DESENCONTROS

PARTE 6

 

 

-O meu empregado deve estar chegando aí, mandei ele levar o calmante que o médico receitou e roupas para Jane . Já conversei com a psicanalista dela e ela acha bom ela tomar o calmante, pois deve estar muito nervosa com o que sofreu.Já marquei uma consulta para Jane com ela amanhã à tarde.


-Como se chama seu empregado?


-Antonio. Ele vai se identificar na porttaria do seu edifício e deixar o remédio com o porteiro, que avisará você.


-Tudo bem. Você virá então à noite, pegaar Jane para levar para casa?


-Sim, por volta das sete da noite, ok
?


-Eu estava pensando, não é melhor eu levvar ela? Jane não quer ver você e pode criar dificuldades.


-Você acha que conseguirá convencê-la a vir para a casa dela?


-Acho. Se eu não conseguir, eu ligo paraa você vir buscá-la. Mas acho que depois que tomar o calmante, ela ficará bem mais calma e me atenderá.


-Humm...não me agrada nada ela estar aí sozinha com você. Mas vou confiar em seu plano. Vou esperar vocês aqui em casa.


-Gladys! Está desconfiando de mim com Jaane?! - Perguntou Laysa, magoada.


-Laysa, não é de você que desconfio, mass sim de Jane. Conheço minha irmã. Ela não desiste fácil do que quer.


-Que absurdo, Gladys! Sua irmã está traumatizada, sofreu um rude golpe, não deve ter cabeça para nada!


-Está bem...vou> tirar essa preocupação de minha cabeça. Até a noite, amor...


-Até a noite, Gladys...estou morrendo de saudades de você...


-Eu também, meu anjo. Não vejo a hora dee tê-la novamente em meus braços...até mais tarde.
Gladys desligou e Laysa suspirou. Que vontade louca de ver Gladys!

 

LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

 

 

Jane acabou o  seu  banho  e  se  enxugou  cuidadosamente,  olhando  as  marcas  roxas  de chupões e mordidas em suas coxas e seios. O maldito tarado! Ah, se o encontrasse! O mataria aos pouquinhos! Miserável! E tudo por causa de Gladys! Não, só Gladys não, Laysa também era culpada! Laysa havia sido a culpada por ela ter voltado a se drogar, procurando superar a rejeição dela, e Gladys a culpada por tê-la internado naquela clínica odiosa! Se não a tivesse internado, não teria realizado aquela fuga e sofrido o abuso sexual do motorista de táxi!Todas duas mereciam um castigo pelo mal que lhe fizeram!


Vestiu o pijama que Laysa havia arranjado e saiu do banheiro e foi até a cozinha. Laysa estava pegando uma pequena  tigela no armário e Jane a  fitou em  silêncio, se  apoiando  no  portal  e fitando a cintura fina, o belo traseiro e as coxas e pernas fortes e bem feitas que o short branco de malha não escondia bem.


Laysa sentiu que a observavam  e  voltou-se,  dando  um  pequeno  grito  quando  viu  Jane  a observando. Jane franziu o cenho.


-Puxa, é isso que causo à você agora, susto? Estou tão feia assim?


Laysa sorriu forçadamente, vendo os olhos dela fitando seus seios sob a fina blusa  de  malha. Estava fazendo calor e ela colocara roupas leves, sem pensar em Jane.


-Oh, não, Jane! É que eu estava concentrrada no que fazia. Vou agora servir uma sopa  que  fiz para você. Prefere tomar no quarto, ou na sala?


-Na sala, mas só vou tomar se me acompannhar.


-Tudo bem.

 
O interfone tocou. Laysa colocou a tigela sobre a pia e atendeu. Era o porteiro dizendo que  um homem de nome Antonio havia deixado uma encomenda para ela.

 

Laysa olhou para Jane, desligando.


-Preciso ir lá na portaria pegar o reméddio e  roupas   que  Gladys  enviou  por  um  empregado. Espere aqui.


-Está bem - Concordou Jane.


Laysa foi ao seu quarto, trocou de blusa e saiu. Jane imediatamente foi até o  telefone  fixo  na sala e ligou para Julia.Ela atendeu depois de três chamadas.


-Alô! Quem é?


-Sou eu Jane!


-Jane???! O quee quer comigo?


-Estou aqui na casa de Laysa. Ela e eu qqueremos que venha aqui, precisamos conversar.


