O Lado Cego Do Amor INGRID DIAZ The Blind Side of Love |
Tradu��o de Fernanda
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Nova York �s nove da manh�.
Julianne nunca tinha parado para notar antes. Tinha algo na cidade que
fazia Julianne se sentir sozinha; alienada de um mundo que procurava a abra�ar.
Nova York fazia-lhe desejar algo al�m do sil�ncio de um apartamento
vazio. Talvez era a �ntima proximidade da esperan�a que
lhe levava a desejar coisas que nunca achou necess�rias.
Pensou, virando a cabe�a para enfrentar o teto. Sua mente regressou a sua conversa com Karen, que levava inevitavelmente a pensar em Naomi Mosier. A diretora era bela, Julianne tinha que admitir. E n�o podia negar a pequena excita��o que lhe provocava saber que outra mulher estava interessada nela.
Suspirou, sabendo que Adrian falaria que pensasse nesta possibilidade. Ou, ao menos, n�o evitasse que acontecesse. Mas podia fazer isto? Era injusto usar uma para substituir a outra? Mesmo quando n�o tinha nada que substituir? Naomi era uma porta aberta? Kris era um muro de tijolo sem abertura �bvia.
Julianne sorriu, pensando num cap�tulo de Harry Potter. Depois, concentrou-se de novo nas pinturas.
Nesta noite, Kris saberia a verdade; Julianne jurou a si mesma que iria dizer. Era o �nico presente de anivers�rio que n�o seria uma mentira.
A atriz fechou os olhos e desejou que sua mente a imitasse. Era t�o cedo para a realidade.
Horas depois, Julianne olhou criticamente seu reflexo nas portas do elevador. Tinha uma ilumina��o fraca e uma grande mistura, do que parecia um furioso punho, distorsendo a imagem.
A mistura momentaneamente distraiu � atriz de seu autoflagelo. Se perguntou o que poderia provocar t�o violenta a��o. Amor? Parecia a perfeita desculpa para algo bem mais feio. Nathan golpeando a Kris n�o podia provir do amor.
Os olhos azuis escureceram-se com a lembran�a. Encontraria uma forma de que Nathan pagasse por isso. E seria mais doloroso que um murro na cara.
O pensamento a confortou bastante para devolver seu interesse a seu reflexo. Tinha ficado horas decidindo o que vestir e resolveu por Jeans e camiseta branca sem mangas. Tinha optado tamb�m por uma jaqueta de couro. Se por acaso fossem jantar no P�lo Norte.
Agitou a cabe�a e nervosamente lan�ou uma olhada para cima, para os n�meros sobre as portas do elevador. Os primeiros dois n�meros faltavam e o resto negava-se a iluminar-se. Julianne n�o tinha id�ia em que andar estava. Esperava que parasse no correto.
Finalmente, as portas abriram-se dolorosamente. Tentou desesperadamente ignorar a dor de est�mago que acompanhava a antecipa��o de ver a Kris.
Conferindo se o cart�o de anivers�rio que tinha escolhido ainda estava dentro do bolso de sua jaqueta, se dirigiu para a porta do apartamento. Apesar de encontr�-la entre aberta, sentiu a necessidade de chamar.
Julianne? chamou Leigh em alguma parte do apartamento.
Entrando, Julianne disse em resposta, "Sou eu."
Leigh apareceu um momento depois, segurando um xampu de seda e estava com uma toalha rosa embrulhada na cabe�a. "Oh, Deus meu, � Prada?"
A pergunta deixou Julianne sem saber do que ela estava falando. Por reflexo olhou atr�s dela. Ent�o compreendeu que Leigh estava falando de sua jaqueta. Acho que �, respondeu, se sentindo envergonhada.
"Estive olhando no camel� essa mesma jaqueta," anunciou Leigh. Que , tamb�m n�o pude comprar. Riu. Quer ajudar-me a decidir que usar?
Julianne agradeceu que Leigh nunca ficava muito tempo num assunto s�. "N�o sou muito experiente em moda," admitiu a atriz. De fato, tinha ligado para a Karen para perguntar que roupa devia usar. Sempre �til, Karen respondeu, " Fica sexy com tudo."
Talvez era hora de investir num amigo gay.
"Ent�o pode fazer-me companhia," Leigh sugeriu. Liguei para o Jeremy e disse que poderia acidentalmente trope�ar em n�s ali. Ent�o esta noite tenho que me vestir para impressionar."
Julianne n�o quis perguntar onde era "ali". J� podia ver que isto tinha sido um erro. Ainda n�o tinham ido a nenhuma parte e Julianne j� se sentia como uma quinta roda. Inconscientemente, olhou para o quarto de Kris e notou que a porta estava aberta e as luzes apagadas.
Saiu com seu irm�o e o namorado dele," Leigh explicou.Voltar� cedo!
O interfone tocou antes de que Julianne tivesse oportunidade de comentar.
"Anthony," disse Leigh, indo para o interfone. Apertou o bot�o e falou. Vai embora, n�o queremos nada."
Uma voz masculina riu. Tem certeza? Tenho ofertas estupendas de rel�gios e produtos capilares."
Julianne olhou para o teto.
Tudo bem disse, Leigh, depois de dois segundos de fingida considera��o. "Sobe." Abriu a porta e voltou-se a Julianne. "Vou me trocar. Pode fazer um pouco de companhia a ele ."
A tarde come�a de ir de mal a pior. Claro, encontrou-se dizendo. Por que n�o? Fazia sentido que ficasse sozinha com o namorado da mulher que estava apaixonada. Devo ter sido pol�tico em outra vida, decidiu Julianne.
