SAILOR MOON V: SHADOWMOON
Capitulo 9: O DILEMA DE MERCÚRIO
CENA 1:
Residência de REI HINO. No Templo Xintoísta. Naquele exato
momento.
Sailor Moon e seus companheiros estavam, literalmente, encurralados, no
pátio do Templo do avô de REI.
Cercados pelos horripilantes Aracnóides, os soldados
monstros da Rainha Beryl, as Sailors Guerreiras, bem como o valente Tuxedo Mask,
e, até mesmo, os pequenos felinos Lua e Ártemis, lutavam, corajosamente,
com todas as suas forças contra aquela legião demoníaca,
muito superior as dos heróis em número e força.
Como se aquela luta, desesperadora, para sobreviverem a
armadilha mortal da Rainha Beryl e de Malachite já não fosse o
suficientemente angustiante para todos, o combate assumia um proporções
mais mortal e perigoso, diante da fúria incontrolável do monstro
"Gene Malévolo" RAIDAK.
O monstro os atacara com uma força descomunal e
com uma selvageria indescritível. Nem mesmo a força de Tuxedo
Mask ou os poderes combinados de todas as Sailors foram suficientes para sequer
abalar ou deter Raidak.
O monstro repelira todos os ataques das heroínas
sem grandes esforços. E o que era pior: contra-atacou-as com uma fúria
e selvageria redobrada., com suas garras afiadas e seus disparos flamejantes
de sua boca..
Era uma criatura que não se detinha por nada ou por
ninguém. Parecia, ser, realmente, invencível, como gabara-se o
dr. Átila, momentos atrás.
E, agora, Raidak rugia, com cruel satisfação,
ao ver todos os seus inimigos, tombados ao chão, feridos e com suas forças
quase que exauridas por completos.
- RRRAAARRR!!! É só isso que conseguem fazer para me enfrentar,
seus idiotas? RRRAAARRR!!! Isso não chega a me fazer nem "cócegas",
seus inúteis! RRRAAARRR!!! – rugia o monstro num misto de fúria
e de desprezo pelos seus oponentes.
- Seu miserável! – praguejou Tuxedo Mask, caído ao chão,
próximo a Sailor Moon. O herói de capa e cartola apertou com
força o cabo de sua bengala, externando sua frustração.
- Esse monstro... É... É... É muito forte... AIII!!!
– balbuciou Sailor Júpiter, esforçando-se a se levantar do chão.
- Maldição! Tem que haver... alguma maneira de derruba-lo...
UNGHH!!! – gemeu Vênus, rolando pelo chão, com muita dor.
- Tem que haver... UNGHHHH!!! ...uma maneira de salvar Nicolas... reverte-lo
a forma humana... – dizia, meio que sem esperança, Marte.
- Coragem, meninas! A gente vai dar um jeito de se safar desta... AIII!!!
...e ajudar nossos amigos... Já estivemos em situações
piores... UNGH!!! Mas, sempre conseguimos superar os perigos... por pior que
fossem... – disse, corajosamente, Sailor Moon, que num esforço penoso,
mas determinado, colocou-se de pé, novamente. E , olhando para Raidak
e os Aracnóides furiosa, gritou: - E NÓS VAMOS CONSEGUIR VENCER
MAIS ESTA BATALHA!!!
- Sailor Moon... – murmuraram as demais Sailors num misto de surpresa e admiração.
- Vamos, pessoal! Coragem! Não podemos entregar os pontos tão
facilmente... Não podemos deixar a Rainha Beryl conquistar o nosso
amado planeta. TEMOS QUE PROTEGE-LO A TODO CUSTO! NEM QUE TENHAMOS QUE SACRIFICAR
AS NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS!!!! – gritou ela, olhando, desta vez, para
a rainha Beryl e Malachite.
- Sim! – gritaram as Sailors e Tuxedo Mask em coro. Inspirados pela atitude
corajosa de Sailor Moon frente aos inimigos, todos, a muito custo e apesar
das dores dos ferimentos em seus corpos, colocaram-se, novamente em pé.
A rainha do Nega-Verso sorriu, cruelmente, ao ver a situação
desesperadora que suas inimigas se encontravam. Apesar das palavras corajosas
de Sailor Moon, tanto a Rainha como seu fiel general, Malachite, não
tinham qualquer dúvida, que a próxima investida de Raidak e dos
Aracnóides contra o grupo de heróis, selaria em definitivo, a
derrota das Sailors.
- Tola! Acha que sua tentativa patética em continuar me enfrentando
adiantará alguma coisa? Será que não percebe que está
tudo acabado para você e suas guerreiras? Vocês não são
páreos para o poder inigualável de Raidak e, muito menos, para
meus soldados aracnóides. Há! Há! Há! Há!
Logo! Logo! Raidak trará para mim os seus corpos,
mortos e mutilados, e os colocara diante de meus pés... Há!
Há! Há!
- Que pena, Sailor Moon! Esperava muito mais de você e suas amigas!
Hé! Hé! Hé! Achava que vocês todos proporcionariam
uma grande resistência contra os nossos "novos soldados",
mas, pelo visto, acho que exagerei em pensar que vocês todos tinham
forças suficientes, capazes de se oporem a nós... He! He! He!
– Ria Malachite de maneira sádica, vendo que suas inimigas, estavam
prestes a serem eliminadas de uma vez por todas.
E que a sua vingança pessoal, tão ansiada durante
tanto tempo, estava prestes a se concretizar.
- Já chega de perdermos mais tempo! Malachite! Mande Raidak e os Aracnóides
acabarem com as Sailors e seus aliados de uma vez por todas! – ordenou a rainha
das trevas, furiosa.
- As suas ordens, majestade! – Virou-se para Raidak e os soldados monstros
e ordenou. – Raidak! Soldados Aracnóides! Destruam todos! He! He! He!
- RRRAAARRR!!! Ouço e obedeço, Senhor Malachite! RRRAAARRR!!!
Irei estraçalhar a todos sem misericórdia! RRRAAARRR!!! ARACNOIDES!!!
