O Lado Cego Do Amor

INGRID DIAZ

The Blind Side of Love

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 Tradu��o de Fernanda

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Parte 5

 

36

 

Querida Julia,

Eu j� enviei o que te prometi. Decidi agregar mais algumas coisas, para que n�o recebesse s�  a  pintura. Obrigada por ter me dado o seu endere�o. Prometo n�o bater em sua porta se eu for para a Calif�rnia.  

E resolvi ficar com o cheque e abri  uma conta no banco.Gastei  a metade com o aluguel. Agora Leigh n�o ter� que se preocupar em conseguir outro emprego. Falou com seu gerente e vai s� trabalhar meio per�odo. Por alguma raz�o ela gosta de trabalhar l�. Agora ela vai ter a oportunidade de seguir seus sonhos que � o de atuar, agora que n�o tem que se preocupar com o aluguel  por um tempo.

E eu tamb�m n�o terei que me procurar em trabalhar neste ver�o. Vou passar o tempo todo pintando! Que pena que o dinheiro n�o dure para sempre.

Fui fazer compras com William e seu namorado, Mark, alguns dias atr�s. Mark � t�o divertido. Comprei algumas coisas para ele. William seguia brincando que Mark n�o ia desgrudar de mim  se continuasse o  mimando dessa maneira, mas n�o posso evitar! Adoro comprar coisas para as pessoas que amo. William teve que me frear se n�o eu ia gastar tudo.

Voc� tinha me perguntado quando era meu anivers�rio e acho que n�o disse. � no dia 5 de setembro. N�o esque�a.Quando � o seu?

Eu estava pensando se voc� poderia me dar o n�mero de seu telefone. Porque eu poderia te ligar, qualquer dia. � o justo porque j� me ligou. Mas, se n�o quiser me dar eu n�o vou ficar chateada.

J� te contei bastante coisas. Agora eu j� vou!

Sua amiga,

Kris

 


"Trouxe alguns filmes," anunciou Kris, entrando no apartamento e fechando a porta com o p�. Foi at� a Leigh no sof�, que estava lendo um jornal. "Espero que n�o esteja lendo os classificados."

Leigh n�o olhou para ela."Se��o de espet�culos. Estou vendo se anunciaram algum teste que eu possa me escrever. Eu  deveria ter um  agente."

Eu disse que trouxe filmes?"

Que filmes escolheu?"

"Filmes gays," Kris respondeu.

Leigh piscou algumas vezes. "O que disse?"

"Estou curiosa, quero entender mais sobre isso. Quero dizer, primeiro William, depois veio a Julia. quero ver como eles vivem, o preconceito que sofrem...essas coisas.

Filmes gays?" perguntou Leigh. "Mas n�o somos gays."

Kris franziu o cenho. "Bom, eles v�em filmes hetero o tempo todo e n�o s�o hetero. Parece-me justo." Sorriu. "E vai ser interessante."

Leigh encolheu os ombros . "N�o vou discutir a sua l�gica. Que vamos ver?"

Kris come�ou a ler os t�tulos . " The Incredibly True Adventures of Two Girls InLove , But I'm A Cheerleader, Trick, Get Real e If These Walls Could Talk 2."  

"Cinco filmes?"

"N�o temos nada melhor para fazer," respondeu  Kris j� na defensiva. " E eu n�o conseguia me decidir resolvi trazer estes, que parece ser legais.

Leigh riu. "Melhor eu pedir uma pizza."

 

"N�o vou dizer para n�o fazer este filme," Adrian come�ou falar quando Julianne abriu a porta. "Por que  n�o quer fazer este filme?" Entrou na casa e esperou que Julianne respondesse.

A atriz fechou a porta. Era para voc� me convencer a n�o fazer, Adrian?" Come�ou a caminhar pela  sala.

Adrian seguiu-a . N�o posso fazer o que me pediu. "� um roteiro excelente, Julianne," disse.

"Sei que  �!"

"Ent�o qual � o problema?" perguntou Adrian com impaci�ncia.

Julianne se virou. Sabe perfeitamente  qual � o problema!"

"Sabe quantas atrizes se matariam por um papel como este?" disse, Adrian. "Pediu a minha opini�o, Julianne e, como um roteirista e diretor estou  dizendo que seria um enorme erro n�o fazer."

