-Primeiramente, informo
à você que o fruto de sua desobediência ao meu pedido
para não se envolver com minha irmã já deu seu primeiro resultado: Jane ontem
foi internada em uma clínica, por ter voltado ao vício das drogas, depois de se
descontrolar em casa, quebrando quase tudo no seu quarto.
Laysa a fitou surpresa e indignada.
-Lamento o fato, mas não venha culpar-mee pelos atos de sua irmã! Eu não me
envolvi com ela, já disse.
-Como não? Você a beijou em sua casa, prrovocou-a, e depois na boate a trocou
por Julia. Jane está sofrendo sua rejeição e resolveu apelar para as drogas,
depois de ter ficado sem elas mais de um ano! Você não devia ter saído com
ela...
-Senhorita Demerson/span>, isso é ridículo! - Cortou Laysa,
enraivecida - Além de estar se metendo na minha vida particular, ainda está me
culpando por decisões que sua louca irmã tomou! Eu tenho o direito de fazer
amizade com quem eu quiser e você não tem nada com isso! Se sua irmã tem cabeça
fraca, não é minha culpa!
Gladys ficou vermelha e deu um soco na mesa. Laysa gostou disso. Era melhor
vê-la descontrolada de raiva, do que ver aquela calma indiferença que tanto a
magoava.
-Laysa, estamos falanddo de minha irmã! Enganei-me em
trazê-la para trabalhar nessa diretoria! Seu comportamento desafiador de minhas
ordens não condiz com a sua função. Iludiu minha irmã e depois deixou-a. Naturalmente, calculou que Julia é uma presa bem
mais interessante, pois dispõe de mais dinheiro nas mãos que Jane, não é? E
depois, para completar, achou que se entregando à mim
eu poderia aumentar mais seu salário, não?
Laysa fitou-a chocada.
Não queria acreditar no que ouvira.
-O que está dizendo?!<
Gladys a encarou com raiva nos olhos.
-Isso mesmo que ouviu! Conquistou Julia,, depois tentou conquistar-me, pensando em
usufruir vantagens dessas relações.Mas não sou ingênua como Jane e Julia,
Laysa. Conheço bem mulheres como você. E confesso que quase caí em seu jogo.
Mas reagi à tempo e a usei como você queria
usar-me.Mas agora não quero continuar com esse jogo sujo. Já que não reconhece
seus erros, vou transferi-la para outro departamento, para que fique longe de
mim. Eu podia despedi-la, mas não quero prejudicá-la, apesar de tudo.
Laysa a ouvia sentindo cada palavra ferí-la
profundamente. Era inacreditável que Gladys pensasse que ela era tão mau
caráter assim. Uma raiva surda foi tomando-a. Sem mais se conter, se ergueu e
esbofeteou o rosto de Gladys. A cabeça dela projetou-se para trás, com a
violência do golpe. Ela a fitou surpresa, os olhos arregalados, alisando o
rosto.
-Ouça bem, Gladys Demmerson... - Disse Laysa tremendo,
os dentes trincados - pensa que pode usar e insultar as pessoas, descartando-as
como lixo? E acha que não tenho vergonha na cara e nenhum caráter, para aceitar
a sua esmola?Está enganada! Não possuo nada de valor, não sou importante, vivo
do meu trabalho, mas tenho algo muito precioso: dignidade! Meus pais souberam
me ensinar a ser honesta, mesmo em meio às dificuldades! E estou cansada de ser
insultada por você, que pensa que pode manejar meus atos porque é minha patroa!
Pois enfie seu emprego onde achar melhor!Eu me despeço! Eu quem não quer
continuar numa empresa que tem como dona uma pessoa como você, hipócrita e
canalha!
Laysa se voltou para sair, com os olhos cheios de lágrimas.
Mas Gladys ergueu-se em um salto e rodeou a mesa rapidamente e puxou Laysa pelo
braço.Laysa voltou-se e a fitou nos olhos, Gladys a encarou e falou com voz
rouca de emoção:
-Talvez eu tenha merecido essa bofetada....prove-me que
estou errada, Laysa...
E dizendo isso, puxou Laysa pelos ombros inesperadamente, com força. Sua boca
avançou em um átimo e esmagou-se nos lábios trêmulos
de Laysa, que surpresa, não teve reação.Gladys rodeou seu corpo com os braços,
impedindo-a de se afastar, apesar de Laysa tentar inicialmente se desprender.
Gladys beijou-a com sofreguidão, sugando sua boca, enfiando a língua entre os
dentes que tentaram se fechar, sugando, acariciando, os dentes mordiscando, em
um beijo louco, com o corpo se apertando contra o seu, também tremendo, mostrando
que Gladys estava sendo profundamente afetada com a atrevida carícia.
Laysa parou de lutar. Contra sua vontade, aquele beijo ardente, cheio de
emoção, delicioso, estava colocando suas defesas abaixo.A mulher por quem
estava apaixonada a estava beijando de uma forma que havia sonhado durante
noites sem fim, era impossível resistir!
Laysa começou a retribuir, começando a sugar também. Gladys gemeu dentro de sua
boca e apertou-a mais, beijando-a delirantemente, os quadris se movendo
sensualmente, as mãos apertando-a.
Mas Gladys afastou-se de repente, ofegante, os olhos com um brilho estranho.
-O que pretende, Laysa? O que quer de miim? Quer enganar-me, como fez com minha
irmã?
