguir com minha vida.
Julianne bateu sua cabe�a contra as almofadas atr�s dela. "Por que fa�o quest�o de complicar as coisas?" minha vida j� � bastante interessante?"
Sentou, e colocou o computador diante dela. Continuou olhando o nome de Kris, meio esperando e meio temendo que desaparecesse.
Julianne pensou no que ia dizer. clicou no nome para ver se Kris tinha um perfil. N�o tinha. Bom, ent�o n�o posso fingir que a encontrei dessa forma. Abriu uma janela de mensagem e digitou . N�o ache que fez a coisa errada. N�o fez. E n�o fa�a nada que n�o queira.
Julianne fechou a janela.
"Posso apenas mandar uma mensagem e ver como est�," disse. "N�o precisa admitir que � voc�. E n�o vou me sentir uma completa palha�a."
Voltou a abrir a janela de mensagem. Digitou, "Oi." Apagou. Digitou, "Ol�." O Apagou. Suspirou. E digitou, "Est� ocupada?"
Ainda que n�o clicou enviar. � �bvio? Julianne olhou para o alto. " Duvidou um momento mais e ent�o clicou entrar. Talvez nem responda.
Julianne esperou nervosamente e, de repente, uma mensagem apareceu. . Sou a maior boba do mundo.
PoetayAngel: Est� ocupada?
KMilan05: eu te conhe�o?
PoetayAngel: Sempre responde uma pergunta com
outra?
KMilan05: E voc�?
Julianne encontrou-se rindo.
PoetayAngel: isto te irrita?
KMilan05: deveria?
PoetayAngel: Estou conseguindo?
KMilan05: voc� queria?
PoetayAngel: Significa que n�o est�
ocupada?
KMilan05: quem � voc�?
Ficou olhando a pergunta, sabendo que estava evitando a verdade, Kris poderia sair do chat.
PoetayAngel: Sou a Julia.
Teve uma longa pausa e Julianne come�ou a preocupar-se, ali�s,deve ter assustado a Kris. Bom, que eu esperava? Mandei lhe um e-mail do nada. Disse que era l�sbica. E depois rastreio seu nick sem sua permiss�o. E ainda tenho a cara de pau de lhe enviar uma mensagem.
KMilan05: Julia! Como me encontrou?
PoetayAngel: Uh, acreditaria que seu nick veio a mim
num sonho?
KMilan05: Acreditaria mas de algum modo duvido
que seja verdade.
PoetayAngel: Correndo o risco de parecer curiosa demais,
mas eu te procurei. Desculpa.
KMilan05: uau! Nem sequer sabia que podia fazer
isso. Porque est� se desculpando? N�o me importo. eu nunca
pensei em falar contigo assim. Lamento se fiquei um tempinho sem responder.
Estou conversando com meu pai e digito muito devagar.
PoetayAngel: Est� bem. Como est�?
Recebi seu e-mail falando de Nathan. Sinto muito.
KMilan05: Estou bem. N�o ligou nem
apareceu, o que � raro. Suponho que deva estar muito bravo. Como voc�
est�?
PoetayAngel: Bem. Corri um pouco hoje e depois vi
TV.
KMilan05: que faz para viver? Nunca me disse.
Julianne paralisou-se. Ummm�
PoetayAngel: Oh, j� sabe. Um pouco disto, um
pouco daquilo. atuar�
KMilan05: atuar? Leigh tamb�m � atriz.
Aposto que iriam se dar bem. faz muito dessas coisas?
PoetayAngel: fa�o muito dessas coisas.
Conversa com freq��ncia com seu pai?
KMilan05: realmente n�o. N�o somos
gente muito online. Fica muito online?
PoetayAngel: N�o diria "muito", mas
de vez em quando.
KMilan05: talvez eu entre com mais freq��ncia
.
Julianne piscou um par de vezes diante da resposta de Kris. "Uh, acho que ela n�o me achou muito chata" Encontrou-se sorrindo.
PoetayAngel: Alegra-me que n�o tenha ficado
brava por eu te rastrear.
KMilan05: Por que ficaria? Ali�s!
Estou contente de que tenha feito. � bem mais f�cil falar desta
maneira. N�o acha?
PoetayAngel:: Sim, acho Bom, que fez hoje?
KMilan05: Dormi! Muito.Fiquei acorda a noite
toda, como te disse, e estava t�o cansada. Quando acordei, fui
dar um longo passeio, pensei nas coisas e decidi que a vida de solteira �
boa! Que acha?
PoetayAngel: De verdade, n�o sei
como � n�o ser solteira.
KMilan05: Oh, oh! Bom, responde a minha pergunta.