"N�o  pedi a sua opini�o profissional, Adrian," discutiu Julianne. "Pedi que me impedisse de fazer algo que sei que vou me lamentar depois.

"Que acha que estou fazendo?" gritou ele.

Julianne olhou-lhe ferozmente, a f�ria substituindo a frustra��o. "Voc� � a �nica pessoa neste mundo que eu esperava que me compreendesse."

Adrian deixou cair o roteiro no sof� ao lado dele. Olhou para sua melhor amiga e suspirou. "� o papel de sua vida, Julianne. � sua oportunidade de mostrar que � melhor do que acham.

"Esse n�o � o problema, Adrian," disse Julianne. N�o se trata disto.

Adrian passou a m�o pelo cabelo. "Durante os �ltimos anos, vi voc� evitar magistralmente qualquer contato com a comunidade gay e l�sbica. A metade do mundo acha que � homof�bica e � outra metade adora seu conservadorismo. Isso n�o � voc�, Julianne. Precisa encarar seus medos ou vai arruinar com sua carreira. Vai chegar um tempo que voc� n�o lembrar� dos pap�is que interpretou, m�s aquele que n�o quis fazer nunca esquecer�."

Julianne soltou um longo suspiro, baixando o olhos. Se  fosse t�o simples.

"De que tem tanto medo?" questionou Adrian. "De todas formas, pelo que sei s�o atrizes hetero, que interpretam pap�is gays. Ningu�m vai questionar sua sexualidade."

"Esse � o problema," falou, Julianne. "V�o achar que sou hetero. V�o fazer-me perguntas como, 'Oh, como foi beijar  uma mulher?' ou 'Como heterossexual, como foi  interpretar o papel de uma l�sbica? Foi dif�cil? Teve que pesquisar?' Eu n�o sei se tenho saco para este tipo de  perguntas.
 
Adrian cruzou os bra�os. "Parece que n�o te aborrecia at� este momento."

J� chega, Adrian!" gritou Julianne, totalmente exasperada. N�o preciso disto em minha vida.

"Ent�o por que me pediu que lesse o roteiro?" perguntou, Adrian. "Se j� tomou a sua decis�o de n�o aceitar este papel, ent�o n�o me contasse.

Julianne olhou-o fixamente, de repente sem palavras. Finalmente, encolheu os ombros, tentando tranquilizar-se. " Eu esperava que voc� encontrasse uma forma de me fazer sentir melhor por n�o aceitar."

"N�o." Adrian balan�ou a cabe�a. "Conhe�o-te, Julianne. Quando decide alguma coisa, voc� n�o se importa o que pense os outros. Queria que eu lhe desse uma raz�o para  aceitar. E � o que estou tentando fazer. Como seu melhor amigo."

Julianne suspirou.

Adrian apoiou-se contra o sof� e soltou um longo suspiro. "Quando foi a �ltima vez que foi feliz, Julianne? Quero dizer, sinceramente. Porque, tenho estado junto de ti a muito tempo, vi voc� se tornando uma estrela de cinema e nem isto me fez  te ver  feliz de verdade.

"Criou um personagem bem antip�tico para voc�, para que ningu�m se de conta de como sua vida � triste e solit�ria. Por favor, me explica o que vai perder sendo voc� mesma."

Minha privacidade, respondeu Julianne singelamente.

Adrian arqueou uma sobrancelha.

Julianne caminhou at� o sof� e sentou-se, obrigando  Adrian a dar a volta. "Saio do arm�rio e v�o ver apenas a  minha sexualidade. Se algu�m  tira uma foto minha passeando com uma mulher, as pessoas v�o dizer que � minha nova namorada. N�o sei se estou disposta a viver isto.

Balan�ou a cabe�a tristemente. "N�o estou emocionalmente preparada para me converter numa l�sbica exemplar. E francamente, n�o quero  ser. Trabalhei todos estes anos para que meu nome seja sin�nimo de lesbianismo. Mesmo que eu diga, 'Sou gay', isso � tudo  que o mundo ver�."

"S� vai ser assim se voc� permitir que vejam desta maneira." respondeu Adrian. "E da� que pensam 'Essa a� � l�sbica' quando te olham? Agora eles te acham arrogante e isto n�o te ofende.

Julianne sorriu ligeiramente.

