O Lado Cego Do Amor INGRID DIAZ The Blind Side of Love |
Traduzido por Fernanda
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Julianne fechou seus olhos, tentando ignorar os sons ao seu redor . N�o
era o ru�do o que lhe irritava. Mas a inevit�vel sensa��o
de que, apesar de seu papel no filme, ela se sentia uma in�til quando
n�o estava filmando; s� outro detalhe num set cheio deles.
"Julianne," chamou uma voz, assustando � atriz.
Os olhos azuis abriram-se em seguida para encontrar Leigh diante dela.
"Olha s� queria me desculpar por ignorar voc� ultimamente, disse Leigh, suas palavras parecia estranhamente ensaiadas.
A desculpa pegou Julianne de surpresa. "Tinha todo o direito de fazer isto.
"Sei, interrompeu Leigh. "Mas n�o deveria ter feito. Foi grosseiro e imaturo� foi minha forma de tratar essa situa��o."
"Entendo," respondeu Julianne.
Leigh consentiu, movendo-se para ficar mais perto de Julianne. "Mas quero perguntar-te algumas coisas."
Julianne preparou-se. "Pode falar."
Por que fez isto?
A atriz se sentiu um pouco incomodada e olhou para ch�o. Um peda�o de papel captou sua aten��o por alguma raz�o desejava n�o responder a pergunta. "N�o � f�cil responder isto,disse.
Por que? Porque n�o te faz bem?" perguntou Leigh com aspereza.
Como justificar algo que, desde o princ�pio, eu sabia que era errado? perguntou Julianne.
"N�o pode."
"Precisamente n�o, respondeu Julianne olhando para Leigh. "Poderia lhe dar muitas raz�es, mas nenhuma seria boa o suficiente."
"Ponha-me a prova," desafiou Leigh.
Julianne olhou pelo set, procurando Naomi. Esperava que a diretora a livrasse da inquisi��o. Desgra�adamente, a loira estava ocupada falando com o assistente de dire��o. Resignada, Julianne voltou a olhar para Leigh. " se eu contasse a verdade as coisas mudariam entre n�s. Assustava-me perd�-la como amiga."
"Deve ter uma vida solit�ria se uma estranha que conheceu pelo computador significa tanto para ti," disse Leigh.
Julianne baixou os olhos. "Significa."
Leigh consentiu, apoiando-se contra a parede. Depois de um longo momento, falou finalmente.Voc� tamb�m � importante para Kris" disse suavemente. "Quero dizer, tem a mim e tudo mais, mas n�o � a mesma coisa. Balan�ou sua cabe�a. Ela mudou muito desde que voc� entrou em cena. Estava mais feliz. E realmente jamais entendi como podia ficar feliz com palavras numa tela de computador.
Julianne esperou que Leigh continuasse. N�o estava segura do que estava tentando implicar a ruiva, e menos o que responder.
Leigh levantou o olhar at� a cara de Julianne e consentiu. Acho que entendo por que fez isto. A princ�pio imaginei que era uma brincadeira de mal gosto, pura divers�o. Mas te olhando agora est� t�o infeliz como Kris. E isso � bastante triste. Isto significa que se importa."
Julianne olhou para outro lugar, envergonhada por seus sentimentos serem t�o transparentes. Se preocupou, se Leigh a olhasse com mais intensidade, notaria exatamente o quanto gostava de Kris.
Como for, vou ter minha di�ria discuss�o com a senhora do vestuario, anunciou Leigh. Ela n�o tem gosto, � s�rio. Se cuida, Julia. Leigh disse enquanto afastava-se. Olha seu e-mail quando tiver tempo, disse .