ATAQUEM!
Sailor cerrou os dentes ao ouvir aquela ordem e ver os seus
inimigos vindo, novamente, ao ataque. Suando frio, virou-se para as suas companheiras.
- Meninas! Precisamos pensar em alguma estratégia. – disse Sailor Moon,
ao mesmo tempo que olhava para Sailor Mercury. – Mercury! Alguma idéia?
- Não muitas, Sailor Moon! – disse a garota, pesarosa. – Estamos todos
encurralados pelos nossos inimigos, aqui, nesse espaço estreito entre
o portal de entrada e o templo. Nosso espaço de ação,
por causa disso, é muito reduzido. Impedindo que consigamos organizar
um ataque maior e melhor coordenado. Infelizmente, o inimigo nos tem onde
querem. E a vantagem é toda deles...
- Mercury tem razão, Sailor Moon! Precisamos sair daqui! E depressa!
Senão aqueles monstros vão acabar com a gente. – avisou Júpiter.
- Precisamos sair do templo e tentar alcançar a rua, lá embaixo.
Isso nos dará um campo mais aberto para lutar e revidar... – observou
Mercury.
- É nossa única chance! – concordou Ártemis, que assim
como Lua, também, combatia os aracnóides, como podiam ao lado
de suas amigas.
- Não! Não! Por Favor! Não façam isso! Já
esqueceram que meu avô está nas garras de um dos subordinados
de Beryl? E que ameaçou tirar a vida dele, caso fujamos do templo?
– suplicou Marte, ao mesmo tempo que todos olhavam em direção
do campanário do templo, onde o avô de Marte (Rei) estava amarrado
no mastro principal, desacordado. E, ao seu lado, o Lunático, com uma
espada em punho, apontava a ponta afiada da arma, na barriga de sua vitima.
- É isso mesmo, gurias! Ninguém vai sair daqui! Ordens do "chefe"!
Se tentarem dar o fora daqui, esse baixinho aqui vai virar um "espeto".
He! He! He!
- Desgraçado! Deixo-o em paz! – gritou Marte furiosa e ameaçadoramente.
– Se você o ferir de novo eu acabo com sua vida, bandido desgraçado!
- UUUIIII!!!!! Estou morrendo de medo, gata! – disse o Lunático num
de deboche. – Se fosse você, eu me preocupava mais consigo mesma, do
que com o velhote. Você e sua turma estão tão enrascados,
aí, em baixo, que duvido que você tenha alguma condição
de fazer qualquer coisa contra mim. He! He! He!
- Ela não, mas, eu sim, seu grande canalha. – disse uma voz feminina
vindo de trás do Lunático.
- O que? – disse ele pego de surpresa pela presença inesperada naquele
campanário. Num ato de auto-reflexo, virou-se para ver quem estava
lá, mas no meio do movimento de sua cabeça, um poderoso soco
atingiu-lhe em cheio o seu rosto, partindo-lhe, pelo menos dois dentes.
O Lunático foi nocauteado na hora: A espada que segurava
caiu de suas mão, ao mesmo tempo que ele tombava, sem sentidos, do alto
do campanário, para o chão.
Sua queda deteve momentaneamente o avanço dos monstros,
que surpresos e atordoados, não sabiam o que havia acontecido. Tão
pouco Sailor Moon e seus aliados, quanto a Rainha Beryl e os comandados de Malachite.
- Maldição! O que significa isso? – Vociferou, encolerizada,
a Rainha Beryl!
- Significa que o seu "jogo sujo" vai ficar mais "equilibrado",
agora, sua bruxa traiçoeira! – respondeu uma voz feminina do alto do
Campanário.
- Quem se atreve a me afrontar desse jeito!? – perguntou Beryl.
- Somo nós! – gritaram três mulheres altivas com roupas de Sailors,
num tom desafiante.
- Malditas intrometidas! RRRAAARRR!!! Quem são vocês! RRRAAARRR!!!
- Rosnou furioso Raidak.
- Faço parte de uma nova era. Sou Sailor Urano! E entrarei em ação!
– disse a mulher de cabelos claros e curtos
- Eu também faço parte de uma nova era. Sou Sailor Netuno! E
entrarei em ação! – completou sua companheira de canelos compridos.
- Sou a guardião do tempo e do espaço. E dos mistérios
que neles se ocultam. Sou Sailor Plutão! E, Também entrarei
em ação!
- SOMOS AS SAILORS DO SISTEMA SOLAR EXTERIOR! E ESTAMOS TODAS PRONTAS PARA
ENTRAR EM AÇÃO!!! – gritaram as três Sailors, em coro.
Como um grito de guerra e de desafio a seus inimigos.
Em seguida, as três guerreiras, pularam do alto do
campanário e pousaram ao lado de suas amigas. Prontas para entrar
em combate ao lado de suas companheiras.
Sailor Neptune havia desamarrado o avô de Rei e trazido
com ela em seus braços, ao pousar.
Imediatamente, Marte foi a seu encontro junto com Mercury,
preocupado em saber se o seu avô havia sofrido um ferimento muito
grave na cabeça. Mas, Mercury a tranqüilizou, dizendo que não
era nada grave, após verificar o ferimento, superficialmente..
- Malditas! RRRAAARRR!! – Praguejou Raidak com a inesperada vinda de reforços
de seus inimigos.
- Plutão! Você e suas amigas se recuperaram mais rápido
que eu podia imaginar. Maldição! – praguejou Beryl.
- Não pense que cairemos, tão facilmente diante de seus poderes
diabolicos, desta vez. Estamos preparadas paras suas cruéis artimanhas,
Beryl! – advertiu Pluto com o cajado em punho, pronta para a ação.
- Malditas intrometidas... – praguejou Malachite.
Já Sailor Moon e seus companheiros, não disfarçavam
a alegria da chegada de suas três amigas.
- Urano! Neptune! Plutão! Graças a Deus que vocês apareceram!
– disse Sailor Moon alegre e emocionada.
- Desculpe-nos pela demora, Princesa! Tivemos alguns... Contratempos... –
disse Urano, já tomando posição de combate.
