O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Traduzido por Fernanda

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Julianne chamou antes de entrar no escrit�rio de Naomi. Andou pensando em algumas coisas durante todo o fim de semana e tinha tomado uma decis�o.

A diretora levantou o olhar da pilha de pap�is em seu escrit�rio e sorriu. "Julianne," disse se levantando. "Chegou cedo."

Podemos conversar?" perguntou Julianne fechando a porta .

Respondeu  Naomi de bom humor. "Claro. � neg�cio ou�"

"Neg�cio n�o," respondeu Julianne caladamente.

A diretora consentiu e  Indicou o sof� . Vamos sentar!

Julianne inspirou profundamente e uniu-se a Naomi no sof� perguntando-se como diria o que desejava sem parecer idiota.

Os olhos verdes estudaram-a pacientemente, ainda que com curiosidade. Que foi?

"A coisa � esta," come�ou Julianne se sentindo nervosa. "Gosto muito de voc�. � inteligente, bonita e divertida�"

"Mas�"

Julianne falou. "Mas estou apaixonada por outra pessoa," confessou.

Naomi olhou-a por um longo instante antes de dizer. � pela Kris.
A atriz estava surpreendida e perguntou-se se era �bvio para todos, ou s� a quem a olhasse bem de perto. "Sim," admitiu.

Naomi consentiu. "Karen me advertiu que tinha algu�m mais," disse. "N�o disse quem, mas� realmente n�o se relaciona com muita gente, assim que o processo de elimina��o foi curto." Sorriu ligeiramente.

Julianne n�o sabia o que dizer. "Sinto muito," disse finalmente. "Se as coisas fossem diferentes�"

Naomi riu. "Sim, se fosse," disse. Sorriu para Julianne. "Aprecio sua sinceridade. Espero que as coisas de certo  com Kris."

Julianne riu entre dentes. "Bom, o fator hetero pode ser um problema."

"A maioria de n�s j� fomos  hetero uma vez," disse Naomi com uma gargalhada. "Mas acredito que as coisas ter�o que seguir seu curso natural."

"Sim," concordou Julianne n�o desejando se agarrar a falsas esperan�as. "Bom, vou te deixar voltar ao trabalho. Parecia ocupada." Se levantou e foi para a porta. Parou, fez uma pausa e olhou � diretora. "Obrigada."

"Por?"

"Tudo," disse Julianne . Sorriu e saiu do escrit�rio sentindo-se como se tivesse tirado um grande peso de suas costas.

 

"Mami," disse Kris com impaci�ncia. M�e! Fica calma."

"Mas como vou me acalmar, Kristina, me vem com isto que vai para Calif�rnia com uma pessoa desconhecida."

Kris se exasperou. "N�o � desconhecida. � minha amiga. E � s� um fim de semana."

"N�o sei," disse sua m�e, seu tom implicando a desaprova��o. "Vai visitar seu pai?"

Vou para Los Angeles," respondeu com pesar. Seria bom ver meu pai. Mas ao menos sua m�e parecia estar concordando sobre o problema. "N�o terei tempo de ir visit�-lo."

Sua m�e soltou um longo suspiro. "Bom, ent�o me liga quando chegar na  casa de sua amiga," lhe instruiu.

Kris sorriu sabendo que tinha ganhado. "Prometo que ligarei no instante que chegar l�," disse. Despediu-se de sua m�e e desligou o telefone, justo a tempo de ver a Leigh entrar no apartamento.

Oi, amiga," saudou Leigh  com um sorriso. "O que voc� est� aprontando?" Uniu-se Kris � mesa da cozinha.

Kris levantou o telefone. "Tinha que falar para minha m�e sobre minha viagem."

"N�o posso acreditar ainda que Julianne vai te levar na casa dela," disse Leigh balan�ando sua cabe�a. "Que acha que vai fazer l�? Ela vai te levar na estr�ia?"

