SAILOR MOON V: SHADOWMOON

Capitulo 9: O DILEMA DE MERCÚRIO

 

CENA 1:

Residência de REI HINO. No Templo Xintoísta. Naquele exato momento.

Sailor Moon e seus companheiros estavam, literalmente, encurralados, no pátio do Templo do avô de REI.

Cercados pelos horripilantes Aracnóides, os soldados monstros da Rainha Beryl, as Sailors Guerreiras, bem como o valente Tuxedo Mask, e, até mesmo, os pequenos felinos Lua e Ártemis, lutavam, corajosamente, com todas as suas forças contra aquela legião demoníaca, muito superior as dos heróis em número e força.

Como se aquela luta, desesperadora, para sobreviverem a armadilha mortal da Rainha Beryl e de Malachite já não fosse o suficientemente angustiante para todos, o combate assumia um proporções mais mortal e perigoso, diante da fúria incontrolável do monstro "Gene Malévolo" RAIDAK.

O monstro os atacara com uma força descomunal e com uma selvageria indescritível. Nem mesmo a força de Tuxedo Mask ou os poderes combinados de todas as Sailors foram suficientes para sequer abalar ou deter Raidak.

O monstro repelira todos os ataques das heroínas sem grandes esforços. E o que era pior: contra-atacou-as com uma fúria e selvageria redobrada., com suas garras afiadas e seus disparos flamejantes de sua boca..

Era uma criatura que não se detinha por nada ou por ninguém. Parecia, ser, realmente, invencível, como gabara-se o dr. Átila, momentos atrás.

E, agora, Raidak rugia, com cruel satisfação, ao ver todos os seus inimigos, tombados ao chão, feridos e com suas forças quase que exauridas por completos.

A rainha do Nega-Verso sorriu, cruelmente, ao ver a situação desesperadora que suas inimigas se encontravam. Apesar das palavras corajosas de Sailor Moon, tanto a Rainha como seu fiel general, Malachite, não tinham qualquer dúvida, que a próxima investida de Raidak e dos Aracnóides contra o grupo de heróis, selaria em definitivo, a derrota das Sailors.

Logo! Logo! Raidak trará para mim os seus corpos, mortos e mutilados, e os colocara diante de meus pés... Há! Há! Há!

E que a sua vingança pessoal, tão ansiada durante tanto tempo, estava prestes a se concretizar.

Sailor cerrou os dentes ao ouvir aquela ordem e ver os seus inimigos vindo, novamente, ao ataque. Suando frio, virou-se para as suas companheiras.

O Lunático foi nocauteado na hora: A espada que segurava caiu de suas mão, ao mesmo tempo que ele tombava, sem sentidos, do alto do campanário, para o chão.

Sua queda deteve momentaneamente o avanço dos monstros, que surpresos e atordoados, não sabiam o que havia acontecido. Tão pouco Sailor Moon e seus aliados, quanto a Rainha Beryl e os comandados de Malachite.

Em seguida, as três guerreiras, pularam do alto do campanário e pousaram ao lado de suas amigas. Prontas para entrar em combate ao lado de suas companheiras.

Sailor Neptune havia desamarrado o avô de Rei e trazido com ela em seus braços, ao pousar.

Imediatamente, Marte foi a seu encontro junto com Mercury, preocupado em saber se o seu avô havia sofrido um ferimento muito grave na cabeça. Mas, Mercury a tranqüilizou, dizendo que não era nada grave, após verificar o ferimento, superficialmente..

Já Sailor Moon e seus companheiros, não disfarçavam a alegria da chegada de suas três amigas.

Uma poderosa e gigantesca esfera energética partiu dos punhos de Sailor Urano, e correu pelo chão, em direção a tropa monstruosa da Rainha Beryl, atingindo-a em cheio.

Como resultado do impacto, uma poderosa explosão sucedeu-se, destruindo quase todos os Aracnóides e atirando Raidak, alguns metros de distância, ao longe.