-Você está com Laysa????


-Sim, que tem demais isso?


-Não sei... pensei que...deixa para lá. Ela quer mesmo que eu vá aí?


-Sim, mas ela pediu-me para eu não dizerr que ela  quem  mandou  chamar. Ela está  querendo fazer uma surpresa para você.


-Que surpresa?


-Não posso falar. Puxa, Julia, não vai aatender? Pensei que gostasse de mim um pouco!


-Eu gosto, Jane, mas acho melhor não verr você mais...mas...está bem. Eu vou aí.


-Tem que ser agora.


-Tudo bem. Já estou indo. Estou aqui em Ipanema em um shopping e chego aí em quinze minutos.


-Ótimo, estamos esperando!

 

Laysa apanhou a encomenda na portaria e tornou a subir. Gladys havia mandado roupas para Jane se trocar, junto com a caixa de tranqüilizante.  Ela  abriu  a  porta  e  viu  Jane  fitando  a paisagem da janela do apartamento. A rua era transversal à N.S. de Copacabana e dava para ver um trecho da praia, com o mar verde e o céu azul.Ela voltou-se ao vê-la entrar.


-Jane, Gladys mandou roupas suas, quer sse trocar?


-Não...estou beem assim, só vou vesti-las quando for embora. Eu posso ficar aqui até a tarde, não posso?


-Claro Jane. Mas  vai  ter  que fazer o  que  eu  mandar,  tomar  a  sopa  e  o  calmante,   para descansar um pouco.

 
Jane sorriu levemente.


-Ok, dê-me esssa sacola, os comprimidos estão aí, não? Vou tomar um.


-Depois que comer. Você deve estar fracaa.


-Está bem, mas dê-me a sacola.


Laysa hesitou em entregar  todos  comprimidos  nas mãos de Jane. Mas ela  a  fitou  magoada, percebendo sua hesitação.


-Não confia em mim? Acha que vou tomar ttodos de uma vez? Não estou louca, Laysa.


-Ah...não, eu cconfio...mas só tome depois que comer.


-Tudo bem.


Laysa entregou a sacola a Jane, que sorriu.


-Agora, vamos comer sua sopa.

 

Laysa serviu a sopa, colocando em duas tigelas de cerâmica. Sentaram à mesa e começaram a tomar a sopa e Laysa riu disso.


-Acho que fiz um prato errado, com esse calor. Devia ter feito sanduíches.


-Sua sopa está ótima, Laysa - disse Janee, tomando uma colher - É só tomar devagar.


Estavam no meio do prato  quando  o  interfone  tocou. Jane  ergueu-se  e  atendeu. O porteiro falou:


-Tem uma moça aqui de nome Julia. Posso deixar subir?


-Pode - Respondeu 
Jane,  e  desligou. Laysa a fitou  com  o  cenho  franzido.  Jane  fôra  mais rápida que ela, não gostara dela atender o interfone.


-Quem era? - Perguntou.


Jane a fitou sorrindo.


-É uma visita para você.


-Quem?


-Surpresa!... Você vai ver - disse, senttando-se.


Laysa a fitou de cenho franzido. Não estava gostando nada disso.


-Não faça mistério, Jane, odeio isso . Quem é?


-Você já vai saber, curiosa!<


Momentos depois a campainha tocou. Laysa ergueu-se, para atender à porta. Jane aproveitou o momento e rapidamente tirou o comprimido que colocara no bolso da calça e o jogou dentro do prato de sopa de Laysa. Mexeu com a colher rapidamente, colocando legumes por cima e continuou comendo, vendo Laysa olhar pelo olho mágico e abrir a porta com ar surpreso.

 

-Júlia! O que houve?


Julia passou por ela, olhando-a com surpresa também.


-O que houve?! Você não mandou Jane me chamar para vir aqui?


Laysa fitou Jane com reprovação. Ela sorria .


-Jane, você chamou Julia para vir aqui?<


Jane assentiu, sorrindo.


-Sim. Muitas coisas ficaram no ar, desdee a última vez que nos vimos na boate. Eu chamei Julia para vir aqui.


-Para quê? - Perguntou Laysa, aborrecidaa - Você deveria ter –me  consultado  antes  de  fazer isso!


-Calma! Não vamos brigar! Apenas chamei Julia aqui para  esclarecer  algumas  coisas,  mas antes, vamos acabar de comer, que estou com fome.


