DESENCONTROS

PARTE 7

                                              

 

 

 

Na cama, Jane e Laysa nuas. Jane sugava os seios de Laysa, montada sobre o corpo da loura, que tinha os olhos fechados e a cabeça jogada para trás.Jane movia o corpo entre as pernas abertas de Laysa, as mãos a segurando pelos ombros.


-Vagabundas!!! - Gritou Gladys, sentindo vontade de morrer.


Laysa abriu os olhos e a fitou com olhar surpreso, mas não reagiu à sua presença. Jane a fitou com ar vingativo e sorriu.


-Oi, maninha, quer participar também?


Gladys voltou-se e saiu correndo.


Jane sentou na cama, rindo. O plano dera certo!


-A vingança é doce, Gladys... - Murmurouu - Isso é para você aprender a não me passar para trás...


Julia entrou no quarto, agitada.


-Ela saiu como louca, Jane! Nem tomou o elevador! Eu acho que você exagerou...


-Ah, ela que se dane! Agora venha cá, faazer essa cena com Laysa me excitou.


-Não sei por que eu gosto tanto de você,, Jane... - disse Julia, se aproximando. Você não vale nada...


-Eu sei porque, Jane. Porque você é iguaal à mim. E você bem que gosta de minha língua em você.


-Sacana...


-Tarada...tire logo essa roupa, antes que Laysa acabe de despertar.


Laysa as fitou ainda bastante sonolenta. O que havia acontecido? Estava na cama com Gladys...e depois ela estava olhando-a da porta? Só lembrava daqueles olhos dourados a fitando, enquanto era possuída. Que loucura!

 

Laysa, meio adormecida, meio acordada, sentiu vagamente alguém a segurando pelos ombros, depois um corpo pesar sobre o seu, esfregando-se excitado, sentiu seus seios sendo sugados, dedos a penetrando com força, uma voz dizendo obscenidades em seu ouvido, xingando-a de puta. Ela mergulhou novamente na inconsciência do sono.


A claridade dos raios de sol a despertaram, batendo em seus olhos. Ela olhou em volta confusa. Estava só. Sentou na cama lentamente e percebeu que estava nua. Não lembrava de ter tirado a roupa. Acabou de levantar. Sentiu um grande enjôo no estômago e ânsia de vômito. Ela saiu correndo para o banheiro e vomitou, apoiando as mãos na parede. Deu descarga, lavou a boca e escovou os dentes. Com passos lentos, foi à cozinha e fez um chá de boldo com hortelã. Isso acalmou seu estômago, parando o enjôo. Tomou um banho de ducha e voltou ao quarto, lembrando que Jane estivera ali com Julia. E lembrou que Gladys viria buscar a irmã à noite, mas havia apagado na sala. O que será que havia acontecido?


Olhou para o relógio na cabeceira da cama. Dez horas! E não havia ido trabalhar!


Afobada, ligou para o escritório. Uma voz estranha atendeu:


-Bom dia, com quem desseja falar?


-Com Gladys Demerson<, sou a secretária dela, Laysa .


-Ah, bom dia, senhorita Laysa. Estou subbstituindo-a hoje. A doutora Gladys não veio trabalhar hoje, ela ligou dizendo que vai se ausentar por uns dias e deixou ordens para qualquer problema ser resolvido pelo sr. Carvalho.


-Oh! ...Obrigada.


Laysa desligou apreensiva. Por que Gladys não havia ido trabalhar? Por que ia se ausentar do trabalho por alguns dias? Havia acontecido algo à Jane?

 

Então seus olhos caíram sobre uma folha de papel presa em seu travesseiro por um alfinete. A pegou com o coração aos pulos e o que leu a gelou:

" Eu e Julia agradecemos a noite maravilhosa que nos proporcionou. Ela tinha razão, você é muito gostosa e quente! Puxa, jamais vou esquecer você gritando por mais, sendo possuída por mim e Julia! Valeu, gostosa, mas agora voltei mesmo pra Julia. Ela é a mulher certa para mim, ela me aceita como sou e participa de minhas fantasias. Pode ficar com a idiota da Gladys, que não me importo mais.


