O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Tradu��o de Fernanda

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Parte 4

 

35


"Julianne, voc� est� com a agenda cheia," anunciou Karen. Esperou que a atriz respondesse.

Julianne bocejou enquanto sua maquiadora terminava de deix�-la linda e angelical. " Sempre ficava assustada como um pouco de maquiagem podia a transformar em uma criatura inocente e sem pretens�es. Criatura inocente e sem pretens�es que estava a ponto de fazer sexo pela primeira vez. N�o tenho vontade de rodar esta cena.

"Sinto muito," se desculpou Karen, repasando as p�ginas. "Tenho que dizer que tem compromissos at� que Guardian comece a nova temporada.

Julianne, esta manh� n�o estava de bom humor. Tinha dormido mal. N�o por causa dos pensamentos assassinos  percorrendo  sua mente a noite toda. N�o estava completamente segura como ia  matar a Nathan, mas com certeza  n�o passaria muito tempo presa por isso. Livro-me. Eu sou bem mais bonita que ele.

Depois tinha est� cena do filme, que se tornou um problema. Leu o roteiro e deu-se conta, depois de ler, que n�o queria fazer. Acabamos aqui?" disse � maquiadora cuja nome nunca se lembrava.

"Acabou."

Julianne levantou da cadeira e come�ou a caminhar para o set, absolutamente consciente que Karen  a seguia. "N�o quero fazer esta cena," se encontrou admitindo quando sua assistente ficou ao seu lado.

Karen olhou � atriz. "Ao menos Max � bonito?"

Julianne achou  melhor n�o falar nada.

"Depois voc� ira � festa do casting?" Karen perguntou.
 
"Ainda n�o sei," respondeu Julianne. Se eu sobreviver a esta cena sem ter um ataque.

Chegou no set e Max j� estava ali, falando com Gina. O resto da equipe corria ao redor, preparando a ilumina��o para a cena. Julianne olhou o que ia ser o apartamento de Cody. Nada excepcional. Sof�, televis�o, cozinha, era uma casa. O pr�ximo set era o quarto de Cody. A cena de minha morte.

"Julianne," Oi Gina. "Venha aqui ?"

Julianne foi at� sua diretora, que queria falar com os dois. N�o p�de enfrentar seu olhar realmente.  cada vez parecia ficar mais nervosa que da �ltima vez. Talvez era pelo fato que  nunca  tinha feito isto. Deve ser por isso que se chama atuar. Concentrou sua aten��o em Gina e durante os seguintes vinte minutos revisou os �ltimos detalhes da cena. Marcas, onde ir e assim por diante.

"Chegou a hora, disse Gina, sorrindo um pouco triste. " Porque era o �ltimo dia de filmagem."

Julianne olhou sua roupa. Era estranho interpretar  Kiara sem asas. Suponho que terei que me acostumar. Agora sou humana.Parou enquanto corrigia-se. Agora � humana. Estava interpretando a personagem a muito tempo que �s vezes esquecia quem era quem. Deve ter m�dicos para este tipo de coisa.

"Ao seus lugares!" gritou Gina.

Julianne  estava pronta para bater na porta do apartamento de Cody. Respirou fundo . Beij�-lo. Ir para seu quarto. Fingir orgasmo. Posso fazer isto. De repente a luz estava nela.

"Rodando."

 Julianne limpou de sua mente todos pensamentos pessoais. Agora era Kiara que estava ali. N�o tinha c�meras, nem diretor�

"A��o."

Kiara bateu na porta. Duas vezes. Estava nervosa. Olhava fixamente para porta com medo.

Ela se abriu, para revelar um surpreendido Cody. "K-Kiara?", abrindo mais a porta.

A ex anjo entrou no apartamento, olhando ao redor sem ver nada. Estava muito assustada para notar algum detalhe em particular. Tudo o que importava era que tinha voltado. Olhou para baixo, deixando que seu cabelo solto escondesse parte de seu rosto. Ainda n�o estava acostumada a n�o ter mais sua tran�a. Devagar, foi olhando para seu amor. Surpreso?" perguntou.

"Achei que estava�" Deixou que a frase se perdesse, incapaz de pronunciar a palavra.

Kiara sorriu, seus olhos azuis brilhavam. Se aproximou dele e passou a m�o por seu rosto. " Eu n�o podia morrer. Porque eu era um anjo," disse, esperando que captasse a profundidade das palavras.

Os olhos de Cody se encheram de l�grimas enquanto olhava-a. "Era?"

Kiara girou ao seu redor. "Olha, estou sem asas?" Riu nervosamente e correu para abra��-lo. E sentiu seu corpo contra o dele e fechou os olhos. "Esperei tanto para poder te tocar.