Leigh come�ou a ir para seu quarto mas parou e deu meia a volta. "Julianne, n�o diga a Anthony que o irm�o de Kris � gay."
"T�... lembrou Julianne, receber Anthony no apartamento com esse an�ncio em particular podia ser bom. N�o seria mau que ficasse a par da realidade.
Anthony n�o se deu ao trabalho em bater na porta, mesmo estando meio aberta e entrou direto. Levou um momento para ver Julianne, mas quando viu, pareceu verdadeiramente surpreendido. Oi, seu olhar foi de Julianne ao quarto de Kris.
Oi, respondeu Julianne com toda sua educa��o. "Kris saiu com seu irm�o."
Sim, eu sei," respondeu Anthony pegando seu celular. "Acabei de falar com ela. J� est� chegando."
Julianne sentiu que ele quis exibir seu celular para ela. N�o entendeu por que. H� algo nas pessoas que as fazem fazer tolices.
"N�o sabia que voc� e Kris eram t�o boas amigas," comentou Anthony.
Julianne n�o tinha certeza como responder a isso. Supos ao fato de que eu ia sair com eles e disse, "Leigh me convidou." De repente sentiu-se fora de lugar. Que pensou Kris de mim por os acompanhar nesta noite? N�o tinha Julianne Franqui coisa melhor para fazer? E da� estava tentado demonstrar amizade?
"Bom, acho que � legal de sua parte vir com a gente," respondeu. Teve um s�bito vazio na conversa de Anthony. Gosta de ser atriz?
"Sim," respondeu Julianne. Que mais tinha que dizer? Apoiou-se contra o sof� e cruzou os bra�os. Imaginou que conversar com Anthony seria uma prova de for�a de vontade. N�o podia ver o que Kris viu nele. Era aceit�vel, mas nada excepcional. Kris podia ter arrumado algo melhor. Muito, muito melhor. O que voc� faz?
Anthony encolheu os ombros. No momento trabalho numa floricultura," respondeu. "Sei que parece pouco, mas me paga decentemente e � um trabalho f�cil."
Perdedor. "Interessante," comentou em mudan�a.
Estou pagando a minha universidade, disse, encheu seu peito ao falar disso. " sou artista."
� verdade. De repente Julianne recordou que via Kris nele. Perguntou-se se era bom. "Deve ser agrad�vel sair com algu�m que tamb�m � artista."
Anthony consentiu. "Sim, Kris � muito boa. Comecei a falar com ela porque estava impressionado com parte de sua obra, verdadeiramente surpreendente."
Julianne consentiu, n�o sabendo que mais dizer.
Por sorte, n�o teve que falar mais nada. Kris escolheu esse momento para entrar no apartamento. Trazia um monte de sacolas de compras com ela. "Lamento chegar tarde," disse a Anthony. Ent�o seu olhar caiu em Julianne. Oi, disse.
"Oi," respondeu Julianne. "Feliz anivers�rio" acrescentou depois.
Kris sorriu. "Obrigada." Levantou as sacolas. "William e Mark ficaram loucos comprando-me coisas." Riu.
Anthony foi dar um beijo em Kris.
Julianne olhou para o tapete. Quando voltou a ouvir a voz de Anthony, levantou a vista.
Quem � Mark?" Anthony perguntou casualmente, ainda que seu tom revelava uma certa preocupa��o e ci�mes.
Julianne quase riu.
"O amigo de William," Kris simplesmente respondeu. Olhou rapidamente para Julianne antes de dizer, "Vou colocar uma de minhas roupas novas e ent�o podemos ir. T� bom.
Anthony consentiu.
Kris come�ou a ir para seu quarto. Leigh ainda est� se vestindo?" perguntou enquanto passava pela Julianne.
J� est� em casa," disse Leigh, saindo de seu dormit�rio quase por milagre. Se divertiu?
Kris consentiu. "Sim , foi incr�vel," respondeu. "Vou trocar de roupa e sairemos em seguida." Desapareceu em seu quarto e fechou a porta.
Leigh voltou-se para Julianne. Que achou?" perguntou, referindo-se a roupa que ela estava usando.
Julianne pensou que estava maravilhosa. "Ficou muito bom," disse.
Voc� � garota, n�o conta," Leigh comentou, se virando para Anthony. Estou bem?"
Que gata! Anthony respondeu...
Leigh sorriu. "Obrigado, Tony." Olhou para Julianne. Viu? � o que deveria ter dito."
Julianne riu, perguntando-se que teria dito Leigh se tivesse respondido dessa forma.
Que bolsa? Leigh perguntou, levantando umas quatro diferentes. Olhou para Julianne com expectativa.
A atriz desejou ter um consultor de moda com ela. "a preta," sugeriu.
Me alegra que tamb�m gostou desta." Leigh jogou as outras bolsas no seu quarto e fez uma pose. "Como estou agora?"
"Bem," respondeu Julianne.
Leigh balan�ou a cabe�a e jogou uma olhadela para Anthony. Diz?
Que gata!
Leigh olhou significativamente para Julianne.
"Eu tamb�m diria isto," disse finalmente Julianne.
"Excelente," Leigh respondeu, sorrindo. "Espero que Jere"
Kris abriu a porta de seu quarto e apagou a luz antes de sair. Estou pronta disse interrompendo Leigh.
Julianne olhou para Kris e sentiu algo indo para um ponto muito espec�fico. Piscou.
Mark escolheu," disse Kris se explicando. Parecia levemente envergonhada.
