O Lado Cego Do Amor INGRID DIAZ The Blind Side of Love |
Traduzido por Fernanda
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"Ela, provavelmente vai saber esta," murmurou Julianne olhando o cart�o do Trivial Pursuit que tinha escolhido. Horas ap�s ter dormido e depois de um reconfortante caf� da manh� de frutas e croissants, Kris tinha sugerido que jogassem algum jogo. Trivial Pursuit era o �nico que Julianne tinha trazido, assim que ganhou esse.
Mas Kris tinha mudado as regras do jogo levemente. Em lugar de ganhar por uma resposta correta, ganhavam perguntar � outra uma pergunta pessoal. Julianne aceitou quando Kris teve essa id�ia. A artista s� sorriu. E agora Julianne tinha certeza de que estava a ponto de lhe perguntarem provavelmente algo que n�o queria responder.
"Ooh, tem a ver com arte?" perguntou Kris agitadamente. Essa vai ser f�cil.
Julianne disse. "Que pintou Botticelli que alguns chamam de 'V�nus da m�dia idade?
Kris sorriu. "O Nascimento de V�nus," respondeu orgulhosamente.
Olhando para o teto, Julianne devolveu o cart�o para ela. "T�, perfeito, estou pronta. O que quer saber?"
Kris ficou pensativa enquanto formulava uma pergunta. "Voc� tem alguma marca de nascimento?"
Julianne sentiu-se ruborizar. De onde tinha sa�do essa pergunta? "Sim," respondeu.
"Verdade? Onde?" Kris perguntou com curiosidade.
Julianne estava a ponto de responder, mas balan�ou seu dedo para Kris. "N�o vou dizer. Esqueceu que s� pode fazer uma pergunta. E a fez e eu respondi. Assim � a minha vez."
Ficando de cara feia, Kris cedeu. "Muito bem, te pego da pr�xima vez."
Aliviada por agora e esperando que n�o tivesse pr�xima vez, Julianne atirou o dado. Caiu no verde. A n�o. "Esporte, n�o acredito? N�o sei nada de esporte.
"Caiu nesse n�o posso fazer nada, quem manda n�o ter sorte" disse Kris com um sorriso satisfeito. Pegou um cart�o da caixa e leu, "Que equipe profissional que tem o apelido de 'Broadway Blues'?"
Julianne pensou longo tempo. "Broadway� � de Nova York. Deve ser s New York alguma coisa. Por acaso n�o � o Braves!"
Kris piscou-lhe. "� insultante. Nenhuma porque � New York Rangers. Devolveu o cart�o e balan�ou a cabe�a. "Os Braves? N�o s�o de Nova York.. "
"Mencionei n�o saber nada de esporte, n�o foi?" disse Julianne.
Com uma gargalhada Kris tomou sua vez. "Amarelo."
Quais foram os dois presidentes que sairam nos primeiros dois selos vendidos nos E.U.A , em 1847?" perguntou Julianne esperando que Kris sabesse tanto de hist�ria como ela de esportes.
"Ben Franklin," disse Kris, "e�" George Washington? aventurou com incerteza.
Julianne franziu a testa. "Como sabe essas coisas?" perguntou impressionada por estar perdendo.
"Deveria ter terminado a faculdade, Srta. Franqui," brincou Kris. e onde eu estava? Oh, j� sei. Sua marca. Onde �?"
Julianne suspirou. "Na minha bunda."
Kris sorriu. "� ? Interessante."
Julianne esperava que a pr�xima pergunta de Kris n�o fosse, "Que queira ver?" Com suspiro resignado, atirou os dados e caiu no rosa. "Sim! Bom." A pergunta �...
"Acertou," amaldi�oou Kris.
Julianne esfregou suas m�os alegremente. "Hmm, que vou perguntar?" perguntou-se. Tinha que ser algo malvado. Muito malvado. "J� teve algum sonho em que era mais que amiga de outra mulher?"
Kris se ruborizou ante a pergunta e olhou intensamente para o tabuleiro do jogo. Sim."
Agora Julianne ficou curiosa. "Oh, verdade? Quando?"
"N�o vou falar, eu j� respondi a pergunta. Minha vez," disse Kris rapidamente. "Azul."
Julianne fechou os olhos. A pegaria na pr�xima. Que pa�s asi�tico abriga a maior popula��o mu�ulmana do mundo?"
Kris olhou ao redor como esperando pegar a resposta no ar. "China?"