Laysa a fitou com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Laysa a fitou desesperada e respondeu com voz emocionada:
-Gladys, eu a amo! Estou louca por você!! Eu a amo desde que a vi, mas você
ignorou-me. Eu aceitei a aproximação de Jane apenas para saber mais de você!
Fiquei com Julia apenas para tentar esquecer você, pois sentia-me
desiludida com sua indiferença. E quando você me teve eu fiquei tão feliz! Mas
logo depois você tratou-me como uma vagabunda!
Ela começou a chorar suavemente e Gladys tornou a abraçá-la, fazendo-a pousar a
cabeça no seu ombro.Alisou seus cabelos suavemente e perguntou
:
Laysa...é verdade mesmo? Você me ama?
A voz soou calorosa e suave.
-Oh, Gladys! - Gemeu Laysa, fitando-a deesesperada - Não consegue ver isso? Por
que duvida tanto?Eu a amo! Maldição!! Estou apaixonada
por você! Entenda isso!
Gladys a apertou contra o corpo, unindo seu rosto ao de Laysa.
-Laysa, perdoe-me! Eu realmente a tratei como uma vagabunda...eu não sabia que você me queria de verdade...eu estava com ódio de você, morrendo de ciúmes e quis
vingar-me. Eu a quero somente para mim, não posso mais negar à mim mesma o que
sinto por você!
Gladys beijou seu rosto, seus cabelos, murmurando entre beijos:
-Você enfeitiçou-me...>eu a desejo muito, Laysa...não posso resistir mais.Mesmo que seja um jogo seu, mesmo
que eu me arrependa depois. Eu quero viver esse amor com você, Laysa.
-Gladys, eu não quero nada de você além do seu amor. Eu a amo! Por Deus,acredite em mim! Não estou interessada em seu dinheiro!
Gladys ergueu seu rosto com as mãos, passando os polegares
suavemente no rosto dela, enxugando as lágrimas.
-Não chore mais, eu quero vê-la somente sorrindo, meu anjo louro...eu a quero muito.Apenas preciso me livrar de meus medos...
Laysa leu nos olhos dela uma ternura inesperada, e ficou fitando-a embevecida, sentindo-se
idiotamente feliz. Então, seus rostos se aproximaram e trocaram o primeiro
beijo de amor, sem a paixão predominando. Laysa desejou que aquele momento não
terminasse nunca.
Mas Gladys afastou-se suspirando e sorrindo.
-Precisei de uma bofetada para despertarr das minhas idiotas desconfianças.
Laysa enrubesceu, envergonhada.
-Desculpe-me...doeu muito?- Perguntou, acariciando a
face ainda vermelha.
-Um pouquinho só.Mas valeu a compensaçãoo. Você vai ficar somente comigo, não?
Vai terminar com Julia, não é?
-Claro, amor....só quero ser
sua.
Temos um problema mais sério: Jane.Ela demonstra está louca por você. Voltou a
se drogar e tive de interná-la.
Laysa a encarou séria.
-Tem certeza que ela fez isso por minha causa?
-Sim. Ela não pára de xingar você, de exxtravasar sua frustração e ciúme.
-Não pensei que ela fosse levar à sério o beijo que
trocamos.
O ciúme brilhou naqueles olhos cor de âmbar.
-Você não vai mais dar nenhuma confiançaa à ela, não?
Como resposta, Laysa beijou Gladys ardentemente, empolgada por perceber aquele
sentimento de Gladys por ela. A ruiva retribuiu com igual intensidade,
apertando-a contra o corpo. Afastou-se ofegante, os olhos luzindo de desejo.
-Laysa, preciso> muito de você...podemos
nos encontrar depois do expediente?Ficar namorando no escritório não é
prudente.
Laysa acariciou o rosto dela, embevecida.
-Claro, meu amor...esttou louca para isso...
Gladys sorriu sensualmente. Apanhou um papel na mesa e o mostrou à Laysa.
-Esta era a minuta de sua transferência - Explicou, rasgando o papel- Agora, tornou-se sem efeito.Quero-a perto de mim.Às seis, espere-me na saída do edifício-garagem da rua
Menezes Cortes, na saída para a zona sul.Eu a apanharei ali. Quero evitar expor
você à comentários maldosos dos empregados.
Laysa riu, divertida.
-Gladys, somos duas mulheres! O máximo que eles podem
pensar é que a dona da empresa tornou-se amiga da secretária, se nos verem
juntas fora daqui!
-Você tem pouco tempo no cargo para nós sermos já amigas.Todo mundo sabe que
sou muito fechada e não faço amizades fáceis. Isso é para sua proteção, Laysa.
-Está bem... estarei/span> lá às seis.
Às
seis, Laysa já estava na saída do edifício-garagem. Minutos depois um Lexus negro desceu a rampa devagar, com Gladys no volante.
Ela acenou e Laysa se aproximou, abriu a porta e entrou, sentando-se ao lado
dela.Gladys sorriu e apertou botões travando as portas e fechando os vidros. Em
seguida, ligou o ar condicionado.
-Vou levá-la até minha casa - avisou Glaadys.
-E Jane? Continua internada?
-Ela vai ficar internada pelo menos um mmês, para se desintoxicar das drogas.
Essa não é a primeira vez. Ela já esteve internada e ficou
dois anos sem usar drogas. Agora voltou ao vício.
-Por minha causa, você disse...
-Desculpe-me, Laysa, expressei-me mal. JJane é fraca, e se sentindo rejeitada
fez ela partir para isso novamente.É claro que você
não tem culpa pela atitude dela, você foi apenas o motivo que ela achou para
fazer isso.