Oh, meu deus, o olhos de Julianne viajou desde as botas de couro de salto alto, subindo pela cal�a de couro e at� o top preto. Conseguiu fechar a boca antes que algu�m notasse, ent�o se obrigou a desviar o olhar.
Anthony estava certamente babando.
Julianne sentiu uma pontada de inveja percorrer seu corpo e ficou um pouco tensa. Manteve os olhos enfocados em algum lugar da cozinha para que n�o fosse tentada a olhar para Kris.
Diga para o Mark que ele tem que ir fazer compras comigo da pr�xima vez!" disse Leigh com aprova��o. "Ser� que a anivers�riante est� pronta para a festa?"
Kris consentiu. "Vamos."
Julianne suspirou e seguiu o grupo saindo do apartamento. Ia ser uma noite muito longa.
Kris estava passando mal mantendo seu olhar longe de Julianne. Algo naqueles profundos olhos azuis a chamava. Durante a maioria da tarde, Kris tinha tentado entender por que Julianne aceitou vir. Achava que ela e Leigh eram t�o boas amigas?Ou Julianne Franqui n�o tinha nada melhor que fazer?
Incapaz de ter uma resposta, Kris lan�ou uma olhada ao redor da pequena mesa, que estava transbordando de garrafas de cerveja vazias e copos de outras bebidas. Leigh, Jeremy e Anthony tinham bebido a maioria das bebidas, enquanto Kris ainda estava bebendo a sua primeira bebida legalmente comprada. Julianne, por outro lado, tinha optado por algo sem alcool. Kris n�o sabia o que pensar desse pedido. Julianne n�o bebia nada?
Kris desejou ter coragem para fazer perguntas a Julianne. Por alguma estranha raz�o, estava intrigada. Ou Talvez n�o era estranha em absoluto. Julianne Franqui era, uma estrela de Hollywood; era natural sentir curiosidade. E mesmo assim, tudo o que Kris podia fazer era beber outro gole de sua morna bebida.
Seu olhar andou pela mesa e parou no rosto perfeito de Julianne. A atriz estava olhando � �ltima v�tima do karaoke no palco, o que dava a Kris ampla oportunidade de estudar as rea��es do rosto de Julianne. Mas, em lugar de aproveitar a situa��o, Kris escolheu examinar a de Anthony.
Seu namorado estava silencioso, provavelmente devido em parte a todo o �lcool que tinha consumido. Assombrosamente, n�o parecia estar muito b�bado; s� calado. Estava a ponto de dizer-lhe algo, quando o celular de Anthony tocou...
Sim? respondeu, colocando um dedo na orelha desocupada para bloquear o ru�do.
Kris observou o desfile de gestos que apareciam na cara de Anthony enquanto ela tentava descifrar a natureza do telefonema.
Ele est� bem? perguntou Anthony. "Ent�o por que tenho que ir? � o anivers�rio de Kris. T�, eu vou!" Fechou inesperadamente o celular e olhou para Kris com ar de desculpa. "Sam torceu o tornozelo ou algo assim. Mam�e quer que os encontre no hospital."
Quer que eu v� contigo? perguntou Kris automaticamente.
Anthony balan�ou a cabe�a e levantou-se. "N�o, merece algo melhor que passar o resto de seu anivers�rio no hospital. Eu te ligo amanh�," prometeu agachando-se para beija-la.
Kris devolveu-lhe o beijo, mas se afastou logo. T� eu fico," concordou.
sinto muito se desculpou Anthony. A beijou na bochecha antes de afastar-se.
Kris observou-lhe saindo.
Que chato," comentou Leigh quando Anthony saiu. Quer ir tamb�m?"
"N�o," respondeu Kris. Por que deveria? Jogou uma r�pida olhada para Julianne para olhar em seus intensos olhos azuis contemplando-a. Kris olhou para Leigh depois.
Leigh olhou para o Jeremy, ent�o de novo olhou para Kris. Jeremy estava me falando de outro lugar que poderiamos ir."
"Tem luzes de ne�n por toda partes," acrescentou Jeremy.
Kris sup�s que eles queriam ir para outro tipo de divers�o. � uma danceteria?" perguntou, n�o estou com vontade de dan�ar.
"Bom, tamb�m pode ficar sentada l�," respondeu Leigh. "Como faz agora."
Kris encolheu os ombros. "Estou gostando dessas m�sicas de karaoke," disse, pensando que era uma boa forma de deixar Leigh sozinha com Jeremy. "Por que n�o vai voc�s dois. Julianne, voc� quer ir?."
"Mas � seu anivers�rio," disse Leigh. "N�o quero te deixar sozinha."
Kris seguia olhando para Jeremy, tentando dar a Leigh algum tipo de sinal de que entendia. Na realidade," disse, olhando seu rel�gio, j� passou da meia-noite, sinta se livre."
Leigh suspirou. Tem certeza?"
"Sim," respondeu Kris. "Depois de minha sa�da com Mark, sinto-me absolutamente satisfeita em sentar-me aqui e escutar m�sica ruim."
Sozinha?"
Julianne finalmente falou. Eu ficarei por aqui e tamb�m escutarei m�sica ruim. Algo est� me fazendo gostar."
Kris mordeu os l�bios com a resposta. Julianne desejava ficar com ela? Por que?
Leigh n�o disse mais nada depois disso. T�, nos falamos depois," disse. Deteve-se o suficiente para perguntar a Kris, "Gostou de seu anivers�rio?"
Foi o melhor,"disse, Kris.
"Feliz anivers�rio," disse Jeremy, e seguiu Leigh ...