"Ser l�sbica n�o � tudo que voc� �. N�o importa o que pensem, Julianne. Voc� sabe que � mais do que isso. Eu  sei, porque te conhe�o." Mas n�o estou tentando te convencer que saia do arm�rio. Estou tentando te convencer a dar uma oportunidade a este papel."

Quando Julianne n�o respondeu, Adrian continuou. "Lembro de voc� me dizendo uma vez que seu momento de fama passaria inevitavelmente. Que ia caminhar pelas ruas e  ningu�m iria se lembrar quem foi voc�. E por que  deveriam se lembrar? N�o fez  nada t�o significante para eles se lembrar de ti."

Julianne franziu o cenho.

Estou certo," disse Adrian. "Sei que ser esquecida � seu maior medo. Ent�o me diga, Julia, como deseja  ser lembrada?"

 

37


Por que a velha l�sbica tinha que morrer," Leigh disse chorando. "S� foi a velhota morrer para o filho vir pegar tudo as coisas delas, e jogar a outra na rua.
Kris segurou  a caixa de len�os. Leigh sempre ficava emocionada durante os filmes tristes. Em realidade, ficava  sempre emocionada com a maioria dos filmes.

Leigh pegou uns len�os e soou o nariz ruidosamente. " N�o � a Michelle Williams, que faz a Jenn no Dawson's Creek?"

Kris devolveu sua aten��o ao novo segmento de Walls 2 "N�o sei. Voc� � que sabe tudo da TV."

Sim, � ela e est� usando uma peruca bem feia. Ser� que ela � gay?"

"Vou perguntar da pr�xima vez que a ver,"respondeu Kris. Soltou a caixa de len�os e acomodou-se no sof�. At� agora tinham visto dois dos filmes e tinham gostado.

Leigh franziu o cenho. N�o deveriam ser feministas um pouco mais� n�o sei?"


Uns minutos depois, Leigh soltou. "outra vez!", fazendo gestos para a TV. "Agora as l�sbicas s�o crueis com a pobrezinha que se veste como um homem . N�o � educado."

Kris s� agitou a cabe�a.
Leigh se levantou. "Isto requer pipocas, nelas."

"T�, mas voc� limpa!" Kris gritou. Leigh j� estava na cozinha inspecionando os arm�rios, atr�s de pipoca... quer que eu pare o filme?" perguntou. Procurou o bot�o de pausa no controle enquanto falava. "Vai perder", Kris piscou para ela.

Leigh correu para a sala. "Que vou perder". "V�o fazer sexo." Deu um pulo e caiu no sof� ao lado de Kris. O som dos beijos ressoavam de fundo. "Sempre me perguntei que fazem as garotas exatamente. Aquele outro filme l�sbico n�o me ensinou nada."

Kris estava ficando vermelha por alguma raz�o.

"Est�s bem?" perguntou Leigh. Seu rosto est� t�o vermelho. Esqueci que � ainda uma Srta. Inocente. Quer que eu acelere para que sua inoc�ncia n�o seja corrompida por estas cenas?

O microondas interrompeu a resposta de Kris que se levantou. Vou buscar a pipoca.  Eu devo estar ficando doente. Pegou as pipocas do microondas, quase queimando os dedos. "A�."  Ent�o voltou � sala.

"Obrigada," disse Leigh, pegando o saco de pipocas.. Se acariciaram muito e ..."

Kris sentia-se ruborizar mais ainda, mas se sentou ao lado de sua amiga. "Que mais eu perdi?"

"Um vibrador ," resumiu Leigh. Encanta-me isto.

"O sexo l�sbico?"

"N�o," respondeu devagar Leigh. "As pipocas."

"Ent�o por que termina a maioria no ch�o?" Kris perguntou.

"N�o �  culpa minha," disse Leigh. "Algumas coisas requerem que eu atire pipocas.


Estamos perdendo o filme . Agora que voc� est� querendo expandir seus horizontes."

Kris franziu o cenho. .. Meus horizontes est�o muito bem expandidos."


Kris estendeu a m�o e pegou um punhado de pipocas e atirou em Leigh. "Nem quero saber o que quis dizer com isso."

Leigh sorriu, mas escolheu n�o comentar.

As duas conseguiram permanecer caladas durante o resto do filme. Quando acabou, no entanto, Leigh falou. "Bom, ao menos este n�o foi deprimente."