Querida Kris, Quando eu tinha seis anos, disse a minha av� que meu sonho era ser uma atriz. Ela disse, "Sonho � a lembran�a de algo que aconteceu enquanto dormimos. Se realmente deseja alguma coisa, fa�a quando estiver acordada." Quando disse a minha m�e que ia ser atriz, ela riu e disse, "Melhor que comece a procurar um lugar embaixo de uma ponte, porque certamente � onde terminar�s. Olhando para tr�s, acho que foi a combina��o da f� de minha av� e a burla de minha m�e foi o que me levou a chegar at� aqui. Tamb�m acho que tive muita sorte. Me alegra que pintou esse quadro. Por que jamais teriamos nos conhecido. E, posso estar sozinha nisto, mas realmente fiquei feliz por ter te conhecido. Se cuida, Julianne |
Kris n�o tinha certeza se ficou feliz por ter a conhecido. De fato, nestes dias, n�o estava segura de muita coisa exceto de que Julianne Franqui ocupava grande parte de seus pensamentos. Seus sentimentos oscilavam entre a incerteza e a excita��o, entre desejar acreditar e n�o ter certeza.
Assim que, no final, foi a indecis�o que a levou ao Upper East Side. Um bairro onde as pessoas esqueceram o valor do dinheiro porque tem muito, era um lugar onde jamais poderia se encaixar. Ent�o por que estava tentando? Que tinha de t�o especial Julianne Franqui? Por que se importava com ela?
Kris n�o sabia as respostas para essas perguntas, mas pensava em descubrir. Precisava entender por que pensava em Julianne a qualquer momento; por que se sentia compelida a revisar seu e-mail vinte vezes por dia com a secreta esperan�a de que Julianne lhe tivesse respondido. Tinha que ter uma raz�o. Tinha que ter uma forma de fazer parar isto.
O guarda-costas de Julianne a olhou enquanto Kris entrava no edif�cio. Kris tentou lembrar o nome dele.Tony? Toby? Rendeu-se depois de um instante. Perguntou-se brevemente se a revistaria antes de permitir que subisse. "Oi, eu vim falar com a Julianne Franqui," disse, esperando n�o parecer uma psicopata.
Quantas vezes tinha este homem ouvido essas palavras? Meio esperava que ele dissesse, "Isso n�o foi original, poderia melhorar da pr�xima vez!" Mas n�o disse. De fato, sorriu. "Pode subir, Srta. Milano.," A confus�o deve ter-se mostrado em sua cara, porque ele disse um momento depois, "A Srta. Franqui autorizou-lhe. Sempre ser� bem-vinda aqui."
Kris n�o tinha certeza o que significava isso, mas sorriu educadamente para o homem. Julianne j� tinha autorizado? A atriz deu-lhe uma foto dizendo, pode deixar subir esta garota a qualquer momento? Kris sentia que entrar na vida de Julianne Franqui era como entrar numa dimens�o diferente. A can��o surgiu inevitavelmente em sua cabe�a e a cantou , "Time Warp," at� chegar l� em cima.
N�o sabia o que dizer a Julianne quando ela abrisse a porta. De repente desejou ter pensado em alguma coisa mais concreta. S� que, na realidade, o que tinha que dizer era? Por favor, ajuda-me a entender-te.
Portanto, parou antes de bater, esperando que os pr�ximos segundos a levaria a pensar num di�logo inteligente. Mas n�o aconteceu, assim decidiu improvisar.
Enquanto seus dedos tocavam a superf�cie de madeira da porta, desejou ter esperado mais alguns segundos para decidir o que dizer. Um monte de poss�veis frases passou por sua mente. Mas meramente desapareceram antes de desvanecer-se. E ent�o desapareceram inesperadamente quando a porta abriu.
Julianne ficou surpreendida por encontrar a Kris ali. Piscou um par de vezes antes de falar. "Kris, oi," foi seu pr�prio ingenioso come�o.
Kris achou que n�o poderia fazer
muito pior que isso. "Recebi seu e-mail. N�o sabia como responder."
Julianne inclinou a cabe�a para o lado. Sorriu ligeiramente. Veio at�
aqui para me dizer que n�o revisei meu e-mail?"
"Em parte," respondeu Kris e ent�o reconsiderou. "Na verdade, n�o vim para nada. � que me sinto� estranhamente pressionada por. Parou enquanto um agrad�vel cheiro vinha do apartamento. O que est� fazendo?
