O Lado Cego Do Amor INGRID DIAZ The Blind Side of Love |
Traduzido por Fernanda
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Julianne estava temendo a chegada da segunda-feira. As duas pessoas que n�o queria encarar no mundo seriam parte integral de sua vida di�ria durante os pr�ximos meses.
E n�o tinha nada que pudesse fazer ao respeito.
Viu Naomi quase imediatamente ao entrar no set. A loira diretora balan�ando a cabe�a diante de algo que algu�m tinha dito. Julianne n�o podia ouvir o que estavam dizendo, mas pode entender que tinha que ver com as luzes porque Naomi seguiu olhando para cima e apontando.
Julianne manteve a dist�ncia, n�o desejando fazer conhecida sua chegada. No entanto duvidava que pudesse conseguir por muito tempo.
O homem que Naomi estava falando se afastou e outro se aproximou da diretora. Trocaram algumas palavras. E depois de um consentimento de Naomi, o rapaz da equipe se afastou.
Julianne observava-a silenciosamente de um canto do set , perguntando-se o que diria � diretora quando estivessem cara a cara. Deveria mencionar o que tinha acontecido? Ignor�-lo? Desculpar-me?
A diretora escolheu esse momento para se virar e seus olhares encontraram-se. Para surpresa de Julianne, Naomi come�ou a caminhar em sua dire��o.
Sente-se melhor?" Naomi perguntou quando estava bem perto de Julianne.
Julianne pareceu surpreendida. "Perd�o?"
"Estava alterada na sexta-feira," respondeu Naomi.
Julianne olhou nos olhos verdes dela por um momento. "Ʌ � complicado, disse. "Verdadeiramente lamento o que passou. N�o deveria ter aceitado sair contigo e depois ainda bato a porta na sua cara. N�o estava bem."
Naomi olhou ao redor e ent�o ficou bem junto de Julianne. "Sei que me advertiram que me mantivesse longe, mas aceitar conselhos n�o � um de meus pontos fortes." Sorriu e encolheu os ombros. "Bom, quando quiser conversar�"
Julianne mordeu os l�bios, insegura do que dizer. "N�o sou � Nunca tive� N�o �" Finalmente deixou de falar.
Naomi olhou para a frente. "Karen disse a verdade?"
"N�o!" respondeu Julianne. "Bom, algumas coisas sim� mas n�o tem nada a ver com minha incoer�ncia.
"Ent�o?"
Julianne suspirou. "� uma longa hist�ria."
Naomi colocou uns cabelos atr�s de sua orelha e olhou � atriz. "Ouvirei algum dia?
Julianne n�o sabia o que estava acontecendo ali. Ser� que Naomi sabe que sou gay?Ou n�o sabia? Talvez," respondeu. "Quero dizer, sim, se realmente quiser."
A diretora sorriu. "Estava insegura de que Karen a tivesse advertido sobre mim e por isso mudou de id�ia na sexta-feira."
"N�o," Julianne respondeu, acho que Karen n�o tinha dito nada a Naomi. Ent�o, por isso me convidou para sair na sexta-feira � noite?
A surpresa apareceu no rosto de Naomi. Ent�o consentiu. "Bom, gostaria de ouvir sua longa hist�ria algum dia. Dizem que sou boa ouvinte."
Julianne sorriu. "Trato feito."
Naomi devolveu-lhe o sorriso e voltou a trabalhar.
Por um momento, Julianne tinha-se esquecido completamente que estavam no meio de um set de cinema.
Julianne notou a Leigh. Cruzaram olhares por um momento, mas Leigh olhou logo para outro lugar e continuou conversando com Jeremy.
Resignada e um pouco chateada, Julianne foi para seu camarim. Depois falaria com Leigh.
Com sorte Leigh falaria com ela..
Depois de muito conflito interno, Kris encontrou-se olhando a tela do computador. Ficou olhando para caixa de mensagem. Depois de um segundo, deu um duplo clique sobre a pasta chamada 'Julia'. Cada e-mail-e que Julianne lhe tinha enviado apareceu para ela. Rapidamente olhou a lista, cada um causava-lhe dor em seu cora��o.
Desejava que a dor passasse. N�o entendia por que isto a incomodava tanto. Era s� e-mails e umas conversas on-line e outras por telefone. Como podia se construir uma amizade s� com palavras? Como se convertia este tipo de amizade que, por sua aus�ncia, a mantinha acordada toda noite?
Kris ficou olhando a lista diante dela. N�o estava segura do que desejava encontrar ali. Era enervante pensar que, depois de meses de conversa, n�o tinha percebido nada. Tinha sido �bvio desde o princ�pio? Ser� que lendo agora os e-mails seria capaz de encontrar algum sentido?