Os bra�os de Cody envolveram em um abra�o. Pensei que nunca mais voltaria. Para poder te agradecer.

Julianne obrigou-se a permanecer no  personagem mas, sempre que algu�m a tocava, n�o conseguia manter a concentra��o. Especialmente quando estava a ponto de beijar algu�m. E estava a ponto de fazer isto� agora. Julianne moveu o rosto, aproximando seus l�bios aos de Max. Pensamentos em Kris veio a sua mente. Sentiu seu cora��o acelerar quando imaginou que era Kris a quem estava a ponto de beijar. Sentiu os l�bios dele tocando os seus l�bios e gemeu.

Gemeu?

"Corta!"

Julianne virou-se para tr�s, completamente nervosa. Sentiu um calor subir por seu pesco�o. Isso n�o acabou de acontecer. Podia ouvir os risos do pessoal da equipe.

Gina falou de tr�s das luzes. E ent�o p�s-se � vista, uma express�o confusa em sua cara.
"Julianne, aprecio sua vontade de beijar o Maxwell, acho que seria melhor que esperasse at� que esteja o beijando para, j� sabe, gemer." Gina disse e ent�o desapareceu na escurid�o que separava a fantasia da realidade.

A maquiadora passou correndo por  tr�s de Gina para eliminar qualquer sinal de humilha��o da cara de Julianne. A atriz n�o se lembrava da �ltima vez que tinha se sentido t�o envergonhada. O olhar na cara de Max n�o estava ajudando em nada. Jamais vou esquecer  isto, pensou.


"Simplesmente lhe deram?" William perguntou incr�dulamente, olhando fixamente o cheque em sua m�o.

Kris disse que sim. Tinha decidido conseguir uma terceira opini�o, enquanto tentava n�o se fixar no fato de que parecia incapaz de tomar decis�es por sua conta. Provavelmente deveria trabalhar  nisso. Mas deixa para outro dia! Olhou nos olhos  de seu irm�o. "Que devo fazer?"

"Est� brincando?" perguntou William. "Fica com ele! Sabe que poderia  fazer muita coisa com este dinheiro?"

V�rias coisas cruzaram a mente de Kris. "N�o sei, William. Todos me dizem que eu fique com o dinheiro, mas� me parece errado."

William sentou-se no sof� ao lado de sua irm� e devolveu-lhe o cheque. "Escuta, Kris, voc� ganhou pelo seu trabalho. Voc� vendeu um quadro. Pediu $ 15 , ela lhe pagou quinze. N�o precisa se sentir culpada. N�o teria pago essa quantia se n�o achasse que valia."

Kris mordeu nervosamente os l�bios. Fazia sentido. Mesmo assim, era estranho. "Ser� que posso abrir uma conta no banco," resolveu ficar com ele. "Vou guardar para emerg�ncias. Ou, posso doar para a caridade. � o que eu deveria fazer? Doar? Assim n�o me sentiria t�o mal em aceitar o cheque ."

"N�o vai chegar a nenhuma parte com essa atitude," William chamou sua aten��o. "N�o em Nova York." Pensa melhor. "Voc� n�o disse que a Leigh  ia procurar um segundo trabalho porque n�o pode pagar a parte dela no aluguel. Talvez possa empregar o dinheiro ajudando-a para que possa se concentrar em sua carreira de atriz, em lugar de passar o tempo todo fazendo caf�."

Kris animou-se com a sugest�o. Por que n�o pensei nisso? "William,voc� � brilhante!" Abra�ou o seu irm�o. "Posso pagar 6 meses de aluguel e ent�o poder� ir a todos os testes que queira e n�o ter que se preocupar com nada."

William sorriu. "E voc� poder� comprar seus materiais art�sticos," tamb�m. "E voc� n�o vai precisar procurar um trabalho no ver�o. Sari e o pai n�o ter�o que se preocupar por um tempo com o aluguel." Paarou enquanto olhava para baixo. "Deveria dizer a eles. Para sentirem orgulho de ti e ver que sua arte n�o � a perca de tempo como eles acham ."

Kris franziu o cenho pela s�bita mudan�a de humor de seu irm�o e seu cora��o rompeu-se com a dor de William . Falou com eles?

"Tentei ligar," respondeu tristemente. "Sempre desligam, quando ouvem a minha voz."

Kris suspirou e deitou a cabe�a em seu ombro. "Eu queria poder fazer eles entender.

William abra�ou-a. "Obrigado, Kris," disse carinhosamente. "N�o sabe quanto significa para mim ter seu apoio."