-Eu lamento, mas não posso fazer nada.
-Foi uma mulher quem a viciou.
-Silvia Castelar?
Gladys a fitou surpresa.
-Ela lhe falou sobre Sílvia?
-Sim. E ela disse-me que você é responsáável por ela ser homossexual. Discordei
dela. Acho que ela quem escolheu seu próprio caminho.
Gladys fez uma expressão triste.
-Ela já acusou-me disso também. Mas
eu não tenho culpa se ela se deixou levar pela conversa de Silvia.
Laysa a fitou surpresa.
-Ela se deixou levar pela conversa de Siilvia?! Como
assim?
Gladys a fitou, com o carro parando em um sinal.
-Ela não lhe contou?Ela se envolveu com Silvia! Ela viu-me com Silvia na
piscina fazendo sexo e depois disso, foi até Silvia e a intimou a ter sexo com
ela também! Silvia, que é uma sem-vergonha, achou graça e iniciou Jane no sexo,
tirando a virgindade dela.Só descobri que elas me traíam dois meses depois,
surpreendendo-as na cama de Jane. Então, terminei com Silvia, mas ela começou a
importunar-me com telefonemas, até que se envolveu com um homem e se casou,
saindo do país, felizmente. Mas Jane se envolveu com uma turma da pesada e começou
a se drogar. Eu descobri, ela foi internada e ficou dois anos
sem usar drogas. E agora voltou.
-Meu Deus! Jane não me contou isso tudo!! Na verdade, ela disse-me que Silvia
não quis ter nada com ela!Que garota mentirosa!
O sinal abriu e Gladys deu partida ao carro.
-O pior é que eu me sinto responsável poor isso tudo. Se ela não tivesse
conhecido Silvia, nada disso teria acontecido. Eu coloquei uma pessoa louca em
minha casa e Jane tomou conhecimento de um amor que ela nem tinha conhecimento,
além de se envolver com drogas por causa de Silvia.
-Gladys, você não tem culpa de sua irmã ser sem juízo. Se ela não fosse gay,
não teria se sentido excitada vendo vocês tendo sexo. Mas ela gostou do que viu
e foi procurar Silvia, traindo você.E se envolveu com drogas porque quis, você
não a incentivou.
Gladys a fitou com admiração.
-Estou vendo que você é, além de inteliggente, madura e compreensiva, Laysa. É
bom perceber essas qualidades em você. É o oposto de Silvia. Aquela mulher
deixou-me traumatizada, depois dela não quis saber de mais ninguém, era uma
chantagista e escandalosa. Há quatro anos não tenho sequer sexo com alguém.
-Puxa, tanto tempo assim? É incrível!
Gladys a fitou de lado, sorrindo.
-Por que é incrível?
-Porque você é uma mulher linda, muito aatraente. E ardente, pelo que já
demonstrou.
Gladys riu, uma risada gutural e sexy.
-Realmente, quando tive sexo com você euu já estava nos limites de minha
abstinência. Aquele dia com você não deu para aplacar
minha fome sexual. Havia muita raiva e medo, para eu soltar-me inteiramente.
Laysa riu, fitando-a admirada.
-É mesmo? Meu Deus, então preciso cuidarr-me! Senão, você vai matar-me com seu
fogo sexual!
Ela a fitou com um modo que arrepiou Laysa.
-Quero você todinha, Laysa. Mal posso essperar.
Laysa parou de rir r seu olhar se encheu de emoção.
-E eu a desejo tanto, que já estou em foogo, amor.
Calaram-se, pensando com ansiedade no que estava para vir.
Em quarenta minutos,
estavam diante da casa de Gladys. Era uma casa linda, em meio a árvores e um gramado . Ela entrou na garagem, onde estava o outro carro,
o Audi, e saíram do carro. Gladys a pegou pela mão e entraram na casa. O
luxuoso living tinha amplas vidraças de vidro fume que descortinavam a
paisagem, e decorado com belos e imensos quadros abstratos em tons vermelho e marrom,
sopás de couro brancos, e móveis de cor clara. Uma
ambiente alegre e acolhedor.Mas Laysa mal pôde admirar, porque Gladys a
conduziu para as escadas que levavam ao segundo pavimento.Subiram e chegaram a
um corredor. Gladys abriu uma porta e entraram. Era um quarto com uma decoração
moderna e luxuosa, em tom azul. Diante da cama enorme com colcha de cetim azul
escuro, a estante mostrava todos os instrumentos de lazer, como uma tv de
plasma enorme,dvd, som e
computador.
-Meu quarto - anunciou Gladys, abrindo uuma porta - e meu banheiro. Fique à
vontade, pode tomar um banho. No banheiro tem toalhas limpas e roupão no
armário.Pode usar. Vou falar com a governanta para trazer o jantar no quarto.
Laysa assentiu timidamente. Gladys saiu e ela olhou em volta. Estava no quarto
de Gladys. Iam fazer amor na cama dela. Parecia um sonho.
Queria estar preparada quando ela voltasse. Foi para o luxuoso banheiro todo em
mármore, com uma banheira de hidromassagem enorme perto de uma vidraça em fumê com vista para um jardim. Mas escolheu a ducha, que
era mais rápida. Ansiava estar com Gladys novamente. Despiu-se e tomou um banho
refrescante. Em estado de graça, se enxugou com uma toalha macia e escolheu um
roupão azul entre outros no armário e vestiu. Descalça mesmo voltou ao quarto.
