O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Traduzido por Fernanda

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57

"Ela, provavelmente vai saber esta," murmurou Julianne olhando o cart�o do Trivial Pursuit que tinha escolhido. Horas ap�s ter dormido e depois de um reconfortante caf� da manh� de frutas e croissants, Kris tinha sugerido que jogassem algum jogo. Trivial Pursuit era o �nico que Julianne tinha trazido, assim que ganhou esse.

Mas Kris tinha mudado as regras do jogo levemente. Em lugar de ganhar por uma resposta correta, ganhavam perguntar � outra uma pergunta pessoal. Julianne aceitou quando Kris teve essa id�ia. A artista s� sorriu. E agora Julianne tinha  certeza de que estava a ponto de lhe perguntarem provavelmente algo que n�o queria responder.

"Ooh, tem a ver com arte?" perguntou Kris agitadamente. Essa vai ser f�cil.

Julianne disse. "Que pintou Botticelli que alguns chamam  de 'V�nus da m�dia idade?

Kris sorriu. "O Nascimento de V�nus," respondeu orgulhosamente.

Olhando para o teto, Julianne devolveu o cart�o para ela. "T�, perfeito, estou pronta. O que quer saber?"

Kris ficou pensativa enquanto formulava uma pergunta. "Voc� tem alguma marca de nascimento?"

Julianne sentiu-se ruborizar. De onde tinha sa�do essa pergunta? "Sim," respondeu.

"Verdade? Onde?" Kris perguntou com curiosidade.

Julianne estava a ponto de responder, mas balan�ou seu dedo para Kris. "N�o vou dizer. Esqueceu que s� pode fazer uma pergunta. E a fez e eu respondi. Assim � a minha vez."

Ficando de cara feia, Kris cedeu. "Muito bem, te pego da pr�xima vez."

Aliviada por agora e esperando que n�o tivesse pr�xima vez, Julianne atirou o dado. Caiu no verde. A n�o. "Esporte, n�o acredito? N�o sei nada de esporte.

"Caiu nesse n�o posso fazer nada, quem manda n�o ter sorte" disse Kris com um sorriso satisfeito. Pegou um cart�o da caixa e leu, "Que equipe profissional que tem o apelido de 'Broadway Blues'?"

Julianne pensou longo tempo. "Broadway� � de Nova York. Deve ser s New York alguma coisa. Por acaso n�o � o Braves!"

Kris piscou-lhe. "� insultante.  Nenhuma  porque � New York Rangers. Devolveu o cart�o e balan�ou a cabe�a. "Os Braves? N�o s�o de Nova York.. "

"Mencionei n�o saber nada de esporte, n�o foi?" disse Julianne.

Com uma gargalhada Kris tomou sua vez. "Amarelo."

Quais foram os dois presidentes que sairam nos primeiros dois selos vendidos nos E.U.A , em 1847?" perguntou Julianne esperando que Kris sabesse tanto de hist�ria como ela de esportes.

"Ben Franklin," disse Kris, "e�" George Washington? aventurou com incerteza.

Julianne franziu a  testa. "Como sabe essas coisas?" perguntou impressionada por estar perdendo.

"Deveria ter terminado a faculdade, Srta. Franqui," brincou Kris. e onde eu estava? Oh, j� sei. Sua marca. Onde �?"

Julianne suspirou. "Na minha bunda."

Kris sorriu. "� ? Interessante."

Julianne esperava que a pr�xima pergunta de Kris n�o fosse, "Que queira ver?" Com suspiro resignado, atirou os dados e caiu no rosa. "Sim! Bom." A pergunta �...

"Acertou," amaldi�oou Kris.

Julianne esfregou suas m�os alegremente. "Hmm, que vou perguntar?" perguntou-se. Tinha que ser algo malvado. Muito malvado. "J� teve algum sonho em que era mais que amiga de outra mulher?"

Kris se ruborizou ante a pergunta e olhou intensamente para o tabuleiro do jogo. Sim."

Agora Julianne ficou curiosa. "Oh, verdade? Quando?"

"N�o vou falar, eu j� respondi a pergunta. Minha vez," disse Kris rapidamente. "Azul."

Julianne fechou os olhos. A pegaria na pr�xima. Que pa�s asi�tico abriga a maior  popula��o mu�ulmana do mundo?"

 Kris olhou ao redor como esperando pegar a resposta no ar. "China?"

"Tsk, tsk, errou ...Indon�sia, disse Julianne. Ela jogou. "Amarelo."

