O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Tradu��o de Fernanda

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38


"Bom dia," Kris disse a sua amiga ao entrar na cozinha.

Leigh n�o a olhou enquanto murmurava um distra�do, "Bom dia."

Kris notou que Leigh estava ocupada olhando um caderno. "Interrompo seu momento com seu 'Querido di�rio'?"

Leigh murmurou algo que Kris n�o entendeu.

 Kris, perguntou se ela poderia traduzir?"

Os olhos castanhos deixaram o papel para encontrar-se com verdes curiosos, de Kris. "Estou fazendo uma lista de op��es de carreira caso  atuar n�o resulte em nada," explicou, olhando para abaixo tristemente. "Tenho que ser realista sobre isso."

Insegura do que responder, Kris olhou para a cafeteira. Leigh passava, de vez em quando, por fases de d�vida e auto-questionamento. Kris entendia muito bem como era isto, mas tamb�m n�o estava preocupada com a  Leigh por perder sua motiva��o  porque logo passava e voltava a sonhar com sua carreira de atriz. X�cara de caf� em m�os, sentou-se � mesa. Quais s�o suas op��es?

Leigh leu.N�mero um: trabalhar no Starbucks o resto de minha vida, ent�o suspirou e levantou o olhar. "� tudo."

" E o  que tem mais a�?" Kris questionou, indicando a lista no caderno.

"lista de compras," Leigh respondeu, sentindo-se uma derrotada.

Kris disse. "Ent�o Talvez n�o devesse renunciar a sua carreira de atriz." sugeriu.

"Preciso de um agente," disse Leigh de repente. "Isso iria me ajudar"

Kris concordou.

Leigh ficou calada uns instantes, olhando a mesa da cozinha pensativamente. Finalmente perguntou, "sua amiga trabalha em Hollywood?

Kris ficou olhando a sua melhor amiga, insegura "Sim�" confirmou devagar. "Por que?"

Os olhos de Leigh se iluminaram. "Talvez ela saiba como posso arrumar um bom agente," disse. "Ou possa  me dar o telefone de algum."

"N�o sei "

"Por favor," interrompeu Leigh. "S� pergunta. O pior que pode acontecer � dizer que n�o conhece  ningu�m." Seus olhos procuraram os de Kris. "Por favor."

Kris franziu o cenho, dividida entre querer ajudar a Leigh e com medo do que Julia podia pensar.T� bom, quando eu falar com ela," eu pergunto. "Mas n�o posso prometer nada," agregou rapidamente.

Leigh apressou-se para abra�ar  Kris. "Obrigada, obrigada, obrigada! N�o sabe quanto significa isto para mim."

"N�o posso prometer nada," disse Kris de novo, mas se permitiu um sorriso enquanto correspondia ao abra�ou de Leigh. O entusiasmo de sua amiga era contagioso. Depois eu ligo para Julia.

 

Julianne n�o estava acostumada a receber pacotes que chegassem com seu nome verdadeiro. Se sentou olhando para a  caixa sem abrir com uma mistura de excita��o e medo que  nunca antes tinha sentido ao abrir uma caixa.
"S� tem que abrir," disse alto. Os olhos azuis contemplava  o papel marrom da caixa. "N�o � como se fosse explodir." Colocou a caixa no ch�o e se sentou. Olhava o nome de Kris Milano escrito em preto e Julianne encontrou-se passando o dedo ao redor das letras do nome da Kris. "Abre, voc� vai sobreviver." expressou com um suspiro.

Seus dedos come�aram a arrancar o papel, mas o telefone tocou interrompendo suas a��es rapidamente. Pegou o telefone  que estava ao lado do sof�. "Franqui," disse com impaci�ncia.

"Al�, Julia?"

Julianne paralisou-se ao ouvir o som da voz de Kris. Merda. "Oi! Sinto, esperava  me, meu�" Olhou pela sala procurando uma mentira r�pida. N�o encontrando nenhuma, disse a primeira que veio em sua mente. "� meu limpador de piscina, e seu nome � Frankie. Ia me ligar para saber quando eu queria que ele viesse limpar a piscina." Afundou-se no sof� e fechou os olhos, balan�ando a cabe�a por causa de  sua pr�pria estupidez. "Como est�?"

"Bem," disse Kris. "E voc�?"

Mortificada , pensou. "Bem," Estou bem.