Gladys ajeitava um carrinho com travessas perto de uma
pequena mesa que havia sido montada perto da janela, com cadeiras dobráveis.
Ela a fitou com o olhar
cheio de admiração.
-Azul fica muito bem em você. Combina coom seus cabelos e olhos.
-Obrigada...
-Vou também tomar um banho. Pode servir--se da bebida.Gosta de champanhe?
-Adoro, mas vou esperar você voltar.
Gladys sorriu e foi para o banheiro, trancando a porta.
Laysa olhou a mesinha, forrada com uma toalha de linho branco e
aproximou-se.Havia dois pratos, talheres, taças e um balde
de gelo com uma garrafa de champanhe. Na mesinha, três travessas tampadas.
Levantou as tampas e viu o conteúdo de cada: Arroz à grega, salada de maionese e
camarões à milanesa.Uma comida deliciosa. Um jantar à
dois no quarto.Gladys estava sendo romântica, fazendo um ritual de sedução que
a encantava.
Aproximou-se da penteadeira de cristal. Havia vários frascos de perfumes
importados, duas escovas de marfim, um estojo de maquilagem e duas fotos em
porta-retratos. Olhou-as com atenção. Uma, Gladys
ainda adolescente, vestida com trajes de montaria. Outra, ela e Jane abraçadas,
sorrindo.Gladys olhava para a irmã com um olhar carinhoso, como se Jane fosse
sua filha.
Laysa suspirou. Como Jane iria receber a notícia do romance entre elas?
Viu uma porta no quarto, além da porta do banheiro. Abriu-a,
curiosa. Era o closet. Entrou e viu as dúzias de conjuntos e blazer, calças
compridas, blusas, casacos, vestidos de festas, tudo enfileirado em ordem de
tipo. Laysa alisou um casaco negro de couro e olhou a etiqueta. Prada, New York.
-Quer para você? Pode pegar.
Laysa voltou-se assustada. Gladys sorria, em um robe
de seda negro, recostada na porta.
Laysa sorriu soltando o casaco, desajeitada.
-Não, obrigada...só estava olhando suas roupas...abri a porta e deparei com o closet.
Gladys ampliou o sorriso, aproximando-se.
-Não fique encabulada.Pode olhar à vontaade. E falei sério. Se gostar de alguma
roupa, pode pegar, será sua.
Laysa a abraçou e sorriu para ela.
-Já peguei o que desejo. O resto não me interessa.
Gladys a abraçou também. O perfume dela era inebriante. E os cabelos soltos a
tornavam mais atraente, dando um vivo contraste com a roupa negra.
Ela beijou-a. Um beijo profundo, que estremeceu Laysa da cabeça aos
pés.Apertou-a nos braços, beijando-a com paixão.
Gladys separou-se momentos depois e a fitou com a respiração alterada.
-Venha...vamos jantar... se
continuarmos nos beijando, vamos acabar fazendo amor no closet, e não é isso
que planejei para nós.
Gladys a conduziu para a mesa e se sentaram. Gladys serviu o
prato de Laysa e jantaram sem falar além do necessário, porque seus olhos
diziam mais que palavras. Elas sabiam o que ia acontecer após o jantar. E a
emoção do que viria as deixava mudas, apenas esperando o momento chegar.
Quando terminaram de comer, Gladys encheu duas taças de champanhe e ergueu-se,
estendendo uma para Laysa.Diante dela, Gladys falou com a voz emocionada, erguendo
a taça:
-Brindo ao nosso amor que começa, Laysa.. Espero que fiquemos juntas até o fim
de nossas vidas...mas se isso não for nosso destino,
que vivamos este amor como se cada dia fosse o último de nossas vidas.
-Laysa a fitou nos olhos apaixonadamentee. Ergueu sua taça também, brindando:
-Como dizia o poeta Vinícius de Moraes, que seja infinito enquanto dure.Porque
eu sei que você será o grande amor de minha vida, Gladys.
Tocaram as taças e beberam, se fitando. Gladys pegou a taça de Laysa e depositou
sobre a mesa, junto com a sua. Em seguida, abraçou Laysa e a beijou
profundamente. Laysa retribuiu apaixonadamente, ansiosa para se entregar ao seu
amor com toda a paixão que sentia. Entre beijos e carícias, elas foram para a cama .
As mãos de Gladys abriram o roupão de Laysa, expondo o corpo belíssimo da
loura. Ela o olhou encantada, acariciando-o com as
mãos trêmulas.
-Deus, não canso de olhar sua beleza, Laaysa...você é
tão linda...-Disse, baixinho.
-Linda é você, Gladys...venha cá, quero também ver
você nua para mim, amor...
E seus lábios se buscaram em mais um beijo.
Gladys mostrou à Laysa o verdadeiro
prazer, aliado ao amor. E como era um vulcão ardente, Laysa nunca tivera
momentos tão intensos de amor e sexo. Gladys fazia coisas que nunca pensara que
uma mulher pudesse fazer com outra, era insuperável nos requintes sexuais. Com
ela, o ato não se repetia. Sabia mil maneiras loucas de amar. Uma hora, atuava
como atacante, masculinizando-se no modo de possuir, outra hora, se tornava uma fêmea sensual, libidinosa e ardente, se entregando sem
reservas, fazendo Laysa perder a cabeça. Agora, para Laysa, como lhe parecia
sem graça a experiência que tivera com Julia!
O cansaço as venceu, quando o dia se iniciava. Adormeceram abraçadas.
LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Jane abriu os olhos,
acordando do sono provocado pelos calmantes que a fizeram dormir. Olhou em
volta, reconhecendo o quarto da clínica, com seus móveis brancos, sem vida. Afastou
as cobertas, sentando-se na cama. Sentiu uma tonteira, ficou imóvel até que ela
passou. Então, levantou-se lentamente. Estava meio tonta, mas dava para andar.
Foi até a janela e afastou a cortina, olhando para fora. O pátio da clínica
estava deserto. O dia amanhecia.
Saiu da janela depois de ter visto que era gradeada por fora. A vontade de fugir dali a atormentava. Não agüentaria ficar
ali. Iria enlouquecer!
Foi até a porta e girou a maçaneta cuidadosamente. Abriu-a
um pouco e olhou. O corredor estava deserto. Saiu cautelosamente e fechou a
porta com cuidado.Foi andando devagar, o coração descompassado. Chegou no final
do corredor, que bifurcava para dois lados. Esticou o pescoço, olhando. Um lado
dava para uma recepção, sem ninguém no posto. No outro lado, uma sala . Cautelosamente, olhou pela porta entreaberta. E quase
riu. Ali era a sala de vigilância da clínica, com vários monitores mostrando os
corredores.Só que o homem encarregado de observar os monitores estava muito
ocupado em uma ardente atividade sexual, com a recepcionista de quatro e ele
montando-a como um touro feroz. A mulher gemia à cada
penetração, de olhos fechados.
Perfeito! A recepção abandonada pela recepcionista fogosa, o monitoramento do
circuito fechado de tv abandonado pelo homem com tesão.
Sem hesitar, ela atravessou o corredor até a porta de saída e chegou à uma escada. Eles não a tinham visto.Animada, desceu as
escadas e chegou à um pequeno corredor com duas
portas, onde se liam: Vestiário Feminino e Vestiário Masculino.
Não hesitou em entrar
no vestiário feminino.Estava vazio, o que não era estranho, o relógio na parede
indicava quatro horas da madrugada. Abriu um dos armários. Tinha um jaleco, uma
camiseta de malha azul e uma calça comprida branca. Eram maiores que o seu
número, mas dava para usar. Que sorte! Animada, despiu a camisola hospitalar e
vestiu a calça, que ficou um pouco folgada, e a camiseta. Colocou o jaleco por cima . Agora, sapatos. Vasculhou uns três armários até achar
um par de tênis velhos. Eram um número maior que seus pés, mas serviam.
Calçou-os e saiu dali rapidamente, depois de olhar em volta.Tornou a subir as
escadas e viu que a recepção continuava abandonada. Os dois pombinhos deviam
estar ainda arrolhando juntos, pensou sorrindo sarcasticamente.
Saiu pela porta principal e ainda teve a ousadia de dar bom dia para o
segurança na portaria, que a fitou apreciativamente.
Na rua, olhou para trás, nervosa. Ninguém a seguiu. Riu nervosamente. Ela havia
conseguido!
Caminhou rapidamente, se afastando da clínica. Olhou a placa da rua. Dona
Mariana, no bairro de Botafogo. Devia ser a mesma clínica que havia sido
internada antes dessa vez.. Era bem longe da Barra,
teria de tomar um táxi. Mas para casa não iria, pois Gladys a iria internar
outra vez. Iria para onde?Ah, pensaria no trajeto.
Tirou o jaleco e jogou numa lata de lixo. Caminhou até a Rua São
Clemente e esperou. Um táxi apareceu dez minutos depois. Fez sinal e ele
parou. Ela abriu a porta e entrou, aliviada.
-Para onde, dona? - O taxista perguntou,, dando partida.
-Ah...estou inddecisa... mas
vá em direção da Barra, enquanto penso...
O motorista a fitou de
cara feia pelo espelho retrovisor.
-Como é que é? Não sabe para onde vai?
Ela respondeu irritada:
-Calma aí! Estou pensando!
-Ah, é? Eu conheço bem gente como você, moça! Ficam por aí fazendo pegação para
ganhar dinheiro fácil, e no final da noite querem passar a perna em um trouxa!
Mas não sou me deixar enganar por uma vadia!
Ela o olhou com raiva crescente.
-Não sou uma vadia, seu grosso! Me leve para a Barra e
pare de me encher o saco!
Ele xingou em voz baixa, mas calou e prosseguiu em silêncio. Jane recostou no
banco, fechando os olhos. Ainda sentia o efeito dos calmantes. E a tonteira que
sentira voltou forte, fazendo-a deslisar no banco do
carro e deitar. Adormeceu em pouco tempo, embalada pelo balanço do carro.
Acordou sentindo um contato áspero no rosto. Um cheiro de suor chegou às suas
narinas e sua boca foi assaltada por outra com hálito desagradável, com uma
língua se intrometendo entre seus dentes. Abriu os olhos, apavorada.
Viu um rosto gordo e com barba por fazer acima do seu. Tentou empurrá-lo, mas
estava sem forças. Ele riu e apertou seus seios com as mãos. Jane então
percebeu que estava com a blusa levantada, sem a calça comprida, e o motorista
de táxi ajoelhado sobre ela. Ele abriu a braguilha da calça e colocou o seu
membro para fora, fitando-a excitado.
-Saia de cima de mim! - Gritou, desesperrada.
-Deixe de cena, sua
vagabunda! - Disse ele, abrindo suas pernas com os joelhos e a segurando pelos
pulsos - Não queria vir para a Barra? Pois estamos nela! Mas já verifiquei que
você não tem nenhum tostão nos bolsos para pagar a corrida! Então, vou cobrar
ao meu modo, vadia! Ninguém me passa pra trás!
