SHADOWMOON - Capitulo 7: A Renascença do Negaverso

 

CENA 1:

Na lanchonete de Andrew ("THE CROWN"), uma hora depois.

Amy olhou para ela com um olhar vago e triste, depois mirou para a pequena xícara quente, entre suas mãos, colocada sobre a mesa. Observou o objeto, soltando uma fina fumaça de vapor quente, por alguns instantes, mas, não o tocou. Em seguida, voltou seus olhos tristes para a janela ao seu lado, olhando para rua e, novamente, ficou perdida em seus próprios pensamentos.

Serena virou-se para suas amigas e Darrien, esboçando uma angustiante preocupação na face.

Todos estavam sentados numa mesma mesa: Rei, Mina, Lita, Rini, Hotaru, Michiru, Haruka e Darrien.

Ártemis e Lua estavam, cada um, deitados no colo, respectivamente, de Mina e Serena.

E todos, sem exceção, estavam preocupados com o estado psicológico de Amy.

A menina não falara nada desde que saíram da rua onde se travou o violento combate entre os "JOKERS" e o tal "misterioso rapaz", que ela mencionara. Darrien achou melhor partirem do local antes da chegada da policia, para evitarem perguntas e olhares curiosos.

Mina tinha uma camisa escolar sobressalente em sua mochila e ofereceu a Amy em substituição a que fora rasgada pela faca de Nomura. Ela trocou em silêncio a camisa na toilet da lanchonete e agradeceu a amiga num polido gesto com a cabeça. Mas, só!

Depois, sentaram-se a mesa da lanchonete, onde Amy ficava mirando a janela com um olhar triste e perdido. Sem falar nada. Estava visivelmente deprimida e suas amigas não sabiam o que fazer para reanima-la:

Deixem-me contar-lhes tudo...

Então, Amy começou a relatar, em detalhes, o que havia acontecido naquela rua sem saída. Contou como ela e Serena, ao saírem do colégio, foram, inesperadamente, cercadas e atacadas pela gangue dos JOKERS. Da inútil tentativa de escaparem e, também, como Serena fora nocauteada, por um dos motoqueiros, após golpe traiçoeiro, na cabeça.

O sangue de Darrien ferveu de ódio nesse ponto do relato, e, em seu íntimo, amaldiçoou-se, por não ter estafo, lá na hora, para proteger a sua amada.

Amy, em seguida, contou como ela mesma acabou perdendo sua caneta de transformação durante a luta e caindo prisioneira nas mãos de seus captores, impossibilitada de se transformar em SAILOR MERCURY.

Hotaru e Rini mostraram medo e horror em suas faces, quando Amy relatou como o líder cortou sua camisa de colegial e suas intenções obscenas. Já Rei enojada, socou a mesa furiosa, com um desejo ardente de vingança tomar-lhe a mente.

Então, finalmente, Amy chegou ao ponto da sua narrativa onde o misterioso rapaz aparecera em seu socorro e de Serena.

Amy respondeu, acenando a cabeça afirmativamente, olhando ainda com olhar triste para a janela.

Desculpem, pessoal! Não sei explicar melhor. Jamais tinha visto algo assim antes em toda a minha vida.

Então, finalmente, Amy voltou a relatar todos os acontecimentos que se sucederam após o aparecimento do misterioso rapaz.

Contou como seu "salvador" interferiu no ataque dos JOKERS, e veio ao socorro dela e de Serena, ignorando por completo as advertências e ameaças dos seus inimigos, como se não ligasse a mínima para elas ou, simplesmente, as desprezasse. E de, como, ele caminhou firme e decididamente, em sua direção, para socorre-la., passando por alguns motoqueiros, sem se preocupar com a própria segurança.

Relatou também, o primeiro enfrentamento do rapaz com Togo, que tentara lhe barrar o caminho com violência. E como o gigante foi golpeado poderosamente e jogado contra a parede de tijolos daquela rua, para o espanto dela e dos demais motoqueiros.

Darrien arregalou os olhos com os detalhes, quando Amy contou como o rapaz, aproveitando a distração momentânea de seus inimigos, libertou Amy, que estava aprisionada e fez com que ela e Serena se abrigassem atrás de um poste, longe do que instantes se tornaria um "campo de batalha". Apertou as mãos de Serena com firmeza, compreendendo, mais claramente o perigo que ela também havia passado, mesmo estando desfalecida. E como estava em débito de gratidão com o tal "Rapaz", fosse ele quem fosse.