Julianne pareceu desconcertada por um momento, ent�o respondeu, " O jantar. Uups." Esqueci e correu at� a cozinha.
Kris ficou parada na porta por um momento antes de entrar. Fechou a porta e foi atr�s de Julianne. O que fosse que a atriz estava cozinhando cheirava muito bem.
"Massa primavera," disse Julianne como se lesse a mente de Kris. � uma receita do livro que me deu.
Kris deu a volta para sentar-se. Kris n�o queria entorpecer Julianne. Espera algu�m para jantar? Provavelmente n�o deveria ter vindo sem avisar.
Julianne levantou o olhar do forno. "N�o espero ningu�m," disse rapidamente. "E alegra-me que veio. Espero que tenha fome, porque tem bastante comida.
Kris n�o tinha dito que ficaria. De fato desejava dizer, "N�o, obrigada," mas o delicioso aroma que vinha da cozinha era dif�cil de se resistir. Se encontrou admitindo que estava morrendo de fome. Tudo o que tinha conseguido comer nesse dia foi um peda�o de bolo de almo�o.
Julianne pareceu contente com a concess�o de Kris. "Sinto, o que estava dizendo sobre se sentir pressionada? perguntou, jogando uma olhada ao redor para assegurar-se que tudo estava cozinhando direito. Ent�o voltou sua plena aten��o em Kris.
Kris olhou para baixo, evitando os olhos azuis de Julianne, que podia sentir a observando. "Por e-mail me senti confusa, n�o sabia o que responder" encontrou-se dizendo. "� dif�cil e f�cil ser emocional e impessoal, e n�o estou segura de estar pronta para isso. N�o sei quais s�o minhas emo��es."
Como posso mudar isto?perguntou Julianne.
"N�o sei. Por isso estou aqui. Para ver se tem algumas respostas."
Julianne considerou. "N�o tenho muitas respostas," admitiu. "No entanto tenho jantar. E aluguei um filme, quer assistir? Fez uma pausa durante um momento, parecendo triste. "Kris, desejo muito ser sua amiga. E desejo que possa confiar em mim. Mas a �ltima coisa que desejo � me impor em sua vida."
Kris perguntou-se se Julianne realmente sentia que estava se impondo. Era t�o estranho olhar � pessoa dela e ocasionalmente esquecer quem �. Mas n�o era isso o que Julianne sempre estava dizendo? Que ningu�m realmente sabia quem era ela. "Quero poder confiar em voc�, Kris respondeu sabendo que era a verdade. "Acho que vai levar algum tempo."
Julianne sorriu. "Temos muito tempo," respondeu. "E o jantar est� pronto."
Julianne n�o sabia o que Kris pensou tanto para vir em sua casa, mas qualquer que fosse a raz�o, agradecia. Tamb�m agradecia ter decidido fazer massa para o jantar e n�o bisteca. De fato, decidiu fazer comida vegetariana desse momento em diante, s� se talvez Kris adquiria o h�bito de aparecer sem avisar toda vez que cozinhar.
Sorrindo, seguiu Kris at� o quarto, pratos e copos nas m�os.
"Deveria investir numa mesa ou algo parecido," Kris sugeriu jogando uma olhada pelo quarto.
"Estava pensando em colocar ao lado da cama," disse Julianne.
Kris consentiu pensativamente. Olhou para Julianne e sorriu. "J� se deu conta que tem um enorme apartamento atr�s dessa porta."
Julianne riu e foi para a cama. "Tentarei lembrar quando for comprar os m�veis."
Kris sorriu e seguiu Julianne, ocupando seu lugar na cama. N�o se preocupa que caia comida em seu len�ol? � seda?
"Humm," Julianne olhou para baixo. Acho que � 100% algod�o. Mas perto. Sorriu. "Posso dar-te um babador se quiser."
Kris olhou-a com frieza. Engra�adinha," disse. " Eu poderia deixar cair est� ador�vel salsa em seu precioso cobertor, olha." Fez que iria deixar cair a massa. "Oh� ohhh�"
Julianne divertia-se. Meio esperava que Kris deixasse mesmo cair a comida em sua cama, mas notou que Kris estava sendo cuidadosa em n�o o fazer.
