DESENCONTROS
Na cama, Jane e Laysa nuas. Jane sugava os seios de
Laysa, montada sobre o corpo da loura, que tinha os olhos fechados e a cabeça jogada
para trás.Jane movia o corpo entre as pernas abertas de Laysa, as mãos a
segurando pelos ombros.
-Vagabundas!!! - Gritou Gladys, sentindo vontade de
morrer.
Laysa abriu os olhos e a fitou com olhar surpreso, mas não reagiu à sua
presença. Jane a fitou com ar vingativo e sorriu.
-Oi, maninha, quer participar também?
Gladys voltou-se e saiu correndo.
Jane sentou na cama, rindo. O plano dera certo!
-A vingança é doce, Gladys... - Murmurouu - Isso é para você aprender a não me
passar para trás...
Julia entrou no quarto, agitada.
-Ela saiu como louca, Jane! Nem tomou o elevador! Eu
acho que você exagerou...
-Ah, ela que se dane! Agora venha cá, faazer essa cena com Laysa me excitou.
-Não sei por que eu gosto tanto de você,, Jane... - disse Julia, se aproximando.
Você não vale nada...
-Eu sei porque, Jane. Porque você é iguaal à mim. E
você bem que gosta de minha língua em você.
-Sacana...
-Tarada...tire logo essa roupa, antes que Laysa acabe
de despertar.
Laysa as fitou ainda bastante sonolenta. O que havia
acontecido? Estava na cama com Gladys...e depois ela
estava olhando-a da porta? Só lembrava daqueles olhos dourados a fitando,
enquanto era possuída. Que loucura!
Laysa, meio adormecida, meio acordada, sentiu vagamente
alguém a segurando pelos ombros, depois um corpo pesar sobre o seu,
esfregando-se excitado, sentiu seus seios sendo sugados, dedos a penetrando com
força, uma voz dizendo obscenidades em seu ouvido, xingando-a de puta. Ela
mergulhou novamente na inconsciência do sono.
A claridade dos raios de sol a despertaram, batendo em
seus olhos. Ela olhou em volta confusa. Estava só. Sentou na cama lentamente e
percebeu que estava nua. Não lembrava de ter tirado a roupa. Acabou de
levantar. Sentiu um grande enjôo no estômago e ânsia de vômito. Ela saiu
correndo para o banheiro e vomitou, apoiando as mãos na parede. Deu descarga,
lavou a boca e escovou os dentes. Com passos lentos, foi à cozinha e fez um chá
de boldo com hortelã. Isso acalmou seu estômago, parando o enjôo. Tomou um
banho de ducha e voltou ao quarto, lembrando que Jane estivera ali com Julia. E
lembrou que Gladys viria buscar a irmã à noite, mas havia apagado na sala. O
que será que havia acontecido?
Olhou para o relógio na cabeceira da cama. Dez horas! E não havia ido
trabalhar!
Afobada, ligou para o escritório. Uma voz estranha atendeu:
-Bom dia, com quem desseja falar?
-Com Gladys Demerson<, sou a secretária dela, Laysa .
-Ah, bom dia, senhorita Laysa. Estou subbstituindo-a hoje. A doutora Gladys não
veio trabalhar hoje, ela ligou dizendo que vai se ausentar por uns dias e
deixou ordens para qualquer problema ser resolvido pelo sr.
Carvalho.
-Oh! ...Obrigada.
Laysa desligou apreensiva. Por que Gladys não havia ido trabalhar? Por que ia
se ausentar do trabalho por alguns dias? Havia acontecido algo à Jane?
Laysa chegou à casa de
Gladys e apertou a campainha com o coração oprimido. A empregada abriu a porta
e a olhou aliviada.
-Graças a Deus chegou alguém! Senhorita Laysa, dona Gladys está lá no quarto
dela desde ontem, como um bicho acuado, e já quebrou tudo no quarto da
senhorita Jane!
-Oh, meu Deus! Eu vou falar com ela!
-Cuidado! Eu tentei entrar e ela jogou uuma garrafa quase me acertando!
-Pode deixar, terei cuidado.
A empregada a levou até a porta do quarto e se afastou, com medo. Laysa girou a
maçaneta e empurrou a porta, abrindo-a um pouco, o
suficiente para enfiar a cabeça. Olhou. Viu Gladys deitada na cama de bruços, e
duas garrafas de bebida no chão. Ela entrou, fechou a porta e se aproximou
lentamente da cama.
Gladys estava vestida com calças compridas e blusa, roupas que ela devia estar
usando desde o dia anterior, pois estavam amarrotadas e com cheiro de bebida
que devia ter caído na roupa. Ela parecia adormecida, mas quando pousou a mão
no ombro dela, Gladys abriu os olhos e se voltou lentamente, fitando-a. Estava com olheiras, os cabelos despenteados e uma expressão
ausente.
-Gladys... o quue fez? Por que bebeu tanto?- Perguntou
Laysa suavemente, alisando os cabelos dela e sentindo seu coração se encher de
ternura.
