O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Traduzido por Fernanda

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50

Kris n�o sabia como voltar para seu apartamento. Caminhou at�  o metr�? Em alguma parte, entre o apartamento de Julianne e o seu, perdeu o contato com o meio. Incapaz de recontar seus passos, pegou suas chaves, ansiosa por abrigo. Sua  mente estava esgotada que n�o notou que a porta  j� estava destrancada quando entrou no escuro apartamento.

Vozes  na escurid�o saudaram sua chegada. Ainda muito nervosa, Kris acendeu a luz justo no momento que Jeremy caia tentando vestir sua cal�a. Leigh estava em algum lugar fora da vista de Kris. "Espero n�o ter interrompido nada," comentou Kris, momentaneamente distra�da com a cena diante dela.

Leigh saiu de tr�s do sof�, com a blusa no avesso. "S� estamos vendo TV," disse .

Kris olhou para o aparelho de televis�o. "Realmente deve ser um programa muito bom," disse. "Normalmente funciona melhor quando a tv est� ligada."

Jeremy apareceu um segundo depois. "Oi, Kris.

"Sabe, que tem seu pr�prio quarto," Kris lembrou sua colega disso.

Leigh animou-se. " Jer, quer ver meu quarto? Tem algumas pinturas da Kris. Vai gostar." Agarrou seu bra�o e empurrou ele para seu quarto.

Kris deteve-se o suficiente para ver eles desaparecendo no quarto de Leigh, ent�o balan�ou a cabe�a e foi para o seu. Em qualquer outro dia, teria se preocupado com Leigh que estava entrando em uma rela��o  muito rapidamente. Em qualquer outro dia, teria  se importado.

Encontrava-se estranhamente perdida entre onde estava e onde vagava sua mente. Uma parte dela ainda n�o tinha deixado o quarto de Julianne. Uma parte dela desejava ter ficado.

Mas escutou s� � parte que queria fugir. �s vezes a verdade podia ser asfixiante. Exceto�

Exceto que ainda n�o sabia qual era a verdade.

Seu olhar  caiu sobre seu computador em cima da cama. O contemplou por um longo momento, tentando descifrar seus sentimentos. Tinha muitas  perguntas sem resposta impedindo-lhe de ter alguma rea��o.

Tudo o que Julia dizia era mentira?

Do�a-lhe saber que algu�m que confiava t�o profundamente pudesse  ser�

O Que? O Que era exatamente?

Kris sentou na beira de sua cama e ficou olhando a porta, e n�o a vendo realmente. Estava brava, estava ferida e estava confusa. Desejava ficar frente a frente com  Julianne e desejava n�o voltar a v�-la jamais. A dualidade de seus sentimentos batalhava dentro dela. A verdade era que n�o sabia o que desejava.

Julia era Julianne? Como podia ser? Como n�o tinha notado? Se Julianne n�o tivesse dito nada, teria descubrido por sua conta?

Se lembrou dos correios de Julia: atriz� poeta� l�sbica. Kris franziu o cenho. Quanto de Julia era Julianne? Foi  tudo mentira, uma brincadeira que foi longe demais? A Julianne gostava de enganar as pessoas pela Internet? Fazia amizade para deixar as pessoas assim?

A f�ria come�ou  substituir o choque inicial de Kris. Como podia ser t�o cruel? Que direito tinha Julianne Franqui de mentir assim para algu�m? S� porque �  famosa n�o significa que esteja acima do resto do mundo. "E justo quando eu estava come�ando a pensar que tinha se equivocado sobre ela.

 

7:02

Eram 7:02 da manh�. Julianne olhou o despertador um segundo a mais, desejando que mudasse, desejando que o tempo n�o tivesse passado.

Ficou olhando o envelope em sua m�o, olhando um lado e depois virando do outro. Tudo o que dizia era, "Feliz anivers�rio, Kris". O cart�o n�o dizia nada mais que isso. Mesmo assim, em algum momento  quis dar o cart�o a ela. E agora lhe aliviava n�o ter dado.

Suspirando, jogou o cart�o e olhou a hora.