Kris concordou, olhando a tv. "Acho que este deve ser bom."

" Ellen e Sharon um casal," Leigh comentou. "Nunca pensei que veria isso.

Kris olhou  cruzou os bra�os, e apoiou a cabe�a contra o sof�.

Uns quinze minutos depois, Leigh gritou. Vai ter sexo!" gritou, lan�ando pipocas para o alto como confeti.

"Est� muito alegrinha com isto," notou Kris.

V�o fazer, v�o fazer," disse Leigh em seu melhor imita��o de Butt-Head. .

Ficou louca." Kris riu e concentrou sua aten��o na tela. Sentiu sua respira��o se agitar. A cena que estava vendo  estava a deixando um pouco�

Vou te deixar com seu sexo l�sbico," disse Kris de repente, se levantando rapidamente. Vou tomar banho.

Leigh riu disimuladamente. "Sabia que banho frio � um �timo rem�dio?" brincou, enquanto Kris afastava-se.

Kris parou, e um estranho p�nico assentou-se sobre ela. "N�o vou tomar banho frio!"  Ent�o compreendeu que Leigh estava brincando. Como sempre. Lutou para recobrar a compostura. "Tenho que reservar for�as para meu vibrador depois."

Leigh riu e atirou-lhe um punhado de pipocas. "Muito bom."

 


Julianne decidiu dar um passeio por sua casa inteira. J� tinha visitado seu quarto tr�s vezes no ciclo intermin�vel de sua indecis�o que amea�ava a levar a loucura.Talvez j� tivesse.

"Como quero ser lembrada?" perguntou-se Julianne em voz alta. Maldito  Adrian, e seu cr�tico conselho." Ficou olhando o telefone em sua m�o. Negava-se  ir dormir at� tomar uma decis�o sobre este filme. Porque n�o ia conseguir dormir.
Parou de  caminhar. "N�o preciso fazer este filme. Muitas outras ofertas v�o aparecer no momento que Guardian chegue aos cinemas." consentiu e come�ou a teclar. Em algum instante chegando ao sexto n�mero, desligou e voltou a andar pela casa. "Mas, ser�o t�o boas como este?"

"Se eu fizer este filme. N�o tenho que dar entrevistas se n�o quiser. Posso dizer  que estou muito ocupada. O que normalmente estou. Depois que acalmar tudo  poderei voltar a vida normal."

Suspirou. "Sim, pode ser."

Em sua quarta viagem pelo seu quarto, parou. "Vou deixar que o destino decida," pegou uma moeda. "Cara, fa�o o filme; coroa, n�o  fa�o." Jogou a moeda para o alto, pegou-a e virou contra o dorso de sua m�o esquerda.

Cara.

Julianne fez uma pausa. " melhor de tr�s." Repetiu a jogada e deu...

Cara.

"Eu n�o acredito nisto." Atirou a moeda contra a parede em sua frente.

Finalmente, decidiu ligar. Esperou at� que algu�m atendesse.

"Casa do prazer de Leigh e Kris. Sou a Leigh,  posso te dar algum prazer?"

Julianne franziu o cenho ligeiramente. "Oi, Leigh a Kris est� em casa?"

"Est� tomando banho. Todos aqueles filmes l�sbicos a deixou um pouco� voc� sabe como. Quer deixar algum recado para ela?"

Filmes l�sbicos? pensou Julianne.

"Espera," interrompeu Leigh. "ela est� saindo."

Oi, disse Kris de repente.

Julianne encontrou-se totalmente perdida. Por que estava ligando para Kris? "Que foi isto de filmes l�sbicos?" encontrou-se perguntando.

"Julia? Filmes l�s? Kris fez uma pausa, ent�o falou longe do telefone. Leigh, eu vou te matar!

"Mas s� depois que saias dessa toalha," gritou Leigh . "Ap�s todos estes filmes gays que vimos, poder�  querer me matar de tanto fazer sexo, estou fora."

Julianne ficou pensativa. Filmes gays? Espera, acabou de dizer que Kris est� s� de toalha. Por que estou pensando nos filmes? Obteve uma imagem mental e fechou os olhos. Por isso.

Kris disse. " Ela nasceu para envergonhar-me," explicou. "N�o ou�a uma palavra que ela diga. Ouviu o som de uma porta fechando-se. "Julia, que posso fazer por voc�?"