Com um sorriso satisfeito, Kris pos a comida em sua boca. Seu humor brincalh�o mudou imediatamente. "Uau, que gostoso," disse, comendo outro bocado. "Como aprendeu a cozinhar assim?
"Vendo um mont�o de programas de Food Network," respondeu Julianne, aliviada de que Kris gostou de sua comida.
Kris consentiu, com a boca cheia. Depois de engolir, disse, E o que alugou?
Julianne duvidou por um momento. "Ligadas pelo Desejo," disse. "Mas podemos ver outra coisa se quiser."
Kris encolheu os ombros. Tudo bem. � sobre o que o filme? N�o vi."
Tem a Gina Gershon e � tudo o que importa," respondeu Julianne com um leve sorriso. "A personagem � boa."
Kris parou de comer para examinar Julianne. "Soa-me esse filme como. E tamb�m tem aquela mulher de voz irritante, n�o �?"
"Verdade," concordou Julianne, aliviada de que Kris n�o parecesse constrangida com seu coment�rio. " por isso?"
Kris consentiu, voltando a comer. J� disse que est� muito bom? Porque est� mesmo."
Julianne sorriu e levantou-se da cama para colocar o filme. Tentou n�o pensar muito intensamente sobre o fato de Kris Milano estar sentada em sua cama, comendo sua comida e se preparando para ver a Gina Gershon fazendo amor com Jennifer Tilly. Estava sonhando?
"Gosto dos marcadores," disse Kris de repente.
Confundida pela frase, Julianne se virou e olhou para ela. "Perd�o?"
Kris indicou as pinturas na parede. "Gosto dos marcadores que colocou em meus quadros. Parecem profissionais. "
Julianne olhou as pinturas. "Bom, acho que a artista vai fazer sucesso algum dia," disse sem se virar. Concentrou-se em colocar o DVD e ligar a TV. Ent�o voltou para cama para encontrar a Kris observando-a com curiosidade.
"Por que? " perguntou Kris.
"Por que o que?"
"Por que est� t�o segura de meu talento?" perguntou Kris s�ria.
Julianne ficou olhando os intrigados olhos verdes, perguntando-se como algu�m t�o linda e talentosa podia n�o saber. Jogou uma olhada para as pinturas. "Est� bem na minha frente, como posso questionar algo que posso ver?"
Kris baixou os olhos. "Obrigada."
Temendo o embara�oso sil�ncio, Julianne pegou o controle remoto de cima do criado-mudo. "Preparada para a��o l�sbica?"
Kris come�ou a tossir e pegou seu copo de refrigerante.
"Referia-me ao filme," disse Julianne um segundo depois, levemente envergonhada.
"Eu,"disse Kris entre tosses. " sabia."
Julianne sorriu e clicou no play.
A��o l�sbica. Claro que Julianne se referia ao filme, pensou Kris, tentando controlar sua tosse. Bom, espero n�o me envergonhar. Tive sorte de n�o ter atirado a massa por toda a colcha de Julianne. Que quase aconteceu? Momentos atr�s eu estava passeando por Nova York, tentando ver ficava feliz ou n�o que Julianne Franqui estivesse em sua vida, e agora estavou sentada na cama da atriz, tossindo histericamente.
A��o l�sbica.
Que significava exatamente isto? Kris olhou para a tela, preocupada j� que tinha consentido em ver o filme l�sbico. Bound - Ligadas pelo desejo. Pensamentos em roupa de couro passaram pela mente de Kris. Chicotes e correntes e esporas� Oh, c�us.
"Est� bem?" perguntou Julianne, a preocupa��o claramente estava escrita em sua face. "Est� muito vermelha."
Kris levantou o olhar , realmente n�o encontrando os olhos de Julianne. "Estou, foi porque eu afoguei," disse. "Detesto quando isso acontece." Concentrou-se na comida em seu prato, com medo de olhar para tela; assustada do que ali poderia ver. Decidiu que ia se concentrar em comer, n�o pareceria t�o suspeito.