"Tsk, tsk, errou ...Indon�sia, disse Julianne. Ela jogou. "Amarelo."
"Espero que seja um asco em hist�ria," murmurou Kris. "Quem disse a Milk Wallace em 1964: 'V�o matar-me� sei coisas demais sobre Elijah'?"
"Malcolm X," respondeu Julianne.
Kris fechou os olhos. "Eu te odeio."
Bom, como foi o seu sonho?" perguntou Julianne sorrindo.
Kris balan�ou a cabe�a. "N�o vou contar."
"Ent�o vai ter que aceitar um desafio," Julianne disse.
Com um suspiro, Kris concordou. "Bem. Qual � o desafio?"
Ah, tinha tantas possibilidades, pensou Julianne satisfeita. "Desafio-te a dan�ar comigo num bar l�sbico na quinta-feira a noite."
Kris inclinou a cabe�a para um lado, olhando com curiosidade Julianne sorriu. "T�," respondeu. "Parece interessante. Achei que ia fazer-me p�r minha calcinha na cabe�a e sair gritando por ai... Fogo!'"
Os olhos de Julianne abriram-se e sorriu brilhantemente.
"Nem pensei nisto," advertiu-lhe Kris agarrando os dados. Atirou-os. " rosa.
"Que filme de 1991 foi originalmente escrito para estrelar Meryl Streep e Goldie Hawn?"
"Thelma & Louise," respondeu facilmente. "Leigh conta-me todas essas coisas. Depois n�o me lembro o que aconteceu e entrou a Gina Daves"
Julianne falou baixo. "Est� certa, disse."
"Quem foi a �ltima pessoa que se sentiu atraida?" perguntou Kris.
Julianne paralisou-se com a pergunta. Desejava dizer-lhe. Era t�o tentador. Mas n�o podia. N�o desejava lidar com as consequ�ncias que seguiriam. Tinha tido suficientes dessas ultimamente. "Vou esperar por quinta-feira, depois eu falo."
"Vamos disse Kris. Diz que � a Naomi, n�o �?"
"Meus l�bios est�o selados," respondeu Julianne doendo o seu cora��o. Como reagiria Kris? Ficaria assustada? Nesse momento n�o era o bastante forte para tentar descobrir.
Frustrada, Kris suspirou. "T�. Ent�o desafio-te a entrar num website l�s."
Julianne ficou a olhando. Est� brincando!
"N�o. voc� escolhe um ou outro " respondeu Kris sorrindo.
Julianne pegou seu computador. "N�o posso acreditar que esteja me obrigando a fazer isto."
"Melhor estar com seu cart�o de cr�dito nas m�os," Kris riu disimuladamente. Gatinhou pela cama, afastando o tabuleiro de jogo, e sentou-se atr�s de Julianne para poder olhar a tela. "Devo supervisionar."
Durante um momento Julianne distraiu-se com a proximidade de Kris. Desejava encostar suas costas nela para sentir mais o calor de seu corpo que, estava certa, que sentiria. Em mudan�a, entrou no Google e digitou "porno l�sbico". Depois de um mont�o de cliques e fechar janelas, conseguiu encontrar um lugar para registar-se. "Se isto aparece amanh� na primeira p�gina do The Enquirer eu vou te�"
"Vai nada?" desafiou-lhe Kris, inclinando-se para descansar seu queixo no ombro de Julianne.
Beijar, pensou Julianne, seu cora��o estava quase saindo do peito. "Voc� tem c�cegas?" perguntou de repente.
Kris afastou para tr�s. "N�o," respondeu.
Eu acho que n�o acredito," falou Julianne digitando os d�gitos de seu cart�o de cr�dito. Uns segundos depois estava registada. Um mundo de porno l�sbico ao alcance de meus dedos. "Agora o que eu tenho que fazer neste website?"
"Acho que encontrar� algo
para te manter entretida,"brincou Kris
Julianne p�s o notebook no ch�o e se virou para Kris. "Como?"
"Tem 3 op��es: seios fartos, loiras suadas, e morenas boas" respondeu Kris rindo.
"Prefiro as morenas," disse Julianne sorrindo. "E como sabe dessas loiras? � porque entra muito nesses sites?"
Kris consentiu com falsa seriedade. Entro sim. Sou uma viciada em porno l�sbico. Descobriu meu segredo mais sujo." Riu muito. "Terminou o jogo?"