"Se est�  esperando um telefonema�eu ligo depois"

"N�o!" disse Julianne rapidamente. "Ele que espere. Que posso fazer por voc�?"

"N�o sabia que tinha piscina," disse Kris em lugar de responder..

Eu tamb�m n�o. Acho que terei que mandar construir uma. "� uma dessas de pl�stico," se encontrou dizendo, se dando conta que, cada vez que abria a boca diante de Kris, seu QI baixava cem pontos.

" precisa  de um limpador de piscina, para limpar uma piscina de pl�stico?"

"� que ele coloca alguns produtos," respondeu Julianne, porque ainda parecia uma idiota. "� que a �gua fica parada e pode atrair bichos."

Kris riu. "Voc� � bem cuidadosa."

Julianne tamb�m riu. "Bom, a que devo o prazer deste telefonema?" perguntou, tentando mudar de assunto.

Kris fez uma pausa e Julianne esperou pacientemente uma resposta. Finalmente, Kris respondeu eu  te liguei para pedir-te um favor�"

Interessada, Julianne disse. "Um favor?"

"Sim," disse Kris, parecendo profundamente envergonhada. "Sinto-me envergonhada te pedindo isto."

"Diz," animou-lhe Julianne suavemente. N�o podia imaginar o que Kris poderia  querer dela, mas estava certa o que fosse seria concedido de imediato.

Kris respirou fundo. "Bom, � um favor para Leigh," come�ou e  parou de novo. N�o fique com vergonha de me dizer, n�o.

Fala Kris!

Como sabe, ela  � atriz e est� tentando conseguir uma oportunidade, mas acha que seria mais f�cil com a ajuda de um agente e sei que trabalha em Hollywood, e pensei que talvez voc� conhe�a algum. N�o quero que procure um agente, s� queria saber se conhece algum que ela  pudesse ligar.

Julianne ficou calada por um momento. N�o que se sentisse ofendida pelo pedido, mas estava pensando na melhor forma de ajudar sem se revelar. "Vou ver o que posso fazer depois eu te falo."

"Por favor, n�o quero que perca tempo com isto," disse Kris rapidamente.

"Kris," interrompeu Julianne, rindo. "Est� tudo bem. Isto n�o vai me ocupar em nada. Eu te ligo a noite e te falo o que eu consegui.T� bom?"

T�, respondeu Kris, um pouco mais relaxada. "Muit�ssimo obrigada."

"De nada," disse Julianne. "Eu te ligo � noite?"

"At� a noite," concordou Kris. "Tchau."

"Tchau." Julianne clicou no bot�o de 'off' do telefone e olhou-o pensativamente. Clicou um n�mero da mem�ria. "Eric? Sou eu Julianne. Preciso de um favor."

 

"Esta � a fonte de sua loucura," comentou Adrian, olhando a foto em sua m�o. Bom, ela � bem gostosinha, n�o acha Jules." Olhou a  outra foto e levantou  uma sobrancelha. "Quem � o cara?"

"Deve ser seu ex-namorado," Julianne respondeu, n�o escondendo sua avers�o a ele. "Ele � um idiota. "Se alguma vez encontrar  esse cretino, juro que �"

Adrian,  repentinamente ficou interessado na conversa. "Que?"

"Vou acabar com ele."

"Vai dar uma de machona," brincouAdrian, olhando as fotos. Quando viu  bastante colocou em cima da mesa e contemplou a sua melhor amiga com curiosidade. " O que vai fazer quando ela te pedir uma foto sua?"

Julianne encolheu os ombros. "N�o sei".

"O que mais te mandou?" perguntou Adrian, se aproximando da caixa. Olhou dentro e pegou um livro de receitas. Olhou para Julianne. "Livro de receita?"

"Disse que gosto de cozinhar," Julianne explicou com um sorriso.

"Bom, ao menos isso � verdade," concordou Adrian, pondo o livro na mesa ao lado da caixa.

N�o minto o tempo todo para ela," disse Julianne.

"Espero que n�o  tenha esquecido do  filme dos palha�os ets assassinos.

Julianne, disse. "Eram rob�s alien�genas."

"N�o importa," respondeu Adrian. "E, n�o  estou dizendo  nada que j� n�o saiba . Se n�o se sentisse culpada por mentir n�o estaria tendo aleat�rios atos de bondade."

"N�o � que me sinta culpada." Julianne n�o podia enfrentar o olhar de Adrian. A verdade era que se sentia culpada. Se a culpa fosse tudo, Julianne j� teria posto fim nisto. Era  mais que isso. N�o tinha nem id�ia de como explicar.