Laysa fitou Julia, que as olhava de cara feia.


-Você aceita um prato de sopa, Julia?


-Não, obrigada.Mas poddem comer, eu não estou com pressa.


Laysa se sentou à mesa e continuou a comer a sopa, fitando Jane, que sorriu comendo com evidente vontade.Julia sentou no sofá, olhando-as atenta.


Aborrecida, Laysa comeu rapidamente para acabar logo com aquela tensão e despachar Julia.Acabou e levantou-se. Retirou os pratos e talheres e levou para a pia, voltando logo.


-Vamos sentar no sofá - convidou - Quer beber alguma coisa, Julia? Um refrigerante?


-Não, obrigada. Apenas quero saber porquue Jane me chamou para vir aqui, dizendo que você quem chamou.

 

-Bem, isto é Jane quem deve responder, já que ela quem teve essa idéia de chamá-la.


Julia fitou Jane, tensa.


-Por que fez isso, Jane, me enganou dizeendo que Laysa mandou-a me chamar?


Jane levantou da mesa e parou diante delas, de braços cruzados.


-Eu queria apenas que viesse aqui para eeu poder pedir desculpas à você pelo modo com que a tratei. Estou arrependida e queria que soubesse disso. E queria que você me perdoasse.


Julia sorriu admirada com as palavras de Jane.


-Jane! Não acredito! Está sendo mesmo 
sincera?  Reconhece  que  me  tratava  mal  e  está arrependida? Mas...o que está fazendo aqui na casa de Laysa?


-Aconteceu uma coisa grave comigo, Juliaa...e Laysa está me ajudando...conte à ela, Laysa.


Laysa abriu a boca para falar, mas um súbito mal estar a atacou. Sentiu uma tontura, a vista escureceu e ela recostou a cabeça no sofá, caindo em um sono profundo.


Julia olhou para ela assustada.


-Jane, o que houve com Laysa?! Parece que ela desmaiou!


Jane sorriu, sentando entre Julia e Laysa.


-Não se assuste, eu apenas dei à ela um calmante para ela dormir.


-Por que fez isso?!


-Por que ela se aliou Gladys para internar-me naquela clínica para dependentes de drogas no bairro de Botafogo, lembra que lhe contei que já estive internada por causa de drogas?


-Sim, mas continuo não entendendo por quue a fez dormir.

 

-Vou falar: Gladys vem buscar-me às sete horas, pelo que ouvi Laysa comentando. Então, antes dela chegar, vou dar o fora, porque sei que Gladys vai me internar novamente. E com Laysa acordada, ela não iria me deixar sair daqui.Entendeu?


-Sim, mas porque me chamou?


-Porque chamei você?!< Julia, para você levar-me para sua casa e eu ficar lá até Gladys desistir do plano dela! Ela não vai ter coragem de invadir sua casa para me tirar de lá!


Julia a fitou erguendo as sobrancelhas.


-E por que eu faria isso para você? Vocêê sempre tratou-me muito mal, e naquele dia na boate foi pior ainda, se não fosse Laysa, eu teria ficado arrasada por seu desprezo comigo. E agora vem com a maior cara de pau propor que eu a hospede em minha casa, porque fez outra merda?


-Oh, Julinha, não seja tão rancorosa!...Tudo bem, eu reconheço que errei...mas estou muito arrependida.Quando eu vi você com Laysa, eu percebi que gostava de você e quero você de volta para mim...


Julia a olhou cheia de dúvidas.


-Você não está mentindo? Apenas querendoo se aproveitar de mim mais uma vez?


Jane resolveu agir. Abraçou Julia e a beijou ardentemente na boca, as mãos deslizando pelo corpo dela, em carícias atrevidas, o corpo se apertando. Julia gemeu e a abraçou também, retribuindo com paixão. Sabia que Jane não chegava aos pés de Laysa em tudo, mas ela era louca por aquela cachorra!


Jane se separou fitando-a sorrindo.


-Acho que temos tempo de dar uma rápida antes de sair... tire a roupa, gostosa...

 

-Ah, não, Jane. Primeiro vamos colocar Laysa em sua cama. A coitada está caída ali no sofá toda torta.


Jane a fitou com raiva.


-Ah, está se doendo por Laysa? Eu sei quue você andou dando para ela, naquela noite que saíram juntas da boate, não sou idiota! E agora está aí se importando com ela?