Examinou os e-mails de novo, cada um com seu assunto e data. Era como um mapa de uma amizade que j� n�o reconhecia. Tinha tantos.
Arrastou o mouse at� o primeiro e-mail e deixou-o piscando ali uns segundos. E finalmente clicou.
A mensagem abriu-se, foi como da primeira vez que o tinha lido. S� que agora, seus sentimentos eram diferentes. Enquanto seu olhar vagava sobre as palavras, combateu o impulso de fech�-lo, de render-se.
Os primeiros e-mails eram t�o profissionais, t�o distantes. Se perguntou o que Julianne pensou. Que a fez desejar mandar uma mensagem? Por que tinha escrito?
Seguiu lendo, revivendo os momentos quando as palavras de Julia a tinham feito sorrir.
Era estranho, ler as mesmas palavras e por a imagem e a voz de Julianne. Mais estranho, ainda, era o fato de que fazer isto n�o era t�o dif�cil como Kris inicialmente imaginou. Incomodava-lhe. Para sua mente, deveriam ter parecido diferentes. Deveria dizer que a voz era de Julia e qual era de Julianne. Desejava poder ressaltar as mentiras.
Com cada e-mail, Kris ficava mais ansiosa. Achou que ler os e-mails ajudaria a por em ordem parte dessa loucura. Talvez diminuisse sua f�ria e dor. Mas algo, a deixou se sentindo vazia e confusa.
Julianne realmente se especializou em Literatura? Realmente detestava a sua fam�lia? Escrevia poesia?
N�o eram os pensamentos que devia estar tendo. N�o eram as perguntas que deveria estar fazendo.
Mas eram. E confundiam-na ainda mais. Exasperada, passou uma m�o por seu cabelo. N�o desejava encarar a Julianne Franqui. N�o estava pronta.
Ao mesmo tempo, n�o desejava n�o fazer nada.
Ausentemente, encontrou-se clicando no primeiro e-mail. As familiares palavras olharam-na fixamente.
De seu criado-mudo, recuperou o peda�o dobrado de papel que Julianne lhe tinha dado. Ficou olhando as mesmas palavras impressas na p�gina, eram as mesmas da tela.
N�o pensava nada em particular quando clicou em 'responder'.
Assunto: Re: tua arte Estimada J.R., Obrigada por ser interessar por meu trabalho. O Que foi que te comoveu tanto? Atenciosamente, Kris Milano |
Kris olhou fixamente a breve nota, insegura do que estava fazendo, ou o que
esperava conseguir. No final, decidiu n�o pensar. Tinha estado analizando
cada detalhe de sua vida at� agora, e n�o lhe tinha feito
nenhum bem.
Um segundo depois clicou enviar.
Julianne s� desejava deitar em sua cama quando chegasse em casa e ficar ali para sempre. Desafortunadamente, apesar de seu esgotamento, n�o tinha sono.
No primeiro dia filmagem tinha sido relativamente bem, considerando que Leigh n�o falava com ela. Apesar disso, Julianne gostava de atuar com Leigh. Tudo era esquecido em seus momentos de di�logo. Em alguns momentos, era dificil esquecer que Leigh realmente n�o era sua irm�. E quando a diretora gritava, "Corta," regressavam a realidade silenciosa.
Julianne desfrutava da t�cnica da diretora. Naomi parava a cenas v�rias vezes, sempre tinha algo importante que contribuir. Sempre era clara no que desejava, e ainda dava aos atores a oportunidade de expor suas opini�es em algumas cenas.
Julianne tinha passado grande parte do dia observando � diretora em a��o. N�o tinha visto nem uma vez Naomi perder a paci�ncia nem gritar com ningu�m. N�o significava, no entanto, que a jovem diretora n�o parecesse �s vezes frustrada ou estressada. Mas de algum modo, conseguia superar as coisas de forma calma e profissional.
Julianne sentia-se intrigada.
Julianne examinou as pinturas na parede e a realidade lhe veio a cabe�a. Era t�o tentador desaparecer em sua personagem. Elizabeth Doyle n�o tinha que se preocupar com um amor n�o correspondido. Apesar de tudo, ao menos Emma a amava.
Os olhos azuis examinaram os quadros, perguntando-se se era correto deix�-los ali. Deveria devolv�-los? Ou simplesmente desfazer deles ? Julianne n�o tinha certeza que poderia se separar t�o facilmente deles.