7:03

A hora n�o parava depois de tudo; s� mudava devagar� t�o devagar que depois de um momento n�o se presta mais aten��o. A mudan�a era curiosa olhando dessa forma. Arrasta-se sobre ti, �s vezes devagar, �s vezes de repente. Mas sem se dar conta da passagem do tempo, o �nico que ficava eram fragmentos de lembran�as, esperando ser cal�adas sem sapatos.

Olhando para o teto, depois para si deitada na cama. Seus olhos seguiram at� �s pinturas na parede. Agora do�a as olhar. Seguiam dizendo que deveria ter ido atr�s de Kris. Que deveria ter tentado se explicar.

Explicar o que? Que tinha sido muito ego�sta do que sincera? Que desejava se agarrar � fantas�a de algo que nunca poderia ser?

Julianne fechou os olhos, seu corpo estava  exausto, sua mente alerta. Desejava ligar para Kris. Mesmo que Kris brigasse, gritasse com ela, era melhor que o sil�ncio de seu quarto.

Dito sil�ncio foi interrompido de repente por um ru�do familiar. Julianne abriu os olhos, tentando ouvir de onde vinha o som. Virou a cabe�a para olhar o arm�rio. O arm�rio�?

Correu at�  ele e come�ou a jogar suas roupas para fora,  olhando-as brevemente antes de continuar procurando. Eventualmente encontrou o que estava procurando. "Oi," disse.

"Julianne?"

Apoiando-se contra a porta do guarda-roupa, Julianne tentou esconder sua tristeza. "Al�, " disse. Quem esperava?  Kris nem tinha o n�mero de seu celular?

"Sou eu Naomi," veio a voz da diretora. "Mosier," agregou um segundo depois.

"Oi," Julianne respondeu, tentando parecer t�o cort�s como seu humor permitia.

Teve uma breve pausa enquanto a diretora falava com algu�m mais. "Julianne?"

"Ainda estou aqui," respondeu a atriz, j� impaciente.

"Desculpa estar te ligando t�o cedo, se voc� puder eu gostaria que viesse hoje no set. Quero ver como voc� e Samantha, est�o quimicamente. Sei que n�o vamos rodar essas cenas logo, mas gostaria de saber quanto tempo v�o precisar."

"Posso estar ai em uma hora," Julianne respondeu, ansiosa por uma distra��o. Pensou, repentinamente e ficou preocupada. A Leigh Radlin tamb�m vai estar a�?"

"N�o," respondeu Naomi. "Trabalharemos as  suas cenas com ela na segunda-feira. Por que?"

"S� curiosidade,"respondeu Julianne, aliviada. N�o desejava ter que encarar a Leigh. Ainda n�o.

"Vemos-nos em uma hora," respondeu Naomi.

Tchau," respondeu Julianne, desligando o celular. Alegre por ter algo que ocupar sua mente al�m da vagareza do tempo, Julianne foi tomar banho.

 


Depois de avaliar e e reavaliar  sua vida, Kris tinha chegado a uma conclus�o. N�o ia ser f�cil, mas ia ter que  fazer. Se Julianne Franqui pensava que podia comprar  Kris com seu dinheiro. Kris planejava devolver at� o �ltimo centavo. Ia levar muito tempo, mas faria. E ent�o se livraria de Julianne ou Julia ou qualquer que  fosse seu nome hoje, e voltaria a sua sensatez, internauta  cheia de paz. E, s� falaria online com seu pai. Ao menos sabia que ele era seu pai.

Satisfeita com sua decis�o, abriu o jornal.

"Por favor, diga que fez caf�," perguntou Leigh enquanto entrava na cozinha.

Kris arqueou uma sobrancelha a sua amiga. Est� muito cansada. Foi uma longa noite?"

Leigh consentiu no meio de um bocejo. "Jeremy e eu tivemos uma  conex�o perfeita.

"O sexo faz isso," comentou Kris.

Leigh parou de colocar seu caf� na x�cara para ficar olhando  Kris. O que? N�o dormi com ele. S� nos tocamos, h� uma diferen�a."

"Sou m�," murmurou Kris.

"Por que est� lendo jornal?" perguntou Leigh, mudando de assunto sobre suas  atividades incriminat�rias.

Kris suspirou, n�o querendo falar disso. Olhou para Leigh. "Estou procurando um  trabalho."

"Por que? Pensei que tinha pagado 6 meses de aluguel." Leigh sentou-se com seu caf� nas m�os. "J�  acabou o dinheiro?"

