CENA 5:

Na rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão de distância do templo Xintoísta. (Onde as outras Sailors estavam cativas).

Enquanto Mercury, apressava-se em ver se Chibi Moon estava bem, do outro lado da rua, as Sailors comemoravam a sua vitória triunfal sobre Quimera e seus aracnóides:

Beryl virou-se para Malachite, que estava tão indignado e furioso quanto ela, e disse:

Em seguida, virou-se para a criatura monstruosa, a seu lado:

E, depois que eu tiver acabado com ela, cuidarei dos outros... GRRRR!!! A começar pela garotinha... GRRR!!!!!!

Uma dúzia de Aracnóides urrou, como se concordassem e, logo, seguiam, Raidak, em direção a suas vitimas.

Em seu intimo, Sailor Moon, começou a rezar, pedindo, aos céus, que, de alguma forma, Sailor Mercury e os outros se salvassem.

Mas, infelizmente, suas esperanças foram desaparecendo, a medida que, observava Raidak e os aracnóides, aproximando-se, rapidamente, de Mercury e dos outros.

 

CENA 6:

Na saída da rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão de distância do templo Xintoísta.

Sailor Mercury, Lua e Ártemis, aproximara-se, rapidamente de Chibi Moon, que estava, caída, sem sentidos, no chão.

Imediatamente, Sailor Mercury segurou-a, delicadamente em seus braços, e começou a tentar faze-la despertar. Recobrar a consciência da pequena menina:

Imediatamente, Mercury, levantou-se do chão, carregando Chibi Moon em seus braços, com cuidado. Correu em direção, ao carro de Sailor Urano, e abriu uma das portas traseiras.

Com a ajuda de Lua e Ártemis, colocou, delicadamente, a menina deitada, no banco de trás do carro, bem perto de Hotaru, que estava, sentada, mas desmaiada, ainda, na outra extremidade do banco.

Em seguida, fechou a porta, ao mesmo tempo que, Lua gritou, desesperadamente.

Enquanto isso, vou carregar o avô de Marte para dentro do carro.

Rapidamente, cada um dos três amigos, foi cumprir a sua tarefa:

Mercury, com certa dificuldade, devido ao peso do avô de Marte (ele era, realmente, um sujeitinho bem gordinho e pesado, como ela descobriu a duras passadas) colocou-o, no assento de passageiros, na frente do carro. Bem ao lado do assento do motorista.

Depois, fechou a porta e correu em direção de onde Tuxedo Mask estava caído. Mas, não sem antes ver, Raidak e seus Aracnóides aproximando-se rapidamente, em sua direção.

Como se a aproximação do cruel monstro e de sua tropa de Aracnóides, já não fosse por si só aterrorizante para ela, Mercury, acabou testemunhando mais uma amostra do quão cruel e sanguinário era Raidak:

Enquanto caminhava em sua direção, rosnando e urrando de furia, Raidak matava, impiedosamente, os Aracnóides que Mercury havia derrubado, quando deslizou pelo gelo, durante o enfrentamento com Quimera.

Ele literalmente, os estraçalhou, sem um mínimo de dificuldade, com suas afiadas garras. Era a punição por terem falhado!

E ao mesmo tempo, a criatura demonstrava, o que pretendia fazer com ela, assim que chegasse lá, onde ela e seus amigos estavam.

Mercury viu que seu tempo estava quase no fim!

Tinha que tirar, Tuxedo Mask e os outros de lá, agora. Já!!

Quando chegou perto de Tuxedo Mask, o herói de capa e cartola, já havia recobrado a consciência, graças as "lambidas" de Lua e Ártemis em seu rosto. E estava tentando se levantar do chão.

Mas, ainda estava muito zonzo pelo golpe poderoso, que recebera de Quimera, e quase não conseguia manter o equilíbrio ou ficar de pé.

Mercury o segurou-o pelo braço, fazendo-o apoiar-se nela.

Ele, realmente, estava bastante ferido, e, por um momento, Mercury temeu que ele não tivesse condições físicas de dirigir o carro:

Menos de cinco metros de distância, separavam o quarteto do carro de Sailor Urano. Mas, para Tuxedo Mask a distância parecia, infinitamente, muito maior do que aqueles poucos metros, pois cada passo que dava era um suplicio de dor e de dificuldade. Mal conseguia ficar de pé e suas pernas tremiam a todo instante, de dôr e fraqueza. Se não fosse por Mercury, apóia-lo em seus pequenos ombros, ele mal conseguiria andar, quanto mais ficar em pé.

O alerta de Lua veio tarde demais!