"Sim, acho que nos envergonhamos mutuamente o bastante por um dia," respondeu Julianne fechando o tabuleiro e colocando as pe�as do jogo na caixa. Depois se deitou na cama, e olhou para Kris que estava sentada de pernas cruzadas ao lado dela. "Bom, e agora?"
"N�o sei," respondeu Kris. "Hoje eu me diverti muito."
"Eu tamb�m,"respondeu Julianne esperando que n�o fosse a maneira de Kris de dizer que tinha que ir embora.
Kris olhou-a com curiosidade. "E voc� tem c�cegas?"
"N�o," mentiu Julianne.
Um sorriso travesso apareceu nos l�bios de Kris. "Oh. ser�? Tem certeza?
"Lembra, sou mais alta e mais forte que voc�," lhe advertiu Julianne se sentando. Precisava estar na defensiva no caso se Kris tentasse algo.
"Mais alta pode ser, mas n�o mais forte," disse Kris.
"Tamb�m sou forte."
Quero ver," desafiou Kris.
Julianne arqueou a sobrancelha. "E como vou te provar?" perguntou.
Kris olhou ao redor pensativamente. Ent�o animou-se. "Vamos lutar. A primeira a imobilizar � outra, ganha."
Ela est� querendo me matar? Julianne perguntou-se. "Bom," tinha certeza que ela era masoquista. Uma baixinha, masoquista. "Mas lutaremos junto � cama. N�o quero te ferir quando eu te derrubar.
Kris olhou para o teto. "para seu pr�prio bem � melhor ganhar," disse rodando para descer da cama. "Venha, Sparky."
O Que � isso de Sparky?" Julianne perguntou saindo da cama e unindo-se a Kris no ch�o.
Kris sorriu. "� bonitinho."
"Voc� me assusta," disse Julianne. "Bom, como vamos fazer isto? N�o quero te machucar."
"N�o sei, nunca lutei antes," Kris respondeu ligeiramente. "Mas tenho dois irm�os, assim acho que estou em vantagem."
Julianne riu. "Bom, � verdade. Eu mantinha minha irm� bem longe de mim com cruzes e �gua benta." Fez uma pausa. "T�, ent�o tudo o que tenho que fazer � imobilizar-te sobre a cama? "
"Vou tentar," Kris corrigiu.
Julianne passou a m�o em seu queixo pensativamente. Vamos. Adiantou-se rapidamente e come�ou a fazer c�cegas no est�mago de Kris. Como esperava, Kris come�ou a se dobrar de riso. Julianne ignorou as s�plicas de Kris e cuidadosamente, mas eficazmente, jogou a Kris sobre a cama.
Trapaceira!" gritou Kris esfor�ando-se para escapar das m�os de Julianne.
Julianne riu e agarrou as m�os de Kris com uma sua a imobilizou sobre a nuca de Kris. Com sua m�o livre Julianne continuou fazendo c�cegas em Kris. "Admite que sou mais forte," disse.
N�o!" negou-se Kris rindo incontroladamente. "Voc� me enganou!" De algum modo conseguiu liberar uma de suas m�os e foi toda a vantagem que precisava. Kris come�ou a fazer c�cegas em Julianne, o que distraiu � atriz de seu pr�prio ataque. Isso livrou a outra m�o de Kris e empurrou Julianne rodando por cima dela. Riu imobilizando as m�os de Julianne com as suas. "Eu ganhei."
Julianne estava rindo demais, mas ainda estava consciente de que Kris estava sentada em cima dela . "Voc� ganhou," admitiu sorrindo, ainda que estava tendo problemas estava ficando excitada com Kris em cima dela . Meu Deus me ajude.
Kris ficou a olhando, suas gargalhadas foram diminuindo at� ficar um sorriso. "Eu deveria sair de cima de voc�."
Voc�, disse Julianne sem pensar.
"O Que?" Kris respondeu.
Voc� � a �nica pessoa que tenho estado atraida, pensou. "N�o sei," respondeu Julianne se sentindo envergonhada. "N�o sei o que estou dizendo.
Kris sorriu e soltou os bra�os de Julianne. "Vamos comer alguma coisa. A perdedora convida."
� bem justo," respondeu Julianne notando que Kris ainda estava em cima dela. Tentou n�o se concentrar nos pontos onde seus corpos estavam se tocando. Mas estava perdendo a batalha. Basebol. Neve. �gua fria. Bill Clinton nu num dia frio. Eu n�o to aguentando.
Kris saiu de repente, notando que tinha estado ali muito tempo. "Sinto se desculpou rapidamente meio envergonhada.