- Contratempos?
- Explicamos depois para vocês todos. Agora, que tal tentarmos dar o
fora daqui?
- Urano! Você não precisa nos perguntar isso, de novo... – respondeu
Sailor Moon com sacarmos, ao mesmo tempo que ela e os demais, voltavam-se,
em posição de luta, em direção a Raidak e os Aracnóides.
- Idiotas! RRRAAARRR!! Vocês não vão a lugar nenhum! Malditas!
RRRAAARRR!! Pouco me importa se agora tem mais algumas de vocês, Sailors!
RRRAAARRR!! Isso não muda nada! Todas irão perecer aqui. RRRAAARRR!!
- Isso que você pensa, monstro repugnante! – respondeu Urano, furiosa.
Ergue o punho para o alto, invocando o seu poder e, em seguida, socou a terra,
gritando. - TERRA TREMA!
Uma poderosa e gigantesca esfera energética partiu dos
punhos de Sailor Urano, e correu pelo chão, em direção
a tropa monstruosa da Rainha Beryl, atingindo-a em cheio.
Como resultado do impacto, uma poderosa explosão
sucedeu-se, destruindo quase todos os Aracnóides e atirando Raidak,
alguns metros de distância, ao longe.
- Eis a nossa chance, pessoal! Vamos sair daqui! Rápido! – Gritou Sailor
Moon.
- Vão vocês todas na frente! Eu, Urano e Neptune daremos cobertura
a vocês! Depressa! – disse Plutão.
- Levem o avô de Marte a um hospital. Ele precisa de cuidados... – retrucou
Neptune.
- Podem deixar com a gente! Mas, vocês...
- Não se preocupe conosco, Sailor Moon! Logo, estaremos atrás
de vocês...
- Nosso carro está estacionado, no final da rua, próximo ao
parque. Hotaru está lá dentro, desmaiada.
- O que?! O que aconteceu com Hotaru? – exclamou assustada Chibi Moon. – Ela
esta bem?
- Sim, "Pequena Dama"! Ela está. Mas, precisa, de auxilio
médico, também! – tranqüilizou-a Plutão.
- Mas...
- Chega! Não há tempo a perder para ficar discutindo! - gritou
Urano Impaciente, vendo que Raidak havia se levantado do chão e preparava-se
para, novamente, enfrenta-las. – Tuxedo Mask!
- Sim, Urano?
- As chaves do meu carro estão no porta-malas. Pegue-as, e leve Chibi
Moon, Hotaru e o velho para um hospital ou qualquer outro lugar seguro. Mas,
bem longe daqui. Entendeu?
- Sim! Compreendo... – disse ele, resignado. Não gostava de ter que
abandonar Sailor Moon e as demais, durante uma luta, mas, só ele tinha
condições de dirigir o carro. E a segurança de Chibi
Moon, Hotaru e do velho senhor era a prioridade naquele momento. – Deixe tudo
por minha conta.
- Ok!
- Sailor Moon... Eu…
- Tudo bem, Tuxedo Mask! Eu entendo... - disse ela, gentilmente, segurando-lhe
as mãos. Sabia pelo olhar que ele demonstrava, o quanto angustiava
para ele ter que abandona-la e as demais, em plena luta. Mas, ela sabia que,
naquele momento, era a coisa mais certa a fazer. – Não se aflija! Agüentaremos
firme, até que você retorne.
- Não vou demorar... Meu amor! Prometo! – respondeu ele, apertando
com força, suas mãos com as delas.
- Princesa! Depressa! Eles estão se reagrupando... – advertiu Neptune.
Houve uma última e singela troca de olhares entre o
casal e depois, soltaram, suas mãos. Tuxedo Mask, imediatamente, colocou
o avô de Rei sobre seus ombros e pegou Chibi Moon, pela mão.
- Não quero ir! Não quero deixar vocês sozinhas... – protestou
Chibi Moon.
- Chibi Moon! Sua prioridade agora é ajudar Tuxedo Mask a cuidar do
avô de Marte e de Hotaru. Tome conta deles. Confio esta missão
a você... – disse Sailor Moon, sem conseguir esconder sua emoção.
- Sim! Está certo! Conte comigo. – disse, finalmente, a menina, ao
compreender o quão difícil era para Sailor Moon se separar dos
dois, naquele momento. E o quanto estaria sofrendo por dentro.
- Eu sei... – disse ela, num triste sorriso para os dois e acenando a cabeça.
Em seguida, esforçando-se ao máximo ela se virou para suas companheiras.
– Pessoal! Depressa! Vamos sair daqui! Sigam-me!
- Sim! – responderam as demais Sailors, em uníssono.
Sailor Moon, Mercury, Marte, Vênus, Júpiter e
os felinos, correram em direção ao Portal, seguidos por Tuxedo
Mask e as pessoas que levava.
- Idiotas! Não deixem que escapem! Detenham-nos! – gritou
furiosos, Malachite.
Raidak e os Aracnóides, tentaram cortar-lhes, o caminho,
mas foram, fortemente, repelidos por Sailor Urano, Neptune e Plutão,
que os atacaram com todas as suas forças, destruindo mais alguns Aracnóides
e atordoando o monstro "Gene Malévolo".
Logo, Sailor Moon e seus amigos desceram as imensas escadarias
até alcançarem a rua, lá em baixo.
- Elas conseguiram! – disse Plutão, ao observar que suas companheiras
estavam, já, bem longe do templo.
- Ótimo! Então, agora é nossa vez, de sairmos daqui!
Vamos! – gritou Urano.
Em seguida, as três Sailors desceram as escadas, sendo
seguidas por Raidak e mais alguns soldados Aracnóides, que estavam no
encalço delas.
Enquanto corriam para encontrar as demais, Urano disse a suas
duas companheiras:
- Isso não está certo! Foi fácil demais...
- Tem razão! – concordou Neptune. – Beryl e seus aliados não
fizeram nada para nos deter...
- Isso não é do feitio de minha irmã. Ela deve estar
planejando algo. Garotas, fiquem bem alertas.