Houve uma última e singela troca de olhares entre o casal e depois, soltaram, suas mãos. Tuxedo Mask, imediatamente, colocou o avô de Rei sobre seus ombros e pegou Chibi Moon, pela mão.

Sailor Moon, Mercury, Marte, Vênus, Júpiter e os felinos, correram em direção ao Portal, seguidos por Tuxedo Mask e as pessoas que levava.

- Idiotas! Não deixem que escapem! Detenham-nos! – gritou furiosos, Malachite.

Raidak e os Aracnóides, tentaram cortar-lhes, o caminho, mas foram, fortemente, repelidos por Sailor Urano, Neptune e Plutão, que os atacaram com todas as suas forças, destruindo mais alguns Aracnóides e atordoando o monstro "Gene Malévolo".

Logo, Sailor Moon e seus amigos desceram as imensas escadarias até alcançarem a rua, lá em baixo.

Em seguida, as três Sailors desceram as escadas, sendo seguidas por Raidak e mais alguns soldados Aracnóides, que estavam no encalço delas.

Enquanto corriam para encontrar as demais, Urano disse a suas duas companheiras:

Mal imaginavam, o quanto o alerta de Plutão viria a ser tão justificado...

 

 

CENA 2:

No Templo Xintoísta. Naquele exato momento.

Malachite fez um gesto como se tentasse impedir que as Sailor cruzassem o portal do templo e alcançassem as escadas. Mas, discretamente, foi detido pela Rainha Bery, que segurou pela mão e acenou, negativamente, com a cabeça.

Frustrado, viu-se impedido de cortar a rota de fuga de suas inimigas. E, quando a últimas três guerreiras atravessaram o portal e desceram as escadas, o cruel assassino não suportou mais essa situação e disse:

Malachite soltou uma gargalhada cruel. Estava contente em ver que sua soberana havia se preparado para qualquer surpresa inesperada.

Azar para as malditas Sailors, pensou ele.

 

CENA 3:

Na rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão de distância do templo Xintoísta.

Sailor Moon e suas amigas estavam quase alcançando o parque cheio de arvores, que tinha um pequeno playground para crianças, no final daquela rua.

Sailor Moon sentiu um enorme aperto no coração ao ver também o rosto de Hotaru, sem sentidos. Virou-se para Tuxedo Mask e para Rini.

Sentindo um forte aperto em seus corações, Tuxedo Mask, carregando o avô de Sailor Marte, e Chibi Moon correram em direção ao carro.

Sailor Moon olhou com tristeza e melancolia, o grupo alcançar o veículo e abrir a porta.

Neste exato momento, Sailor Plutão, Sailor Urano e Sailor Neptune, acabavam de chegar no local onde elas estavam.

Infelizmente, nem ela e nem suas companheiras, tiveram tempo de se virarem, pois, inesperadamente, o chão sobre os seus pés começou a tremer como se ocorresse um forte terremoto. Sailor Moon e suas amigas mal conseguiam se manter em pé!

Mas o seu alerta veio tarde demais, quando, subitamente, mãos monstruosas começaram a "brotar" do chão, agarrando-as pelos pés e braços, desequilibrando-as e fazendo-as cair, por terra.

Sailor Moon e suas companheiras estavam, completamente, imobilizadas e a total mercê de seus captores.

Haviam caído, outra vez, em uma mortal armadilha da rainha Beryl e seus comandados. Só que, desta vez, sem chances de, sequer esboçar uma reação.

Essa situação levou pânico e desespero para todas as guerreiras, principalmente para uma delas:

Elas tinham sido pegas de surpresa e estavam totalmente, sem saída.

Por isso, sugeri a rainha que permitisse que alguns de meus Aracnóides ficassem escondidos, debaixo da rua, para barrar ou impedir, qualquer tentativa de fuga da parte de vocês. Além, é claro, de demonstrar, digamos, "as habilidades subterrâneas", de minhas criações. He! He! He!