Quimera havia se recobrado do golpe energético de Mercury. E apesar de tonto e com o rosto inchado e ferido, ele havia se recobrado, parcialmente, do golpe, muito mais rápido, que Mercury e seus amigos podiam imaginar.

E, infelizmente, para eles, o monstro, mesmo não estando em boas condições físicas e, muito debilitado, tinha ainda forças para ataca-los.

E foi exatamente o que Quimera fez, impulsionado por um desejo de vingança e fúria descontrolada contra a jovem Sailor.

Ele se erguera, parcialmente, do chão, quando viu Mercury e os gatos tentando ajudar Tuxedo Mask a chegar até o carro. E, erroneamente, imaginou que Mercury, também, fugiria com ele.

E, isso ele não iria permitir que acontecesse, de forma alguma. A garota não escaparia a fúria de sua vingança!

Então, como uma criança que engatinhava, Quimera, ergue-se, silenciosamente, do chão e, sorrateiramente, se arrastou, sem ser percebido por Mercury e seus companheiros.

Até que Lua, o viu, subitamente, ao seu lado, e gritou para os outros.

Mas, aí, já era tarde demais!

Quimera estava a uma distância muito próxima a deles. O suficiente para, sem hesitação, desferir-lhes um vigoroso golpe com as costas da mão, como se literalmente, os "esbofeteasse".

O golpe de Quimera não foi tão poderoso como poderia ter sido, se ele estivesse em melhores condições e não tão zonzo e debilitado, ainda, pelo ataque de Mercury. Mas foi forte o suficiente para atira-los, a todos, contra o chão, de forma, violenta.

E o que era ainda pior: bem longe uns dos outros.

Lua e Ártemis perderam os sentidos na hora, que se chocaram no solo..

Tuxedo Mask, saltou um imenso grito e contorceu-se de agonia sentindo o braço direito foi deslocado, ao cair de mão jeito, no chão. Mal consegui-a move-lo...

Já Mercury, acabou caindo, em direção contrária, a de Tuxedo Mask e dos felinos. E, muito mais afastada dos três, pois o golpe acabou fazendo-a rolar, descontroladamente, pelo chão. E, como conseqüência e sentiu suas costas, braços e pernas se ferirem, bastante.

Quando parou de rolar e de bruços no chão, a valente Sailor levou, ainda, mais alguns segundos, para "absorver" aquele "tapa" e suas consequências.

Então, respirando ofegantemente e sentindo todo o seu corpo, latejando de dores, Sailor Mercury fez um grande esforço para se levantar, de ficar em pé.

Mas, antes, que pudesse, levantar-se, ouviu um som grutal e não-humano, vindo por trás. E, por instinto, girou o corpo, bruscamente, para o lado.

Isso salvou-lhe a vida, pois, Quimera cravou suas garras no chão, no exato momento, em que ela se afastou, rolando de lá.

Ao parar de rolar, Mercury ficou de costas para o chão e olhou diretamente para os olhos de Quimera. Olhos queimando em fúria e cheio de desejo de vingança.

- Sua maldita! Você me feriu! GRRRR!!!! Me machucou de verdade! Estou sangrando!!! GRRRR!!!!! – urrou o monstro, ao mesmo tempo que, com dificuldade, engatinhava, praticamente arrastando-se pelo chão, em sua direção.

Ele estava perigosamente, muito perto dela e, Mercury, ainda de costas para o chão, e, enfraquecida e sem condições de enfrenta-lo, instintivamente, começou a rastejar-se para tentar afastar-se daquele monstro assassino, que, cada vez mais se aproximava dela.

O monstro foi jogado para longe e caiu, quase desfalecido, no chão, novamente.

Em seguida, Raidak, virou-se para Mercury e, escancarando ainda mais sua imensa bocarra e colocando a mostra suas presas afiadas, ele começou a se aproximar dela:

Mercury já sentia seus pulmões quase sem ar. O aperto na garganta pela outra mão de Raidak estava, literalmente, a estrangulando. E ela sentia, que estava prestes a perder o sentidos, a qualquer momento.

Se isso acontecesse, provavelmente, nunca mais acordaria com vida.

Ela lutava, com todas as suas forças, com todas a energias que lhe restavam, tentando se libertar das garras de Raidak e dos Aracnóides.

Sim, ela bem sabia que o seu fim estava muito próximo e, analisando, as condições desesperadora em que ela estava, sabia que não teria chance alguma de escapar, desta vez. Mas, se fosse o seu derradeiro fim, pelo menos, que ela morresse como uma verdadeira guerreira lunar, lutando até o final, com todas as suas forças restantes, fosse de que maneira fosse.

Assim, ela continuou se debatendo, cada vez mais, a medida que observava Raidak preparando-se para lhe desferir o golpe fatal.