- Ok! – disseram em coro, as duas.
Mal imaginavam, o quanto o alerta de Plutão viria
a ser tão justificado...
CENA 2:
No Templo Xintoísta. Naquele exato momento.
Malachite fez um gesto como se tentasse impedir que as
Sailor cruzassem o portal do templo e alcançassem as escadas. Mas, discretamente,
foi detido pela Rainha Bery, que segurou pela mão e acenou, negativamente,
com a cabeça.
Frustrado, viu-se impedido de cortar a rota de fuga de
suas inimigas. E, quando a últimas três guerreiras atravessaram
o portal e desceram as escadas, o cruel assassino não suportou mais essa
situação e disse:
- Majestade. Porque me deteve? Eu poderia facilmente ter detido a fuga dessas
intrometidas...
- Sei disso, meu caro general! – disse a mulher secamente.
- Mas, então, por que fez isso?
- Porque quero que Sailor Moon e suas malditas aliadas continuem com essa
tola ilusão de que conseguiram escapar de nossas garras. He! He! He!
Isso fará com que a "pequena surpresa" que preparei para
todos no parque, lá embaixo, deixem-nas, ainda mais desesperadas com
sua inevitável destruição. He! He! He! – Virou-se para
o cientista brasileiro – Não é verdade, dr. Átila?
- Não se preocupe minha rainha, tudo já está preparado
conforme a suas ordens. He! He! He! Mal sabem essas Sailors que estão
todas correndo em direção a suas próprias "sepulturas".
Há! Ha1 Há!
Malachite soltou uma gargalhada cruel. Estava contente em ver
que sua soberana havia se preparado para qualquer surpresa inesperada.
Azar para as malditas Sailors, pensou ele.
CENA 3:
Na rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão
de distância do templo Xintoísta.
Sailor Moon e suas amigas estavam quase alcançando
o parque cheio de arvores, que tinha um pequeno playground para crianças,
no final daquela rua.
- Tuxedo Mask! Ali! Veja, é o carro de Urano. – disse ela, para o seu
amado, que estava correndo ao seu lado, apontando em direção
do veículo estacionado.
- Sim, já vi!
- Olhem lá! É Hotaru! Estou vendo o rosto dela na janela traseira
do carro... Céus! Ela está ainda desmaiada! – observou, Chibi
Moon aflita.
Sailor Moon sentiu um enorme aperto no coração
ao ver também o rosto de Hotaru, sem sentidos. Virou-se para Tuxedo Mask
e para Rini.
- Vão depressa! Eu e as garotas daremos cobertura para vocês,
enquanto partem de carro.
- Sailor Moon...
- Vão depressa! – disse ela enfaticamente, ao mesmo tempo que parava
no meio da rua, e tentava coordenar a resistência. – Meninas, se posicionem.
Vamos proteger a saída de Tuxedo Mask, deste ponto.
- Sim! - gritaram as quatro Sailors, parando, abruptamente de correr e se
posicionando para mais um combate.
Sentindo um forte aperto em seus corações, Tuxedo
Mask, carregando o avô de Sailor Marte, e Chibi Moon correram em direção
ao carro.
Sailor Moon olhou com tristeza e melancolia, o grupo alcançar
o veículo e abrir a porta.
Neste exato momento, Sailor Plutão, Sailor Urano e Sailor
Neptune, acabavam de chegar no local onde elas estavam.
- Preparem-se, garotas! O tal de Raidak e aqueles monstros asquerosos estão
bem atrás de nós. Vão chegar a qualquer instante. – avisou
Urano, colocando-se em posição de luta, ao lado de suas amigas.
- Temos que "segura-los" aqui, o maxímo que pudermos! – disse
Sailor Moon. - Pelo menos, o tempo suficiente para Tuxedo Mask e seu grupo
fugirem no seu carro.
- Pode deixar! Daqui esses monstros não passam! – garantiu Sailor Urano!
- Não deixaremos que eles consigam atravessar esse ponto da rua. –
Apoio, enfaticamente Sailor Júpiter.
- Eu não teria tanta certeza assim, suas idiotas! – disse uma foz feminina,
num tom cruel e familiar.
- O que?! – balbuciou Sailor Moon, ao mesmo tempo que virou-se me direção
do local onde originava-se a voz.
Infelizmente, nem ela e nem suas companheiras, tiveram tempo
de se virarem, pois, inesperadamente, o chão sobre os seus pés
começou a tremer como se ocorresse um forte terremoto. Sailor Moon e
suas amigas mal conseguiam se manter em pé!
- Garotas! Cuidado! – gritou Sailor Moon.
Mas o seu alerta veio tarde demais, quando, subitamente, mãos
monstruosas começaram a "brotar" do chão, agarrando-as
pelos pés e braços, desequilibrando-as e fazendo-as cair, por
terra.
Sailor Moon e suas companheiras estavam, completamente, imobilizadas
e a total mercê de seus captores.
Haviam caído, outra vez, em uma mortal armadilha da
rainha Beryl e seus comandados. Só que, desta vez, sem chances de, sequer
esboçar uma reação.
Essa situação levou pânico e desespero
para todas as guerreiras, principalmente para uma delas:
- Oh, Espíritos Ancestrais! Não pode ser! Está tudo acontecendo
exatamente como vi em meu sonho... Em minha visão! – gritou desesperada
Sailor Marte, recordando-se do terrível sonho profético de noites
atrás. - Seremos destruídas!
- Acalme-se, Marte! Não entre em pânico! Vamos sair dessa! –
disse Sailor Moon, tentando tranqüilizar a amiga, que demonstrava estar
a beira do pânico total. Mas, diante daquela situação
sem esperança, nem Sailor Moon acreditava em suas próprias palavras.
Elas tinham sido pegas de surpresa e estavam totalmente,
sem saída.
- Mas, o que está doida varrida está falando? – rosnou Urano,
tentando se liberta daquelas garras.
- Ela está...