Adrian olhou  Julianne pensativamente durante um minuto e ent�o pegou as fotos da mesa. Segurou uma em cada m�o. "Vamos fazer um teste," prop�s. "Olha para cada foto."

Julianne olhou para o alto, mas fez o que Adrian lhe pediu. " Tem algum objetivo?" perguntou.

"Tudo o que fa�o tem sempre um objetivo, Julianne, j� deveria saber disto," respondeu. "Vai, qual das fotos � sua favorita?

"� f�cil. A que est� sozinha."

"E por que?"

"Porque n�o tenho que ver a cara desse cretino."

Adrian concordou. "E se n�o fosse um cretino? E se fosse um cara agrad�vel e  estivessem completamente apaixonados. Que foto seria a sua favorita?"

Julianne franziu a testa com pergunta. Onde quer chegar com isto, Adrian?

Ele balan�ou a cabe�a e soltou as fotos. "N�o � t�o dif�cil, Julianne. � a mesma resposta de ambas  perguntas. Por que acha que �?"

"j� que sabe tudo, ent�o me fala porque a minha resposta seria a mesma?" disse Julianne.

"N�o preciso saber  nada para saber como pensa, Julianne," respondeu, Adrian. E a resposta � que ao v�-la com outra pessoa sente ci�mes.

Julianne suspirou. Por favor, n�o comece de novo com isto," lhe rogou.

"Por que?"

"Porque n�o."

"Porque sabe que tenho raz�o."

Julianne come�ou colocar tudo o que ganhou devolta na caixa e depois se levantou. Finalmente, suspirou e olhou fixamente o seu melhor amigo. O que quer de mim?"

"Quero assegurar-me que n�o se meta cegamente em nada," disse. Nunca  te vi t�o encantada por  algu�m, Julianne, e isto me assusta. Esta garota n�o tem id�ia de quem � voc�. Se voc� acabar se apaixonando por ela, que vai fazer?"

Julianne recolheu a caixa e come�ou a afastar-se sem dizer nada.

J� em seu quarto, Julianne fechou a porta e sentou-se na beira da cama, pondo a caixa no ch�o e em sua frente. Olhou o telefone por um longo tempo  antes de peg�-lo e  ligar.

Al�...

Julianne sentou-se melhor. "Kris?" disse. "Sou eu Julia."

"Oi, Julia," Kris respondeu. "achei que n�o  fosse ligar."

"Surpresa, ent�o," brincou, Julianne. "Depois eu te  mando um e-mail com um n�mero de telefone para Leigh. Diga para entrar em contato com Eric Moura para se conhecerem."

"� um agente?" perguntou Kris.

"Dos melhores," confirmou Julianne. "Ele vai para Nova York em alguns dias, e fala para Leigh ligar logo para ele."

"Uau," disse Kris. "Muito obrigada, Julia. Te devo uma!

"N�o se preocupe com isso," disse Julianne. "E, de todas as formas, o pacote que me enviou nos deixa quites."

"J� chegou?" perguntou Kris, parecendo entusiasmada. Gostou?

Julianne sorriu. Adorei, obrigada," disse. "Foi muita delicadeza de sua  parte." Inclinou-se  e pegou a fotografia de Kris sozinha. "E adorei a pintura. Vou pendur�-la com as outras."

"Outras?"

Julianne ficou momentaneamente paralisada, esquecendo que Kris s� sabia de uma. Bom, tenho outras pinturas, mentiu. De outros artistas.

"Oh," disse Kris. "Bom, fico feliz que tenha gostado. Desculpa n�o tinha fotos muito recentes de mim.

"Eu te achei muito linda," encontrou-se dizendo Julianne. Envergonhou-se por sua sinceridade, mas decidiu que era verdade. Desculpa.

Por que?

"Por ser brutalmente sincera," respondeu Julianne.

Kris riu. Superarei isto algum dia," assegurou-lhe. "E obrigada."

"De nada."

"Agora me deve uma foto sua," disse Kris.

Julianne suspirou . "Verei o que posso fazer."

T� . disse Kris.

"Bom, preciso ir," disse Julianne, sentindo-se deprimida de repente. "S� queria dizer que consegui o n�mero de um agente para Leigh e te agradecer pelos presentes.