"Espero que seja um asco em hist�ria," murmurou Kris. "Quem  disse a Milk Wallace em 1964: 'V�o matar-me� sei coisas demais sobre Elijah'?"

"Malcolm X," respondeu Julianne.

Kris fechou os olhos. "Eu te odeio."

Bom, como foi o seu sonho?" perguntou Julianne sorrindo.

Kris balan�ou a cabe�a. "N�o vou contar."

"Ent�o vai ter que aceitar um desafio," Julianne disse.

Com um suspiro, Kris concordou. "Bem. Qual � o desafio?"

Ah, tinha tantas possibilidades, pensou Julianne satisfeita. "Desafio-te a dan�ar comigo num bar l�sbico na quinta-feira a noite."

Kris inclinou a cabe�a para um lado, olhando com curiosidade  Julianne  sorriu. "T�," respondeu. "Parece interessante. Achei que ia  fazer-me p�r minha calcinha na cabe�a e sair gritando por ai... Fogo!'"

Os olhos de Julianne abriram-se e sorriu brilhantemente.

"Nem pensei nisto," advertiu-lhe Kris agarrando os dados. Atirou-os. " rosa.

"Que filme de 1991 foi originalmente escrito para estrelar Meryl Streep e Goldie Hawn?"

"Thelma & Louise," respondeu facilmente. "Leigh conta-me todas essas coisas. Depois n�o me lembro o que aconteceu e entrou a Gina Daves"

Julianne falou baixo. "Est� certa, disse."

"Quem foi a �ltima pessoa que se sentiu atraida?" perguntou Kris.

Julianne paralisou-se com a pergunta. Desejava dizer-lhe. Era t�o tentador. Mas n�o podia. N�o desejava lidar com as consequ�ncias que seguiriam. Tinha tido suficientes dessas ultimamente. "Vou esperar por quinta-feira, depois eu falo."

"Vamos disse Kris. Diz que � a Naomi, n�o �?"

"Meus l�bios est�o selados," respondeu Julianne doendo o seu cora��o. Como reagiria Kris? Ficaria assustada? Nesse momento n�o era o bastante forte para tentar descobrir.

Frustrada, Kris suspirou. "T�. Ent�o desafio-te a entrar num website l�s."

Julianne ficou a olhando. Est� brincando!

"N�o. voc� escolhe um ou outro " respondeu Kris sorrindo.

Julianne pegou seu computador. "N�o posso acreditar que esteja me obrigando a fazer isto."

"Melhor estar com seu cart�o de cr�dito nas m�os," Kris riu disimuladamente. Gatinhou pela cama, afastando o tabuleiro de jogo, e sentou-se atr�s de Julianne para poder olhar a tela. "Devo supervisionar."

Durante um momento  Julianne distraiu-se com a proximidade de Kris. Desejava encostar suas costas nela para sentir mais o calor de seu corpo que, estava certa, que sentiria. Em mudan�a, entrou no  Google e digitou "porno l�sbico". Depois de um mont�o de cliques e fechar janelas, conseguiu encontrar um lugar para registar-se. "Se isto aparece amanh� na primeira p�gina do The Enquirer  eu vou te�"

"Vai nada?" desafiou-lhe Kris, inclinando-se para descansar seu queixo no ombro de Julianne.

Beijar, pensou Julianne, seu cora��o estava quase saindo do peito. "Voc� tem c�cegas?" perguntou de repente.

Kris  afastou para tr�s. "N�o," respondeu.

Eu acho que n�o acredito," falou Julianne digitando os d�gitos de seu cart�o de cr�dito. Uns segundos depois estava registada. Um mundo de porno l�sbico ao alcance de meus dedos. "Agora o que eu  tenho que fazer neste website?"

"Acho que encontrar� algo para te manter entretida,"brincou Kris
Julianne p�s o notebook no ch�o e se virou para Kris. "Como?"

"Tem 3 op��es: seios fartos, loiras suadas, e morenas boas" respondeu Kris rindo.

"Prefiro as morenas," disse Julianne sorrindo. "E como sabe dessas loiras? � porque entra muito nesses sites?"

Kris consentiu com falsa seriedade.  Entro sim. Sou uma viciada em porno l�sbico. Descobriu meu segredo mais sujo." Riu muito. "Terminou o jogo?"

"Sim, acho que nos envergonhamos mutuamente o bastante por um dia," respondeu Julianne fechando o tabuleiro e colocando as pe�as do jogo na caixa. Depois se deitou na cama, e olhou para Kris que estava sentada de pernas cruzadas ao lado dela. "Bom, e agora?"