- A "sacerdotisa" está dizendo que a sorte de vocês,
Sailors, já estava selada, há muito tempo. E que, finalmente,
a minha vingança, tão aguardada, irá se concretizar.
He! He! He! – respondeu Beryl, surgindo em meio a escuridão, rodeada
por Malachite e seus subordinados.
- Rainha Beryl! – disse Sailor Moon lutando, freneticamente, para se soltar
daquelas garras, mas, sem sucesso.
- Poupe seus esforços, Sailor Moon! Por mais que tente, não
conseguira se libertar das garras de meus Aracnóides.
- Você deveria ter percebido que meus Aracnóides foram criados
com material genético das aranhas, cara jovem. – disse o Dr. Átila,
limpando os óculos, numa atitude puramente cínica e cruel, enquanto
falava.: - E assim como as aranhas, eles tem a capacidade de se moverem sob
a terra, por túneis ou esgotos. He! He! He!
Por isso, sugeri a rainha que permitisse que alguns de
meus Aracnóides ficassem escondidos, debaixo da rua, para barrar
ou impedir, qualquer tentativa de fuga da parte de vocês. Além,
é claro, de demonstrar, digamos, "as habilidades subterrâneas",
de minhas criações. He! He! He!
- Desgraçado! – praguejou Urano.
- Parabéns, doutor! O senhor está subindo em meu conceito e,
é claro, do general Malachite, a cada instante.
- Ora, minha Rainha! Apenas procuro servir os meus "clientes" da
melhor maneira que posso. Afinal de contas, tenho que fazer jus a minha reputação
de cientista genético... – abriu um largo sorriso cruel, e completou.
- ... além de fazer por merecer o meu pagamento, é claro! He!
He! He!
- Pois então, tome isso, seu crápula! – disse, inesperadamente,
uma voz feminina vinda de trás de Sailor Moon.
- O que?
- BOLHAS DE MERCURIO! AÇÃO!!! – disse Sailor Mercury, disparando
seu poderoso raio energético contra o dr. Átila, atingindo-o
em cheio.
- ARRRGGHHH!!!!! – gritou o cientista brasileiro, sendo jogado para longe
e chocando-se contra uma árvore, dolorosamente.
- Mercury! – gritou Sailor Moon, ao ver a amiga, juntamente com Lua e Ártemis,
sobre a capota de um carro estacionado ao lado.
- Garota Maldita! Como foi que...
- Como foi que escapei de sua armadilha, Beryl? Não foi somente, Sailor
Marte, que teve esse horrível pesadelo premonitório...
- Quer dizer...
- Sim, sua bruxa! Eu também tive o mesmo sonho profético de
Sailor Marte, noites atrás! – disse ela olhando firme para a rainha
do mal e em posição de luta. – E quando chegamos a esta rua,
também, lembrei-me como ela era idêntica a este sonho. E, por
isso, já sabia de ante-mão o que estava prestes a acontecer.
Mas, quando estava prestes a alertar Sailor Moon e as garotas,
o chão começou a tremer e, num gesto de auto-reflexo, sem
pensar, pulei sobre a capota deste carro, onde sabia que estaria a salvo
das garras de seus soldados-monstros, sua bruxa!
- Você é esperta, Sailor Mercury! Muito esperta! – disse a Rainha
Beryl com um misto de raiva e sarcasmo.
- Você vai ver o quanto sou esperta, Rainha do Mal! Assim que libertar
todas as minhas amigas das garras de seus monstros abomináveis. – Mercury
levantou as mãos para usar seu poder de ataque. – MERCURY AQUA RAPHSODY...
- PARE! Detenha seu ataque, Sailor Mercury! – pediu Malachite com uma voz
zombeteira e sorrindo com sarcasmo. – Pelo menos até que você
tenha feito a "escolha certa"... – disse o cruel assassino sorrindo
cruelmente para a garota.
- Hã!!! "Escolha certa"!!?? – disse Mercury, confusa e, detendo
o seu golpe energético. – Do que está falando, Malachite?
- Ora, de quem você pretende salvar, é claro, jovem guerreira.
He! He! He! Suas amigas ou... – Malachite apontou em direção
do outro extremo da Rua. - ...Endimyon e seus "protegidos". He!
He! He!
Sailor Mercury, assim como as demais Sailors olharam para
a direção apontada por Malachite.
- Oh, Meu Deus! Tuxedo Mask! Chibi Moon! NÃÃÃOOO!!!!!
– gritou horrorizada Sailor Moon, ao vê-los, todos, desmaiados, e nas
garras de Quimera e dos Aracnóides.
- He! He! He! Acharam mesmo que nossos Aracnóides não estariam
vigiando, atentamente, seus movimentos? Que não os deteriam antes que
chegassem ao carro, Sailor Moon!? Idiotas! Endymion e a garotinha mal tiveram
tempo de se protegerem do golpe de Quimera.
- Seu bandido traiçoeiro!
- He! He! He! Mas, não se preocupe, Sailor Moon! Nada acontecerá
com o príncipe Endimyon...ainda! He! He! He! A minha soberana tem,
digamos, planos muito "especiais" para ele...
- Seus desgraçados! – praguejou Sailor Moon.
- Já sua "pequena guerreira" e os outros dois... São
totalmente descartáveis por nós. – concluiu Malachite com ar
de sadismo. - Assim sendo, deixarei que Quimera e os Aracnóides, que
estão com ele, saciem seu desejo incontrolável de matar e de
"beber sangue humano quente"... He! He! He!
- Não! Seu Monstro! Não permitirei que faça isso! – gritou
Sailor Mercury furiosa e ao mesmo tempo aterrorizada com o que pudesse acontecer
com Chibi Moon, Hotaru e o avô de Rei.
- Ah, não? E o que pretende fazer, minha cara jovem? Me enfrentar?
He! He! He! Você não é uma idiota, que nem suas tolas
companheiras, aí, presas ao chão, Sailor Mercury! Pelo contrário,
sempre foi a mais inteligente. A mais sábia. A estrategista do grupo.
Você, Sailor Mercury, sabe que não teria chance
alguma de me enfrentar sozinha. Meus poderes são muito superiores
aos seus. He! He! He!