"Muito obrigada por fazer isto por mim, Julia," falou Kris. N�o sabe o quanto eu te admiro.

De nada," disse Julianne. Depois nos falamos."

"Tchau."

Julianne desligou o telefone e jogou-se na cama, a foto ainda estava em sua m�o. Olhou o rosto de Kris e suspirou. Que vou fazer?


39


"Leigh!" gritou Kris. "J� est� pronta!" Quando n�o teve resposta, Kris  foi para o quarto de Leigh. Bateu ligeiramente na porta. "Leigh?"

A porta abriu t�o rapidamente que Kris quase perdeu o equil�brio e caiu dentro do quarto. Desculpa. "Estou no meio de uma crise."

Kris deu uma olhada pelo quarto e arqueou a sobrancelha. As roupas estavam espalhadas pelo ch�o. Tirou tudo de seu guarda roupa?"

"Pior. N�o sei o que vestir," Leigh falou j� em p�nico. "Nunca conheci  um agente antes. Que visto? Poderia ligar para Julia e perguntar para mim, que tipo de roupa devo vestir?"

"O que est� vestindo est� muito bom," lhe assegurou Kris. "E n�o tem mais tempo para mudar. Voc� tem que se encontrar com ele em vinte minutos."

Leigh olhou para o espelho. "Tem raz�o. Seria  pior perder  o encontro. Mas se  eu apare�o de qualquer jeito, ele olha minha roupa e vai embora.

Homens n�o s�o t�o grosseiros.
Como  sabe?" exigiu saber Leigh. "O visual � tudo. Devo mostrar mais o decote? Os homens gostam de  decote?"

"N�o sei, e ser for gay."

Leigh  olhou para Kris. � mesmo e ser for gay? Ele n�o vai nem ligar para meu decote? Talvez ache que sou uma vagaba. E se for casado e sua esposa entra, acha que estar� tendo um caso comigo e ent�o nos atira nossas bebidas e sai transtornada. E antes que a reuni�o comece, acaba com o homem indo atr�s de sua esposa, gritando, n�o � o que est� pensando eu juro! Jamais a vi em minha vida'."

Kris tocou a testa de Leigh. "A boa not�cia � que n�o est� com febre. A m� � que ficou louca." Agarrou a m�o de Leigh e a puxou para fora do quarto. "Agora, seja voc� mesma, e tenta n�o lhe atirar pipocas se ele dizer algo que n�o goste.

Leigh pegou sua bolsa enquanto Kris empurrava-a pela porta. "Desejando-lhe sorte."

"Boa sorte," disse Kris. Agora vai ."

Leigh voltou e abra�ou Kris. "Isto pode mudar a minha vida para sempre."

"Vai dar tudo certo," respondeu Kris com um sorriso, abra�ando a sua amiga. Sabia quanto significava isso para Leigh� mas, se n�o desse certo, bom nem quero pensar.

Leigh se afastou dela finalmente e inspirou profundamente. "J� estou pronta." E foi para seu encontro.

"Boa sorte!" gritou Kris de novo. Quando Leigh entrou no elevador, Kris entrou e se apoiou contra a porta. "Por favor, Deus, permite que de tudo certo para ela." rezou.

 

O que disse a Eric?" questionou Adrian, colocando uma colherada de sorvete na boca.

Julianne olhou-o atacar a banana split por  um momento e ent�o respondeu, "Eu disse que eu queria que ele conhecesse uma garota ou  mandasse um de seus colegas se ele n�o quisesse se encarregar dela."

E o que ele disse?"

Julianne respondeu. "Algo parecido com ... Julianne n�o resistiu e roubou uma colherada do sorvete de Adrian. "Tive que lhe convencer mas concordou no final. Disse que, tinha mesmo que ir a Nova York este final de semana, assim ele mesmo iria conhecer a garota.

Isto � tudo?

"Bom, tive que lhe fazer jurar, por seu trabalho como meu agente, que n�o ia falar meu nome durante sua reuni�o com Leigh. E que se ela comentasse  algo sobre uma Julia Frank, fingisse n�o ter id�ia de quem fosse. Disse para ele  inventar algo. Ele � um agente, espero que minta convincentemente."

Adrian riu. "Ser� que vai gostar da garota?"

"Provavelmente," Julianne respondeu... "Mas  tamb�m lhe preocupava que eu mudasse de id�ia sobre o filme. "

"Deve ser t�o bom ter tanto poder," comentou Adrian com um sorriso.