Como � que ainda est� solteira? Deve ter um mont�o
de garotas lindas na Calif�rnia.
PoetayAngel: n�o sinto incomodada por
isto. Tem muitas garotas. mas nenhuma se tornou visivel para mim.
KMilan05: Quando percebeu que gostava de meninas?
PoetayAngel: Desde os 12 anos. S�
disse para algu�m a quatro anos.
KMilan05: Desde os 12? Uau, eu nem sequer sabia
o que era hetero aos 12. Rss. J� teve uma namorada?
PoetayAngel: N�o. Est� tentando
me deprimir?
KMilan05:Desculpa, n�o estou. S�
acho que � estranho, eu desejaria ter permanecido solteira todo
esse tempo tamb�m. Deve ter muita liberdade para fazer tudo o que deseja.
Julianne riu. "Acho que em outra vida."
KMilan05: Mas aposto que deve ser dif�cil,
ser gay e tudo. Eh, como voc� � ?
PoetayAngel: Umm. Bom, as pessoas dizem que me pare�o
com a Julianne Franqui.
KMilan05: Uau, deve ser linda ent�o!
Julianne sorriu. Kris acha que sou linda?
PoetayAngel: Acha que ela � bonita?
KMilan05:Sim. e o mundo inteiro tamb�m
acha. Tem olhos azuis, morena, alta. � uma mistura tentadora.
PoetayAngel:: � f� dela?
KMilan05: Dificilmente. N�o a suporto.
O sorriso de Julianne ficou s�rio. Uh-oh. Houston, temos um problema
PoetayAngel: por que?
KMilan05:Me parece falsa. N�o sei. S�
n�o gosto do jeito dela. Parece maliciosa. e voc� � f�
dela?
N�o te ponhas na defensiva. Tem raz�o . � mais seguro dessa maneira, � verdade? Isso n�o lhe fez sentir nada melhor.
PoetayAngel: N�o diria que sou f�.
KMilan05: Gosto quando as pessoas famosa tem os
p�s no ch�o, como n�s pobres mortais. Quero dizer, se n�o
fosse pelas pessoas comuns eles n�o seriam conhecidos. Ao menos que podiam
fazer � mostrar gratid�o.
Isso doeu. Sou t�o transparente . Julianne pensou tristemente. Pensou no mont�o de cartas de f�s sem ler em sua caixa e as outras milhares que n�o fez quest�o de ler.
PoetayAngel: Tem toda raz�o. Bom, que
faria se fosse rica e famosa?
KMilan05: Deixa eu ver. O primeiro seria
comprar outro ap. para meus pais um melhor e assegurar-me que n�o
tivessem que voltar a se preocupar. Doaria uma parte. H� tanto
que eu podia fazer dados os recursos. E se ainda tivesse dinheiro, abriria uma
galeria. Que faria se fosse rica e famosa?
"me chamou, Srta. Franqui?" perguntou Karen na porta do camarim.
Julianne sorriu para sua assistente. Nunca a olhava direito, mas decidiu que era hora de come�ar a olhar para as pessoas. Karen tinha uns dezenove ou vinte anos. Que infernos estou fazedo aqui? "Entra," disse, num tom que n�o podia recordar ter usando antes com ningu�m que n�o fora Adrian.
A surpresa na cara de Karen era �bvia. " Entrou cuidadosamente e fechou a porta atr�s dela.
Julianne sabia que Karen estava nervosa por isto. Sou realmente t�o intimidante? "Quanto tempo trabalha para mim, Karen?" perguntou.
A garota arrumou os �culos e pensou. Nervosamente colocou seu cabelo castanho claro atr�s das orelhas. "Quase dois anos, Srta."
"Pode me chamar de Julianne." Ofereceu-lhe uma cadeira para Karen, notando que o nervosismo da garota parecia aumentar. "N�o vou te fazer nada" brincou..
Karen n�o estava entendendo nada, mas se permitiu dar um sorriso. "Fiz algo errado , Srta Julianne?"
Julianne sorriu. "tudo est� mais que bem," assegurou a sua jovem assistente" Por que trabalha para mim?"
O queixo de Karen caiu. ficou sem palavras, foi pega pela pergunta . "Bom, me contratou. E tenho aprendido muito estando aqui no set. Mais do que teria aprendido na faculdade."
Interessante. "ent�o � atriz?"
Karen riu ligeiramente. "Oh, n�o," disse, agitando a m�o como se a sugest�o fora rid�cula. "Sou roteirista."
Hmm� "J� escreveu algum roteiro?"
Karen ficou olhando para Julianne vacilantemente. "Tenho alguns," respondeu.