Kris n�o estava completamente segura do que fazer ou dizer. Podia pensar em muitas coisas, simplesmente n�o tinha coragem de dizer. Ainda n�o, ao menos. Virou sua aten��o ao homem no palco, que estava cantando Last Dance muito desafinado . Ao menos era uma boa can��o. Estava t�o absorvida na dolorosa exibi��o diante dela que n�o notou que Julianne estava perto dela. Isto �, at� que sentiu uma suave voz em sua orelha.
"N�o achei que fosse f� de karaoke," comentou Julianne.
Kris sorriu. "Adoro uma tortura de vez enquando."
"Masoquista," brincou, Julianne.
Kris se virou , obrigando � atriz a sentar-se mais para tr�s. Qual � sua desculpa?"
A pergunta pareceu pegar � atriz de surpresa. Finalmente, disse, "N�o gosto muito de dan�ar," disse.
"Ou beber," notou Kris.
Julianne encolheu os ombros. "Gosto de manter a concentra��o." Sorriu . Mas acho que puseram rum por engano nisto."
Kris arqueou uma sobrancelha. Posso ver?
Julianne entregou-lhe a bebida e esperou pacientemente que Kris a provasse.
"Definitivamente n�o � sem �lcool," confirmou Kris, lhe devolvendo em seguida.
Julianne tomou outro gole. "Sinto-me t�o s� bebendo."
Kris deu uma gargalhada.
"Que foi?" perguntou Julianne inocentemente.
Kris disse, foi engra�ado. "� que n�o esperava que dissesse isso." N�o que eu tivesse id�ia do que devesse esperar. Sua aten��o de repente foi para o palco, a m�sica estava acabando. "Sabe cantar?" encontrou-se perguntando.
"Cantar n�o est� em meu curriculum, se � o que pergunta," respondeu Julianne jogando uma preocupada olhadela para o palco.
Kris sorriu perversamente, perguntando-se se sua bebida estava surtindo efeito, ou simplesmente tinha perdido a cabe�a. "eu te desafio," disse.
Me desafia a que?" Julianne perguntou parecendo perplexa. Ent�o seus olhos captaram o significado. "Ali ?"
Kris consentiu, imaginando que n�o
tinha nada que perder. "Sim," respondeu. " E quero que cante
Like A Virgin."
Julianne inclinou a cabe�a para o lado, olhando para Kris com curiosidade.
"E por que quer que eu fa�a isso?"
Voc� � uma atriz, n�o �?"
Julianne sorriu e ficou de p�. "Se isto aparecer nas not�cias de amanh�, vai ser culpa sua," disse e foi para o palco.
Kris riu n�o acreditando no que via. Julianne levou a s�rio? Aparentemente sim.
Julianne subiu no pequeno palco e pegou o microfone como se j� tivesse feito mil vezes isto. A multid�o de repente ficou muda.
Kris deu uma olhada ao redor, assombrada por que cada olho do lugar estava de repente sobre Julianne. Ent�o, tamb�m ela, olhou para a atriz no palco, que parecia ter encontrado a can��o que queria.
Como est�o esta noite?" perguntou Julianne. Alguns responderam. Alguns aplaudiram. "Meu nome � Julianne Franqui- Foi interrompida por todos gritando seu nome. "Eu vou cantar uma can��o. Mas, antes , gostaria que desejassem a minha amiga Kris um feliz anivers�rio. Hoje est� fazendo vinte e um anos ."
Kris afundou-se em sua cadeira enquanto de repente todos os olhos se voltavam para ela. Desejou esconder debaixo da mesa e ficar ali.
Quando a multid�o parou de desejar feliz anivers�rio a Kris, ent�o Julianne continuou. "Kris pediu esta can��o."
Agradecida porque o foco j� n�o estava sobre ela. Seu cora��o estava t�o acelerado por raz�es indescritiveis para ela. De repente sentia-se exaltada, nervosa e assombrada. Por um longo momento, tudo pareceu surreal.
E ent�o come�ou a can��o. E Kris encontrou-se incapaz de deixar de rir e incapaz de afastar seu olhar da enigm�tica mulher no palco.
" I made it through the wilderness. Somehow
I made it through. Didn't know how lost I was. Until I found you I was beat
incomplete I'd been had, I was sad and blue But you made me feel
Yeah, you made me feel Shiny and new Like a virgin Touched
for the very first time Like a virgin When your heart beats (after first time,
"With your heartbeat") Next to mine
Eu consegui atravessar a vastid�o selvagem .De alguma forma eu
consegui chegar. N�o sabia qu�o perdida eu estava at� que
te encontrei. Eu estava derrotada, incompleta. Eu tinha sido usada, eu
estava triste e angustiada. Mas voc� me fez sentir. Voc� me fez
sentir novinha em folha. Como uma virgem Tocada pela primeira vez. Como uma
virgem, Quando seu cora��o bate junto ao meu .
Julianne pegou o microfone e pulou do palco sem perder a pompa. Come�ou
a cantar bem perto de um jovem casal . Kris notou que a boca do rapaz
ficou levemente aberta, para grande irrita��o de sua namorada.
A atriz sorriu para mulher e seguiu para uma mesa diferente.
Kris n�o podia deixar de sorrir e, de vez em quando, rir. Num momento a atriz parou de cantar e num segundo estava ao redor de uma barra, cantando Like A Virgin como se sua vida dependesse disso. Kris n�o tinha id�ia do que pensar. E estava se divertindo demais para preocupar-se com isto.