Suspirando, se virou de costas, desejando poder deixar de pensar em Kris ao menos cinco minutos. Tudo tinha terminado; tinha que deixar ir...
Sentando-se, pegou seu computador, verificou se o fio estava acoplado na linha telef�nica. J� on-line, revisou seu e-mail de neg�cios. Como esperava, tinhas v�rios e-mails de Eric. Os revisou, aliviada que n�o tinha perdido nada importante.
Quando terminou, hesitou. Normalmente olhava seus e-mails pessoais junto com os de neg�cios. Mas, qual era o sentido de fazer agora?
Mesmo assim encontrou-se levando o mouse nessa dire��o. Imaginou que, ao menos, poderia apagar o lixo eletr�nico.
Enquanto esperava que o e-mail carregasse, sua aten��o foi desviada do computador pelo som do interfone. Franzindo a testa, deixou o computador e dirigiu-se para a porta. O pensamento veio que Talvez fosse Kris e acelerou seus passos.
Clicando no bot�o do interfone, disse, "Sim?" com uma voz que n�o parecesse t�o esperan�oza ou desesperada era como se sentia.
"Oi. Eu estava passando pelo bairro."
Desilus�o foi a rea��o inicial de Julianne. Mas foi substituida rapidamente por algo semelhante a timidez; ou Talvez nervosismo, ou Talvez ambos. "Sobe," disse.
Enquanto esperava o toc, Julianne perguntou-se para onde tinha ido sua filosofia de vida. Simplicidade. Tinha que regressar a simplicidade.
Toc. Toc.
Desafortunadamente, Julianne tinha a perturbante sensa��o de que estava a ponto de convidar sua vida para mais complica��es. "Oi," saudou.
A diretora sorriu. "Espero que n�o pense que estou te cercando."
"Se achasse n�o teria permitido subir," respondeu Julianne. "Quer entrar?"
Naomi consentiu e passou para dentro. Jogou uma olhadela ao redor.
Julianne fechou a porta e ficou atr�s da diretora, desejando ter alguma mobilia fora sua cama.
"Gostei da decora��o menos � mais," disse Naomi, se virando para encarar Julianne.
Julianne sorriu, apoiando suas costas contra a porta. "Acho que, neste caso, menos � menos."
Naomi sorriu, de repente parecendo t�mida e desconcertada. "Provavelmente est� se perguntando por que estou aqui."
Esse pensamento tinha cruzado a mente de Julianne mas, apesar disso, tinha que dar uma r�plica cort�s a esse coment�rio. E permaneceu calada.
"Bom, estava passando pelo bairro," come�ou Naomi, "sei que � uma frase muito comum, porque � o que todos dizem. Provavelmente acha que desviei-me uma hora de meu caminho para vir aqui." Deu uma olhada em Julianne para confirmar.
A atriz sorriu, divertida. Nunca tinha visto a sua diretora se sentir t�o incomodada em sua presen�a. Era at� bonitinho.
"Como for, me pareceu um pouco triste hoje," continuou Naomi. "N�o enquanto filmava, mas quando n�o estava. Assim pensei em passar por aqui e ver se estava bem."
Por que?
Naomi encolheu os ombros. "Pode me chamar de super protetora."
Julianne n�o sabia o que responder. Uma parte dela seguia se perguntando o que desejava Naomi Mosier com ela. Mas outra parte estava muito ocupada notando que jeans caia muito bem em sua diretora para se importar. "Perguntaria se gostaria de sentar, mas," indicou o vazio apartamento. "Sempre fico no tapete."
A diretora jogou uma olhada ao redor e sorriu. "Eu pensei em sairmos para comer alguma coisa. N�o comi nada desde o caf� da manh�."
"Ao menos conseguiu comer a comida mais importante do dia, falou Julianne.
Naomi sorriu. "Foi uma bolacha."
"S� uma?"
Estava com pressa," admitiu Naomi.
Isso decidia as coisas. "Ent�o vamos jantar," Julianne respondeu, indo para a porta. N�o podia permitir que sua diretora morresse de fome.
Julianne olhou com uma d�vida cruel o letreiro luminoso que dizia Gray's Papaya. Quando Naomi sugeriu jantar, Julianne esperava um lugar onde as mesas tivessem toalhas e os talheres fossem de metal. N�o um lugar com comida r�pida e gordurosa.
Naomi estava estudando a cara de Julianne cuidadosamente. Acho que � sua primeira vez num lugar deste?"
"Tenho que dizer sim," respondeu Julianne, encontrando o olhar de Naomi.
A diretora sorriu. "Viveu at� agora para provar um destes cachorros quentes," respondeu. "N�o � vegetariana?"