Kris balan�ou sua cabe�a. "N�o sei. Ela tem um jantar." Encolheu os ombros. Acho que ficarei na casa dela." N�o tinha pensado muito nos detalhes e, quanto mais  fazia, mais nervosa se punha. Como ia se encaixar no mundo de Julianne?

"Bom,  as coisas ficaram bem melhor agora," perguntou Leigh gentilmente. "J� sabe, desde a crise."

"As coisas est�o perfeitas," disse  Kris incapaz de afastar o sorriso de sua cara. "Julianne �"

Leigh olhou-a com expectativa.

Mas os adjetivos que lhe vieram � mente pareciam inapropiados e Kris se calou. O  telefone tocou a  salvando de ter que responder. "Al�?" disse.

Kris pode vir aqui em casa? Tenho algo que te mostrar."

Kris sorriu ao ouvir a voz de Julianne. "O que?"

"� uma surpresa,"respondeu Julianne. "Estou fazendo o jantar. Tem tarefa para fazer?"

Kris nem desejava pensar em quanto tinha. "Uma tonelada."

Tr�s. Tenho uma cena para  ensaiar tamb�m. Vou ficar ensaiando comigo mesma,  enquanto voc� estuda."

Kris riu. "Eu vou, ainda tenho que tomar banho. Estarei a� daqui uma hora."

"At� depois."

"Tchau," disse Kris. Desligou e levantou a cabe�a para encontrar Leigh olhando-a. "Julianne," explicou-lhe. "Vou ao seu apartamento."

"Eu captei," disse Leigh.

"Vou tomar banho," anunciou Kris levantando-se. Come�ou a ir para seu quarto, mas parou quando Leigh a chamou. Se virou para olhar sua amiga.

Leigh tamb�m estava de p�. "Jeremy tem um amigo," disse. "� muito bonito. Pensei que Talvez poder�amos sair como casais amanh� a noite."

Kris balan�ou a cabe�a. "Sinto muito.  n�o estou afim."

"� s� sair," disse Leigh. "N�o vai querer se casar contigo."

Detestava ver-se nesta situa��o. "Posso  ter planos com Julianne," disse. "E n�o tenho vontade de estar conhecendo ningu�m agora. H� uma raz�o pela qual rompi com Anthony."

Leigh cruzou os bra�os. "Que raz�o � essa?"

"Tenho que tomar banho," Kris insistiu desejando acabar com a conversa. Qual era o problema de Leigh?.

"Kris," chamou Leigh mudando o tom. Tem algo que queira me dizer?"

"O que?" perguntou Kris sentindo-se nervosa.

"N�o sei," disse Leigh. "Mas se h� a algo� vou entender."

Kris n�o sabia onde Leigh queria ir com aquela conversa. Ou melhor n�o queria saber mesmo. "� que estou cansada de  tudo que se refere a homens," disse. "N�o vejo por que devo sair com uma pessoa  que jamais vi na vida, s� porque � homem e que voc� acha bonito."

Leigh ficou a olhando tentando entender as palavras de Kris. Finalmente, consentiu. "T� bom � justo."

Aliviada, Kris suavizou seu olhar. "Mas gostaria de ficar com voc� antes de viajar," disse.

"Pizza e filmes? Na quinta-feira?" Leigh sugeriu.

"Feito," disse Kris com um leve sorriso, contente de que tivesse passado a tormenta. "Agora vou tomar banho."

Leigh consentiu e foi para seu quarto. "D� um oi, para Julianne de minha parte."


Kris conseguiu chegar na casa de Julianne em menos  de uma hora. E estava mais que ansiosa para saber qual era a surpresa de Julianne. A id�ia do jantar tamb�m era sedutora. Kris estava faminta.

Julianne abriu a porta e brincou. "Qual � a senha secreta?"

"Creme de ameixa da Nova Inglaterra," respondeu Kris sorrindo.

"Vermelha ou branca?"

Kris fechou os olhos. "Viu este filme quantas vezes ?" perguntou.