Quando Julianne se aproximou o suficiente dela , tirou sua jaqueta de couro num veloz movimento e jogou para Kris. A artista pegou facilmente, sentiu repentinamente o cheiro agrad�vel de couro com perfume.
"Gonna give you all my love, boy.My fear is fading fast .Been saving it all for you .'Cause only love can last .You're so fine and you're mine Make me strong, yeah you make me bold Oh your love thawed out Yeah, your love thawed out What was scared and cold�"
Vou te dar todo meu amor , garoto.Meu medo est� desaparecendo rapidamente .Estive guardando para voc� .Pois s� o amor pode durar.Voc� � t�o legal e � meu. Me faz sentir forte . Voc� me faz ficar audaciosa. O seu amor tirou de mim .Seu amor tirou de mim. O que era medo e frio .
O olhar de Kris capturou o de Julianne e, por um momento intermin�vel, esqueceu de como respirar.
De repente Julianne esqueceu a letra da can��o que estava cantando e teve que romper o contato visual com Kris para ler a letra na m�quina. Por sorte, pegou a seguinte estrofe antes de que desaparecesse da tela. Assegurando-se de manter seus olhos longe da cara de Kris, concentrou-se no resto da can��o.
"You're so fine and you're mine I'll
b� yours 'till the end of time 'Cause you made me feel Yeah,
you made me feel I'v� nothing to hide�Like a virgin, ooh, ooh .Like
a virgin .Feels so good inside .When you hold me, and your heart beats, and
you love me . Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh.
Ooh, baby .Can't you hear my heart beat .For the very first time?Oh, oh oh oh
oh oh oh .Ooooh, Baby .''
Voc� � t�o legal e � meu.Eu serei sua at� o fim do mundo. Pois voc� me faz sentir .voc� me faz sentir. Que eu n�o tenho nada o que esconder. Como uma virgem, ooh ooh, como uma virgem .Me sinto t�o bem por dentro. Quando voc� me abra�a e seu cora��o bate .E voc� me ama.Voc� pode escutar meu cora��o bater Pela primeira vez?
De algum modo conseguiu chegar ao final sem maior cat�strofe. Se reverenciou e todos come�aram a aplaudir. De algum modo,acabar de cantar em p�blico n�o a deixou com vergonha. Talvez fosse o rum. Realmente n�o gostava de bebidas alc�licas. Fazia-lhe fazer muita besteira como esta. E nem sequer estava tonta. Se ficasse muito b�bada, com certeza faria um striptease com Human Nature.
Colocando o microfone no lugar, voltou � mesa. De repente ocorreu que teria que encarar a Kris. Essa parte era a que incomodava, mas n�o retardou seu passo. Bom, voc� me desafiou.
"Achei que disse que cantar n�o estava em seu curriculum," comentou Kris em quanto Julianne se sentava.
Julianne sorriu. "Teve," admitiu. "Mas tirei. Agora est� reservado para ocasi�es especiais e desafios ocasionais."
"Por que o tirou?" Kris perguntou com curiosidade.
Julianne disse, "N�o � algo que me encante. E quando comecei, meu agente me disse que qualquer pequena habilidade ajudava. Assim eu coloquei.
Kris consentiu, sua aten��o repentinamente distra�da foi para a gar�onete que se aproximava.
A gar�onete pos outra bebida igual que Julianne tinha bebido. "Dela, " disse indicando uma figura solit�ria sentada no bar...
Surpreendida, Julianne virou-se e levantou sua bebida agradecendo com a cabe�a e virou para Kris.
"As mulheres sempre te pagam bebidas?" perguntou Kris.
Julianne tentou se lembrar e encolheu os ombros. "Acho que j� aconteceu. As pessoas fazem coisas estranhas por mim." Quase pareceu... quando as palavras sa�ram de seus l�bios. Pretenciosa?
Mas Kris simplesmente consentiu. E deu uma olhada na mulher no bar. "Est� te olhando," disse quando voltava a olhar para Julianne. "Provavelmente est� te querendo.
Quase se afogou com sua bebida, Julianne ficou olhando para Kris.
Essas coisas te aborrece?" perguntou Kris. "Quero dizer mulheres interessada em ti."
Julianne n�o sabia o que responder sobre essa pergunta. "N�o. Por que?"
Kris voltou a olhar � mulher e sorriu. "Eu te desafio ir falar com ela."
Por que?
Kris sorriu. "Quero ver se � capaz de romper fronteiras a este respeito," respondeu.
Julianne fechou os olhos, mas sorriu. "Astuta." Olhou por cima de seu ombro � mulher. Era uma mulher mediana, mas n�o era o tipo de Julianne. Voltou-se para Kris e sorriu. "Muito bem." Levantou-se e, tomando sua bebida, foi at� o bar.
A mulher paralisou-se no momento que viu Julianne indo at� ela.
Julianne se sentou num banco ao lado dela e sorriu. Ofereceu-lhe a m�o. "Oi, sou Julianne."
Custou � mulher acreditar , mas estendeu a m�o para Julianne avidamente. "Marissa. Marissa Blare."
"Obrigada pela bebida," disse Julianne.
O sorriso de Marissa n�o poderia ser mais amplo. "De nada."
Julianne inclinou-se para susurrar na orelha da mulher, que ficou tensa com o gesto. " n�o olhe mas, aquela garota que estava comigo?"
Marissa consentiu.
"Hoje � seu anivers�rio e est� brincando um pouco comigo," disse Julianne j� se afastando da mulher. "Pediu para que eu falasse contigo� mas n�o sei�"
Marissa olhou para Kris, que estava fazendo um p�ssimo trabalho fingindo n�o estar olhando. "Ela � linda."