Neste instante, Julianne pensou em Kris. E de repente desejou ser vegetariana s� para ter uma desculpa para n�o comer ali. "N�o," se encontrou dizendo. Queria dizer a Naomi que n�o tinha particularmente apetite, mas manteve a boca fechada. Quem sabe, j� tinha comido cachorro quente . Mas n�o conseguia se lembrar.
Julianne deixou que a diretora pedisse por ela. Ignorou as pessoas olhando e apontando-a, susurrando, "� a Julianne Franqui?"
Naomi deu-lhe um cachorro quente e foram para � mesa de molhos. "Te incomoda?"
Julianne estava olhando fixamente para o sanduiche em sua m�o com uma mistura de repuls�o e curiosidade m�rbida. Colocando ketchup, disse, "O Que me incomoda?"
"Ser reconhecida onde quer que v�," explicou Naomi. Olhou por tr�s de Julianne onde as pessoas ainda a olhava. "Acho que tens alguns f�s."
Julianne olhou na dire��o em que Naomi estava olhando e viu um par de garotos que estavam de tudo menos babando. Sorriu e acenou para eles, ent�o olhou para Naomi. "Acho que j� estou acostumada," disse em resposta � pergunta de Naomi. "Nunca � reconhecida?"
Naomi encolheu os ombros e deu uma mordida em seu cachorro quente, j� saindo dali para dar lugar a outra pessoa. J� fora dali disse, "Sou reconhecida por pirados por cinema. N�o sou conhecida pelo grande p�blico norte-americano."
"Mesmo assim," Julianne disse,
"acho que este filme mudar� isso."
Cruzaram a rua, indo sem um destino em mente.
"Que acha que far�o com voc�?"
"Delatar-me," disse Julianne suavemente. Ficou olhando o cachorro quente sem provar, perguntando-se por que tinha dito isso.
N�o vai comer?" perguntou Naomi, de maneira t�o casual que lhe fez se perguntar se Julianne tinha ouvido sua confiss�o.
Respirando fundo, Julianne olhou nos olhos verdes de Naomi. "N�o sei se tenho coragem suficiente para por isto em minha boca."
Naomi riu. "Bom, se est� segura que quer permitir que um cachorro quente te ven�a."
Julianne olhou para baixo e suspirou. "Concordo, mas se eu tiver uma intoxica��o alimentar, vai sentir a aus�ncia da sua atriz principal."
"Vou arriscar," respondeu Naomi.
Julianne deixou de caminhar, obrigando � diretora fazer igual. "D� pr�xima vez eu escolho onde vamos jantar," disse, n�o segura de por que pensava que teria pr�xima vez. Depois de outro longo momento de vacila��o, deu uma mordidinha. Mastigou. Esperava sentir repulsa.
Naomi esperou pacientemente uma rea��o, parecendo extremamente entretida. Como foi ?"
Julianne deu outra mordida e come�ou a caminhar. "N�o fala nada, est� bom." Pode ouvir Naomi rindo e ent�o apertou o passo para ficar ao lado dela.
"Outro sucesso de Gray's Papaya," disse Naomi, parecendo satisfeita consigo mesma.
Julianne estava a ponto de falar alguma coisa mas o som de seu nome obrigou-lhe a se virar. Com tanta gente no mundo, tinha que ser este... "Oi, Anthony," disse.
O namorado de Kris chegou perto delas em um segundo depois. "Pensei em dizer um oi," disse ele, sorrindo. E olhou para Naomi..
"Anthony, esta � Naomi Mosier, minha diretora," apresentou-a, se sentindo incrivelmente envergonhada. "Naomi, este � o Anthony�" N�o tinha id�ia de qual era seu sobrenome. Kris nunca lhe disse.
Anthony rapidamente soltou. "Anthony Brooks, prazer em te conhecer. � tamb�m a diretora de Leigh?"
"Eu sou," confirmou Naomi.
Que legal, disse Anthony. "Bom, tenho que ir. Estou indo ver a Kris."
O som de seu nome fez seu cora��o palpitar. Tentou esquecer dizendo, se divirta.
Direi a ela que nos vimos, assegurou Anthony.
Que �timo.
Foi um prazer te conhecer, Naomi. At� qualquer dia, Julianne."
At�," disse Naomi.
"Adeus, Anthony," Julianne disse e ficou olhando ele ir.
Reasumiram seu passeio errante.
Ele � amigo seu?" perguntou Naomi depois de um momento.
Julianne teve que rir. "N�o. Hesitou e ent�o disse, Ainda quer ouvir a longa hist�ria?