Kris sorriu. "E sempre ter�," prometeu. Olhou o cheque. "Quer ir ao banco comigo?"

"Ser� uma honra." William se levantou e ofereceu sua m�o para ajudar Kris se levantar.

"E, depois podemos fazermos umas comprinhas," Kris disse. N�o se recordava da �ltima vez que fez compras. A roupa da formatura n�o contava. Essa foi pura tortura disfar�ada como compra para atrair inocentes.

"Algu�m disse compras?" Mark entrou na cozinha, parecendo um menino em Dia de Natal.

Kris sorriu para o namorado de seu irm�o. Interpretava o papel de mach�o at� algu�m dizer as palavras comprar ou Madonna, ent�o se transformava." perguntou casualmente.

Mark foi e p�s um bra�o sobre o ombro de Kris. " J� mencionei quanto adoro fazer compras?" perguntou. Que precisa, que eu encontro? Pode ter certeza  que conhe�o o lugar. Ou! Podemos ir a todos!"

Kris olhou  para o William, que disse: "Bom, esse � o meu namorado�" Teve a perturbadora sensa��o de que ia come�ar a falar. E estou planejando enviar um pacote com umas coisas. E queria comprar mais algumas, coisas. Para enviar junto." Fechou a boca para deter o ataque de bobeira que, indubitavelmente, ia sair de sua boca se continuasse falando.

William e Mark trocaram olhares. "E este 'algu�m' tem nome?" Mark perguntou. "� bonito?" quis saber William. "N�o � que me importe."

Kris riu. "� uma garota. Seu nome � Julia." Olhou para William. "Foi ela que me enviou o e-mail falando de minha pintura."

William arqueou a sobrancelha. "E o que quer comprar para ela?"

"N�o sei," disse Kris, de repente envergonhada. Isto saiu do nada. N�o esperava fazer compras. E de que 'coisas' estou a falando?

Mark agarrou a m�o de Kris, liderando eles. "Deixa tudo comigo. Vamos achar um monte de coisas para sua amiga."

Kris sorriu. Ser� divertido.

 


Passou bem pelas outras cenas. N�o teve mais incidentes com o beijo. Agora vinha o dif�cil. Antes de mais nada, n�o achava certo, Kiara ir para cama  dois minutos depois de voltar a ser humana. Um anjo sabe muito bem disto. E segundo, n�o estava satisfeita que Kiara  deixasse de ser anjo.


"A seus lugares!" gritou Gina.

Julianne entrou em  seu personagem enquanto estava ao p� da cama. Max tinha estado lan�ando irritantes olhadas desde o incidente do gemido e Julianne j� estava a ponto de bater nele se continuasse lhe olhando assim. Por sorte, quando Gina gritou, "A��o," era Cody  que estava diante dela.

" Tem certeza que quer fazer isto?" perguntou Cody. "Podemos esperar�"

Kiara come�ou a desabotoar a camisa dele lentamente. "Esperamos," disse devagar. "Muito."

Cody  eliminou a dist�ncia entre eles. Seus l�bios queriam os de Kiara para dar-lhe um beijo ardente.

Julianne tentou se desligar de tudo. Tentou pensar em flores bonitas, estrofes de poesia. O que fosse para tentar esquecer o fato que estava ficando mais nua a cada momento e que tinha muitos olhos enfocados em sua dire��o. Por n�o mencionar  as c�meras.

Esperou at� que estivessem na cama para tirar a camisa de Cody. E estando sob os cobertores, Julianne deu uma relaxada. Agora n�o se sentia t�o exposta. Esta quase terminando. Vou ter que gemer muito. Fingir orgasmo. Sem problema. Pensarei em Kris,  funcionou brilhantemente da �ltima vez.

Max beijava seu pesco�o enquanto punha-se em cima dela. "Acho que voc� tem que dizer meu nome," lhe susurrou no ouvido.

"Oh, Kris," gemeu. Ent�o paralizou.

"Cortem!"

Max saiu de cima dela e ambos olharam para � diretora que se aproximava.

"Julianne, o nome do personagem � Cody, n�o Chris," disse Gina.

"� verdade," se desculpou Julianne, perguntando-se? Onde tinha um buraco que  pudesse se arrastar e se esconder at� que terminasse essas malditas cenas.

Max sorriu . "Bom, quem � este Chris?" perguntou, ja se pondo de novo em cima dela. "namorado?"

Julianne n�o respondeu e  fechou os olhos. Decidiu que pensar em Kris e atuar n�o ajudava em nada, s� a metia em confus�o. Decidiu concentrar-se em Fernando "Croa." Definitivamente nenhum gemido inesperado ou nome errado ocorreu.