"Adoro Ace Ventura ," respondeu Julianne. "Bom, qual � a cor correta?"

"Acho que � branca?" achou  Kris. N�o se lembrava. "Nunca lembro dessas coisas.

Julianne pareceu pensativa. "Tamb�m n�o lembro. Que seja branca. Mas tem que fechar os olhos."

Kris seguiu em frente e fechou os olhos. "o cheiro est� muito bom," disse enquanto entrava. O que est� cozinhando?"

"Logo saber�, mas que Impaciente," disse Julianne guiando  Kris para dentro do apartamento.

Kris n�o tinha id�ia de onde iam, mas logo Julianne parou.

"Abre os olhos," instruiu a atriz.

Kris fez o que ela dizia e sorriu para o que via. Os m�veis de Julianne tinha chegado. O sof� que tinha escolhido e as duas super potronas reclinaveis  tinham substituido o espa�o vazio do tapete. Mas o objeto que mais chamou sua aten��o foi a mesa. Kris riu. "Quando comprou isso?"

"Disse aquele vendedor da loja que escolhesse uma para mim," respondeu Julianne. "Estou segura que era a mais cara. Mas ao menos combina com tudo." Riu. Indicou a comida na mesa. "O jantar est� pronto."

Kris sorriu e voltou a olhar ao seu redor. O apartamento parecia agora bem mais agrad�vel. Finalmente parecia habitado. Notou que tinha uma televis�o de tela plana na parede na frente do sof�. " A trouxe do seu quarto?" perguntou.

Julianne fez uma cara de n�o. "Comprei-a hoje a caminho de casa vindo do set," respondeu. "Sabia que as coisas chegaria hoje, ent�o pensei em  dar � sala uma raz�o para existir."

A televis�o � a raz�o?" Kris perguntou com um sorriso.

Julianne consentiu indo para cozinha. " O que quer beber?"

"Qualquer coisa est� bom," respondeu Kris. Olhou as poltronas. "Bom, por que comprou duas? Vai procurar algu�m para dividir o aluguel?"

Julianne encolheu os ombros e enchendo os copos  com gelo. Levantou a cabe�a e sorriu. "Por que, quer ser minha colega de ap.?"

Kris riu e foi ajudar Julianne. Mas, por alguma raz�o, a perspectiva de viver com a atriz n�o parecia m� id�ia.

 

Ap�s os pratos do jantar estarem limpos, Julianne sentou  Kris numa das poltronas e lhe disse que estudasse. A �ltima coisa que desejava era que Kris come�asse a ir mal nos estudos. Mas tamb�m n�o estava disposta a renunciar o seu tempo com ela. Assim que era um bom arranjo. E o melhor de tudo,  Kris n�o parecia se importar.

"Acho que estou apaixonada por est� poltrona," revelou Kris depois de uns minutos.

Julianne sorriu de onde estava. "Eu disse isso l� na loja." Regressou ao roteiro diante dela, tentando se concentrar na cena. Estava bastante segura que tinha todo o roteiro memorizado, filmariam essa cena no dia seguinte e desejava se assegurar de ter j� dominado a cena. E nem  era as falas, porque  j� sabia, mas o resto. Era uma cena importante e desejava faz�-la bem.

Que cena est� ensaiando?" perguntou Kris.

Julianne deixou de dizer as frases para si e olhou para Kris. "S� repassava as falas para a cena de manh�."

Posso te ajudar?"

"N�o tem tarefa para fazer?" perguntou Julianne. "Se estou te distraindo, posso  fazer isto em meu quarto."

"N�o," respondeu Kris. "� que n�o tenho vontade de estudar." Captou o olhar que Julianne lhe lan�ou e  riu. "Amanh� me fecharei na biblioteca e colocarei  tudo em dia, prometo." Levantou da poltrona. "Voc� � pior que minha m�e, sabia?"

Julianne sorriu levemente orgulhosa de si mesma. "Tento."