Naomi sorriu. Me encantaria!
Porque est� revisando seu e-mail a cada cinco minutos? perguntou Anthony, apoiando a cabe�a contra a cabeceira da cama de Kris..
Kris fechou o notebook, depois de outra decepcionante visita a sua conta de e-mail. "Sinto, escrevi a um professor sobre entrar em sua classe," mentiu. Bom, meio mentiu. Tinha mesmo escrito a um professor. Mas n�o era o por isso que seu computador ficava a chamando a cada dois minutos. Uniu-se com seu namorado na cama, sentou-se em sua frente. "Bom, como foi seu dia?"
Anthony encolheu os ombros. "Trabalhei e depois comprei dois livros para aula. N�o � um saco que o ver�o j� acabou?"
"Sim," concordou Kris, ainda que realmente isto n�o importava. Tinha estado t�o ocupada com sua vida, que se esqueceu completamente do reinicio da faculdade.
Anthony estendeu o bra�o para tocar a perna de Kris. Encontrei a Julianne Franqui vindo para c�."
O som de seu nome atraiu a plena concentra��o de Kris. Foi? O Que ela disse?" perguntou, tentando n�o parecer muito entusiasmada com a informa��o.
"N�o falou muito," respondeu Anthony, sua m�o acariciava a coxa de Kris.Passeava com a diretora do filme.
Kris tentou ignorar a sensa��o da m�o de Anthony em sua coxa. Desejou que n�o a estivesse tocando nesse momento. "Perguntou por mim?"
Anthony fez uma pausa para olh�-la. "N�o. N�o conversamos muito."
Decepcionada, Kris afogou um suspiro. Ser� que Julianne tinha recebido seu e-mail? Ser� que ainda se importava com a nossa amizade?
"Bom, o que vamos fazer agora?" perguntou Anthony, com um sorrisinho em sua cara.
Kris olhou para baixo e agarrou a errante m�o de Anthony. Vamos devagar com as coisas, t�?" disse, inclinando-se para beija-lo para que n�o pensasse que n�o queria fazer nada; na verdade n�o queria mesmo. Mas ignorou esse sentimento. Afastou seus l�bios depois de um momento e olhou em seus olhos, esperando que n�o se sentisse ferido.
Anthony sorriu. "Sem problema," disse.
Aliviada, Kris lhe beijou de novo, mais intensamente, como desejando que os l�bios de Anthony pudessem apagar a constante dor de seu cora��o. Pensamentos em Julianne de repente apareceram em sua cabe�a e se afastou rapidamente dele.
Est� acontecendo alguma coisa?" perguntou Anthony, parecendo preocupado.
Sim, quis dizer. Tinha um mont�o de coisas que iam mau. S� que n�o desejava falar delas. N�o com ele. "N�o, desculpa," disse. "S� desejava ficar mais relaxada"
Ele sorriu com isso, e se aproximando mais..
"Claro," disse, esperando que isto fosse poss�vel. Desejava beij�-lo para esquecer tudo. Desejava derreter tudo.
Anthony inclinou-se para beija-la de novo, sua boca j� aberta. Sua l�ngua invadindo a boca de Kris de uma forma que lhe fez desejar se afastar do que continuar o beijo.
N�o estava derretendo nada. Estava mais ocupada concentrando-se na mec�nica do beijo. Por que n�o podia simplesmente se entregar? Por que n�o sentia o cora��o lhe sair do peito? Onde estava a paix�o? Tudo o que sentia era um sentimento estranho e frio de solid�o. Como se seus l�bios fossem dois �m�s de mesma polaridade, se esfor�ando em se encontrar. E tudo o que podia notar era o ar no meio, susurrando promessas distantes de fantasias irrealizadas
Devagar, Kris acabou o beijo, esperando que n�o parecesse muito s�bito. "Sinto," se desculpou. "� que estou muito cansada."
Anthony fez um bom trabalho ocultando seu desilus�o. Quer sair amanh�?"
"Me liga," disse.
T�, beijou sua bochecha. "N�o me acompanha at� a porta."
Kris ficou olhando ele ir. Enquanto a porta fechava-se atr�s dele, se perguntou qual era o problema. Era Nathan? Era Anthony?
Ou Era ela?
Jogou outra olhada no computador, tentada
a revisar seu e-mail de novo. "Sou t�o pat�tica," susurrou,
balan�ando a cabe�a. Ignorando o impulso de conectar-se, pegou
seu bloco de desenho que guardava junto a sua cama.
Ao menos tinha mais de uma maneira para manter sua mente ocupada.
Continua...