Julianne disse. Por que n�o vai falar com ela?" sugeriu.
Marissa pareceu considerar a oferta, ent�o finalmente disse, o que ela est� bebendo?"
A atriz sorriu. "a surpreenda."
Kris n�o tinha id�ia do que Julianne estava conversando com mulher,
mas a maneira em que estavam conversando, Kris ficou um pouco desconcertada.
Julianne Franqui estava mesmo paquerando outra mulher? Nesse
caso, significava?
Tentou manter seu olhar casual enquanto aventurou outra olhada. Julianne estava sorrindo muito. De que raios est�o falando? perguntou-se. De repente a mulher olhou-a diretamente, obrigando a Kris a sorrir levemente. Ent�o timidamente desviou o olhar. Concentrou-se em tirar a etiqueta de uma garrafa vazia.
"Parece que te deixaram sozinha," comentou uma voz pr�xima.
Sobresaltada, Kris levantou o olhar para encontrar � mulher do bar de p� ao seu lado. Desconcertada, olhou para Julianne que estava sorrindo de orelha a orelha e sustentando sua bebida com alegria. Os olhos de Kris se fecharam levemente. Ent�o suavizaram-se quando notou que a mulher ainda estava ali.
Uma bebida gelada foi posta diante dela. " Eu n�o queria que ficasse com sede," disse a mulher.
Kris pigarreou e sentou-se melhor. " obrigada," disse n�o sabendo o que fazer nesta situa��o.
"Meu nome � Marissa," disse a mulher estendendo-lhe a m�o.
Kris estendeu rapidamente. "Kris," disse . Desejou que a mulher falasse por que tinha ido at� ela. A aproximidade estava lhe fazendo suar. Olhou de novo para Julianne e viu � atriz conversando com um cara. Irritada, Kris olhou para Marissa.
"Julianne disse que hoje � o seu anivers�rio," comentou Marissa. "Est� se sentindo bem?"
At� momentos atr�s estava. Agora n�o sabia como estava se sentindo. "Sim, hoje eu tive um dia maravilhoso," disse mudando de assunto..
"Deve ser bom ser amiga de Julianne Franqui."
Eram amigas? "� . Kris olhou de novo para Julianne e teve que censurar o impulso de dizer "que era linda". Ent�o , olhou para Marissa e disse temos algo a parte".
Marissa riu. "Sim o que � algo a parte." E perguntou. "Quer sair comigo?"
"O que?" disse Kris, sentindo seu corpo paralizar.
Marissa tentou-o de novo. "Bom, Julianne disse que voc� estava interessada em mim� �" riu nervosamente. "N�o sou muito boa nisto."
Os olhos de Kris foi direto a Julianne Franqui. "ela fez isso,?" perguntou, seus olhos verdes fincaram nos azuis. Julianne sorriu para ela. Kris perguntou-se qual seria a senten�a por assassinar atrizes. Regressando ao assunto em m�os, sorriu carinhosamente para Marissa. "Estou envolvida com algu�m no momento," lhe explicou. "Mas, se importaria de me acompanhar porque j� vou embora?"
Marissa pareceu surpreendida. "claro. Sem problema. J� ia embora de qualquer forma."
"Obrigada," disse Kris levantando-se. "Deixa eu dizer a Julianne que vou embora.
Pode ir eu te espero.
Kris se aproximou da atriz e sorriu. "Uau, Julianne, Marissa � muito interessante disse em seu ouvido.
Conseguiu a resposta desejada. "Huh?"
Kris consentiu. "Quer me mostrar seu apartamento."
A cara de Julianne Franqui n�o teve pre�o. "Vai no apartamento dela?"
Kris encolheu os ombros. "N�o tenho nada melhor que fazer. Al�m disso�" Sorriu timidamente e inclinou-se para Julianne. "N�o sei se � o �lcool, mas� estou me sentindo curiosa esta noite."
Julianne deixou cair o resto da bebida em si mesma e no ch�o. "Que droga," murmurou. Pegou o copo e uns guardanapos e tentou secar sua roupa.
Tudo bem?" perguntou Kris tentando desesperadamente n�o rir. "Ficou incomodada com isto?"
Julianne balan�ou a cabe�a. N�o. Mas evitava olhar para Kris.
Nunca se perguntou como �?" perguntou Kris.
O Que? como � oque ? Quer dizer o que, como � o que?"
Kris estava se divertindo muito com isto. "beijar outra mulher."
"Bom, eu beijei a Leigh," respondeu Julianne.
"Tem raz�o," disse Kris. "E Leigh te beijou. Ent�o � a minha vez de experimentar um pouco. N�o h� mau nenhum nisso, n�o �?"
"N�o," Julianne respondeu, freneticamente tentando limpar as manchas em sua cal�a.
Kris sorriu. "J� estou indo. Nos vemos depois. Deixei sua jaqueta na cadeira."
Julianne consentiu. Divirta-se.
Kris se virou, com um enorme sorriso em seus l�bios. N�o me divertia tanto a muito tempo. Bjo!
Marissa levantou-se quando Kris chegou. Vamos?
"Vamos," confirmou Kris e sairam para fora.
Julianne observou Kris sair do bar e cessou as v�s tentativas de limpar sua roupa. Que foi isso?
"Mulheres," murmurou um cara enquanto passava, agitando a cabe�a e caminhando vivamente para um destino desconhecido.