"Bom, como posso ajudar?" perguntou Kris, agora de p� diante de Julianne.

Julianne suspirou derrotada. "T� bom, � uma cena curta. L� as frases de Emma. E advirto-te, � muito sentimental."

"Auu, lembro desta. � linda." Kris sorriu. Posso come�ar?"

Pode!

Kris come�ou. "Ontem � noite ouvi sua can��o. Fazia eco nas �rvores at� chegar em minha janela e pensei�"

"O Que?"

" Eu tive a louca sensa��o de que voc� estava no jardim."

Com o piano?

N�o � uma loucura?

Julianne se aproximou de Emma, que  era Kris, e disse, "Acho que estarmos aqui juntas � uma loucura."

Deseja que eu me v�?

"N�o. Desejo que fique para sempre."

"Isso �  mais louco."

O �? Vai ficar com um homem que n�o ama e acha que  loucura � isto."

Quem diz que n�o o amo?"

"N�o tem que  dizer, Emma. Posso ver. Fala de amor como se fosse uma obriga��o."

"Amor n�o," disse Kris. "S� casal."
Ent�o admite que n�o o ama?"

"Segundo voc�, n�o tenho que  fazer. E que diferen�a vai fazer?"

"Faz diferen�a para mim," disse Julianne suavemente, se aproximando mais. "Posso te dar amor."

"N�o." Kris levantou o olhar de sua leitura e encontrou os olhos de Julianne.

O cora��o de Julianne come�ou a bater muito forte e sentiu-se completamente no papel. Estava t�o pr�xima de Kris, seus l�bios t�o pr�ximos. Era a desculpa perfeita, o roteiro pedia um beijo. Julianne viu a Kris come�ar a fechar os olhos e sentiu fechar os seus tamb�m       . Um suave alento  em seus l�bios a fez parar�

O que ia fazer? Ela n�o era Elizabeth e Kris n�o era Emma. Isto n�o estava bem. Julianne afastou-se. "Obrigada," disse tentando n�o parecer t�o nervosa como se sentia. Seu corpo inteiro vibrava  energia sexual e n�o sabia como fazer parar.

Kris tinha aberto seus olhos e a olhava com uma express�o ileg�vel. "Quando quiser que eu seja sua Emma � s� falar," disse devolvendo o roteiro.

"Fez uma boa Emma," revelou Julianne esperando que aliviasse a tens�o entre elas. Desejou poder ler a mente de Kris para descifrar o que ela estava pensando. Tinha quase ultrapassado o limite?

"Eu deveria ter feito o teste para o papel," disse Kris com um sorriso. "Bom,  quer repasar de novo? "

"N�o," disse Julianne rapidamente. "J� sei como fazer a cena." Se voltasse a passar por tudo isso, Julianne n�o sabia o que ia acontecer.


Kris olhou os cr�ditos subindo pela tela da televis�o perguntando-se que filme estavam vendo. E que j� tinha acabado?

Gostou?" perguntou Julianne de seu lado da cama. Achei legal.

"Sim, definitivamente foi bom," concordou Kris, agradecida pelo adjetivo. Desde o quase beijo, Kris estava perdida num mundo externo. Julianne tinha sugerido que vissem um filme e Kris concordou. Esperava que o filme a distraisse de seus pensamentos mas, ao inv�s, lhe deu ampla oportunidade de pensar mais.

Quase tinha beijado-a, se deu conta Kris. Se Julianne n�o  tivesse se afastado, teria acontecido e n�o teria como voltar atr�s. Sabia que estava no roteiro, que teria sido justific�vel. Era s� atua��o�

Mas n�o podia justificar que queria que acontecesse. N�o podia justificar sua desilus�o quando n�o aconteceu. N�o podia explicar por que seguia relembrando isto. Por que sua mente seguia  imaginando o beijo; seguia imaginando como teria sido. Ela, Kris, tinha desejado beijar  Julianne.

ainda  desejava.

O pensamento a aturd�a.