Julianne notou a mudan�a de conduta de Kris e preocupou-lhe seu significado. Ser� que percebeu o que eu sinto? Sentou-se tentando descifrar o humor de Kris. "O que foi?"
Kris fez uma pausa antes de responder. "Eu baixei a sua bola de toda poderosa."
"Bom, �s vezes preciso que me tragam para terra," respondeu Julianne.
Muitas horas depois Kris estava olhando pregui�osamente seu pr�prio teto. Seu olhar percorria estrelas fosforescentes com a esperan�a de encontrar uma constela��o sem querer.
Enquanto uma s�rie de pensamentos dispersos faziam presentes em seu c�rebro. O processo estava-lhe mareando. Desejava que tivesse uma forma de fazer parar.
A pergunta n�o respondida de Kris a perseguia. J� teve algum sonho�? Sim, tinha admitido. N�o, n�o diria . Como poderia? Como eu podia dizer a Julianne que ela era a estrela de seu sonho; que todo o santo dia seguia lembrando de cada detalhe do sonho, meio envergonhada, meio excitada.
Seus olhos fecharam-se por vontade pr�pria e voltou a lembrar do sonho. Sua intensidade secava-lhe a boca.
Kris lembrava das velas; velas brancas em volta de uma enorme cama. O resto estava escuro. M�sica suave, indescifr�vel soava perto e longe. Kris n�o podia dizer de onde vinha. Talvez era seu cora��o cantando. Mas estava sozinha. N�o. N�o estava sozinha. Estava esperando.
Esperando.
E de repente j� n�o estava mais sozinha. Julianne estava ali, olhando-a com seus olhos azuis curiosos. Parecia estar fazendo uma pergunta . E Kris n�o sabia se tinha resposta.
Tudo mudou. As velas desapareceram. A Escurid�o foi banhada pela luz da lua clareando as mechas do cabelo de Julianne. E Kris estava hipnotizada. Desejava pintar um quadro desse momento. Mas foi sacada de seu desejo pelos dedos de Julianne em seus l�bios.
Julianne falou mas Kris n�o escutou. Tinha estado concentrada no movimento dos l�bios da outra mulher. Apertados e depois separados, murmurando coisas que fazia Kris lembrar.
A cama era macia, Kris tinha notado de algum modo. Mas a pele de Julianne era mais suave enquanto seus dedos percorriam a macieza do bra�o de Julianne. Rapidamente retirou sua m�o, insegura de suas a��es, suas inten��es.
E os l�bios de Julianne estavam mais pr�ximos, se aproximando dela com uma lentid�o imposs�vel de descrever e d�vida. Mas Kris n�o se afastou, n�o podia se afastar. E o espa�o chegou ao fim... fazendo-lhe ficar sem ar enquanto suaves l�bios ro�avam contra os seus.
Kris abriu seus olhos no momento que seu cora��o acelerou. Desejava deixar de pensar no sonho, mas n�o podia. Estava vivo em seus pensamentos, t�o v�vido como qualquer lembran�a impulsionada pela esperan�a.
As estrelas em seu teto escureceram-se at� o ponto de n�o v�-las mais. Seus pensamentos vagaram.
Nesse momento de espera, de questionamento, poderia ter se levantado. Poderia ter acendido as luzes e rompido o feiti�o.
Mas os l�bios de Julianne eram t�o convidativos. E quando pressionaram uma vez mais contra os seus, se deixou ser beijada. Deixou a preocupa��o, a d�vida. Nesse momento, rendeu-se ao doce sabor da verdade. Pressionou mais forte e mais fundo, procurando algo que n�o sabia que precisava.
E devagar, o mundo dissipou-se no nada.
Kris abriu os olhos e acendeu a luz.
Kris?" William pareceu preocupado quando abriu a porta de seu apartamento e encontrou a sua irm�zinha ali parada. Aconteceu alguma coisa?"
Kris passou por ele, entrando no apartamento, se sentindo agitada e confusa. Sua voz se tornou nervosa quando falou. "Estou enlouquecendo," anunciou justo quando Mark saia do quarto. Lan�ou um olhar inquisidor para William, que n�o ligou.
Kris estava alheia a eles e continuava falando. "Vindo para c� parei na igreja e estava indo para o confesion�rio e ent�o pensei .Que estou fazendo aqui?' N�o posso confessar essas coisas para o padre. n�o �? Tenho que aceitar isto primeiro para mim mesma. Mas quando eu fizer, ser� real. Estarei perdida. N�o poderei voltar a guardar uma vez que o soltei ao mundo." Come�ou a andar de um lado para o outro..