                                                Beijocas de Jane e Julia."

Laysa caiu na cama escondendo o rosto entre as mãos. O desespero a dominou.Como? Como havia acontecido isso e ela não havia percebido? A resposta veio como um clarão em sua mente:


Jane a havia drogado! Devia ter colocado um calmante na sua sopa! Era a única possibilidade, para ter permitido Jane e Julia tocarem nela.


Tinha que falar com Gladys imediatamente! Era muito estranho ela ter se ausentado do trabalho por uns dias. Precisava saber o que estava acontecendo!


Se vestiu apressadamente e saiu, tomando um taxi e o mandando seguir para a casa de Gladys na Barra da Tijuca.

 

Laysa chegou à casa de Gladys e apertou a campainha com o coração oprimido. A empregada abriu a porta e a olhou aliviada.


-Graças a Deus chegou alguém! Senhorita Laysa, dona Gladys está lá no quarto dela desde ontem, como um bicho acuado, e já quebrou tudo no quarto da senhorita Jane!


-Oh, meu Deus! Eu vou falar com ela!


-Cuidado! Eu tentei entrar e ela jogou uuma garrafa quase me acertando!


-Pode deixar, terei cuidado.<


A empregada a levou até a porta do quarto e se afastou, com medo. Laysa girou a maçaneta e empurrou a porta, abrindo-a um pouco, o suficiente para enfiar a cabeça. Olhou. Viu Gladys deitada na cama de bruços, e duas garrafas de bebida no chão. Ela entrou, fechou a porta e se aproximou lentamente da cama.


Gladys estava vestida com calças compridas e blusa, roupas que ela devia estar usando desde o dia anterior, pois estavam amarrotadas e com cheiro de bebida que devia ter caído na roupa. Ela parecia adormecida, mas quando pousou a mão no ombro dela, Gladys abriu os olhos e se voltou lentamente, fitando-a. Estava com olheiras, os cabelos despenteados e uma expressão ausente.


-Gladys... o quue fez? Por que bebeu tanto?- Perguntou Laysa suavemente, alisando os cabelos dela e sentindo seu coração se encher de ternura.


A expressão de Gladys se transformou em uma máscara de dor.


-Você é cínica...Laysa...você é uma... traidora.

 

Laysa fitou Gladys amorosamente, acariciando seu rosto.


-Não a traí, meu amor... Jane colocou umm calmante em minha bebida e caí drogada. Eu jamais a trairia, Gladys, por que eu a amo muito.


Gladys a fitou nos olhos intensamente, e mesmo no estado de embriagues que estava percebeu naquele olhar um amor que nunca vira nos olhos de uma mulher. E ela se agarrou à Laysa, em um choro aliviado.


-Eu...acredito em você, Laysa... - Disse, entre soluços - Não me deixe nunca...


-Eu nunca a deixarei, meu amor - Disse LLaysa, distribuindo beijos pelo rosto dela.


Elas se abraçaram apertadamente, em um abraço de amor e confiança. E Gladys teve certeza que estava nos braços da mulher de sua vida.


Laysa depois a convenceu a tomar um banho e elas foram para o banheiro. Gladys ainda estava tonta e Laysa teve de ajudá-la a tomar o banho, ficando também nua para não molhar suas roupas. Gladys a abraçou e Laysa sorriu, amorosamente passando sabonete líquido naquele corpo lindo, e xampu nos cabelos. Entre carinhos e beijos, acabaram se excitando e se amaram sob a ducha, com uma intensidade louca.


-Minha, minha... diga< que é somente minha, Laysa...


-Eu sou toda sua, amor...ninguém mais me interessa...

 

Após o banho, foram para o quarto. E Gladys se mostrou bem melhor em sua disposição física, amando Laysa com renovado desejo, colocando-a em várias posições eróticas que mais aumentavam sua fome de sexo.


A noite as encontrou sentadas na varanda da casa, vestidas com apenas roupões de banho, apreciando o sol se por e saboreando um tardio almoço de filé ao molho de champignon e batatas coradas.