Julianne concordou ainda que ele n�o estava falando com ela. Suspirando, foi � mesa e pegou sua jaqueta. O que estava pensando Kris, saindo com uma desconhecida? Experimentar? Algo n�o encaixava nisso. Muitas coisas n�o estavam certas. Desconcertada e n�o sabendo o que estava sentindo, Julianne se dirigiu para a porta. J� do lado de fora, parou, perguntando-se se iria a p� ou pegaria um t�xi at� seu apartamento.
"Desejei tanto ter uma c�mera naquela hora," disse uma voz familiar pr�xima dela. "Sua express�o foi impag�vel."
Surpreendida, Julianne se virou e encontrou-se olhando nos olhos verdes de Kris.
Kris riu. "Sua cara agora tamb�m n�o est� mal," comentou parecendo satisfeita consigo mesma.
Julianne levou uns segundo para entender o que tinha acontecido, mas quando se deu conta, quase suspirou em voz alta. O al�vio a atravessou como um rel�mpago. Julianne sentiu seu rosto corar. "N�o foi muito correto o que fez."
Voc� mereceu," respondeu Kris. "Tentando me assustar. Que acha que eu ia fazer? Fugir gritando, estou sendo atacada por uma l�s?"
Julianne come�ou a rir. "Suponho que estamos quites. Quero dizer que cantei em p�blico para ti."
Kris pareceu considerar esse coment�rio. " � verdade."
No breve sil�ncio que seguiu, o cora��o de Julianne come�ou a acelerar. Tenho que dizer a verdade, recordou-lhe uma vozinha. Tinha sido uma grande noite. Porque estrag�-la agora? Poderia vir a meu apartamento?" encontrou-se perguntando, esperando que n�o parecesse estranho.
Os olhos verdes estudaram o rosto de Julianne por um breve momento. "Claro," respondeu a artista, ainda que parecia desconcertada. Ou Talvez curiosa. Ou Talvez ambos.
Julianne sentia-se aliviada por que Kris n�o fez nenhuma pergunta. Agora tudo o que tinha que fazer era reunir for�as para confessar.
O apartamento de Julianne estava exatamente igual da �ltima vez que Kris tinha estado l�: vazio. Perguntou-se se Julianne iria contratar um decorador. Seria bom o apartamento ter um sof� ou dois.
Seguiu � atriz, enquanto ela ia acendendo
as luzes pelo caminho.
O lugar era impressionante.O olhar de Kris foi direto para as janelas. Mas as
janelas da sala refletiam suas imagens quando a luz estava acesa. Kris ficou
olhando o reflexo de Julianne por um momento e a seguiu novamente.
O tapete impecavelmente branco fez sentir-se como se caminhasse numa nuvem. Na sala n�o tinha nada, apenas seu notebook ligado . Kris n�o imaginava que Julianne fosse uma ciberinternalta. Pensamentos sobre Julia entraram na mente de Kris. Fazia alguns dias que n�o tinha not�cias de sua amiga.
N�o tinha muito que olhar, assim Kris devolveu sua aten��o a Julianne. Queria mostrar-me o mais novo membro de sua sala?" brincou, referindo-se ao computador no ch�o. "� bonito. Deu um toque de modernidade frente a simplicidade?"
Os olhos azuis a olharam com divers�o. "Como adivinhou?"
"Meus olhos enxergam os detalhes," Kris respondeu, se sentindo estranhamente, "Est� online?"
A pergunta pareceu desconcertar Julianne. Perd�o?
"O computador, est� online? quis saber Kris, perguntando-se por que Julianne parecia t�o nervosa. Desde que tinha-lhe pedido para vir a seu apartamento, a atriz ficou um pouco estranha. Mas Kris estava come�ando a compreender que Julianne Franqui era uma mulher muito estranha, as vezes tonta, mas era encantadora tamb�m.
Julianne ajoelhou-se diante do computador e clicou num bot�o, e fechou a janela. "Devo ter deixado ligado," respondeu. "Por que?"
"Porque eu queria checar meu e-mail vai ser r�pido? Vou estar muito cansada para faz�-lo quando voltar para casa."
Julianne pensou mas disse, "Claro."
"Se fica incomodada que use seu computador, tudo bem," disse Kris rapidamente, se sentindo como se fosse invadir algo importante.
"N�o me importo," disse Julianne. "S� queria ter uma mesa ou algo assim."
Kris sorriu. "Sobreviverei." Sentou-se diante do computador e foi abrir seu e-mail. Ent�o esperou um pouco ansiosamente at� que carregasse. Julia n�o teria esquecido de seu anivers�rio. Quando a tela terminou de carregar, Kris encontrou as palavras 'Nenhuma mensagem nova' e ficou olhando durante uns segundos . Se sentiu triste e um pouco ferida, e desligou.
Julianne estava apoiada contra a pia da cozinha quando Kris terminou. "Tudo bem?" perguntou a atriz.
Kris encolheu os ombros. "Sim," disse, sabendo que n�o soava particularmente convincente. "� que tenho uma amiga e faz tempo que n�o sei dela.
"Sinto muito," disse Julianne, num modo que fez Kris a olhar fixamente.
respondeu, "N�o � culpa sua."
A atriz baixou os olhos e ficou calada. "Kris," disse suavemente, seus olhos de repente encontrando o olhar de Kris. "Tenho que te contar uma coisa."
Julianne respirou fundo, as palavras come�aram a se formar em seus l�bios. "Kris, eu sou" Foi subitamente cortada pelo toque de seu celular. Caralho "Perd�o," disse a Kris e abriu pegou seu celular e o abriu. O que voc� quer?" falou com impaci�ncia.
As bruxas est�o soltas? Fazem entregas, por acaso?" comentou Adrian.