J� mostrou alguma vez para o Adrian?" perguntou Julianne.
Os olhos de Karen abriram-se muito e pareceu um pouco assustada. "Claro que n�o! Jamais sei o meu lugar!" Come�ou a falar r�pido e Julianne teve que se esfor�ar para entender tudo que a garota dizia.
"Karen, fica tranquila! N�o estava te acusando de nada," disse Julianne. "Perguntei porque ele sempre est� procurando bons roteiros para dirigir e, se lhe mostrasse seu trabalho, quem sabe de dois poderia escolher um."
Sua assistente franziu a testa levemente. "Por que est� fazendo isto?" perguntou suavemente.
Julianne suspirou. "Porque acho que fui uma idiota durante muito tempo," disse. "E � hora de fazer algo com respeito."
24
"Parece risonha esta manh�," comentou Leigh, olhando
sua amiga entrar na cozinha trazendo um sorriso na cara. "O chat com seu
pai foi bom?"
Kris fez uma pausa, ent�o sorriu. "Oh, sim. Meu chat com papai foi
maravilhoso." Inclinou-se para beijar a bochecha de Leigh. "Me deixou
caf�?"
P�lidas sobrancelhas se levantaram. "Deixei," respondeu, "mas n�o acho que a cafe�na seja realmente adequado para ti esta manh�."
Kris riu e colocou o caf� na x�cara. "Bom, hoje estou de bom humor."
"estou vendo," concordou Leigh, sentada em sua cadeira. "Por algum motivo especial.
Kris considerou a pergunta enquanto apertava os n�meros no microondas. "De verdade, n�o sei" respondeu "Suponho que gosto de estar solteira."
"Brindarei por isso." Leigh levantou sua pr�pria x�cara de caf� antes de tomar um gole. "e o que vai fazer hoje?"
Kris bocejou antes de responder. "Estudar," explicou sentidamente. Mas sorriu no instante que o microondas anunciou que seu caf� estava pronto. "Ah, divino." Puxou uma cadeira e sentou-se, sentindo-se refeita e feliz.
"Bom, que seu querido pai falou?" perguntou Leigh, estudando intensamente sua amiga, tinhha seu olhar em Kris, ainda que sua vista foi atrapalhada pela x�cara em seus l�bios.
Kris. "Disse que sentia minha falta. E espera que possa ir visit�-lo antes que acabe o ver�o. E que tem algu�m que quer que eu conhe�a. Uma nova amiga, assumiria." Fez uma pausa para beber seu caf�. "Isso � tudo."
"Mas ficou online toda a noite. Eu ouvia voc� digitando."
Kris obviamente n�o esperava esse coment�rio porque ficou paralizada momentaneamente, a x�cara de caf� ficou no meio do caminho at� seus l�bios. Ent�o relaxou e sentou-se melhor. "Estive conversando no chat com Julia," admitiu.
Era �bvio para Leigh que Kris n�o era consciente do rid�culo sorriso em sua cara. "Julia," repetiu. "a ciber l�sbica?"
"A �nica e verdadeira," Kris confirmou.
"E o que conversou com a ciber l�sbica Julia?" Leigh perguntou curiosamente, e colocando seus cotovelos sobre a mesa.
Kris "S� fal�mos de coisas sem import�ncia," respondeu casualmente. "E deixa de cham�-la assim." Que foi, que olhar � esse que est� me dando?"
Leigh negou com a cabe�a. "Sei o que est� acontecendo," explicou. "Estudei psicologia na escola."
Foi a vez de Kris de parecer interessada. "N�o vai me dizer, por favor, sua an�lise, Dr. Radlin?"
"Esta fazendo essa coisa," disse Leigh, apontando um acusador dedo a Kris. decidiu mudar de lado por um tempo."
Kris olhou para cima e ficou de p�, levou sua x�cara de caf� com ela. "Que esperta," respondeu com fingida surpresa. "Que eloqu�ncia!"
Leigh tamb�m estava de p�, n�o estava preparada para abandonar o tema. "Nathan feriu-te e agora vai renunciar os homens. Isso � o que est� fazendo.Vai ferir o cora��o dessa pobre l�sbica!"
" Kris indo para seu quarto. Fez uma pausa e virou. "Oh, mencionei que ela � atriz? Igual a voc�." Sorriu e entrou em seu dormit�rio, fechando a porta.
"Vou dizer a sua m�e que trocou Nathan por uma ciber l�sbica!" amea�ou Leigh brincando do outro lado da porta.
Kris riu disimuladamente. N�o seria b�rbaro? Agitando a cabe�a e ainda de estupendo humor, se p�s a estudar para seu �ltimo exame do semestre.