"N�o  sei," respondeu Kris. "Hoje  eu me diverti muito."

"Eu tamb�m,"respondeu Julianne esperando que n�o fosse a maneira de Kris de dizer que tinha que ir embora.

Kris olhou-a com curiosidade. "E voc� tem c�cegas?"

"N�o," mentiu Julianne.

Um sorriso travesso apareceu nos l�bios de Kris. "Oh. ser�? Tem certeza?

"Lembra, sou mais alta e mais forte que voc�," lhe advertiu Julianne se sentando. Precisava estar na defensiva no caso se Kris tentasse algo.

"Mais alta pode ser, mas n�o mais forte," disse Kris.

"Tamb�m sou forte."

Quero  ver," desafiou Kris.
Julianne arqueou a sobrancelha. "E como vou te provar?" perguntou.

Kris olhou ao redor pensativamente. Ent�o animou-se. "Vamos lutar. A primeira a imobilizar � outra, ganha."

Ela est� querendo me matar? Julianne perguntou-se. "Bom," tinha certeza que ela era masoquista. Uma baixinha, masoquista. "Mas lutaremos junto � cama. N�o quero te ferir quando eu te derrubar.

Kris olhou para o teto. "para seu pr�prio bem � melhor ganhar," disse rodando para descer da cama. "Venha, Sparky."

O Que � isso de Sparky?" Julianne perguntou saindo da cama e unindo-se a Kris no ch�o.

Kris sorriu. "� bonitinho."

"Voc� me assusta," disse Julianne. "Bom, como vamos fazer isto? N�o quero te machucar."

"N�o sei, nunca lutei antes," Kris respondeu ligeiramente. "Mas tenho dois irm�os, assim acho que estou em  vantagem."

Julianne riu. "Bom, � verdade. Eu mantinha  minha irm� bem longe de mim com cruzes e �gua benta." Fez uma pausa. "T�, ent�o  tudo o que tenho que fazer � imobilizar-te sobre a cama? "

"Vou tentar," Kris corrigiu.

Julianne passou a m�o em seu queixo pensativamente. Vamos. Adiantou-se rapidamente e come�ou a fazer c�cegas no est�mago de Kris. Como esperava, Kris come�ou a se dobrar de riso. Julianne ignorou as s�plicas de Kris e cuidadosamente, mas eficazmente, jogou a Kris sobre a cama.

Trapaceira!" gritou Kris esfor�ando-se para escapar das m�os de Julianne.

Julianne riu e agarrou as m�os de Kris com uma sua  a imobilizou sobre a nuca de Kris. Com sua m�o livre Julianne continuou fazendo c�cegas em Kris. "Admite que sou mais forte," disse.

N�o!" negou-se Kris rindo incontroladamente. "Voc� me enganou!" De algum modo conseguiu liberar uma de suas m�os e foi toda a vantagem que precisava. Kris come�ou a fazer c�cegas em Julianne, o que distraiu � atriz de seu pr�prio ataque. Isso livrou a outra m�o de Kris e empurrou  Julianne rodando por cima dela. Riu imobilizando as m�os de Julianne com as suas. "Eu ganhei."

Julianne estava rindo demais, mas ainda estava consciente de que Kris estava sentada em cima dela . "Voc� ganhou," admitiu sorrindo, ainda que estava tendo problemas estava ficando excitada com Kris em cima dela . Meu Deus me ajude.

Kris ficou a olhando, suas gargalhadas foram diminuindo at� ficar um sorriso. "Eu deveria sair de cima de voc�."

Voc�, disse Julianne sem pensar.

"O Que?" Kris respondeu.

Voc� � a �nica pessoa que tenho estado atraida, pensou. "N�o sei," respondeu Julianne se sentindo envergonhada. "N�o sei o que estou  dizendo.

Kris sorriu e soltou os bra�os de Julianne. "Vamos comer alguma coisa. A perdedora convida."

� bem justo," respondeu Julianne notando que Kris ainda estava em cima dela. Tentou n�o se concentrar nos pontos onde seus corpos estavam se tocando. Mas estava perdendo a batalha. Basebol. Neve. �gua fria. Bill Clinton nu num dia frio. Eu n�o to aguentando.

Kris saiu de repente, notando que tinha estado ali muito tempo. "Sinto se desculpou rapidamente meio envergonhada.