 

Kris olhou as coisas em cima da mesa  . Tinha sido um  longo dia. Abriu uma conta no banco, saiu para fazer compras com Mark e William, e tinha comprado v�rios presentes . Quinze mil d�lares parecia um milh�o para Kris. Nunca teve tanto dinheiro nas m�os. Por sorte, William tinha conseguido lhe segurar um pouco.

Colocou todos os presentes cuidadosamente na caixa, comprovando que seu quadro estava bem embrulhado num lindo papel de presente.

"Espero que goste," disse para si. Decidiu colocar uma foto dela. Mas n�o conseguiu  decidir entre uma dela sozinha ou uma dela com Nathan. Ent�o colocou as duas na caixa.

Como prometeu, Julia lhe mandou o endere�o de sua casa.

"Ooh, um pacote," disse Leigh, entrando na cozinha. "De quem �? � da mulher rica?"

Kris sorriu. "N�o, � para Julia," respondeu. " Vou mandar um quadro e  outros presentes para ela."

Leigh cercou-se da mesa da cozinha e olhou a caixa criticamente. "Que tipo de presente?" Tentou  levantar. "Que peso."

"S� coisas," respondeu Kris informalmente. "Coisas que mencionou que gostava e de coisas que pensei  que gostaria."

"E por que exatamente est� fazendo isto?" Leigh cruzou os bra�os esperando uma resposta de sua amiga.

"Ela � minha amiga," Kris respondeu facilmente. "Gosto de dar coisas para meus amigos."

"Ent�o o que vai me dar?" exigiu saber Leigh. "Ou nem se lembrou de mim, agora parece que s� pensa em dar presente para sua nova amiguinha?"

Kris tentou n�o  rir. "Est� com ciuminho?"

Leigh  olhou para baixo. "Bom, pode ser . Quero dizer, de repente est� obsecada com esta garota que nunca viu e fazendo pinturas para ela e falando com ela no telefone durante horas sem fim�"

Kris caminhou para abra�ar a sua melhor amiga. "Ningu�m poder� te substituir." disse solenemente. " Eu Prometo."

Leigh correspondeu ao abra�o. "T� bom, mas o que comprou para mim?" brincou.

Voc� n�o tem jeito, enfiou a m�o em seu bolso e pegou  um papel. "Este � o seu presente!" Entregou-lhe.

Leigh franziu o cenho. "Vai me dar um recibo? N�o sei o que dizer."

"Leia sua boba."

Os olhos de Leigh se abriram. "Pagou o aluguel?"

"De seis meses," informou-lhe Kris, sorrindo. "Agora n�o tem que se preocupar em conseguir outro emprego. E agora poder� se concentrar em conseguir um papel de atriz."

Leigh gritou e saltou sobre Kris, abra�ando-a t�o apertado que Kris n�o podia respirar. "N�o acredito que fez isto. Obrigada"

Kris riu, pela rea��o de Leigh. Quem disse que  dinheiro n�o tr�s felicidade, obviamente tinha muito.

"De onde tirou �?" Leigh olhou a Kris. "O cheque?"

Uma leve inclina��o confirmou as suspeitas de Leigh.

"Ent�o tinha aquela grana toda mesmo?"

Kris sorriu. "Tinha."

Leigh gritou de novo. "Quanto ficou?"

"Sobrou um sete mil... "Vou doar um pouco."

Leigh olhou para o alto. "Claro que vai. Voc� nunca se cansa de ser t�o�" Procurou a palavra perfeita. "� santa?"

"Santa?" Kris disse sorrindo. "Acho que n�o."

Onde voc� vai? perguntou Kris, seguindo a sua amiga at� a porta.

"Vou conversar com meu gerente, � claro," Leigh respondeu com muita alegria. "Minha vida ficou t�o boa hoje. Agora s� me falta ser atropelada por um t�xi quando estiver voltando."

"Que pensamento bobo, Leigh."

"Saiu e parou. "Se eu n�o voltar em tr�s horas,pode come�ar a me procurara pelos hospitais.

"Isto n�o tem gra�a." Kris encostou na porta.

"N�o estava tentando ser." Leigh come�ou a afastar-se.

Kris olhou um segundo, ent�o tomou uma decis�o. "Espera."  "Se algu�m tiver que ser atropelada por aqui, serei eu." Trancou a porta e foi com ela.

"Que te faz pensar que v�o te atrpelar  e n�o a mim?" perguntou Leigh a uns metros de dist�ncia.