"N�o,  vou devolver," respondeu Kris.

Leigh ficou olhando. Est� se sentindo bem?"

De verdade, n�o," respondeu Kris. Era inevit�vel. Inspirou profundamente. " Voce conhece a Julia?"

Leigh consentiu.

"E conhece a Julianne?"

Outro sim.

"S�o exatamente a mesma pessoa," explicou Kris, levantando-se da mesa para p�r a garrafa de caf� em cima da pia. N�o deu a oportunidade de Leigh falar nada e continuou , "Julianne me disse ontem � noite. Levou-me para seu apartamento e me mostrou sua cole��o de quadros as minhas pinturas. Todas elas, inclusive a que dei � dama misteriosa. Adivinha quem era? Agh."

Kris abriu a torneira e come�ou a lavar a lou�a, falando em cima  do barulho de �gua. "Mas vou devolver-lhe at� o �ltimo centavo daquele 15.000  mil. Quem faria uma coisa dessa? Fingir ser quem n�o �, s� para�" Kris n�o sabia porque Julianne tinha feito isto, mas estava segura que n�o era bom. "Provavelmente pensou que eu era boa brincadeira. Todos seus amigos da alta sociedade sentados rindo de sua cara."

Incapaz de deixar  mais limpa a lou�a que estava lavando, fechou a torneira e se virou para sua amiga. "Sinto-me t�o idiota," admitiu suavemente.

Leigh se ajeitou na cadeira, parecendo aturdida. "Era Julianne? O tempo todo� Uau." Olhou ao redor pensativamente. Se deu conta que fomos amigas de Julianne Franqui �  meses!"

"Amigas?" falou Kris.  Amigas n�o  mentem assim. N�o pretendem ser quem n�o s�o. Se realmente quisesse ser minha amiga, teria me dito a verdade desde o princ�pio, em vez de fazer esse jogo todo." Kris balan�ou a cabe�a. "N�o � minha amiga. � s� uma atriz esnobe sem nada  o que fazer."

"Conseguiu-me um papel no filme," disse suavemente Leigh. "� muita informa��o para  eu processar a esta hora."

Kris consentiu, estando de acordo. A verdade era que, apesar de seu nojo por ela, estava confundida. E n�o queria ficar mais confundida .

"Bom, o que ela disse para se defender?" perguntou Leigh.

Kris encolheu os ombros, apoiando-se contra a pia da cozinha. "Fugi dali antes que pudesse dizer alguma coisa. � que� eu n�o podia� a suportar. Precisava de ar ou algo assim.

"Vai falar com ela?"

"Sim, vou ao banco sacar o que restou  do dinheiro e lhe devolver. Ent�o verei como vou devolver o resto."

"Acha que ela vai aceitar?" perguntou  Leigh.

"Bom, eu n�o quero mais," respondeu Kris. "N�o quero ter nada mais que ver com Julianne Franqui� jamais."

 


Julianne olhou fixamente a sua parceira de cena. A princ�pio, tinha perguntado por que Naomi a tinha escolhido, j� que Samantha n�o era uma das atrizes com as que Julianne fez os testes iniciais. Mas agora Julianne  entendia. A mulher era  muito boa atriz. Quase podia fazer Julianne  esquecer da horr�vel personalidade de Samantha.

Quase.

Julianne concentrou-se em ficar em sua personagem. Numas quatro linhas, teria que beijar � atriz diante dela. Julianne pensou que tinha que ser melhor que suas passadas experi�ncias.

Na pen�ltima frase do mon�logo de Samantha, Julianne avan�ou. Na pen�ltima palavra, inclinou-se . Mas antes  que seus l�bios tocasse os da outra mulher, a diretora disse, "Corta!"

 Julianne retrocedeu e olhou � diretora com expectativa.

Naomi Mosier tinha um sorriso em sua cara. "Perfeito," comentou. "Na pr�xima semana trabalharemos as marcas e onde ficaram mas, aparte disso, excelente trabalho. Acho que posso descansar tranquila."

"Acabamos por hoje?" perguntou Samantha, com seu tom impaciente de sempre.

Naomi consentiu distraidamente, sua aten��o numa parte diferente do set. "Te vejo na segunda-feira."