-Seu desgraçado! Me laargue!
Ele a esbofeteou com violência. Jane sentiu sua cabeça girando, uma dor no
rosto, e ficou imóvel.
-Assim, vadia, fique quieta...senão, vai levar porrada
até cansar!
Jane sentiu uma dor aguda e sua visão escureceu e ela desmaiou, trazendo o alívio
da inconsciência.
LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Laysa despertou com o telefone tocando ao seu lado. Ainda meio adormecida,
olhou-o confusa. Gladys estendeu a mão e pegou o fone,
levando-o ao ouvido, olhando para Laysa com um sorriso.
-Alô... Sim, sou eu mesma.
Laysa virou para ela, fitando-a amorosamente. E viu Gladys empalidecer e uma
expressão de angústia aparecer em seu rosto.
-Quando? Quando aconteceu isso? - Pergunntou em tom agitado, sentando-se na
cama. Pareceu ouvir mais alguma coisa e falou, desligando em seguida:
-Já estou indo para aí agora!
Laysa olhou para Gladys assustada.
-O que aconteceu?
Gladys a fitou com visível temor.
-Jane fugiu da clínica! Acabaram de avissar. Acham que ela fugiu de madrugada.
Eles perguntaram se ela apareceu aqui em casa.
Laysa saltou da cama, enquanto Gladys vestia seu robe
com as mãos trêmulas.
-Meu Deus! Para onde ela terá ido?
-Vou ver se ela está aqui em casa. A govvernanta pode ter abrido
a porta para ela entrar.Espere aqui.
Saiu do quarto quase correndo. Laysa suspirou e começou a se vestir apressada.
O remorso a assaltou. Enquanto estava tendo uma noite de amor com Gladys, Jane
estava por aí só e desesperada. Sentia-se um pouco culpada, pois sua rejeição à
garota podia ter sido o motivo que ela voltara a se drogar. Havia brincado com
os sentimentos dela, beijando-a e depois a desprezando.
Já estava pronta quando Gladys voltou agitada.
-Ela não veio para cá, já vasculhei a caasa toda. Vou para a clínica saber os
detalhes da fuga.Ela pode ter deixado alguma pista.
-Quer que eu vá com você?
-Não! Prefiro que vá para o escritório. Quem sabe ela foi até lá procurar você?
Ela não veio para casa porque deve ter pensado que eu voltaria a interná-la. E
qualquer coisa, ligue para o meu celular.
Gladys chamou um radio-taxi para Laysa e assim que ele chegou, elas se
despediram e cada uma foi para um destino. Laysa foi para o trabalho
preocupada, pensando que Jane ainda iria dar muita dor de cabeça à Gladys e ela. Aquele problema era o primeiro de uma série,
provavelmente. Quando Jane soubesse que ela e Gladys estavam juntas...nem queria pensar. Mas iria lutar pelo direito de amar
Gladys com todas suas forças. Jane gostando ou não.
O trânsito estava intenso e lento, chegou à cidade nove horas da manhã. Tomou
um café com biscoitos que eram servidos para as secretárias e diretora,
sonolenta.Quase não havia dormido essa noite. Ah, doce cansaço...como havia valido à pena...
O telefone tocou. Laysa atendeu, ansiosa.
-Alô?Gabinete da senhorita Demerson.
-Quero falar com a senhorita Gladys
-Ela está ausente, quem deseja falar?
-Aqui é do hospital Miguel Couto. Queremmos informar à irmã de Jane Demerson que ela foi encontrada sem sentidos na praia de
São Conrado hoje pela manhã e está internada aqui, na sala de
emergências, leito 15.
Laysa sentiu um baque no coração, com a notícia.
-Meu Deus! Por favor, diga-me como ela eestá! Ela sofreu algum acidente?
-Ela está consciente, nós já a medicamoss.Estava muito nervosa, chorando muito, e
demos um calmante à ela.Seria bom trazer roupas, ela
foi encontrada despida. Constatamos que sofreu um estupro, mas ela não quer
dizer nada, além de chamar pela irmã.
-Meu Deus!
Vou avisar a irmã dela e ir para aí agora!
Laysa desligou e ligou para Gladys. Ela atendeu ao primeiro toque.
-Alô!
-Gladys, Jane foi encontrada! - Disse Laaysa, nervosa.
-Onde? Ela está bem? - Perguntou com vozz tensa.
-Ela está no hospital Miguel Couto, na eemergência.
-Oh, Deus! Minha irmã está ferida? Corree risco de vida?
-Calma! Ela não está correndo risco de vvida! Está é traumatizada. Parece...que ela sofreu um estupro.
-Oh, meu Deus! Minha irmãzinha! Quem foii o miserável?!
-Não sei dos detalhes, apenas ligaram paara você para comunicar que ela está no
hospital. O que faço, disseram que ela precisa de roupas, pois foi encontrada
nua.
-Maldito seja quem fez isso com Jane! Euu vou...
-Você vai é em sua casa pegar roupas parra ela! Você está em Botafogo, na
clínica, não?
-Sim, estou esperando o médico responsávvel pela clínica chegar, mas agora não
vou mais ficar aqui esperando! Olha, tive uma idéia, você mora em Copacabana, é
mais bem mais perto do hospital que minha casa. Você poderia arranjar uma calça
comprida e uma blusa, para ela poder sair do hospital? Depois eu lhe dou outras
novas. Eu espero você na entrada do hospital.