"S� tenho at� certo ponto," respondeu, sua voz  de repente adquiriu um tom preocupado. "O resto � com a Leigh."

"Acha que o Eric vai aceit�-la?"

Julianne suspirou e roubou outra colherada. "Espero."

"N�o te preocupa as duas terem o mesmo agente?"

 "Sim. Mas isto vai deixar a Kris feliz." Julianne sorriu com seu pensamento.

Adrian olhou-a e balan�ou a cabe�a. "Mulheres," susurrou. "Ent�o, por que n�o pediu para o Eric mandar  um de seus colegas para conhecer a Leigh?"

"Porque, Eric �  um dos melhores," Julianne respondeu. "N�o confiaria Leigh a ningu�m mais. Se Eric n�o aceit�-la , ent�o ao menos sei que eu tentei."

� claro.

Julianne sorriu. "Sabe o que  acho lindo na Kris?"

Adrian a olhou "Deixa eu pensar," murmurou. Seus olhos, seus l�bios, a maneira em que franze o cenho�?"

"Hmm," Julianne considerou-o. "Nunca a vi franzir o cenho, mas seus olhos s�o magnificos. E seus l�bios s�o-" Parou e tossiu. "� seu sotaque. � uma interessante mistura de espanhol e ingl�s� e algo mais."

"Magnificos como consegue a fazer parecer uma marca de caf�," respondeu secamente Adrian.

Acredita em destino?" perguntou de repente Julianne.

Adrian olhou para o c�u. "Querido Deus, prometo cancelar minha assinatura da Playboy se devolver a minha melhor amiga. J� sabe qual, alta, linda, olhos azuis que n�o se preocupava muito com as pessoas. Eu prefiro aquela.

Julianne bateu no bra�o de Adrian. Estou falando s�rio.

Ele franziu a testa. "Como sabe que eu n�o vou?"

"Porque de nenhuma forma cancelaria a sua assinatura da Playboy," respondeu com um sorriso.

"Bom, tem raz�o," concordou Adrian. "Um, destino. Bom, acho que foi muito estranho tinha tantos lugares e escolheu se sentar num festival de cinema independente, logo ao meu lado.

Julianne sorriu. "Isso � verdade."

"E de todos os filmes que podia tirar sarro, escolheu  insultar o meu."

Julianne disse. "Eu sinto muito."

Adrian levantou a vista pensativamente. "Que foi  que disse? Oh, me lembro, 'Quem fez este filme deveria ser processado'."

"Era um filme sobre galinhas sendo cidad�os exemplares," discutiu Julianne.

"E ainda defendo esse argumento," respondeu Adrian. "Da no mesmo, se n�o tivesse insultado meu filme, eu n�o teria te conhecido.Poderia nunca mais te ver."

Ent�o acredita no destino? perguntou Julianne.

"N�o. S� gosto de aproveitar todas as oportunidades que possa encontrar para fazer se lembrar que voc� me insultou primeiro."

"N�o acredita no destino?" disse Julianne.

"Destino � uma bobagem.

"E da�?"

Adrian olhou para Julianne. "destino' � s� sete letras a esmo postas juntas para ter a  solit�ria fun��o de representar um conceito abstrato."

Acha mesmo isto ? " perguntou Julianne.

"Acho."

"Bom, eu acredito no destino," respondeu Julianne.

"E o destino vai te levar at� sua alma g�mea?" brincou, Adrian.

A sua alma g�mea � est� garota hetero de Nova York que n�o tem a remota id�ia de quem � voc�?"

"Coisas estranhas aconteceram," disse, Julianne.

"Por exemplo?"

"Como ficamos amigas t�o r�pido."

 


Kris ficou nervosa, desde que Leigh partiu para a entrevista.

Finalmente, decidiu deixar em um canal qualquer e pegou seu notebook. Sempre podia matar o tempo escrevendo para Julia. Sempre era um passatempo produtivo, mais produtivo que ficar vendo  televis�o.

Kris s� chegou a escrever, "Querida Julia," quando ouviu a porta se abrir. Largou tudo,e saiu correndo para encontrar Leigh. "Como foi?" foi a primeira coisa que disse.

Leigh entrou no apartamento com um  sorriso em sua cara. "N�o vai acreditar no que aconteceu," declarou.

Kris fez movimentos com a m�o para expressar sua impaci�ncia. Me conta logo!