Essa sensação, num misto de terror e espanto, foi compartilhado por todos sentados a mesa, quando Amy relatou detalhes do combate violento e selvagem que se sucedeu em seguida: O primeiro ataque dos Jokers e como foi, rapidamente, rechaçado pelo "jovem misterioso". A luta do rapaz com Shiguero e suas correntes cortantes. E, como derrotara o mestre das correntes de forma espetacular.

Rei ficou de boca aberta, assim como Lita e Mina, quando Amy relatou como seu "misterioso salvador" pegou as correntes de Shiguero e desarmou alguns motoqueiros armados de pistolas, que tentaram baleá-lo, traiçoeiramente..

Amy contou como, desesperadamente, saíra do seu abrigo para tentar avisa-lo do perigo. E como o rapaz a repreendeu por isso, na mesma hora, furioso. Contou também, que como o seu gesto inadvertido, acidentalmente, o distraiu, fazendo-o ser pego de surpresa por trás, e imobilizado por seu primeiro oponente: Togo.

Amy levou a mão ao rosto,enquanto que lagrimas começaram a escorrer-lhe pela face. Foi nesse momento, que ela contou como Nomura espancou, brutal e covardemente o rapaz, do terrível dilema que ela teve de enfrentar em se transformar ou não em Sailor Mercury e, com isso, sacrificar a sua identidade secreta, para tentar salva-lo, assim que recuperou sua "caneta de transformação". E, como ficou sem ação ao ver Nomura encostar-lhe a lâmina afiada do canivete em sua garganta.

Mesmo assim, o rapaz, recordava-se, só se preocupava com a sua segurança e de Serena. Gritou furioso para que ela voltasse para junto de sua amiga e não se preocupasse com ele. Mesmo estando sendo espancado e depois, ameaçado com uma lâmina afiada na garganta.

Serena não se conteve e começou a chorar, também, quando Amy relatou como se "ofereceu" a si própria, como pôs sua própria segurança física a mercê de Nomura em troca pela vida do rapaz e da segurança de Serena.

As duas se abraçaram, com emoção, e por alguns instantes, choraram juntas.

A cena emocionaram a todos, principalmente, LUA, Rini e Hotaru, que também, choraram. Rei, Lita e Mina, também, não conseguiram segurar as lagrimas. Já Haruka, Michiriu e Darrien, baixaram a cabeça pesarosamente.

Instantes depois, Amy se recobrou e continuou o seu relato.

Contou como, já resignada de seu triste destino nas mãos imundas de Nomura, viu o "misterioso rapaz", inesperadamente, contra-atacar Nomura e libertar-se das garras de Togo, de forma poderosa e surpreendente. E de como ele, gentilmente, a ajudou a levantar-se do chão e a pedir-lhe que, novamente, abrigar-se junto com Serena, no abrigo, atrás do poste da rua.

As palavras carinhosa que ele proferiu para ela, de agradecimento e elogiando sua coragem, quando retornou para perto da amiga, ainda ecoavam em sua memória, como uma espécie de suave melodia. Mas, esse detalhe, ela não contou a suas amigas durante o relato. Preferiu manter isso em segredo para si mesma, como uma "lembrança valiosa e particular".

Depois, disso, Amy relatou, detalhadamente, o violento e intenso combate final que se seguiu, quando o jovem usando-se de uma incrível habilidade em artes marciais e técnicas de luta, literalmente, "massacrou" o bando inteiro dos Jokers. E como os motoqueiros restantes no final da luta, mesmo atacando-o com suas motos, não foram páreos para ele.

Finalmente, Amy encerrou o seu relato, narrando como o rapaz começou a espancar impiedosamente Nomura, tomado por uma fúria e ódio incontrolável, e como quase matou o motoqueiro a pancadas. E, como em desespero, ela interveio naquele espancamento e com seus apelos aflitos, impediu o "misterioso rapaz" de cometer assassinato.

Isso é muito comum, entre os "lutadores de rua"....

Obviamente, o tal rapaz ouviu a nossa aproximação e pensou que fossemos policiais. Mais do que naturalmente, ele deu no pé para não correr o risco de ser preso, junto com a "corja" que ele "massacrou"...

Todos se assustaram com a súbita explosão da moça e a olhavam-na, espantados, por sua inesperada reação. Não era comum Amy ser dada a acessos de raiva como aquele. Tal reação, apenas servia para mostrar a Serena e os demais o quanto sua amiga ficara abalada com tudo que aconteceu.

Até mesmo Haruka, olhou os olhos furiosos de Amy com certo receio, enquanto a garota se colocava a falar.