-Tudo bem, vou até minha casa, pego a roupa e vou para
o hospital.
-OK. Até logo.
Laysa pegou um táxi , foi até sua casa, pegou as roupas e se dirigiu para o
hospital na Gávea. Quando chegou, logo viu Gladys esperando-a com uma expressão
triste.
-Já falou com Jane? - Perguntou, preocuppada.
-Tentei, mas ela não quer nem me ver! Grrita que sou culpada pelo que aconteceu à ela, por tê-la internado na clínica! Ela está muito
nervosa, Laysa, com ódio de mim!
-Isso vai passar, Gladys... quando ela voltar ao seu
estado normal, vai entender que você só fez o que era melhor para ela. E a
raiva vai passar.
-Tenho minhas dúvidas... mas vá você entregar as
roupas à ela.Acho melhor você ir de táxi para minha casa com ela e tentar
fazê-la descansar, já que ela não quer minha companhia.Eu vou à polícia saber
dos detalhes da ocorrência, o local que a encontraram, a hora...depois irei para casa.
-Bem, primeiro tenho que ver como ela mee recebe.
-Okk, vou
aguardar.Venha, vou falar para a enfermeira deixar você ir falar com
ela.
Gladys explicou à enfermeira que Laysa iria levar roupas para sua irmã vestir
para ir embora. A mulher consultou a ficha de Jane e concordou:
-Okk, estou
vendo que o médico já a liberou. Siga-me.
A enfermeira a levou até um box
onde Jane estava deitada, vestida apenas com a camisola hospitalar. Ela parecia
apática, mas ao vê-la entrar no box,
se sentou com os olhos cheios de lágrimas.
-Laysa! -Disse, com voz trêmula.
Laysa olhou-a sentindo
pena. O rosto estava machucado, com um olho inchado, o corpo frágil em uma
camisola hospitalar era a imagem da vítima da brutalidade .
Ela estendeu os braços e Laysa não teve coragem de recusar um abraço. Abraçou-a
carinhosamente, e Jane pousou a cabeça no seu ombro, tremendo.
-Jane, garota complicada...o que fizeram com você? -
Sussurrou, beijando-a nos cabelos.
Jane começou a soluçar, agarrando-se à ela. Laysa
acariciou os cabelos dela, falando baixinho:
-Agora está tudo bem...o pior já passou...você agora está em segurança...
-Laysa, leve-me daqui, por favor! Não aggüento mais! - Soluçou ela.
-Você já está liberada, Jane. Olha, eu trouxe umas
roupas minhas que você pode vestir para ir embora. Vou sair para você se
trocar, espero ali fora do box
- Disse Laysa, colocando a sacola de rouupa sobre a cama.
Jane afastou-se renuente e assentiu. Laysa saiu do box e viu um médico conversando
com a enfermeira. Ele a olhou e se aproximou.
-Você é parente de Jane Demerson também?
-Sou amiga. A irmã dela está lá fora, poorque Jane não quer falar com ela.Jane
está mesmo liberada, não?
-Sim. Não podemos fazer muito por ela. AA garota foi examinada e o exame indicou
que ela sofreu um estupro. Ela está com várias contusões pelo corpo e traumatizada.
Mas ela se recusa a falar sobre o fato, um policial já tentou fazer ela
registrar a ocorrência, mas ela se recusa a falar. Sugeri à irmã dela a levar à um psicólogo para tratar do trauma. Eu já receitei um tranquilizante, mas não é o suficiente. Ela precisa de
tratamento psicológico e muito apoio da família.
Jane saiu do box pronta. A calça comprida estava larga nos quadris e a blusa folgada nos seios, mas era melhor que nada. O médico se despediu e Laysa passou o braço pelos ombros de Jane protetoramente e jane recostou-se nela como que procurando proteção.
-Vamos, Jane.
Jane a acompanhou com passos hesitantes.
-Vamos pegar um táxi, Gladys já foi, elaa disse-me que você não quer falar com
ela. Por que isso, Jane, ela quer o melhor para você!
-Quer nada! Por causa dela que isso aconnteceu comigo! Ela internou-me naquela
clínica horrível!
Um taxi se aproximou e Laysa fez sinal. Jane recuou um passo, tremendo.
-O que foi, Jane? - Perguntou Laysa, inttrigada.
-Foi...um motorrista de taxi...que
me atacou...- Disse Jane, com voz cheia de medo.
Laysa entendeu o medo dela. Ela havia sido estuprada por um motorista de taxi e
andar agora em um taxi devia ser horrível para ela.
-Calma, Jane....eu estou
aqui...e não vou deixar nada de mal acontecer a
você.Vamos.
Ela hesitou, mas entrou no taxi depois de ver que era um homem velho, de
cabelos brancos. Bem diferente do outro. Laysa entrou logo em seguida.
-Para onde, dona? - Perguntou o motorista.
-Para a Barra - Respondeu Laysa.
-Não, para casa, não! Gladys vai mandar--me novamente para a clínica!
Laysa a fitou surpresa.
-Não acho isso, Jane! Ela vai levá-la é a um médico para você ser tratada
apropriadamente!
-Não, não quero ir para casa! Não quero falar com Gladys! Por favor!
-E para onde posso levá-la então?
-Para sua casa! Por favor! Só por uns diias! Prometo me comportar!
-Jane, eu não posso deixar você na minhaa casa sozinha! Eu tenho que trabalhar!
E Gladys não iria gostar nem um pouco, pensou.
-Peça a Gladys para te dar uns dias de ffolga! Por favor!