Julianne estava indo tamb�m, mas uma voz a deteve.

Julianne?"

A atriz voltou a olhar � diretora. "Sim?"

"Tem algum compromisso para esta noite?" perguntou Naomi, parecendo meio envergonhada.

O cora��o de Julianne acelerou-se, a revela��o de Karen ainda estava fresca em sua mente. Por um longo instante, n�o soube o que  responder. Ao final, disse, " n�o." As palavras abandonaram sua boca antes  que pudesse pensar no que estava dizendo.

Aliviada, Naomi continuou. "H� um filme independente num pequeno cinema de Manhattan. Pensei se gostaria de ver. Ouvi que � muito bom."

Bom, era a primeira vez. Que um diretor a chamava para sair ou melhor uma diretora, uma diretora mulher. Ser�  que Karen disse alguma coisa para Naomi que poderia ter esperan�a? Ou Naomi n�o sabia de nada s� seguiu seu instinto? Ou ela tinha muita coragem?

Julianne pensava no que ia dizer. Queria sentar-se em seu apartamento sentindo-se uma perdedora a noite toda? E se Kris ligasse? E se n�o? E se? e se? e se? "Tudo  bem," disse por fim. "Estou certa que  Adrian iria querer saber tudo a respeito do filme."

"Adrian?" questionou Naomi.

"Meu-" Julianne vacilou. Ia dizer namorado. Mas n�o valia a pena mentir? J� n�o se importava? "Melhor amigo. Ele � diretor."

"Adrian," Naomi repetiu o nome tentando se lembrar do sobrenome. "Cruz?"

Julianne consentiu. "O �nico e verdadeiro."

"Sou f� de seu trabalho. Ʌ"

Voc� � a primeira que fala isto...

Naomi riu. "Ia dizer provocativo."

Julianne sorriu. "� muito raro conhecer uma f� dele," insistiu.
Deveria ver meus primeiros filmes," respondeu Naomi.

Julianne sorriu. "Fiz alguns tamb�m," admitiu. "Um em especial Galactic Cannibal, foi�? um?" Procurou um adjetivo correto.

Raro?" adivinhou Naomi, sorrindo.

Julianne sorriu. "Bom, ia dizer psic�tico."

Naomi riu. "Muito obrigada." Olhou para o lado e algo captou seu olhar.

Julianne notou que algu�m estava chamando � diretora e se deu conta que a conversa tinha terminado. Encontrou-se estranhamente aliviada e confusa.

"O dever me chama" disse Naomi, olhando para Julianne. Eu te pego �s 7:30 da noite.

Julianne come�ou a sair, ent�o parou. "Voc� sabe onde moro?"

Naomi sorriu e come�ou a afastar-se. "At� � noite."

Julianne olhou � diretora, n�o realmente pensando em nada em particular, s� que tinha conseguido n�o pensar em Kris durante uns cinco minutos e esse foi  um grande progresso.

Talvez esta noite passasse de dez.

 

Julianne teria estado pronta �s sete. Mas at�  7:26  da noite n�o tinha decidido o que vestir nada ficava bem. N�o estava se vestindo para um encontro com a diretora?

Dava-se conta que estava rid�cula, ali de p�, diante do espelho de corpo inteiro olhando para uma cal�a capri. "Costumava ser t�o mais sofisticada," sussurrou sentidamente.

A batida na porta a tirou de sua indecis�o. "Merda," falou, tentando vestir a cal�a.

Foi pulando pelo quarto, tentando entrar na cal�a. Tinha ganhado peso? "J� vou!" gritou, esperando que de algum modo sua voz atravessasse o apartamento e passasse pela porta .

Conseguindo entrar na cal�a, pegou a camiseta que tinha jogado no ch�o. Estava no avesso. " Que coisa," murmurou quando ouviu outra batida. Foi vestindo a camiseta de qualquer jeito e foi abrir a porta, tentando encontrar as mangas enquanto corria.

Finalmente, estava vestida. Ou ao menos, esperava estar. Quis voltar correndo para o quarto para se olhar no espelho, mas decidiu que realmente n�o lhe importava. Abrindo a porta sem olhar, disse, "Desculpa pela demora" O resto das palavras morreu em sua garganta. Kris...