" paci�ncia � uma virtude, sabia?" brincou Leigh. Esperou at�  Kris se sentar antes de continuar. "Cheguei na hora em que Eric marcou."

"Eric?"

"� o nome dele," explicou Leigh orgulhosamente. "Conversamos por duas horas.

"Uau," disse Kris. "E a�?"

"Bom," Leigh come�ou uma vez mais, "cheguei e vi aquele homem de �culos com pinta de bobo  e cabelo desarrumado parecendo impaciente e irritado. E pensei, Que merda, isto j� n�o vai come�ar bem.' Mas fui at� ele. Apresentei-me, dei a minha foto e meu curriculum; nem se ocupou de olhar o que j� fiz. S� olhou a minha foto e depois para mim.  At� naquele momento s� havia me dito, 'Oi, sou Eric Moura'. Fiquei ali sentada tentando deduzir se o homem era meio louco ou se eu j� tinha  feito algo errado.

Leigh continuou, "estava esperando que dissesse alguma coisa, quando seu celular come�ou a tocar. Se desculpou e se levantou. N�o pude ouvir  uma palavra  que dizia , mas parece muito frustrado com quem estivesse falando. E o estranho � que pegava ele me olhando a cada dois segundos. E voltou � mesa e se desculpou pela interrup��o.

"Foi quando as coisas come�am a ficar interessante," Ent�o me perguntou se eu j� tinha feito cinema e fiquei pensando, 'Por que n�o olha meu curriculum; est� tudo ali '. N�o queria ser grosseira nem nada, disse que fiz alguns comerciais baraatos para lojas locais,e fiz teatro.Fiquei esperando ele falar novamente ou algo assim, mas n�o disse nada. Depois de pensar muito;

Ent�o me perguntou se tenho algum problema em ficar nua?

"Por que?" perguntou Kris, at�nita.

"Por que," disse Leigh. "N�o sabia se respondia a pergunta, ou lhe dava um tapa e saia correndo dali. Decidi ficar. E perguntei  que tipo de problema eu teria?, '
Teria que se despir em um filme, nesse caso. Isso � problema para voc�?
Por favor, n�o me diga que o casting � para um filme porno," rogou Kris, de repente  sentindo uma dor no est�mago.

Leigh come�ou a rir. "Foi o que pensei. S� escuta. Pensei... Quer que eu fa�a pornograf�a? Disse que n�o tinha nenhum problema em ficar nua com tanto que n�o fosse em um filme porno. Ele come�ou a rir; riu muito. N�o podia decidir se estava rindo do que eu acabava  de dizer ou se tinha algo lhe fazendo c�cegas na bunda.

"Ent�o parou de rir, e disse, 'Est�o procurando uma ruiva, de sua altura e fisionomia, para um filme que come�a a ser rodado no outono. Est� interessada?"

"uau," disse, Kris.

 Mas ainda estava preocupada por todas as perguntas sobre nudez, assim lhe perguntei que papel seria. Ele disse que tinha v�rios pap�is e que se requer uma cena de sexo para um deles. No entanto, disse que se me escolherem provavelmente n�o ser� para esse papel. S� estava me testando para ver at� onde eu estava disposta a chegar."

E voc� disse, o que?" perguntou Kris.

Me perguntou de novo se estava interessada e disse-lhe algo como, sim, estou muito!' Deu-me umas folhas e disse-me para estudar os dois pap�is. Que a audi��o ser� em uma semana."

Kris gritou emocionadamente e abra�ou a Leigh. Que legal.

� sim!" respondeu  Leigh abra�ando  Kris. "Em uma semana poderei  estar a caminho de converter-me em uma estrela de cinema.. "

"Temos que comemorar ,sugeriu Kris.

Que  id�ia maravilhosa,  concordou Leigh alegremente. "Mas primeiro, quero ligar para Julia pessoalmente e agradecer obrigado como nunca fiz.

 

"Muit�ssimo obrigado, Srta. Franqui," declarou o homem quase mil vezes  em dois minutos. "N�o sabe quanto significar� para minha filha. Adora sua s�rie ."

Julianne sorriu e rapidamente e assinou o len�o que o homem estava segurando. "Diga a sua filha que me deixa muito feliz que goste de minha s�rie."

"Oh, obrigado, obrigado," disse antes de afastar-se.

"Esse homem n�o tem uma filha," comentou Jan.
"Provavelmente vai se masturbar com esse len�o."