Julianne olhou fixamente a Kris por um momento, ent�o devolveu sua aten��o ao filme. "N�o temos que ver isto se te incomoda," disse. "Tenho um monte de filmes."
Eu era t�o transparente? perguntou-se Kris. N�o gostava que Julianne achasse que lhe incomodavam as coisas� l�sbicas. N�o era assim. Tinha visto v�rios filmes l�s com Leigh. N�o era isso. N�o era isso em absoluto. "N�o," disse um segundo depois, esperando n�o ter pensado tempo demais. "N�o me importa."
Sabendo que estava atuando ridiculamente, Kris olhou para tela para ver o que estava passando. Seus olhos se fixaram na personagem de Gina Gershon, recordando o coment�rio de Julianne. A personagem � boa. Esse era o tipo de mulher que atraia Julianne? Kris n�o podia imaginar Julianne com o estereotipo de garota m�. De fato, n�o podia imaginar Julianne com ningu�m. Era um pensamento muito estranho.
"Uma garota m� vestindo couro," disse Kris em voz alta, sem querer. Mas j� que tinha dito� Olhou para Julianne. "� esse seu tipo de garota?"
"Realmente n�o tenho um tipo," disse Julianne. "S� acho que est� boa."
"Neste filme, ou em general? Kris questionou.
Julianne sorriu, e olhou para Kris. "Principalmente neste filme."
Kris sorriu, devolvendo sua aten��o ao filme, alternando entre tentar seguir assistindo e terminar sua comida. Era uma extravagante situa��o que tinha se metido. Parte dela sentia que estava incomodando. Julianne n�o parecia se incomodar com sua companhia, mas era poss�vel que a atriz s� estivesse sendo cort�s.
Em verdade era uma situa��o extravagante. Uma jo�o ningu�m como ela, sentada na cama de Julianne Franqui. Julianne Franqui, que tinha aparecido em inumeras vezes nas capas de revistas e programas de entrevistas. A mesma Julianne Franqui que Kris tinha julgado ser uma esnobe e sem nada na cabe�a tipico das estrelas de Hollywood. Essa mesma Julianne Franqui estava sentada ao seu lado, comendo massa primavera e babando internamente por uma atriz diferente.
Extravagante era Talvez um eufemismo. Especialmente depois de considerar os eventos que tinham levado a esse momento. Ou Talvez n�o era nada extravagante. Talvez era s� destino.
Se lembrando do filme, Kris largou os seus pensamentos e quase afogou-se de novo. Sem piscar, ficou olhando a tela. N�o tinha couro, correntes ou esporas. De fato, n�o tinha nada apenas duas mulheres na cama. Nuas.
A��o l�sbica.
Kris baixou os olhos, envergonhada por alguma raz�o. Realmente n�o era o mesmo tipo de vergonha de ver cenas de sexo com seus pais - isso a mortificava ainda mais. Era um tipo diferente de vergonha. Ou Talvez n�o era fosse vergonha, s� timidez.
Kris sentia-se coibida de repente. Como se Julianne estivesse observando sua rea��o, tentando descifrar algo sobre ela. Uma r�pida olhada para � atriz demonstrou outra coisa. Julianne estava ocupada acabando de jantar. Kris desviou o olhar antes de que Julianne a pegasse olhando.
Arriscou outra olhada para � televis�o, aliviada quando notou que a cena tinha terminado.
"Olha, deixa eu pegar isso," disse Julianne de repente.
Kris precisou um segundo para compreender que Julianne estava se referindo a seu prato vazio. O entregou. "Obrigada," disse. "Estava muito bom. Poderia ser uma chef."
Julianne sorriu enquanto levantava-se da cama. Interpreto t�o mal assim?"
Kris olhou � atriz. Sentiu-se tentada a brincar e que j� tinha visto atrizes melhores, mas Kris tinha notado uma desconfian�a na pergunta de Julianne. Era poss�vel que Julianne Franqui n�o fosse t�o segura como parecia? "N�o, n�o � por causa da comida," disse, esperando uma resposta neutra.