E, enquanto fazia isso, descobriu algo curioso, naquele derradeiro momento de sua vida.

Que era verdade o que, normalmente as pessoas diziam: Que quando estamos prestes a morrer ou morrendo, nossa mente começa a relembrar todos os momentos mais importantes de nossa vida, desde a nossa infância até o dia ... da nossa morte!

E com Mercury não foi diferente!

Sua mente, começou a se recordar de todos os momentos que passou ao lado de Serena e suas amigas, desde que se transformou em Sailor Mercury. Tanto os bons momentos, de amizade, companheirismo e alegrias, quanto as das batalhas mais violentas e angustiantes. Suas vitórias e derrotas.

E ela ficou imaginando, qual seria a última lembrança, que viria a sua mente antes, do derradeiro golpe mortal de Raidak.

Para sua surpresa. Apenas uma única imagem, sobrepondo-se a qualquer outra de suas lembranças, ficou fixa e imutável em sua mente: O rosto do misterioso rapaz, que havia lhe salvado das garras dos motoqueiros, naquela tarde.

O grito dôr foi, horripilante, alto e foi ouvido por todos naquela rua.

O som medonho dele fez com que os corações de Sailor Moon e de suas amigas disparassem e o ar faltar-lhes em seus pulmões.

Sailor Moon começou a soluçar e as lagrimas, começaram a cair sobre sua face, como as das demais Sailors, que choravam pelo fim de sua amiga.

Sailor Moon via os rostos de seus captores e não estava compreendendo nada o por que daquela estranha reação.

Virou-se para as suas companheiras Sailors, a seu lado, e, para sua surpresa, elas olhavam boquiabertas de espanto, para a mesma direção que seus inimigos.

Sailor Moon estava confusa com aquela estranha reação. Hesitava em olhar naquela direção, pois, não queria ver o corpo dilacerado e morto de Sailor Mercury. Mas, diante, do olhar de assombro de suas companheiras, tomou coragem e olhou para a mesma direção que todas.

O choque e a surpresa com o que viu, deixou Sailor Moon, da mesma forma que suas companheiras a seu lado, boquiaberta e muda de espanto.

 

 

CENA 7:

Na saída da rua principal de acesso ao parque. Há um quarteirão de distância do templo Xintoísta. (Onde Mercury fora capturada).

Mercury abriu os olhos, num impulso. Estarrecida e assutada.

Primeiro, por que nunca havia escutado um grito de dor tão agonizante como aquele.

E, em segundo lugar, porque, aquele grito não era o dela.

Para sua incredulidade, o golpe fatal de Raidak, por alguma razão, não chegou a atingi-la. E sua morte foi, aparentemente, evitada, sem qualquer explicação lógica.

"O que aconteceu?", perguntava a si mesma, sem nenhuma resposta aparente.

Até que olhou para Raidak e, chocada e surpresa, compreendeu, a razão do monstro de rugido de dor de forma tão alucinante.

E, também, do motivo dela ainda estar viva.

Raidak estava curvado, contorcendo-se e urrando de dôr, sem parar. Parecia um animal selvagem completamente descontrolado pela dor alucinante ,que demonstrava sentir em uma inesperada parte de seu corpo:

As garras de sua mão que deveria, agora, estar manchada com o sangue de Sailor Mercury, estava coberta com seu próprio sangue, pois uma ADAGA SAI afiada, trespassou-lhe a monstruosa mão, no exato momento, em que ele executava o golpe fatal contra a Sailor.

Mercury conhecia muito bem aquela arma. Havia feito diversos trabalhos no colégio sobre a história medieval japonesa e sobre as guerras civis que assolaram o Japão, séculos passados.

E, também, sobre os soldados que tomaram parte delas, e sobre os seus armamentos de combate.

Sabia que a ADAGA SAI, um punhal comprido, fino, e de cabo trabalhado, para ser facilmente manuseado, era uma arma típica de apenas uma classe de guerreiro...

Súbito, uma dezena de SHURIKENS, estrelas de aço pontiagudas, surgiram do nada, em pleno vôo, e atingiram em cheio alguns dos Aracnóides, que a mantinha, presa e imóvel.

Os Aracnóides atingidos gritaram de dôr e soltaram-na. E como se isso já não fosse o suficiente os Shurikens começaram a brilhar e, subitamente, uma mortal descarga elétrica foi desprendida das minúsculas armas, eletrocutando os monstros até queima-los e transforma-los, literalmente, em pó.

Mercury observou tudo assustada e surpresa.