-Jane, não seja criança! Acho que o melhhor para você é ir para sua casa!
-Eu não quero ficar sozinha em casa! Porr favor!
-Bem, eu vou falar com Gladys primeiro.<
Laysa pegou seu celular e ligou para Gladys. Ela atendeu com voz ansiosa.
-Alô! Laysa?
-Sim, estou com um problema. Jane não quuer ir para sua casa, disse que quer ir
para a minha, porque não quer ficar na sua casa sozinha.E tem medo de você
interná-la novamente.
-Mas que garota difícil de lidar! Laysa deixe-me falar com ela!
Laysa passou o telefone para Jane.
-Sua irmã quer falar com você.
Jane cruzou os braços, não aceitando pegar o telefone.
-Não quero falar com ela.
-Jane, deixe de se comportar como uma crriança e fale com sua irmã! - Disse
Laysa, já perdendo a paciência, colocando o telefone no colo dela.
Jane viu o olhar irritado de Laysa e com medo pegou o telefone.
-Alô! O que quer?
-Eu quero que você venha para casa e parre de se comportar como uma criança
mimada!
-Não vou! Não quero ir de novo para a cllínica! Eu vou ficar na casa de Laysa!
-Jane, eu entendo que passou um mau pedaaço, mas isso não lhe dá o direito de
importunar Laysa!Venha para casa, ela não pode ficar servindo de enfermeira e
psicanalista sua! Você precisa de um acompanhamento médico!
-Não vou! Você não manda em mim! - Gritoou Jane, entregando o telefone à Laysa. A loura falou com Gladys, embaraçada:
-Eu vou levar ela lá para casa até ela sse acalmar, Gladys.
-Está bem, à noite eu passo aí para busccar ela. Eu vou comprar o calmante que o
médico receitou e mandar um empregado meu levar aí para ela.Você não precisa ir
trabalhar, não a deixe sozinha.
-Está bem, até logo.
Laysa desligou e olhou para Jane, que a fitava desconfiada.
-Gladys concordou em você ficar hoje lá em casa.
Jane suspirou, aliviada.
Laysa falou para o
motorista, que já estava impaciente:
-Vamos para Copacabana, rua Santa Clara..
O carro deu partida rapidamente e Jane se aconchegou contra Laysa. Ela
comoveu-se. Jane parecia um bichinho assustado. Precisava de carinho e
compreensão, depois do trauma que sofrera. Passou o braço pelos ombros dela e
Jane suspirou, pousando a cabeça no seu ombro e fechando os olhos.
Chegaram em vinte minutos. Laysa pagou o taxi e puxou Jane pela mão.
-Venha, chegamos.
Ela a seguiu em silêncio até o apartamento. Entraram e Laysa a fitou.
-Vou preparar uma sopa para você. Enquannto isso, que tal tomar um banho quente
e depois deitar?
-Ela a fitou timidamente.
-Tudo bem, Laysa.
-Vá para o banheiro, é ali ao lado da coozinha. Vou pegar toalha e um pijama
para você.
Laysa foi até o quarto e pegou um pijama de malha com calça curta e blusa com
uma estampa de Bety Boop.Escolheu
uma toalha azul e levou tudo para o banheiro. Jane já estava sob o chuveiro e
Laysa colocou tudo sobre uma banqueta e saiu, fechando a porta. Foi para a
cozinha e cortou legumes, preparando uma sopa, na qual acrescentou pedaços de
peito de frango.
O seu celular tocou e ela atendeu. Era Gladys.
-Como Jane está?
-Ainda muito abalada oo que é natural. Está machucada,
com equimoses pelo corpo. Está agora tomando um banho e vai direto para a cama,
estou preparando uma sopa para ela.
-O meu empregado deve estar chegando aí, mandei ele levar o calmante
que o médico receitou. Já conversei com a psicanalista dela e ela acha bom ela
tomar o calmante, pois deve estar muito nervosa com o que sofreu.Já marquei uma
consulta para Jane com ela amanhã à tarde.
-Como se chama seu empregado?
-Antonio. Ele vai se identificar na porttaria do seu edifício e deixar o remédio
com o porteiro, que avisará você.
-Tudo bem. Você virá então à noite, pegaar Jane para levar para casa?
-Sim, por volta das sete da noite,
-Eu estava pensando, não é melhor eu levvar ela? Jane não quer ver você e pode
criar dificuldades.
-Você acha que conseguirá convencê-la a vir para a casa dela?
-Acho. Se eu não conseguir, eu ligo paraa você vir buscá-la. Mas acho que depois
que tomar o calmante, ela ficará bem mais calma e me atenderá.
-Humm...não me agrada nada
ela estar aí sozinha com você. Mas vou confiar em seu plano. Vou esperar vocês
aqui em casa.
-Gladys! Está desconfiando de mim com Jaane?! -
Perguntou Laysa, magoada.
-Laysa, não é de você que desconfio, mass sim de Jane. Conheço minha irmã. Ela
não desiste fácil do que quer.
-Que absurdo, Gladys/span>! Sua irmã está traumatizada,
sofreu um rude golpe, não deve ter cabeça para nada!
-Está bem...vou> tirar essa preocupação de minha
cabeça. Até a noite, amor...
-Até a noite, Gladys...estou morrendo de saudades de
você...
-Eu também, meu anjo. Não vejo a hora dee tê-la novamente em meus braços...até mais tarde.
Gladys desligou e Laysa suspirou. Que vontade louca de ver Gladys!
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