Mas, quando estava prestes a alertar Sailor Moon e as garotas, o chão começou a tremer e, num gesto de auto-reflexo, sem pensar, pulei sobre a capota deste carro, onde sabia que estaria a salvo das garras de seus soldados-monstros, sua bruxa!

Sailor Mercury, assim como as demais Sailors olharam para a direção apontada por Malachite.

Você, Sailor Mercury, sabe que não teria chance alguma de me enfrentar sozinha. Meus poderes são muito superiores aos seus. He! He! He!

Mercury cerrou os dentes de raiva e frustração. Sentindo raiva de si mesma, por saber que, no seu intimo, concordava com as palavras de Malachite. A diferença de força entre os dois era gritante e Malachite, certamente, a derrotaria.

Sailor Moon olhou para Mercury. E as demais guerreiras presas, fizeram o mesmo. E todas, sem exceções, podiam ver claramente, o angustiante dilema, que estava estampado no rosto de Mercury. Seu rosto suava frio e seus punhos tremiam, de raiva e de nervosismo.

"Meu Deus! Isso não é justo! Esse pesadelo não pode estar acontecendo de novo. Não pode! Não me obrigue a passar por isso, novamente! Não depois do que aconteceu esta tarde... De novo não!", pensava ela consigo mesma, lamentando, desesperadamente, a cruel ironia do destino, que, mais uma vez a colocava num dilema apavorante.

Desta vez, ela não deveria somente se submeter aos caprichos de um motoqueiro degenerado e sua gangue, para salvar Serena e um misterioso rapaz.

Não era sua vida, somente, que ela poria em risco, desta vez. Mas, também, escolher, quem deveria morrer ou viver. Não haveria alternativas desta vez. Ela estava sem-saída. Literalmente falando.

Olhou para suas companheiras Sailors. Feridas e presas ao chão por garras monstruosas, que apertavam-lhes os braços e as pernas, imobilizando-nas.

Virou-se para o outro lado e viu Quimera, com Sailor Chibi Moon, em uma de suas monstruosas mãos, rosnando furiosamente para ela, num tom de desafio. Ao seus pés, estavam Tuxedo Mask e o avô de Sailor Marte caídos, desacordados, cercados por alguns aracnóides, que, também, cercavam o carro onde Hotaru estava, desacordada ainda.

Virou-se para Malachite e Beryl, novamente:

Malachite virou-se para Quimera e os aracnoides que estavam com ele. Ergueu um dos braços e, com voz, cruel, ordenou:

Houve uma breve troca de olhares comoventes, e, com profundo pesar, Sailor Mercury, saltou da capota do carro e começou a correr em direção a Chibi Moon e Quimera., junto com Lua e Ártemis:

Mas, Mercury não parou sua corrida desesperada, mesmo ouvindo o grito desesperado de Sailor Moon. Continuou a correr o mais rápido que podia.

E, ela já estava, na metade do caminho...

 

 

CENA 4:

Na saída da rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão de distância do templo Xintoísta.

Chibi Moon fora tragada num mundo escuro e sem sentidos. Não se lembrava direito de muita coisa, antes de perder os sentidos e desmaiar. Apenas alguns "flashes" de memória.

Lembrava-se de correr ao lado de Tuxedo Mask... De como ele carregava o avô de Sailor Marte nos ombros... Do carro, onde Hotaru estava...

E de algo gigantesco, surgindo, inesperadamente, a sua frente.

Depois, veio a dôr e aquela escuridão...

Escuridão esta que foi, novamente, quebrada, com dôr!

Chibi Moon despertou do seu desmaio, gritando de dôr, sentindo seu corpo sendo esmagado, nas imensas e cabeludas mãos de Quimera.

A gata negra estava certa. Era uma armadilha.

Assim como a anterior, Sailor Mercury viu garras e mãos de aracnóides, saindo do chão da rua, tentando alcança-la.