Laysa riu, vendo Gladys comer com apetite.


-Puxa! Nem parece que está de ressaca! QQue apetite!


Gladys sorriu, cortando um pedaço de filé.


-Graças a Deus, não sei o que é ressaca,, Laysa. Quando o efeito da bebida passa, eu sinto apenas uma fome intensa, então como e fico bem.


-Ainda bem...- sorriu Laysa, maliciosameente - E vi que sua fome não é só de comida...


Gladys a fitou e subitamente ficou séria.


-Agora, a parte ruim disso tudo, Laysa.... me explique como você foi drogada por Jane e o que houve naquela cama, entre vocês. O que vi foi vocês nuas, com ela sugando seus seios...uma visão que fez o meu sangue ferver de raiva e decepção.


Laysa baixou a cabeça, envergonhada.


-Tudo que sei foi que eu estava tomando uma sopa com ela, Julia chegou e fui recebê-la. Acho que nessa hora que Jane colocou um calmante em meu prato, porque assim que acabei de comer, eu desmaiei. E acordei somente hoje, e vi um bilhete de Jane para mim que me transtornou.


-O que dizia esse bilhete?


Laysa disse, com voz baixa, com medo da reação de Gladys.

 

Mas Gladys apenas a fitou entristecida e comentou, com voz triste:


-É duro perceber que uma irmã que sempree tratei como se fosse a mãe dela, ter se tornado uma pessoa assim, tão sem caráter...Laysa, nós perdemos nossos pais em um desastre de avião quando eu tinha quinze anos e ela cinco. Fomos morar com nossa avó materna e depois da morte dela, eu quem acabei de criar Jane. Não sei onde errei, para ela enveredar para o caminho das drogas e não querer estudar ou trabalhar. E agora, teve coragem de armar uma farsa para nos separar. A culpa é minha... acho que fui muito condescendente com os erros dela, devia ter sido mais dura.


-Não se culpe pelos erros de Jane, Gladyys! - Disse Laysa, indignada - Você não tem culpa dela ser uma pessoa tão maldosa e que não sabe o que significa amor e honestidade.


-E agora ela está por aí, talvez armandoo outra loucura, que só vai prejudicar ela própria... - Disse Gladys, com rosto triste - meu Deus, essa menina vai acabar me levando à loucura!


-Menina? Quantos anos ela tem, Gladys?


-Eu tenho vinte e nove e ela tem dezenovve, Laysa.


-Então ela já é adulta para saber o que faz e as conseqüências de seus atos, Gladys! Talvez esse seja o seu erro. Pare de passar a mão na cabeça de Jane em tudo de errado que ela faz, que ela vai aprender a viver.

 

-Tem razão, Laysa... vamos aguardar ela aparecer. Ela deve estar na casa de Julia, que ela pode manobrar à vontade. Não vou mais internar ela numa clínica, ela quem deve escolher o que é melhor para ela. Cansei de ser babá de Jane!


-Isso, Gladys! Ela deve aprender que é rresponsável pelos seus atos! É muito fácil ela fazer idiotices e você consertar.


Gladys a abraçou pela cintura e a fez sentar em suas coxas. Olhou-a sorrindo, os olhos cheios de amor.


-O importante é o nosso amor, Laysa. E cconfiarmos uma na outra. Assim, ninguém poderá nos separar.


Laysa abraçou Gladys, rodeando seu pescoço com os braços e a fitando nos olhos.


-Sim, amor. Eu a amo muito e não vou deiixar ninguém querer nos separar.


-Eu também a amo, Laysa. Como nunca ameii em minha vida.Eu não posso mais ficar sem você.

 

Seus lábios se juntaram em um beijo cheio de emoção, a verdadeira emoção do amor.

 

 

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

 

 

 

Jane, ao voltar para casa, uma semana depois, teve a surpresa de encontrar Laysa com Gladys na piscina, aproveitando o sábado de sol. Ela parou com as mãos na cintura e falou com deboche:


-Mas que casal lindo! Uma chifruda com uuma traidora!