Kris come�ou a caminhar para sua melhor amiga e balan�ou a cabe�a. "Porque recebi est� fortuna toda e n�o  sei se sou merecedora de fato."

"Quem � agora a pessimista?"


"Soube de umas coisas, muito engra�adas," disse Adrian, tentando n�o rir. "Gemeu antes de beijar?"

Vou matar a  Karen. Vou matar mesmo ela e depois mat�-la  um pouco mais. E depois  mataria Adrian por saber de meus tr�gicos momentos.

" Eu sabia que deveria ter aparecido por l�." . Par ver voc� dizendo o nome de outro?"

Julianne suspirou ruidosamente e sentou no bra�o do sof�. "Que vou fazer, devo te pagar para n�o contar essa situa��o vergonhosa de minha vida"

Adrian franziu o cenho. "Pagar? N�o vou dizer nada, Julianne. A Karen est� fazendo de gra�a." Sorriu. "Bom, que nome disse? Foi o meu?"

"Sim, Adrian," disse Julianne, confirmando. "Em alguma parte, entre fingir ter orgasmo, dei-me conta que estava loucamente apaixonada por voc� e tive que revelar para todos."

"Se lembrou de meus banhos de sol n�." Adrian sorriu orgulhosamente. "Sabia que  era  uma quest�o de tempo. Isso nunca  falha."

Adrian voc� � irrest�vel, rss.  

Adrian sentou-se e pegou umas  folhas . Tenho algo para te alegrar.

Julianne olhou-lhe com curiosidade. " O Que �?"

Adrian levantou um dedo para cal�-la. "Kiara vai a Nova York, de Adrian Cruz."

"N�o fez isto," declarou Julianne, pegando as folhas de sua m�o. O examinou . "Por que voc� faz quest�o de me torturar?" Franziu a testa enquanto examinava os par�grafos. "

Adrian recuperou as folhas.

"Ficou louco?"

"Por isto se chama fic��o, Julianne. Fique feliz, a hist�ria � sobre a Kiara, e n�o sobre voc�."

Julianne afundou-se no sof�, escondendo o rosto com as m�os. " E quem acha que eles imaginam quando l�em isso?"

"Voc�," respondeu Adrian com soltura. "Com peitos super grandes. Estou a te fazer um favor. Olha, permite-me ler a minha parte favorita.Faz tempo que n�o escrevo uma coisa t�o boa. Acho que vou mand�-lo para algum concurso liter�rio. Acho que um dos site tinha um." Vou ler, est� preparada. "' a l�ngua de Kris, invadia a boca de Kiara com muita vontade"

Julianne puxou as folhas de sua m�o e amassou-as. "Estou t�o aborrecida com voc� e nada que escreveu nem sequer � divertido." Voc� n�o podia ter feito isto comigo.

Adrian sorriu com satisfa��o. "Foi divertido. N�o me dei conta que sua cara podia ficar de todos esses tons diferentes de vermelho. Ainda que, agora est� mais para o p�rpura"

Jogou a bola de papel em sua dire��o e bateu na testa dele. Bateu e caiu sob a mesa de caf�. "Me lembre de arrumar um novo melhor amigo. Est� despedido."

"Ai." Adrian fingiu dor no peito e caiu no ch�o.

Julianne olhou-o com uma express�o aborrecida. "Estou chateada contigo."

"N�o, n�o est�," disse Adrian. "Voc� me adora porque acrescento encanto a sua vida." Voltou a se sentar no sof�. "E, sei que em alguma parte a� dentro, no fundo, al�m da humilha�ao, sei que ia gostar.

Uma escura sobrancelha elevou-se. "Eu iria gostar?"

Adrian consentiu. "Iria se divertir."

Bom, escrevi uma com�dia rom�ntica.

"Tenho um problema e preciso que me fa�a um favor."

Julianne balan�ou a cabe�a rapidamente. "N�o, � de neg�cios," lhe assegurou, se levantou e foi pegar o roteiro que estava na cozinha. Voltou rapidamente � sala e entregou-o. "Preciso que leia isto e me digas por que n�o devo fazer. N�o por que deveria fazer. Convence-me a n�o fazer."

Adrian n�o entendeu o que a amiga estava falando. Olhou o t�tulo e folheou as p�ginas. "Summer's End?" disse. "O nome � bom." Por que exatamente tem um problema?"

"Quando ler vai ver o meu problema," Julianne respondeu. "Preciso dar uma resposta a Eric na sexta-feira."

Adrian fez uma pausa por um momento. "Se n�o quer fazer isto, por que me parece que gostaria de fazer?"

"Bom, esse � o problema."

Fim da quarta parte

 PARTE11

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