Julianne riu. "J� volto," disse e saiu do quarto.
Kris pegou o controle remoto e pausou o filme para que Julianne n�o perdesse nada. Imaginou que Julianne j� a tinha visto antes, mas mesmo assim.
Sozinha com seus pensamentos, Kris olhou pelo dormit�rio. Al�m das pinturas, n�o tinha mais nada no quarto. N�o tinha nada, realmente. Se n�o fosse pelo fato da televis�o ser uma Phillips de tela plana, Kris jamais teria adivinhado que uma pessoa rica vivia ali. Tamb�m tinha o fator tamanho.
Al�m disso tinha, a cama e o criado-mudo do lado. Kris perguntou-se brevemente se Julianne brincou de casinha algum dia. Ent�o deteve seus pensamentos e desviou sua dire��o, amaldi�oandoa Sex & the City ou Talvez Strictly Personals por corromper sua mente.
Mesmo assim Kris sentia curiosidade. N�o muita para sair mexendo nas coisas, claro. Isso seria� mal. Mas perguntou-se o que teria Julianne Franqui nas caixas ao lado de sua cama. Um di�rio? Uma Biblia? Julianne realmente n�o parecia que gostasse de ler a Biblia. Livros quem sabe? Ou Talvez as caixas estavam vazias. Exatamente como o resto do apartamento.
Kris dirigiu sua aten��o para Julianne que voltava a entrar no quarto.
"Oh, pausou," disse Julianne, surpreendida. "N�o tinha que fazer."
Kris encolheu os ombros. "N�o queria que perdesse nenhuma cena da Corky ," disse. "Sei o quanto valoriza seu tempo em cena."
"Que considera��o de sua parte," disse Julianne, se sentando.
"Ainda n�o sei o que v� nela," comentou Kris. " O Que tem para ser t�o 'boa'?"
Julianne pegou o controle remoto, mas n�o despausou o filme. "Pergunta porque n�o entende como as mulheres podem ser boa, ou s� esta em particular?"
Kris sorriu divertida pela conversa, apesar de que era estranho e surreal. "S� estou tentando ver o que te atrai. S�o as tatus, os m�sculos, a atitude ?
"Hmm," disse Julianne, parecendo pensativa. "Sim."
"Sim mas que parte?"
"Todas," respondeu Julianne. "Gostaria que repetisse a cena de sexo em c�mera lenta e vai ver o que me atrai, porque provavelmente poderia perceber.
Kris sabia que estava ruborizada e isto n�o era bom para ela. Sabia que Julianne estava brincando mas mesmo assim. "Parecia bem mais inocente on-line," disse. Kris n�o sabia por que estava dizendo o que estava dizendo, exceto que os pensamentos estavam em sua mente e estava cansada de responder suas pr�prias perguntas.
O coment�rio pegou a Julianne claramente de surpresa e levou um segundo para responder. "Sinto, acho que eu precisava do bot�o delete," disse parecendo t�mida de repente. "� mais f�cil editar-me."
"N�o fa�a," disse Kris. N�o queria que Julianne se editasse. A �ltima coisa que desejava era ver aquela Julianne Franqui que via na TV. A atriz era mais que isso, podia ver. Por que n�o estaria ali sentada? "Gosto quando �voc� mesma."
Julianne disse. Quer dizer fazendo refer�ncias sexuais sobre mulheres gostosas da televis�o? Para o seu bem � melhor que eu me edite."
Kris riu. "N�o me importo."
T�, permitiu Julianne. "Mas, para ser justa, teremos que alugar um filme com algum ator que ache que seja gato e ent�o perguntarei o que v� nele, que eu n�o vejo?
"Trato feito," disse Kris,
sentindo-se triste por alguma raz�o. Que ator eu poderia dizer que
� gato? Leigh saberia. Teria que lembrar de perguntar depois a sua melhor
amiga.
Enquanto isso, continuava a a��o l�sbica.
Continua...