Kris desfrutou do som de escovar os dentes. Era consolador. Dava-lhe um sentido
de limpeza� e� consolo. Preciso dormir mais. Agitando a cabe�a,
olhou seu reflexo. Que sexy. Nada como uma escovada nos dentes a boca cheia
de espuma para fazer exclamar os homens, "Uuu lala".
Saiu do banheiro. Sua amiga estava em seu lugar diante da TV, zapeando sem pensar por todos os canais. "� assisnamos esta tv cabo e segue sem ter nada."
Kris olhou para ela.Toda a noite, era a mesma discuss�o. "Eh, deixa-me perguntar algo," Normalmente d� nosso n�mero a desconhecidos?"
"S� aos que pedem," respondeu Leigh com meio sorriso. "E mesmo que n�o desse est� em seu cart�o."
Kris concordou. "Deu meu cart�o para aquele rapaz?"
"Que rapaz?"
�s vezes, Kris tinha a enervante sensa��o de que Leigh adorava lhe irritar . "O cara com a Julia�"
"Quem � Julia?"
Kris levantou as m�os num movimento de estrangolar o pesco�o de Leigh. "Est� tentando me enlouquecer?
"Estou entediada, n�o h� nada," Leigh disse. "Voc� � tudo que tenho para entreter-me." Sorriu brilhantemente. "Em qualquer caso, lhe dei o cart�o, escrevi o n�mero na parte de tr�s."
Kris n�o suportou a falta de l�gica de sua amiga. n�o fez isto. "O n�mero j� estava no cart�o," disse, inutilmente.
"Buu," disse Leigh. "Mas n�o podia dar simplesmente o cart�o, 'Eh, aqui est� o cart�o de minha melhor amiga. Ligue qualquer dia'." balan�ou a cabe�a. "Senti que a a��o de escrever o n�mero realmente se fez necess�rio no momento."
Leigh parou de procurar um canal. "Rendo-me. N�o me importa
o que tiver passando vou ver."
Kris viu as mensagens e balan�ou a cabe�a. Hora de escrever para Julia.
"Vai escrever para sua nova namorada?" brincou Leigh.
"Que idade disse que tinha?" perguntou Kris.
Leigh levantou um dedo e balan�ou-o de um lado a outro. "N�o. Uma verdadeira atriz nunca revela sua idade. � pior que a morte. H� uma maldi��o em Hollywood. Esse famosos terminam fazendo comerciais �s tr�s da manh�."
Kris levantou seu pr�prio dedo zombadoramente e fez movimentos circulares junto a sua orelha. "Calada." Devolveu sua aten��o para o seu computador" sei sua idade, palha�a.."
"Ent�o devo te matar," disse Leigh.
"Oooh, estou morrendo de medo," respondeu Kris.
Leigh olhou para sand�lias nos p�s de Kris. "Sapatos l�sbicos," notou, agitando a cabe�a. "A transforma��o come�ou."
Querida Julia, Depois de um frustrado esfor�o por encontrar algo para ver minha amiga deixou � sorte. E o destino decretou que deveriamos sofrer vendo Happy Days. Lhe supliquei que mudasse de canal, mas n�o mudou. esta noite terei pesadelos que envolvam o Fonze em qualquer forma, maneira ou lugar, vou mata-lo. passei o dia estudando para meu exame de Hist�ria da Arte. Amanh� acaba minhas aulas. Mal posso esperar! Tr�s meses de liberdade; tr�s meses de arte. Terei tempo para come�ar a cole��o, se ainda estiver interessada, a esta altura n�o me parece correto te vender. Considere como um presente. Nathan ainda n�o me procurou, o que � bastante raro e me preocupa um pouco. Quero dizer, vai para Harvard na pr�xima semana� o menos que podia fazer era se despedir. N�o acha? N�o pode estar t�o bravo ainda comigo. Bom� talvez esteja. Meus pais o adoram porque vai ter sucesso. Mas � que n�o vejo o sucesso como requisito para o amor. Nem sequer importa-me. Me importa mais que uma pessoa seja feliz. Talvez s� estou a tentando me convencer de n�o ser uma completa perdedora. N�o, isso n�o � verdade. Acho que s� invejo o fato que quando meus pais lhe olham, vejo orgulho e respeito em seus olhos. Quando me olham, s� vejo desilus�o e vergonha. Oh, a prop�sito, diverti-me muito ontem � noite contigo.Talvez possamos voltar a conversar outro dia? Depois de amanh� terei todo tempo do mundo, me avise se quiser conversar no chat depois de amanh�. sua amiga, |
Continua...