Olhos verdes olharam para atriz durante uma fra��o de segundo. "Sinto n�o queria te atrapalhar.

"N�o atrapalha," respondeu Julianne. "S� estava me vestindo. Quer entrar?" Olhou brevemente por tr�s de Kris, esperando que Naomi n�o chegasse agora.

Kris olhou para baixo e come�ou a falar. "eu  vim te dar isto,"  dando um papel dobrado para Julianne. "Eu vou te devolver o resto quando puder."

Julianne olhou o papel em sua m�o e deu-se conta que era um cheque. "Para que � isto?"

"� o que sobrou do dinheiro que me deu," respondeu Kris. "N�o  quero."

Julianne levantou o olhar, franzindo o cenho. "N�o lhe dei dinheiro."

"Olha, pode me poupar de suas mentiras porque j� n�o as engulo mais," respondeu Kris, com raiva. "N�o preciso de sua caridade e n�o preciso de seu dinheiro culpado. Aceita logo e n�o complique mais as coisas do que j� est� complicado.

Julianne inspirou profundamente e rasgou o cheque ao meio. "Esse dinheiro n�o tinha nada que ver com culpa. Eu comprei seu quadro."

"A pintura custava quinze d�lares," argumentou Kris.

"Bom, valia mais para mim," replicou Julianne, olhando para Kris. N�o queria estar tendo essa conversa. "Por favor, n�o vamos falar sobre dinheiro," disse, olhando para o cheque rasgado em sua m�o.

Kris olhou fixamente para Julianne antes de responder. "Ent�o vamos falar de que?"

O interfone interrompeu a resposta de Julianne. Olhou para Kris com pesar por um momento e ent�o clicou no bot�o. "Franqui," disse.

Sou eu Naomi. Sinto ter me atrasado."

Julianne suspirou; sabendo que sua conversa com Kris tinha acabado. "Sobe." Olhou para Kris. Desculpa.

"N�o me importa," respondeu Kris, come�ando a se afastar. "Nos vemos."

"Kris, espera," disse Julianne, n�o sabendo o que desejava dizer.

Para surpresa de Julianne, Kris parou.

" Eu n�o quis te ferir."

"� o que todos dizem ap�s ferir  algu�m," respondeu Kris, ent�o  encolheu os ombros, se virando de novo. "N�o pode fazer mais nada."

Julianne engoliu, tentando n�o chorar diante do desespero que sentia. "Ent�o deixa-me tentar consertar tudo isto.

Quando Kris se virou novamente, Julianne notou que seus olhos estavam marejados. "Sinto que minha melhor amiga acabou de morrer. E foi voc� quem a matou."balan�ou a cabe�a e come�ou a se afastar de novo. Ent�o parou. Sem se virar, disse, "Sei que acha que estou furiosa contigo por mentir para mim. E pode ter sido verdade no princ�pio, mas � mais que isso." Olhou para tr�s. "O que realmente est� me matando � que me fez acreditar em algo especial, e o destruiu  para sempre." Olhou para ela  . "Boa sorte , acho que n�o vai conseguir consertar mais nada."

Em alguma parte, Julianne ouviu as portas do elevador se abrindo. Olhou nessa dire��o, e viu Naomi saindo do elevador. A diretora comprimentou  Kris que sorriu educadamente enquanto desaparecia dentro do elevador.

Julianne estava paralisada, sem saber o que fazer. Deveria ir atr�s  de Kris? Devia deix�-la ir? O Que tinha que fazer? N�o  sabia. Tudo o que sabia � que estava agonizando por dentro e a dor estava a engolindo por inteira.

"Est� bem?" perguntou Naomi, se aproximando da atriz com preocupa��o.

Julianne sabia que estava a ponto de come�ar a chorar, mas precisava aguentar at� que estivesse sozinha. "Olha, n�o posso fazer isto," se encontrou dizendo. "N�o quero te  dar esperan�a. N�o quero te ferir. J� fiz isso o suficiente para uma vida inteira, ao menos agora , tenho a op��o de fazer o bem para variar. Desculpa." Com isso, entrou no apartamento e fechou a porta.

Apoiando suas costas contra a porta, deixou as l�grimas cairem.

Fim da oitava parte

Continua....

 

Parte21

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