Mercury cerrou os dentes de raiva e frustração.
Sentindo raiva de si mesma, por saber que, no seu intimo, concordava com
as palavras de Malachite. A diferença de força entre os dois
era gritante e Malachite, certamente, a derrotaria.
- O que... O que.. O que você está querendo... – disse ela, numa
voz tensa.
- Ora, garota! Será que não me ouviu direito? – disse ele com
cruel sarcasmo. – Quero que você faça uma escolha. Agora! Quem
você prefere salvar? Suas amigas, imobilizadas, ai, no chão,
tão pertinho de você...ou aquelas duas pirralhas e o velho inútil?
- O que?!
- Ora, Sailor Mercury! Não faça essa cara de espanto! Sei muito
bem que sua mente privilegiada, já deve ter entendido o "joguinho"
que quero fazer com você. He! He! He!
- Jogo? O que é isso que está dizendo, Malachite? – gritou furiosa
Sailor Júpiter.
- Que a amiga de vocês, Sailors, deverá decidir quem ela tentará
salvar, e quem ela deverá, "lamentavelmente", deixar morrer.
Ou melhor dizendo: "Sacrificar" para que os outros sobrevivam.-
completou ele com frieza na voz.
- O que? – disse assombrada Sailor Neptune.
- Isso mesmo que vocês ouviram, suas tolas idiotas! – disse Beryl, deliciando-se
com o joguinho armado por seu general. – Sua amiga não tem chance de
salvar todos ao mesmo tempo. Algumas de vocês, senão todas, irão
morrer, enquanto sua companheira tenta salvar os outros.
- É verdade, Sailor Moon!- explicou, Sailor Plutão. – Se Mercury
optar por tentar nos libertar, terá que enfrentar Malachite e seus
soldados, e, nesse meio tempo, aquele monstro gigantesco e os Aracnóides
acabarão com as vidas de Chibi Moon, Hotaru e do velho senhor...
- ...E se ela tentar salvar os três, terá que enfrentar esse
monstro enorme, o tal de Quimera, e os Aracnóides sozinha, também!
Só que para fazer isso, acabará nos deixando inteiramente a
mercê e dessa bruxa e desse assassino. – Rosnou Urano num misto de raiva
e frustração! – Eles acabarão conosco, quando Mercury
estiver na metade do caminho para socorre-los.
- E Mercury, sabe muito bem disso! Posso ver, perfeitamente, a angústia
nos olhos dela. – Completou Plutão, olhando para Mercury, com tristeza.
Sailor Moon olhou para Mercury. E as demais guerreiras presas,
fizeram o mesmo. E todas, sem exceções, podiam ver claramente,
o angustiante dilema, que estava estampado no rosto de Mercury. Seu rosto suava
frio e seus punhos tremiam, de raiva e de nervosismo.
- Mercury... – balbuciou Sailor Moon, compreendendo, perfeitamente, o que
sua amiga estava passando, naquele momento. Melhor que qualquer uma das demais.
"Meu Deus! Isso não é justo! Esse pesadelo
não pode estar acontecendo de novo. Não pode! Não me obrigue
a passar por isso, novamente! Não depois do que aconteceu esta tarde...
De novo não!", pensava ela consigo mesma, lamentando, desesperadamente,
a cruel ironia do destino, que, mais uma vez a colocava num dilema apavorante.
Desta vez, ela não deveria somente se submeter aos caprichos
de um motoqueiro degenerado e sua gangue, para salvar Serena e um misterioso
rapaz.
Não era sua vida, somente, que ela poria em risco, desta
vez. Mas, também, escolher, quem deveria morrer ou viver. Não
haveria alternativas desta vez. Ela estava sem-saída. Literalmente falando.
Olhou para suas companheiras Sailors. Feridas e presas ao chão
por garras monstruosas, que apertavam-lhes os braços e as pernas, imobilizando-nas.
Virou-se para o outro lado e viu Quimera, com Sailor Chibi
Moon, em uma de suas monstruosas mãos, rosnando furiosamente para ela,
num tom de desafio. Ao seus pés, estavam Tuxedo Mask e o avô de
Sailor Marte caídos, desacordados, cercados por alguns aracnóides,
que, também, cercavam o carro onde Hotaru estava, desacordada ainda.
Virou-se para Malachite e Beryl, novamente:
- Seus miseráveis!- disse num misto de raiva e frustração.
Sem saber o que deveria fazer. Qual decisão angustiante, que seria
obrigada a tomar.
- Estou cansada de esperar, garota! Então? Qual é a sua decisão?
Quem você irá tentar salvar? E quem você deixará
para morrer? He! He! He!
- Sua Bruxa! – respondeu Sailor Moon., que virou-se para amiga. – Mercury!
Não se preocupe conosco! Trate de salvar, Chibi Moon e os outros! –
disse ela com firmeza.
- Isso mesmo! Não se preocupe conosco! Salve Chibi Moon e Hotaru! Eu
suplico! – gritou, furiosamente, Urano.
- Não se preocupe em nos salvar, Mercury! Trate de salvar, se puder
as meninas e meu avô. Por favor! – suplicou Sailor Marte.
- Esqueça de nós, Mercury! E salve-os! – gritou Sailor Vênus.
- Garotas! – balbuciou Mercury comovida, ao ver aquele gesto de sacrifício
que suas companheiras estavam, prontas a aceitar. E seus olhos se encheram
de lagrimas. – Eu não posso! Não posso deixar que minhas amigas
morram! Nenhuma delas! Não posso!
- Ah, não? He! He!- respondeu Malachite com uma cruel risada. – Talvez,
isso a ajude a se decidir de uma vez. He! He! He!
Malachite virou-se para Quimera e os aracnoides que estavam
com ele. Ergueu um dos braços e, com voz, cruel, ordenou:
- Quimera! Esmague essa menina com as suas mãos!