"Jan!" disseram em coro Susan e Timothy Frank.

Jan olhou seu prato de salada e encolheu os ombros. "Mas � a pura verdade. Estava babando pela minha querida irm�."

Julianne  tentou concentrar-se na comida diante dela. Ainda n�o entendia por que seus pais faziam quest�o de que jantassem juntos. Era provavelmente para que sua m�e pudesse manter a fachada de sermos uma  fam�lia feliz. Julianne cortou um peda�o de carne e levou a boca.

"Bom, Julianne, como est� a sua agenda ?" perguntou sua m�e.

"At� agora tive algumas sess�es de fotos e entrevistas," respondeu Julianne. "Viajarei para algumas cidades. Cinquenta entrevistas no dia; vou me divertir muito."

"Voc� � t�o ingrata," disse Jan, balan�ando sua cabe�a com avers�o.
"Quando eu for uma estrela famosa vou adorar dar entrevistas."

"Espero que consiga ser uma estrela e de muitas entrevistas," Julianne respondeu despreocupadamente.

Jan olhou para o alto e voltou a jantar.

"E qual � seu pr�ximo projeto?" Timothy perguntou a sua filha.

Bom, ao menos o condenado filme ser�  bom. "Protagonizo outro filme," respondeu. Perguntem qual ser� o meu papel? Vamos perguntem?. Por favor. Por favor. Por favor.

Susan perguntou. "Quanto v�o te pagar por este?"

"Muito," foi tudo o que Julianne disse.

A curiosidade de Jan n�o pode com ela. "E de que se trata esse filme?"

Julianne quase sorriu, mas resolveu beber um pouco de �gua. "Interpreto uma jovem " Seu celular interrompeu o resumo do filme. " Desculpem," disse a seus pais. "Franqui," falou no telefone.

"Ol�, Julianne, como vai?"

Julianne reconheceu a voz de Eric Moura imediatamente. "Ol�, Eric," ficou alegre pela interrup��o. "Que posso fazer por ti?"

"Naomi Mosier, a diretora de Summer's End pediu-me que entrasse em contato com voc�," explicou Eric. "Gostaria que estivesse na pr�xima audi��o. Gostaria que a ajudasse a escolher algu�m para o papel de Emma."

Julianne suspirou. "Liga para a Karen e pe�a para ela encaixar mais este compromisso em minha agenda, mas acredito que n�o vai dar estou com a agenda lotada. Ent�o, liga para Naomi Mosier e diz que a agenda de Julianne Franqui n�o permiti sua presen�a  neste momento."

"Julianne, � muito importante que esteja l�," insistiu Eric.

"Conversa com a  Karen e veja o que ela pode fazer," Julianne respondeu despreocupadamente. "Adeus Eric." Desligou antes que ele tivesse oportunidade de falar mais. Soltou o celular e balan�ou a cabe�a. "Em cinco minutos minha assistente vai me ligar,"disse Julianne, ainda que ningu�m da mesa estivesse prestando muita aten��o nela.

Quatro minutos e meio depois, o seu celular tocou. Julianne sorriu. "Viram?" disse a seu desatento p�blico. "Oi, Karen," disse Julianne no telefone.

"Oi, Srta, quero dizer, Julianne," falou Karen. "A �nica forma em que posso encaixar essa audi��o � se eu remarcar algumas de suas entrevistas para o s�bado."

Julianne considerou. "Remarcar ser� um grande problema?"

"Bom, tem que estar em Miami na segunda-feira pela manh� e ter� entrevistas o domingo todo," explicou Karen.

"Tenho algum dia livre?"

"N�o, em semanas."

Julianne pensou um longo momento e finalmente disse, "Marque algumas para o s�bado e as que j� tinha no domingo deixe como est�. E as que faltarem, marque para  segunda-feira pela manh�. E vamos para Miami logo que termine as entrevistas e diga a eles que chegarei a tarde, e ficarei  at� que todos tenham suas entrevistas."

"Vai ficar louca," advertiu-lhe Karen.

"J� estou louca, Karen," disse, Julianne. "Depois voc� me liga para dizer como ficou as coisas.

"Ligarei, falou Karen. "Tchau."

"Deve ser um saco ser  voc�," comentou secamente Jan quando Julianne desligou o celular.

Julianne sorriu e concentrou sua aten��o em sua comida. "Poderia ser pior," disse. "Eu poderia ser voc�."

Continua...

 

 Parte14 

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