A expressão de Gladys se transformou em uma máscara de dor.
-Você é cínica...Laysa...você é uma... traidora.
Laysa
fitou Gladys amorosamente, acariciando seu rosto.
-Não a traí, meu amor... Jane colocou umm calmante em minha bebida e caí
drogada. Eu jamais a trairia, Gladys, por que eu a amo muito.
Gladys a fitou nos olhos intensamente, e mesmo no estado de embriagues que
estava percebeu naquele olhar um amor que nunca vira nos olhos de uma mulher. E
ela se agarrou à Laysa, em um choro aliviado.
-Eu...acredito em você, Laysa... - Disse, entre
soluços - Não me deixe nunca...
-Eu nunca a deixarei, meu amor - Disse LLaysa, distribuindo beijos pelo rosto
dela.
Elas se abraçaram apertadamente, em um abraço de amor e confiança. E Gladys
teve certeza que estava nos braços da mulher de sua vida.
Laysa depois a convenceu a tomar um banho e elas foram para o banheiro. Gladys
ainda estava tonta e Laysa teve de ajudá-la a tomar o banho, ficando também nua
para não molhar suas roupas. Gladys a abraçou e Laysa sorriu, amorosamente
passando sabonete líquido naquele corpo lindo, e xampu nos cabelos. Entre
carinhos e beijos, acabaram se excitando e se amaram sob a ducha, com uma
intensidade louca.
-Minha, minha... diga< que é somente minha, Laysa...
-Eu sou toda sua, amor...ninguém mais me interessa...
Após o banho, foram
para o quarto. E Gladys se mostrou bem melhor em sua disposição física, amando
Laysa com renovado desejo, colocando-a em várias posições eróticas que mais
aumentavam sua fome de sexo.
A noite as encontrou sentadas na varanda da casa,
vestidas com apenas roupões de banho, apreciando o sol se por e saboreando um
tardio almoço de filé ao molho de champignon e batatas coradas.
Laysa riu, vendo Gladys comer com apetite.
-Puxa! Nem parece que está de ressaca! QQue apetite!
Gladys sorriu, cortando um pedaço de filé.
-Graças a Deus, não sei o que é ressaca,, Laysa. Quando o efeito da bebida
passa, eu sinto apenas uma fome intensa, então como e fico bem.
-Ainda bem...- sorriu Laysa, maliciosameente - E vi que sua fome não é só de
comida...
Gladys a fitou e subitamente ficou séria.
-Agora, a parte ruim disso tudo, Laysa.... me explique
como você foi drogada por Jane e o que houve naquela cama, entre vocês. O que
vi foi vocês nuas, com ela sugando seus seios...uma
visão que fez o meu sangue ferver de raiva e decepção.
Laysa baixou a cabeça, envergonhada.
-Tudo que sei foi que eu estava tomando uma sopa com ela, Julia chegou e fui
recebê-la. Acho que nessa hora que Jane colocou um calmante em meu prato, porque
assim que acabei de comer, eu desmaiei. E acordei somente hoje, e vi um bilhete
de Jane para mim que me transtornou.
-O que dizia esse bilhete?
Laysa disse, com voz baixa, com medo da reação de Gladys.
Mas Gladys apenas a fitou
entristecida e comentou, com voz triste:
-É duro perceber que uma irmã que sempree tratei como se fosse a mãe dela, ter
se tornado uma pessoa assim, tão sem caráter...Laysa, nós perdemos nossos pais
em um desastre de avião quando eu tinha quinze anos e ela cinco. Fomos morar com nossa avó materna e depois da morte dela, eu quem
acabei de criar Jane. Não sei onde errei, para ela enveredar para o
caminho das drogas e não querer estudar ou trabalhar. E agora, teve coragem de
armar uma farsa para nos separar. A culpa é minha... acho
que fui muito condescendente com os erros dela, devia ter sido mais dura.
-Não se culpe pelos erros de Jane, Gladyys! - Disse Laysa, indignada - Você não
tem culpa dela ser uma pessoa tão maldosa e que não sabe o que significa amor e
honestidade.
-E agora ela está por aí, talvez armandoo outra loucura, que só vai prejudicar
ela própria... - Disse Gladys, com rosto triste - meu Deus, essa menina vai
acabar me levando à loucura!
-Menina? Quantos anos ela tem, Gladys?
-Eu tenho vinte e nove e ela tem dezenovve, Laysa.
-Então ela já é adulta para saber o que faz e as conseqüências de seus atos,
Gladys! Talvez esse seja o seu erro. Pare de passar a mão na cabeça de Jane em
tudo de errado que ela faz, que ela vai aprender a viver.
-Tem razão, Laysa... vamos aguardar ela aparecer. Ela deve estar na casa de
Julia, que ela pode manobrar à vontade. Não vou mais
internar ela numa clínica, ela quem deve escolher o que é melhor para ela.
Cansei de ser babá de Jane!
-Isso, Gladys! Ela deve aprender que é rresponsável pelos seus atos! É muito
fácil ela fazer idiotices e você consertar.