De repente Julianne n�o tinha id�ia que dizer. N�o podia explicar muito bem o seu dilema. Podia? Cava mais fundo, Franqui. "S� queria saber como est�?."

Estou bem, Kris respondeu. " J� leu o meu email?"

Sentou-se � beira de sua cama. "N�o tive tempo estes dias."

O trabalho est� me deixando muito ocupada. "

Julianne considerou a pergunta. Mordiscou o l�bio inferior. "Tenho um� problema."

"Espera um  minuto," disse Kris. "Estou quase nua e molhando o tapete. Pode me dar dois segundos."

O telefone escorregou da m�o de Julianne ao ouvir essa frase em particular e terminou fazendo malabarismos com o telefone, tentando imaginar bem a coisa. Finalmente, devolveu-o a sua orelha.

"Al�?" estava dizendo Kris.

Desculpa. Fez uma pausa. "Espero," conseguiu dizerl, cobrindo a cara com sua m�o livre. Deveria ser contra a lei eu falar com outra pessoa.

Kris riu. "T�, mas espera."

Julianne tentou organizar seus pensamentos enquanto esperava, mas falhou miseravelmente. Estava certa que o coment�rio de Kris tinha fritado seu �ltimo neur�nio. Agora que n�o ia dormir mesmo com essa imagem na cabe�a.

"Julia, sou toda sua. Qual � o problema?"

Julianne, tentava n�o se concentrar no coment�rio de 'toda sua', ou como era agrad�vel ouvir isto...

Tenho que decidir algo e uma das alternativas � a sa�da dos covardes e a outra � o que valente faria. S� que o valente pode ter consequ�ncias horr�veis. Que escolheria?"

"Hmm," Kris ficou pensando. "De que tipo de 'consequ�ncias horr�veis' estamos falando?"

"N�o tenho certeza," disse Julianne. "Acho que estou ficando louca com isto."

Kris riu disso. "Bom, depende da import�ncia do que esteja tentando decidir. A saida valente complicaria a sua vida?"

"Hmm, bom, sei o quanto valoriza a simplicidade." Pensou um momento, ent�o perguntou, " � sobre convidar uma garota para sair, ou algo assim?"

Julianne considerou isto. "Sim!" disse rapidamente.

Esta garota realmente me atrai," Julianne continuou, tentando formar algum tipo de met�fora. � perfeita. Quero dizer, � tudo o que tenho procurando. O �nico problema � que�" Que � bem assumida"� ou seja, j� saiu do arm�rio." Est� entendendo? � melhor que a hist�ria dos rob�s alien�genas. "Se eu convidar ela para sair e dizer sim, todos saber�o que sou l�sbica."

"E com seu trabalho, que se preocupa?" perguntou Kris.

Julianne animou-se. "Sim ! Exatamente."

"N�o pode simplesmente a manter longe de seu trabalho?. "

"Trabalhamos juntas," mentiu Julianne.

"Ent�o, se trabalham juntas e todos sabem que ela � gay, por que eles se importariam se voc� fosse tamb�m.

Julianne perdeu o fio da meada. Mas, dava no mesmo. "Bom, estou preocupada  isto poderia impedir meu avan�o profissional."

Porque n�o conseguiria mais bons pap�is s� por que � gay?" Kris perguntou.

Talvez n�o perca nada, acho que � mais coisa de sua cabe�a.

"Mas se voc� a convidar para sair, voc� iria ficar feliz?" perguntou Kris.

"Acho que sim," respondeu Julianne.

"Ent�o isso � importante," disse Kris com confian�a. "Sempre deveria fazer as coisas que a fa�am feliz. N�o tem  que deixar passar a  sua felicidade porque est� com medo de alguma coisa que pode nem acontecer."

Julianne considerou isto. Tinha sentido as suas palavras ."Obrigada," disse com um sorriso que Kris n�o podia ver.

Ajudei?

"Com certeza," confirmou Julianne. Ela disse a mesma coisa, que Adrian s� com suas palavras, mas Kris fazia soar� melhor. Se deitou na cama e sorriu, um estranho peso saiu de seus ombros. Ligaria para o Eric  qunado parasse de falar com a Kris. Mas tinham assuntos mais importantes que ser discutidos. " Kris que hist�ria  � essa de filmes l�sbicos?"

 Continua ...

 PARTE12

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