- Ouço e obedeço, mestre! GRRR!!!! – rosnou Quimera, ao mesmo
tempo em que erguia Chibi Moon, com uma das mãos e envolvia-na, por
entre seus imensos dedos, com garras. – Vou esmagar essa "pestinha"
como se "espremesse uma laranja"... GRRRRRR!!!!
- Nããããooo!!! – gritou, em coro, Sailor Moon e
Sailor Mercury, desesperadas e horrorizadas.
- AAARRRGGGHHH!!!!! – começou a gritar, Chibi Moon, sentindo os imensos
dedos do monstros, apertando-a, esmagando-a.
- Não! Pare! Pare! – gritou, Sailor Mercury, ao mesmo tempo que olhava
de relance para Sailor Moon e suas companheiras.
Houve uma breve troca de olhares comoventes, e, com profundo
pesar, Sailor Mercury, saltou da capota do carro e começou a correr em
direção a Chibi Moon e Quimera., junto com Lua e Ártemis:
- He! He! He! Parece que nossa Sailor Mercury tomou sua decisão, Malachite!
- Parece que sim, minha Rainha! He! He! He! Quer que eu as elimine, agora?
- Espere mais um pouco, Malachite! Quero que elas vejam o fracasso da tola
tentativa de Sailor Mercury em resgatar a menina...
- O que você está dizendo, Beryl? – perguntou furiosa, Sailor
Moon.
- Isso mesmo que ouviu, Sailor Moon! Achou mesmo, que eu iria facilitar as
coisas para sua amiga, Sailor Mercury? Garota idiota! – disse com uma risada
cruel e sádica. - Sua companheira não conseguirá chegar
a tempo de salvar sua pequenina companheira. He! He! He! Meus Aracnoides irão
acabar com ela, antes de chegar a metade do caminho...
- Sua canalha mentirosa e traiçoeira! – vociferou Sailor Marte.
- E mesmo que ela consiga ludibriar nossos soldados, o que duvido muito, o
que ela poderá fazer frente ao imenso poder de Quimera?!?. Ele irá
retalha-la com suas garras, facilmente. He! He! He! – assegurou Malachite,
sorrindo diabolicamente.
- MERCURY! – gritou Sailor Moon, desesperada.
Mas, Mercury não parou sua corrida desesperada, mesmo
ouvindo o grito desesperado de Sailor Moon. Continuou a correr o mais rápido
que podia.
E, ela já estava, na metade do caminho...
CENA 4:
Na saída da rua principal de acesso ao parque. Há
um quarteirão de distância do templo Xintoísta.
Chibi Moon fora tragada num mundo escuro e sem sentidos.
Não se lembrava direito de muita coisa, antes de perder os sentidos e
desmaiar. Apenas alguns "flashes" de memória.
Lembrava-se de correr ao lado de Tuxedo Mask... De como
ele carregava o avô de Sailor Marte nos ombros... Do carro, onde Hotaru
estava...
E de algo gigantesco, surgindo, inesperadamente, a sua frente.
Depois, veio a dôr e aquela escuridão...
Escuridão esta que foi, novamente, quebrada, com dôr!
Chibi Moon despertou do seu desmaio, gritando de dôr,
sentindo seu corpo sendo esmagado, nas imensas e cabeludas mãos de Quimera.
- Grite, Menininha! Grite mais alto! Mais alto! – dizia o monstro sem compaixão.
– Assim, sua amiga chega mais rápido... PARA MORRER! – rosnou o monstro
vendo Mercury, se aproximando rapidamente.
- Socorro! ARRRGGGHHH!!! Alguém me ajude! ARRGGHH!!!
- Chibi Moon! Agüente firme! Já estamos chegando! – gritou Sailor
Mercury.
- Rápido, pessoal! Ou aquele mosntro vai mata-la! – disse, a gata,
Lua, desesperada, correndo ao lado de Mercury e Ártemis.
- Só mais um pouco e chegaremos... – disse Ártemis, mas, não
teve tempo de concluir a sua frase.
- Cuidado! O Chão está tremendo de novo! – gritou Mercury para
os seus companheiros felinos.
- É uma armadilha! – alertou Lua.
A gata negra estava certa. Era uma armadilha.
Assim como a anterior, Sailor Mercury viu garras e mãos
de aracnóides, saindo do chão da rua, tentando alcança-la.
- Estamos cercados! – gritou Lua.
- Beryl e Malachite nos enganaram. Aprontaram esta armadilha para nós.
– rosnou Ártemis.
- É! Eu já imaginava que eles iriam fazer isso. – disse Mercury,
seriamente, olhando e analisando a situação ao seu redor. –
Só que eu já estava preparada para essa eventualidade... Tenho
um plano de ação preparado.
- É mesmo? – perguntou Lua. Mercury acenou a cabeça afirmativamente
e gritou para os dois:
- Lua! Ártemis! Fiquem perto de mim! Rápido!
- Sim! – responderam os dois felinos em coro, e obedecendo-a, sem questionar.
Se colocaram bem perto, lado a lado, de Mercury.
- Quando eu mandar, pulem e se agarrem, com força, em meus ombros.
- O que você vai fazer, Mercury?
- Você já vai ver, Lua! – disse a Sailor, ao mesmo tempo que
levantava as suas mãos, canalizando o seu poder. – DUPLO AR CONGELANTE
DE MERCURIO! AÇÃO!!
As garras dos aracnóides estavam tão próximas
dos três, quando ela disparou seu raio de poder em direção
ao chão. Ao mesmo tempo ela gritou:
Sem hesitar, e conforme instruídos por Mercury, Lua
e Ártemis pularam e se agarraram, cada um, em um dos ombros da Sailor,
enquanto viam o resultado de seu ataque: O chão da Rua ao redor deles,
até próximo de onde Quimera estava, se congelou por completo.
Juntamente, com as mãos monstruosas dos aracnóides, que tentaram
pegá-la.
- Garota maldita! Ela neutralizou minha armadilha. – praguejou a rainha Beryl,
enquanto observava a cena, juntamente com as Sailors e Malachite.
- Muito bem, Mercury!