Julianne ejetou o filme e olhou a hora no despertador. "� tarde, quer que eu  te leve para casa de carro? Ou podemos ir andando."

"N�o," respondeu Kris distraidamente. "Posso chamar um t�xi."

"Fica, dorme aqui," Julianne sugeriu. "Parece cansada."

Kris virou a cabe�a para olhar para Julianne. E se a beijasse? Agora mesmo, nessa cama. Julianne corresponderia ao beijo? O que? Deus, seus l�bios parecem t�o macios. Sabia que Julianne tinha dito alguma coisa, Mas o que?

Deseja?" perguntou Julianne.

Desejar? Sim, fosse o que fosse. "Claro."

"Kris, voc� est� bem?" Julianne perguntou com preocupa��o em sua voz. Eu te aborreci?

Kris voltou ao mundo dos vivos. "Estou bem," respondeu. "S� cansada, eu acho." N�o tenho dormido muito. Olhou a TV, estava passando aqueles programas de televendas. "Voc� j� comprou algumas vez estas coisas?"

J�!

Kris sorriu. Podia imaginar Julianne pedindo essas coisas sem import�ncia nas madrugada. "� uma compradora compulsiva."

"Desfruto das coisas in�teis que s�  funcionam  na TV," disse Julianne.

"Talvez voc�  n�o saiba  fazer funcionar, brincou Kris.

Julianne  pegou ligeiramente o controle.

Kris riu roubando o controle da m�o de Julianne. "Vamos ver o que h� mais." Depois de zapear uma quantidade intermin�vel de canais, Kris viu que n�o tinha nada de bom em nenhum deles. Colocou no  Food Network j� que sabia que  Julianne gostava. "Est� bom aqui?"

"Ah, Iron Chef," disse Julianne com um suspiro celestial. "Perfeito."

 Kris sorriu achando que ela adorava mesmo isto.

Julianne sorriu. "Quero competir contra o Iron Chefs."

"Por que n�o compete? "

"N�o tenho id�ia  como cozinhar esses ingredientes esquisitos ," revelou Julianne parecendo pesarosa.

"Pode competir contra mim," sugeriu Kris. "Eu fa�o algo pr�-pronto enquanto voc� cria algo espetacular."

Julianne riu. "isso n�o � competi��o."

"Tentei." Ficaram caladas enquanto viam a s�rie uns minutos. Kris ainda era incapaz de prestar  aten��o em alguma coisa. "Julianne�"

Sim?  

Quando vai ver a Naomi?"

"Amanh�."

Kris tentou n�o franzir o cenho. Tem outro encontro?

"Quer saber se vou v�-la de novo?" perguntou Julianne. "Eu disse para ela ontem que n�o quero sair mais com ela."

Por que?" Kris perguntou sentindo-se aliviada.

"N�o sinto nada por ela," admitiu Julianne.

Kris sentiu-se irracionalmente euf�rica. "Ah, foi tudo o que pode pensar em dizer. Mas desejava dizer mais que isso. Desejava saber mais. Voc�s se beijaram?"

"Sim."

Sua euforia se evaporou neste instante. "Ela beija bem?"

"Sim, foi bom."

Kris decidiu que j� n�o podia ouvir mais nada. Lamentava ter perguntado. "Mas n�o sentia nada por ela?"

Julianne olhou-a com curiosidade. "Por que das perguntas?"

Sou curiosa," Kris respondeu preocupada de que Julianne pudesse suspeitar de suas verdadeiras emo��es. "As coisas pareciam ir bem."

"Poderia dizer o mesmo com voc� e Anthony," respondeu Julianne. "�s vezes os sentimentos simplesmente n�o est�o ali."

Kris olhou nos olhos de Julianne, t�o azuis e formosos. "Ent�o onde est�o?"

Julianne sorriu. "N�o  sei."

Acho que eu sei, pensou Kris. Mas s� sorriu em resposta.

Continua...

Parte33

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