Julianne olhou para Kris. "J� volto," disse entrando nervosa em seu quarto, tentando n�o parecer que estava. Fechou a porta , e se apoiou contra ela. "Eu estava tentando contar a verdade para Kris."
"N�o me diga!"
"Sim eu te digo," confirmou Julianne.
"Ent�o por que diabos atendeu o telefone?" perguntou Adrian.
Julianne disse. " Voc� que � oportuno."
"Eu, n�o sou paranormal," disse Adrian. "Como eu ia saber que tinha criado coragem para contar tudo a ela, neste momento?"
Julianne suspirou. "Isto vai ser muito dificil," admitiu. "E se ela me odiar?"
N�o vai te odiar.
Como voc� sabe?
"N�o sei, s� estou tentando te fazer sentir melhor."
Julianne olhou para seu quarto, e depois para as pinturas de Kris na parede. De repente teve uma id�ia. "Tenho que ir. Eu te ligo depois." N�o esperou que Adrian respondesse e desligou o celular e o jogou em alguma parte de seu arm�rio. Respirou fundo, e saiu do quarto.
Kris ainda estava onde Julianne a tinha deixado. Quando viu Julianne, perguntou. "Est�s bem?"
Julianne n�o tinha certeza de qual seria a resposta correta a essa pergunta, e n�o respondeu. "Kris," come�ou. "Voc� precisa saber de uma coisa muito importante e eu deveria ter dito antes, mas� n�o sabia como."
"O Que �?" Kris perguntou, parecendo preocupada.
Julianne sabia que essa era a �nica oportunidade de fazer as coisas direito. Se contasse , n�o teria mais volta. Vou te mostrar uma coisa, seu cora��o ia batendo mais r�pido a cada segundo que passava. Levou a Kris a seu dormit�rio. A cada passo, tentava parar. Tentava voltar atr�s, mentir, inventar alguma estupidez. Desejava dizer algo, o que fosse. Sabia que estava se afundando rapidamente. E tudo o que desejava era respirar antes de se afogar para sempre.
Kris estava ficando progressivamente mais nervosa a cada segundo. O que Julianne
Franqui teria que contar para ela? E onde iam? Talvez fosse uma
festa surpresa? Ou Talvez Julianne Franqui era uma louca por sexo e tinha um
punhado de gente em seu quarto fazendo. Talvez fosse uma assassina em s�rie�
Na porta, Julianne parou e se virou t�o r�pido que Kris trombou nela. Suaves bra�os a envolveu para segura-la e Kris n�o desejou se mover. Seu corpo formigava onde Julianne estava tocando. Num instante depois. Pediu desculpa, disse confusa e sobresaltada. "N�o sabia que voc� ia parar." Julianne parecia t�o nervosa que chegava a dar pena. Kris se sentia tentada a abra�a-la. N�o podia ser algo t�o mal assim?
A atriz fechou os olhos um instante e, quando abriu de novo, estavam cheios de l�grimas sem cair.
Kris n�o sabia o que dizer ou fazer. O que estava acontecendo? Queria fazer a Julianne se sentir melhor, mas como podia fazer quando n�o sabia o que estava a deixando t�o mal? "Julianne?" disse suavemente. "Qual � o problema?"
"Realmente eu sinto ter mentido para voc�," Julianne disse quase sussurrando e abriu a porta.
Kris n�o soube o que responder a isso, assim a seguiu calada. Entrou no quarto depois de Julianne, perguntando-se o que lhe aguardava. Seu cora��o batia forte em seu peito, assustado com o desconhecido. A princ�pio, tudo o que notou foi uma cama enorme e um criado-mudo com um lustre em cima. Fora isso, o quarto estava vazio. Insegura de que tinha que ver, olhou para Julianne procurando uma pista.
A atriz indicou a parede atr�s de Kris.
Kris levou um longo momento para reconhecer o que viu quando se virou. A primeira pintura que notou . N�o fazia sentido para ela at� momentos depois, quando notou as outras.
Entrando mais dentro do quarto, esqueceu completamente que Julianne estava ainda ali. Estava tentando desesperadamente entender como a pintura que a Julia tinha comprado, a pintura que a desconhecida sem dinheiro tinha levado e a pintura que Kris tinha mandado para Julia tinham terminado no quarto de Julianne Franqui.
Sabia que s� podia ter uma explica��o, mas n�o tinha sentido aquilo. Devagar, se virou para Julianne, que estava esperando pacientemente uma rea��o de Kris . Foi voc�?" perguntou, incapaz de acreditar no que estava pensando; incapaz de assimilar os milh�es de pensamentos que estavam passando por sua cabe�a naquele momento.
"Sinto muito," disse Julianne.
Mas Kris realmente n�o a escutava. Sua mente estava rapidamente juntando as pe�as como num quebra-cabe�a. Os 15.000 mil� como Leigh conseguiu um papel no filme de Julianne Franqui� suas vozes t�o parecida. Julianne lendo Harry Potter� a falta de e-mails� a quase recusa de Julia falar sobre si mesma� "Oh, meu Deus," susurrou Kris, de repente se sentindo doente. Desejava deixar de pensar, mas quanto mais tentava, mais forte trabalhava sua mente para isso tudo ter sentido. Precisava respirar. Precisava de ar fresco. Precisava sair dali. "Tenho� tenho que ir."
Kris n�o esperou que Julianne respondesse. Saiu correndo do quarto e do apartamento, vagamente reconhecendo o som de seu pr�prio nome nos l�bios de Julianne Franqui enquanto a atriz gritava seu nome.
Continua...