Julianne notou a mudan�a de conduta de Kris e preocupou-lhe seu significado. Ser� que percebeu o que eu sinto? Sentou-se tentando descifrar o humor de Kris. "O que foi?"

Kris fez uma pausa antes de responder. "Eu baixei a sua bola de toda poderosa."

"Bom, �s vezes preciso que me tragam para terra," respondeu Julianne.

 

Muitas horas depois Kris estava olhando pregui�osamente seu pr�prio teto. Seu olhar percorria estrelas fosforescentes com a esperan�a de encontrar uma constela��o sem  querer.

Enquanto uma s�rie de pensamentos dispersos faziam presentes em seu c�rebro. O processo estava-lhe mareando. Desejava que tivesse uma forma de fazer  parar.

A pergunta n�o respondida de Kris a perseguia. J� teve algum sonho�? Sim, tinha admitido. N�o, n�o diria . Como poderia? Como eu podia  dizer a Julianne que ela era a estrela de seu sonho; que todo o santo dia seguia lembrando de cada detalhe do sonho, meio envergonhada, meio excitada.

Seus olhos fecharam-se por vontade pr�pria e voltou a lembrar do sonho. Sua intensidade secava-lhe a boca.

Kris lembrava das velas; velas brancas em volta  de uma enorme cama. O resto estava escuro. M�sica suave, indescifr�vel soava perto e longe. Kris n�o podia dizer de onde vinha. Talvez era seu cora��o cantando. Mas estava sozinha. N�o. N�o estava sozinha.  Estava esperando.

Esperando.

E de repente j� n�o estava  mais sozinha. Julianne estava ali, olhando-a com  seus olhos azuis curiosos. Parecia estar fazendo uma pergunta . E Kris n�o sabia se tinha  resposta.

Tudo mudou. As velas desapareceram. A Escurid�o foi banhada pela  luz da lua clareando as mechas do cabelo de Julianne. E Kris estava hipnotizada. Desejava pintar um quadro desse momento. Mas foi sacada de seu desejo pelos dedos de Julianne em seus l�bios.

Julianne falou mas Kris n�o escutou. Tinha estado concentrada no movimento dos l�bios da outra mulher. Apertados e depois separados, murmurando coisas que fazia Kris lembrar.

A cama era macia, Kris tinha notado de algum modo. Mas a pele de Julianne era mais suave enquanto seus dedos percorriam a macieza do bra�o de Julianne. Rapidamente retirou sua m�o, insegura de suas a��es, suas inten��es.

E os l�bios de Julianne estavam mais pr�ximos, se aproximando dela com uma lentid�o imposs�vel de descrever e d�vida. Mas Kris n�o se afastou, n�o podia se afastar. E o espa�o chegou ao fim... fazendo-lhe ficar sem ar enquanto suaves l�bios ro�avam contra os seus.

Kris abriu seus olhos no momento que seu cora��o acelerou. Desejava deixar de pensar no sonho, mas n�o podia. Estava vivo em seus pensamentos, t�o v�vido como qualquer lembran�a impulsionada pela esperan�a.

As estrelas em seu teto escureceram-se at� o ponto de n�o v�-las mais. Seus pensamentos vagaram.

Nesse momento de espera, de questionamento, poderia ter se levantado. Poderia ter acendido as luzes e rompido o feiti�o.

Mas os l�bios de Julianne eram t�o convidativos. E quando pressionaram uma vez mais contra os seus, se deixou ser beijada. Deixou a preocupa��o, a d�vida. Nesse momento, rendeu-se ao doce sabor da verdade. Pressionou mais forte e mais fundo, procurando algo que n�o sabia que precisava.

E devagar, o mundo dissipou-se no nada.

Kris abriu os olhos e acendeu a luz.

Kris?" William pareceu preocupado quando abriu a porta de seu apartamento e encontrou a sua irm�zinha ali parada. Aconteceu alguma coisa?"

Kris passou por ele, entrando no apartamento, se sentindo agitada e confusa. Sua voz se tornou nervosa quando falou. "Estou enlouquecendo," anunciou justo quando Mark saia do quarto. Lan�ou um olhar inquisidor para  William, que  n�o ligou.

Kris estava alheia a eles e continuava falando. "Vindo para c� parei na igreja e estava indo para o confesion�rio e ent�o pensei .Que estou fazendo aqui?' N�o posso confessar essas coisas para o padre. n�o �? Tenho que aceitar isto primeiro para mim mesma. Mas quando eu fizer, ser� real. Estarei perdida. N�o poderei voltar a guardar uma vez que o soltei  ao mundo." Come�ou a andar de um lado para o outro..