- Não cante vitória, antes do tempo, Sailor Moon! – observou
friamente, Malachite, - Ela pode ter escapado dessa cilada, mas, sem dúvida,
não sobrevivera diante de Quimera. Eu já lhe disse. He! He!
He!
- Bem lembrado, Malachite! Vejamos o fim dessa desprezível Sailor,
nas garras de seu servo, Quimera. Creio que será um espetáculo
de "carnificina" interessante. He! He! He!
- Mercury! – exclamou aflita, Sailor Moon, olhando, novamente, para sua amiga
e para Chibi Moon, que estava, no limite de sua sobrevivência, nas garras
de Quimera.
No meio da rua, Mercury olhou para Quimera e para Chibi Moon.
E, sem dizer nada, com um olhar firme e decidido para o monstro brasileiro,
ela começou a correr em sua direção, novamente.
Quimera desprezou completamente, a tentativa de ataque da garota.
Virou-se para os aracnóides que estavam com ele e disse:
- Garota estúpida! Está vindo diretamente, em nossas mãos.
GRRR!!! Aracnóides! Peguem-na! – urrou o monstro, enquanto seus soldados,
obedeciam-no, sem questionar.
Uma dúzia de aracnóides começou a correr,
em direção, a Mercury, quando ela já estava, há
poucos metros de seu alvo.
- Mercury! Cuidado! Os Aracnóides! Eles estão se aproximando!
– alertou, Artêmis.
- Ótimo! Esta saindo como o planejado... – murmurou ela, consigo mesma.
- Como? Isso também faz parte de seu plano? – perguntou, Lua, espantada.
- Sim! Agora, segurem-se firme! Vamos "esquiar" um pouco... JÁ!!!
Num sobressalto, Mercury se agachou e, inesperadamente, aproveitando
o impulso de sua corrida, começou a deslizar no gelo, que ela mesma tinha
criado no ataque, ao chão.
Novamente, Beryl e Malachite se mostraram surpresos e atônitos,
com a súbita ação de Mercury. Ela não só
deslizava, pelo gelo, em altíssima, velocidade, como derrubava os Aracnóides,
que foram a seu encalço, como se fosse uma verdadeira "bola de boliche".
Beryl e Malachite não escondiam a sua fúria,
diante daquela cena humilhante e, por que não dizer, cômica, que
fazia Sailor Moon e sua companheiras vibrarem.
Mas, a ira maior era de Quimera, que se sentira, ele próprio,
ser ridicularizado, perante todos, por aquela frágil garota desprezível.
Por causa disso, parou de "apertar", Chibi Moon,
com sua mão, como se tivesse momentaneamente, perdido o interesse por
ela.
Agora, para a bestial criatura, só importava, cravar
as suas presas afiadas na "carne macia" do corpo daquela guerreira,
que lhe afrontara, como vingança.
- Venha, garota! Venha me enfrentar se puder! GRRR!!! Vou trucida-la, sem
piedade! GRRR!!!!
- Vamos ver, seu monstro abominável! – gritou Mercury, quando estava
a poucos metros de Quimera.
- Morra, sua intrometida! GRRR!!!!!! – urrou Quimera, erguendo o outro braço,
que estava livre, e, depois, abaixando-o, vigorosamente, para cravar sua garras
na garota, quando ela chegou, na distância, perfeita.
- É o fim dela! – afirmou Malachite, naquele exato momento.
- MERCURY!!!! – gritaram as demais Sailors, temendo o pior.
O que houve, em seguida, foi muito rápido.
Literalmente, Sailor Mercury apostou sua própria vida,
numa manobra arriscada, que, ao menor erro de calculo, poderia lhe custar a
vida.
Mantendo-se controlada, apesar do enorme medo que sentia por
dentro, e observando, com atenção o movimento do braço
de Quimera, vindo em sua direção, Mercury conseguiu calcular o
momento que o golpe mortal a atingiria e, no momento exato, quando as garras
do monstro estavam a pouco centímetros de perfurar o seu peito, ela se
ergueu, de impulso no chão e saltou, por cima da mão monstruosa
e peluda.
- Mas, O que...? – urrou surpreso, Quimera, tentando entender o que estava
acontecendo.
Até ser tarde demais.
Mercury, aproveitando as aulas de artes marciais, que estava,
tendo, ocasionalmente, com Sailor Júpiter, nos últimos dias, aplicou
uma das lições na pratica: um "rolamento de queda",
praticado, normalmente, no Judô, em exercícios no chão ou
no Tatame.
Só que, no caso de Mercury, o "rolamento"
estava sendo feito, no próprio braço de Quimera, que tentou golpe-a-la.
Foi um plano audacioso, mas, que funcionou perfeitamente.
Mercury rolou pelo braço de Quimera até chegar
próximo, a altura do ombro, da criatura.
- Lua! Artêrmis! É agora! Saltem! – gritou ela, ao mesmo tempo
que, numa nova manobra, ela se colocava em pé e saltava, em direção,
da face de seu adversário, enquanto os felinos, obedecendo a sua ordem,
saltaram, deixando os ombros de Mercury "livres".
Quimera olhou, atordoado e surpreso, ao ver a garota, chegar
tão próximo a ele e, inconscientemente, afrouxou o aperto de mão,
onde Chibi Moon estava presa.
Foi a última coisa que fez, antes de Mercury ataca-lo
com seu golpe mais poderoso:
- MERCURY AQUA RHAPSODY!!!!
- ARRRGGGHHH!!!!! – urrou Quimera, recebendo o ataque devastador, em cheio,
no rosto.
Para o monstro brasileiro, foi como ter sido atingido por um
poderoso soco, que acabou quebrando-lhe algumas de seus afiadíssimos
dentes, deslocando o seu maxilar e, derrubando-o, quase que, sem sentidos, no
chão.
Ao cair pesadamente, no solo, os dedos de sua outra mão
afrouxaram, e, Chibi Moon, deslizou por eles, até ela soltar-se e cair
livre, mas, inconsciente, também, ao chão.
Já Mercury, pousou, em terra, de pé.
E, imediatamente, foi ao socorro, de Chibi Moon.
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