As garras dos aracnóides estavam tão próximas dos três, quando ela disparou seu raio de poder em direção ao chão. Ao mesmo tempo ela gritou:

Sem hesitar, e conforme instruídos por Mercury, Lua e Ártemis pularam e se agarraram, cada um, em um dos ombros da Sailor, enquanto viam o resultado de seu ataque: O chão da Rua ao redor deles, até próximo de onde Quimera estava, se congelou por completo. Juntamente, com as mãos monstruosas dos aracnóides, que tentaram pegá-la.

No meio da rua, Mercury olhou para Quimera e para Chibi Moon. E, sem dizer nada, com um olhar firme e decidido para o monstro brasileiro, ela começou a correr em sua direção, novamente.

Quimera desprezou completamente, a tentativa de ataque da garota. Virou-se para os aracnóides que estavam com ele e disse:

Uma dúzia de aracnóides começou a correr, em direção, a Mercury, quando ela já estava, há poucos metros de seu alvo.

Num sobressalto, Mercury se agachou e, inesperadamente, aproveitando o impulso de sua corrida, começou a deslizar no gelo, que ela mesma tinha criado no ataque, ao chão.

Novamente, Beryl e Malachite se mostraram surpresos e atônitos, com a súbita ação de Mercury. Ela não só deslizava, pelo gelo, em altíssima, velocidade, como derrubava os Aracnóides, que foram a seu encalço, como se fosse uma verdadeira "bola de boliche".

Beryl e Malachite não escondiam a sua fúria, diante daquela cena humilhante e, por que não dizer, cômica, que fazia Sailor Moon e sua companheiras vibrarem.

Mas, a ira maior era de Quimera, que se sentira, ele próprio, ser ridicularizado, perante todos, por aquela frágil garota desprezível.

Por causa disso, parou de "apertar", Chibi Moon, com sua mão, como se tivesse momentaneamente, perdido o interesse por ela.

Agora, para a bestial criatura, só importava, cravar as suas presas afiadas na "carne macia" do corpo daquela guerreira, que lhe afrontara, como vingança.

O que houve, em seguida, foi muito rápido.

Literalmente, Sailor Mercury apostou sua própria vida, numa manobra arriscada, que, ao menor erro de calculo, poderia lhe custar a vida.

Mantendo-se controlada, apesar do enorme medo que sentia por dentro, e observando, com atenção o movimento do braço de Quimera, vindo em sua direção, Mercury conseguiu calcular o momento que o golpe mortal a atingiria e, no momento exato, quando as garras do monstro estavam a pouco centímetros de perfurar o seu peito, ela se ergueu, de impulso no chão e saltou, por cima da mão monstruosa e peluda.

Até ser tarde demais.

Mercury, aproveitando as aulas de artes marciais, que estava, tendo, ocasionalmente, com Sailor Júpiter, nos últimos dias, aplicou uma das lições na pratica: um "rolamento de queda", praticado, normalmente, no Judô, em exercícios no chão ou no Tatame.

Só que, no caso de Mercury, o "rolamento" estava sendo feito, no próprio braço de Quimera, que tentou golpe-a-la.

Foi um plano audacioso, mas, que funcionou perfeitamente.

Mercury rolou pelo braço de Quimera até chegar próximo, a altura do ombro, da criatura.

Quimera olhou, atordoado e surpreso, ao ver a garota, chegar tão próximo a ele e, inconscientemente, afrouxou o aperto de mão, onde Chibi Moon estava presa.

Foi a última coisa que fez, antes de Mercury ataca-lo com seu golpe mais poderoso:

Para o monstro brasileiro, foi como ter sido atingido por um poderoso soco, que acabou quebrando-lhe algumas de seus afiadíssimos dentes, deslocando o seu maxilar e, derrubando-o, quase que, sem sentidos, no chão.

Ao cair pesadamente, no solo, os dedos de sua outra mão afrouxaram, e, Chibi Moon, deslizou por eles, até ela soltar-se e cair livre, mas, inconsciente, também, ao chão.

Já Mercury, pousou, em terra, de pé.

E, imediatamente, foi ao socorro, de Chibi Moon.

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