Julia a fitou com as mãos na cintura.


-Andei com ela, sim! E foi muito bom, see quer saber! Laysa foi carinhosa, gentil, delicada, não me possuiu com a brutalidade que você sempre me tomou! Agora eu sei que aquele modo bruto seu não é normal, eu quero que me possua com muito carinho, ou não quero mais você, ouviu?


Jane a fitou mordendo os lábios, contrariada.


-Está bem, está bem! Vamos colocar Laysaa na cama dela! Me ajude, eu a pego pelos pés e você pelos braços, vamos!


Com certa dificuldade, elas conseguiram levar Laysa para o quarto e a colocar sobre a cama. Jane olhou para o corpo de Laysa e sorriu com a idéia que teve.


-Ajude-me a despir Layysa- Pediu à Julia.


Julia a fitou franzindo o cenho.


-O que pretende, Jane?
>


-Ajude-me e depois vou lhe dizer.


-Hummm...que
idéia maluca está tendo, Jane?


-Confie em mim, droga! Se me ama, faça oo que digo!


-Oh...está bem..


Julia ajudou Jane a tirar a roupa de Laysa, completamente. Elas fitaram o corpo lindo da moça com inegável desejo.

 

Jane fitou Julia e sorriu.


-Laysa é linda, não? Você andou com ela,, mas o que eu consegui foi apenas um beijo...não acho justo isso. Eu também devia andar com ela para empatar com você.


Julia a fitou com ar superior.


-Ela nunca vai andar com você. Por que eela agora está com Gladys!


Jane arregalou os olhos, chocada.


-Não é possível! Gladys jamais iria se eenvolver com uma funcionária dela!


-Deixe de ser trouxa, Jane! Elas estão jjuntas! Eu vi!


-Viu o quê?


-Laysa teve sexo comigo só naquele fim dde semana, depois não me procurou mais. Eu resolvi um dia ir à procura dela, e fiquei na saída do prédio da firma. Eu vi Laysa saindo apressada e fui atrás curiosa, pois ela não foi para o ponto do ônibus dela. E a vi ficar na saída do edifício-garagem da Menezes Cortes. Logo depois um carro saiu do edifício e vi Gladys abrir a janela e acenar para Laysa! Ela foi até o carro sorrindo e entrou nele e o carro partiu. A sorte que parou no sinal adiante, que estava fechado, e eu pude embarcar em um táxi e as seguir. Gladys levou Laysa para sua casa e fiquei lá em frente um bom tempo, até que desisti de esperar Laysa sair e fui embora. Elas dormiram juntas, Jane!


Jane fechou os punhos, furiosa.


-Então, Gladys achou que eu não devia mee meter  com  Laysa,  porque  estava  de  olho  nela!

Falsa, dissimulada! Mas eu vou dar uma lição nelas duas!

 

Gladys chegou à portaria do edifício e disse ao porteiro que ia no apartamento de Laysa Venturini. Ele ligou para o apartamento e quando atenderam, ele informou sobre a visita e o nome. A voz feminina disse que Gladys podia subir. Gladys tomou o elevador e desceu no andar de Laysa. Foi até a porta do apartamento e apertou a campainha. Uma mocinha abriu a porta, com um copo de cerveja na mão e a fitou sorrindo.


-Sou Gladys Demerson< e  vim... - Começou  Gladys, mas  foi  interrompida  pela  jovem,  que acabou de abrir a porta sorridente.


-Sei, você é a irmã de Jane...pode entrar.


Gladys entrou e fitou a jovem com expressão confusa.


-E você, quem é?


Julia fechou a porta e sorriu para Gladys.


-Uma amiga de Jane e Laysa. Veio também participar da festinha?


-Festinha?! Quee festinha?


-Nossa festinha- dissee Julia, rindo- mas tem que esperar sua vez, como eu estou esperando...


-O que quer dizer, garota? -Perguntou Glladys, enervada, não gostando nem um pouco do que aquela garota dizia.


-Laysa é insaciável, ela pode contentar a nós todas. Mas primeiro ela tem que acabar com Jane, eu sou a segunda. Você vai ser a terceira.


Gladys foi tomada de uma raiva abrumadora. Empurrou Julia para o lado e se dirigiu para a porta do quarto, empurrando-a. E estacou na porta, sentindo seu sangue gelar.

 

 

 

 

  Parte 7

 

 

 

 

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