William e Mark observaram silenciosamente durante um momento. Finalmente William falou. "Kris," come�ou gentilmente, ainda que sua voz estava rouca pelo sonho. De que voc� est� falando?"
Kris parou o bastante para olhar seu p�blico. Suspirou e sentou-se no sof�. "Tenho tido estes pensamentos com algu�m." Fez uma pausa sentindo-se tonta e envergonhada. Estar sentada ali pareceu surreal; uma cena que estive imaginando; E se for...?' que desenvolveria e depois desvaneceria na profundidade de seus pensamentos, a deixando a salvo das consequ�ncias.
Mas sabia que n�o era um pensamento peregrino em que estava presa. Estava na beira de um precip�cio e a ponto de se jogar. "� uma mulher," sussurrou olhando para abaixo.
Mark e William trocaram olhares. "Vou fazer caf�," anunciou Mark indo fazer. "Vamos precisar de muito caf�," murmurou para si mesmo.
William se aproximou pegando uma cadeira. Sentou-se com um suspiro. "Bom, que tipo de pensamentos?" perguntou.
Kris levantou o olhar. "Por favor, n�o me fa�a entrar em detalhes. J� � bastante vergonhoso e como �." Passou a m�o por seu cabelo desgranhado, notando pela primeira vez que estava de pijama. "Sonhei que nos beijamos."
"Eu sonhei que beijava uma garota, Cathy Evans do trabalho," disse Mark. "sonho n�o significa nada." Fez uma pausa fazendo uma careta. "Espero. Deus, se eu for hetero?"
William olhou para Kris com preocupa��o. "Foi s� um sonho?" disse.
"Foi, s� sonho" disse ela. Ent�o balan�ou a cabe�a. "N�o. Tem outras coisas." Mordeu o l�bio inferior. "Ela me confunde. Sempre que a vejo� s� desejo� "
"Fazer amor com ela at� deix�-la inconsciente," disse, Mark.
A cabe�a de Kris doeu ante essas palavras e se ruborizou furiosamente.
"Mark," advertiu William.
"N�o me venha com 'Mark'," disse seu namorado pegando outra cadeira. Colocou-a mais perto de Kris. Tirou alguns cabelos soltos de seu rosto e inclinou-se. "Olha, seu irm�o � um asco com estas coisas. Assim que eu me encarrego disto. Fala-me desta garota. Ela � bonita.
Kris sorriu levemente ao pensar em Julianne Franqui. "� linda," foi tudo que conseguiu dizer. Imagens de fotos, videos que tinha encontrado recentemente enquanto navegava pela rede filtraram em sua mente. Neste instante abaixou a cabe�a, assustada de que vissem seus pensamentos refletidos.
Como se chama?"
Kris considerou quanto dizer. "Julianne," respondeu. Suspirou. "Ela tem um encontro na sexta-feira. Eu deveria ficar contente por ela, porque � minha amiga, mas n�o quero que ela saia com a Naomi."
"Ela � gay?" perguntou Mark.
"Sim," confirmou Kris. Jamais se interessaria por mim. Quero dizer ela � " mordeu a l�ngua para n�o dizer mais nada. Explicar seus sentimentos por Julianne Franqui, para todo mundo, n�o seria f�cil. "E ainda n�o sei o que estou sentindo. Nem eu sei por que estou aqui. � que eu n�o conseguia dormir. E n�o podia dizer isto a Leigh. Ela n�o ia me deixar em paz."
"Aqui � sempre bem-vinda, disse William.
Mark consentiu. "Vai ficar bem," disse. "Voc� vai entender seus sentimentos. S� siga o fluxo das coisas."
O fluxo das coisas. T�. Das redes escuras de sua mente algo come�ou a emergir. "Anthony," disse envergonhada por ter esquecido dele, de tudo sobre ele. "Vou para uma cabana com ele no final de semana."
"Bem," disse Mark pensativamente, "isto � bom. Talvez ele te ajude a entender algumas coisas. Refiro-me se vai gostar de ficar com ele, ent�o talvez o que esteja sentindo por Julianne � s� uma coisa passageira.
Sim, isso vai passar. Kris gostou desse pensamento. "Quem sabe," admitiu encontrando consolo nas palavras de Mark... talvez seus sentimentos possam ser tempor�rios.
Pode ser.
Continua...