Então, como se fosse um impulso inconsciente dela, Sailor Mercury virou sua cabeça, lentamente, para cima. Tentando, ver de onde foram, disparados, aquelas armas mortíferas e, principalmente, quem as tinha atirado.

Enquanto, ela levantava a cabeça, sua mente, inconscientemente, recordou-se do pesadelo profético, que, noites atrás, a alertaram e a Sailor Marte de tudo o que estava prestes a acontecer, naquela noite. A armadilha de Beryl, os aracnóides, elas aprisionadas pelos monstros e correndo risco de vida e etc...

O sonho de ambas as Sailors eram idênticos, a não ser por um pequeno detalhe: Enquanto que o de Sailor Marte, terminava subitamente, com ela sendo presa por "mãos monstruosas", no dela, havia mais um detalhe.

Algo que ela havia esquecido completamente, durante toda aquela luta, e, somente agora, erguendo, lentamente a cabeça, podia recordar: Um vulto, uma silhueta de um homem, em seu sonho.

Ele sonhara com alguém, que não conseguira distinguir quem era, vindo em seu socorro. Exatamente como estava acontecendo agora. Era um vulto, sem definição clara de quem era. Como uma sombra.

Será que agora, acordada, naquela angustiante realidade, ela conseguiria ver quem era esse "vulto"?

Sailor Mercury olhou para o alto e teve a sua resposta.

Por sobre um muro alto, que dividia a rua do parque.logo a frente, (e não sobre o teto de uma casa, como em seu sonho) havia uma figura em pé, trajando um uniforme marcial escuro, e mascara que lhe cobria todo o rosto, só deixando a mostra os seus olhos sérios e fuzilantes. Olhos, que sem dúvida alguma, tinham "o Brilho do Guerreiro", como Sailor Urano, lhe explicara, horas atrás, na lanchonete.

Olhos que, naquele momento, se encontraram com os seus, num longo silêncio, de alguns segundos. Mas que para Mercury, pareceu-lhe uma eternidade.

Sim, Mercury estava certa.

A adaga Sai e os Shurikens, realmente, eram armas típicas dos Guerreiros ninjas. E tinham sido lançadas por um ninja autêntico.

Um guerreiro de eras passadas, que, agora, saltava do altíssimo muro e descia velozmente, num "mergulho mortal" em sua direção. Mas, sem se desviar, por um instante que fosse, os seus olhos dos dela.

O que houve em seguida foi muito rápido e sequer, Mercury pode ver com clareza:

No meio do seu mergulho em direção da Sailor cativa, Shadow Moon desembainhou sua Katana (espada) e, antes de tocar o solo, já tinha efetuado movimentos rápidos e fulminantes com sua arma.

Movimentos tão velozes, que eram impossíveis de serem acompanhado por olhos de pessoas comuns. Mas, cujas conseqüências de seu ataque, ficaram bem a amostra, segundos depois:

Ao tocar ao solo, com arma em punho Shadow Moon limitou-se a observar, os Aracnóides restantes, que ainda mantinham Mercury sob seu domínio, estrebucharem e guincharem, pavorosamente, de dôr, para, em seguida tombarem ensangüentados, dilacerados e mortos, ao chão.

Mercury caiu de joelhos, mas seus olhos, continuavam fixos nos dele. Atônita e em silêncio, ainda.

Shadow Moon fez o mesmo por alguns instantes, até que, sem aviso virou-se, num movimento brusco de para trás, bloqueando um ataque de surpresa e traiçoeiro de Raidak.

Em seguida, sem demonstrar o mínimo de compaixão, Shadow Moon retirou sua adaga das mãos do monstro, de forma bem dolorosa e lenta, para afligir-lhe o máximo de dôr possível.

Os dois homens, Shadow Moon e Malachite, se entreolharam, furiosamente, por alguns instantes. Mas, o suficiente, para deixar claro o ódio que sentiam um pelo outro. E, que de uma maneira ou outra, seria pago com o sangue de um deles, naquela noite.

Shadow Moon virou-se para Mercury, novamente, que ainda o observava com assombro e incredulidade. Ainda mais, depois, do rápido enfrentamento entre o ninja e Raidak.

Novamente, houve uma troca de olhares entre ambos.

Então, o ninja aproximou-se dela e parou bem a sua frente:

Mercury, lentamente, agarrou a mão do ninja e ele a ajudou a ficar de pé!

Em pé! E lado a lado com ele...

Foi tudo o que Sailor Mercury, conseguiu dizer para ele, naquele instante, olhando-o face a face...

A guerreira lunar mal imaginava o quanto à chegada providencial de Shadow Moon mudaria, de forma inimaginável e surpreendente, os rumos daquela batalha....

 

FIM DO CAPITULO 9

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