William e Mark observaram silenciosamente durante um momento. Finalmente William falou. "Kris," come�ou gentilmente, ainda que sua voz estava rouca pelo sonho. De que voc� est� falando?"

Kris parou o bastante para olhar seu p�blico. Suspirou e sentou-se no sof�. "Tenho tido  estes pensamentos com algu�m." Fez uma pausa sentindo-se tonta e envergonhada. Estar sentada ali pareceu surreal; uma cena que estive imaginando;   E se for...?' que desenvolveria e depois desvaneceria na profundidade de seus pensamentos, a deixando a salvo das consequ�ncias.

Mas sabia que n�o era um pensamento peregrino em que estava presa. Estava na beira de um precip�cio e a ponto de se jogar. "� uma mulher," sussurrou olhando para abaixo.

Mark e William trocaram olhares. "Vou fazer caf�," anunciou Mark indo fazer. "Vamos precisar de muito caf�," murmurou para si mesmo.

William se aproximou pegando uma cadeira. Sentou-se com um suspiro. "Bom, que tipo de pensamentos?" perguntou.

Kris levantou o olhar. "Por favor, n�o me fa�a entrar em detalhes. J� � bastante vergonhoso e como �." Passou a m�o por seu cabelo desgranhado, notando pela primeira vez que  estava de pijama. "Sonhei que nos beijamos."

"Eu sonhei que beijava uma  garota, Cathy Evans do trabalho," disse Mark. "sonho n�o significa nada." Fez uma pausa fazendo uma careta. "Espero. Deus,  se eu for hetero?"

William olhou para Kris com preocupa��o. "Foi s� um sonho?" disse.

"Foi, s� sonho" disse ela. Ent�o balan�ou a cabe�a. "N�o. Tem outras coisas." Mordeu  o l�bio inferior. "Ela me confunde. Sempre que a vejo� s� desejo� "

"Fazer amor com ela  at� deix�-la inconsciente," disse, Mark.

A cabe�a de Kris doeu ante essas palavras e se ruborizou furiosamente.

"Mark," advertiu William.

"N�o me venha com 'Mark'," disse seu namorado pegando outra cadeira. Colocou-a mais perto de Kris. Tirou alguns cabelos soltos de seu rosto e inclinou-se. "Olha, seu irm�o � um asco com estas coisas. Assim que eu me encarrego disto. Fala-me desta garota. Ela � bonita.

Kris sorriu levemente ao pensar em  Julianne Franqui.  "� linda," foi tudo que conseguiu dizer. Imagens de fotos, videos que tinha encontrado recentemente enquanto navegava pela rede filtraram em sua mente. Neste instante abaixou a cabe�a, assustada de que vissem seus pensamentos refletidos.

Como se chama?"

Kris considerou quanto dizer. "Julianne," respondeu. Suspirou. "Ela tem um encontro  na sexta-feira. Eu deveria ficar contente por ela,  porque � minha amiga, mas n�o quero que ela saia com a Naomi."

"Ela � gay?" perguntou Mark.

"Sim," confirmou Kris. Jamais se interessaria por mim. Quero dizer ela � "  mordeu a l�ngua para n�o dizer mais nada. Explicar seus sentimentos por Julianne Franqui, para todo mundo, n�o seria f�cil. "E ainda n�o sei o que estou sentindo. Nem eu sei por que estou aqui. � que eu n�o conseguia dormir. E n�o podia dizer isto a Leigh. Ela n�o ia me deixar em paz."

"Aqui � sempre bem-vinda, disse William.

Mark consentiu. "Vai ficar bem," disse. "Voc� vai entender seus sentimentos. S� siga o fluxo das coisas."

O fluxo das coisas. T�. Das redes escuras de sua mente algo come�ou a emergir. "Anthony," disse envergonhada por ter esquecido dele, de tudo sobre ele. "Vou para uma cabana com ele no final de semana."

"Bem," disse Mark pensativamente, "isto � bom. Talvez ele te ajude a entender algumas coisas. Refiro-me  se vai gostar de ficar com ele, ent�o talvez o que esteja sentindo por Julianne � s� uma coisa passageira.

Sim, isso vai passar.  Kris gostou desse pensamento. "Quem sabe," admitiu encontrando consolo nas palavras de Mark...  talvez seus sentimentos possam ser tempor�rios.

Pode ser.

Continua...

Parte28

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