Gladys a abraçou pela cintura e a fez sentar em suas coxas. Olhou-a sorrindo,
os olhos cheios de amor.
-O importante é o nosso amor, Laysa. E cconfiarmos uma na outra. Assim, ninguém
poderá nos separar.
Laysa abraçou Gladys, rodeando seu pescoço com os braços e a fitando nos olhos.
-Sim, amor. Eu a amo muito e não vou deiixar ninguém querer nos separar.
-Eu também a amo, Laysa. Como nunca ameii em minha vida.Eu não posso mais ficar
sem você.
Seus lábios se juntaram
em um beijo cheio de emoção, a verdadeira emoção do amor.
Jane,
ao voltar para casa, uma semana depois, teve a surpresa de encontrar Laysa com
Gladys na piscina, aproveitando o sábado de sol. Ela parou com as mãos na
cintura e falou com deboche:
-Mas que casal lindo! Uma chifruda com uuma traidora!
Gladys estava deitada numa chaise longue
no deck da piscina e se sentou, olhando para Jane com
olhar duro.
-Resolveu aparecer para armar outra sujeeira?
Jane a fitou com cara de garota inocente.
-Sujeira? Quem faz sujeira é a sua secreetária! Sabia que ela me cantou quando me
hospedou em sua casa? Que se ofereceu para mim, ficando nua?
Gladys se ergueu em um pulo e pegou Jane pelo braço, fitando-a com raiva.
-Não adianta, Jane! Eu agora conheço voccê verdadeiramente! Sei do que é capaz!
Você é uma mulher sem caráter, que mente, arma situações, faz loucuras e depois
se faz de vítima! Mas eu abri os olhos! Jamais vou acreditar mais em suas
mentiras!
Jane se encolheu, fitando a irmã com expressão chocada.
-Gladys! Estou vendo que Laysa a envenennou contra mim! Eu sou sua irmã! Sua irmã mais nova, que você disse uma vez que amava como
uma filha!
-Sim, uma irmã mentirosa, sem caráter, qque armou uma farsa para eu me afastar
de Laysa! Você não sabe o que é amor, Jane! Você só quer usar as pessoas ao seu
bel prazer! E não admite ser contrariada, porque acha que o mundo gira em torno
de você!
O rosto de Jane se
transformou em uma máscara de ódio, fitando Laysa que se mantinha calada vendo
a cena.
-Viu o que fez, sua piranha? Jogou minhaa irmã contra mim! Mas Gladys vai
descobrir a vagabunda que você é!
Gladys deu uma bofetada em Jane. Ela cambaleou e teria caído se Gladys não
estivesse segurando ela pelo braço. Ela fitou a irmã com olhos arregalados.
Gladys nunca havia dado um simples tapa nela!
-Lave a boca para falar o nome de Laysa!!- Gritou Gladys, irada - Nunca mais se
refira à mulher que eu amo em termos desrespeitosos! Não adianta, Jane, a
máscara de vítima que você usa para mascarar suas loucuras caiu! E aviso, se
você não voltar a estudar e parar de usar drogas, não terá mais um tostão de
mim!
-Você não pode fazer isso! - Protestou JJane - A fortuna de nossos pais não
pertence só a você, é de nós duas!
-Sim, é verdade! Mas lembre-se que eu quuem administro tudo até você ter 21
anos! Até lá, terá de receber o que eu achar melhor para você! E não vou lhe
dar dinheiro para torrar em drogas e farras! Agora só receberá dinheiro se
voltar a estudar e abandonar seu vício!
Jane se soltou do braço de Gladys com um safanão e gritou, se afastando:
-Não vou fazer nada que quer! Fique com sua piranha! Eu vou morar com Julia!
-Jane! - Chamou Gladys, mas ela não a attendeu.
-Deixe, Gladys...ela/span> um dia vai cair em si e mudar seu
comportamento - Disse Laysa, levantando e abraçando a cintura de Gladys.
-Espero que sim, Laysa... ela vai aprender a viver. E
enquanto isso, vamos viver nossas vidas, porque cada
momento ao seu lado é precioso, amor...
-Eu a amo muito,
Gladys... você é a mulher de minha vida.
Seus lábios se buscaram
em um beijo ardente. E os últimos raios de sol as iluminaram como um sinal de
bênção sobre
seus destinos .
Forçada pelas circunstâncias, Jane, um mês depois, aceitou se internar numa
clínica para desintoxicação e dias depois que saiu curada, viajou
para os Estados Unidos da América para iniciar seus estudos na UCLA, em Los Angeles. Em outra realidade, com um objetivo de vida,
sem a irmã para recorrer quando cometesse erros, ela finalmente iria crescer
psicologicamente e se tornar uma adulta mais responsável.
Gladys comprou um apartamento para Laysa e ela morarem, no alto Leblon. Ali,
iriam construir sua felicidade sem ter que conviver com Jane, quando um dia ela
voltasse. E nunca foram tão felizes, nessa nova vida.
FIM
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