Gladys estava deitada numa chaise longue no deck da piscina e se sentou, olhando para Jane com olhar duro.


-Resolveu aparecer para armar outra sujeeira?


Jane a fitou com cara de garota inocente.


-Sujeira? Quem faz sujeira é a sua secreetária! Sabia que ela me cantou quando me hospedou em sua casa? Que se ofereceu para mim, ficando nua?


Gladys se ergueu em um pulo e pegou Jane pelo braço, fitando-a com raiva.


-Não adianta, Jane! Eu agora conheço voccê verdadeiramente! Sei do que é capaz! Você é uma mulher sem caráter, que mente, arma situações, faz loucuras e depois se faz de vítima! Mas eu abri os olhos! Jamais vou acreditar mais em suas mentiras!


Jane se encolheu, fitando a irmã com expressão chocada.


-Gladys! Estou vendo que Laysa a envenennou contra mim! Eu sou sua irmã! Sua irmã mais nova, que você disse uma vez que amava como uma filha!


-Sim, uma irmã mentirosa, sem caráter, qque armou uma farsa para eu me afastar de Laysa! Você não sabe o que é amor, Jane! Você só quer usar as pessoas ao seu bel prazer! E não admite ser contrariada, porque acha que o mundo gira em torno de você!

 

O rosto de Jane se transformou em uma máscara de ódio, fitando Laysa que se mantinha calada vendo a cena.


-Viu o que fez, sua piranha? Jogou minhaa irmã contra mim! Mas Gladys vai descobrir a vagabunda que você é!


Gladys deu uma bofetada em Jane. Ela cambaleou e teria caído se Gladys não estivesse segurando ela pelo braço. Ela fitou a irmã com olhos arregalados. Gladys nunca havia dado um simples tapa nela!


-Lave a boca para falar o nome de Laysa!!- Gritou Gladys, irada - Nunca mais se refira à mulher que eu amo em termos desrespeitosos! Não adianta, Jane, a máscara de vítima que você usa para mascarar suas loucuras caiu! E aviso, se você não voltar a estudar e parar de usar drogas, não terá mais um tostão de mim!


-Você não pode fazer isso! - Protestou JJane - A fortuna de nossos pais não pertence só a você, é de nós duas!


-Sim, é verdade! Mas lembre-se que eu quuem administro tudo até você ter 21 anos! Até lá, terá de receber o que eu achar melhor para você! E não vou lhe dar dinheiro para torrar em drogas e farras! Agora só receberá dinheiro se voltar a estudar e abandonar seu vício!


Jane se soltou do braço de Gladys com um safanão e gritou, se afastando:


-Não vou fazer nada que quer! Fique com sua piranha! Eu vou morar com Julia!


-Jane! - Chamou Gladys, mas ela não a attendeu.


-Deixe, Gladys...ela um dia vai cair em si e mudar seu comportamento - Disse Laysa, levantando e abraçando a cintura de Gladys.


-Espero que sim, Laysa... ela vai aprender a viver. E enquanto isso, vamos viver nossas vidas, porque cada momento ao seu lado é precioso, amor...

 

-Eu a amo muito, Gladys... você é a mulher de minha vida.

 

Seus lábios se buscaram em um beijo ardente. E os últimos raios de sol as iluminaram como um sinal de bênção  sobre seus destinos .

 

 

EPÍLOGO



Forçada pelas circunstâncias, Jane, um mês depois, aceitou se internar numa clínica para desintoxicação e dias depois que saiu curada, viajou para os Estados Unidos da América para iniciar seus estudos na UCLA, em Los Angeles. Em outra realidade, com um objetivo de vida, sem a irmã para recorrer quando cometesse erros, ela finalmente iria crescer psicologicamente e se tornar uma adulta mais responsável.

Gladys comprou um apartamento para Laysa e ela morarem, no alto Leblon. Ali, iriam construir sua felicidade sem ter que conviver com Jane, quando um dia ela voltasse. E nunca foram tão felizes, nessa nova vida.

 



FIM

 

 

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