Amy hesitou um pouco, tentando ordenar as idéias para apresentar os seus argumentos. Pensou com calma e respirou fundo.

Em seguida disse:

Mas, sabem o que foi mais estranho?

Levou seus dedos ao queixo e, ficou pensativa, como se tivesse relembrado algo importante.

Amy esboçou um leve sorriso.

A pergunta tola de Serena, acidentalmente, animou-a novamente. E com um sorriso tímido, mas amigável disse:

Como hoje é sábado, alguma dessas fabricas, dão folgas a seus funcionários. Ele deve ter aproveitado, para vir a Tokyo fazer compras ou visitar alguns amigos...

Ora garota! Vê se cresce! Se eu quiser tirar a sorte, não se preocupe que vou ao templo do "tarado" de seu avô para comprar um daqueles seus amuletos inúteis e mal feitos. – alfinetou Haruka, grosseiramente.

As duas moças avançaram, furiosamente, uma sobre a outra. E só não se engalfinharam, lá mesmo, na lanchonete, porque foram agarradas pelas demais, que tentavam acalma-las e faze-las se comportarem para não dar vexame em público.

Até, mesmo Amy pediu para as duas se controlarem para não brigarem por causa de uma discussão sem sentidos.

Mas, foi uma única frase. Uma simples e inocente pergunta feita por Hotaru, que fez com que aquela confusão terminasse, subitamente:

Surpreso e aturdidos com aquela inesperada pergunta, todos olhassem para ela, com visível surpresa.

Hotaru fora a única pessoa sentada a mesa, que mantivera-se em silêncio durante todo o relato de Amy sobre o ataque dos Jokers, e da discussão que se seguiu sobre quem era o misterioso rapaz que havia as salvo dos marginais.

Enquanto os outros falavam, Hotaru procurava imaginar como seria esse rapaz fisicamente e, quando, por fim, tomou coragem, fez a sua pergunta na mais inocente das intenções. Sem nenhuma maldade.

A pobre menina ficou intimidada, quando todos a olharam fixamente, com um misto de surpresa e espanto. E, por alguns segundos, sentiu-se arrependida por ter feito aquela pergunta, temendo ter cometido uma indiscrição.

Mas, logo em seguida, os olhares de todos se viraram para Amy, quase ao mesmo tempo. Apesar de ninguém falar nada, todos aguardavam alguma tipo de resposta por parte da menina de cabelos curtos.

Hotaru começou a se sentir muito mal por ter feito aquela pergunta, que agora achava ter sido, terrivelmente, indiscreta.

Jamais poderia imaginar que sua simples pergunta poderia precipitar aquela reação. Principalmente em Amy, que a olhava para a menina, meio que boquiaberta, parecendo como se tivesse ficado atordoada e perplexa com aquela pergunta.

Hotaru mal podia imaginar se quer o quanto sua pergunta causou grande comoção no coração de Amy.

Ela olhava para Hotaru fixamente, enquanto sentia um turbilhão de emoções invadir-lhe sua mente e seu coração, fazendo-a, relembrar nitidamente, dois momentos em particular: Quando "misterioso rapaz" a salvara dos dois capangas de Nomura e olharam-se, fixamente, uma para o outro, e quando ele lhe entregou sua "caneta da transformação", após, ela ter se arriscado por ele.

"Obrigado por tentar me ajudar! Você é uma garota admirável!", disse-lhe ele naquele momento. Aquela frase não para de ecoar em sua mente, nem mesmo a imagem do rosto dele. Uma face dura, mas ao mesmo tempo, singela e carinhosa. Uma face de um homem....belo e fascinante.

Sim! Amy não podia esconder aquela verdade para si mesma. E fora Hotaru, que inocentemente, com aquela simples pergunta, que fizeram Amy confrontar aquela dura verdade que sua mente racional tentara até então, ignorar para si mesma.

Uma verdade que, agora fazia o coração de Amy dispara, suas mãos suarem e aquela mesma onda de calor, que sentira antes, novamente, varrer-lhe todo o seu corpo.

Agora Amy podia compreender, finalmente, o que estava sentindo. Um sentimento forte e avassalador como nunca tinha experimentado em toda sua vida. Um sentimento de ternura e fascinação por aquele rapaz, que surgira inesperadamente, em sua vida, para socorre-la, e, que agora tinha partido, para, talvez, nunca mais se encontrarem. Nunca mais!

Amy pensou em tudo aquilo e de como o destino fora tão injusto para ambos. Sem lhe darem chance de se despedirem. E, principalmente, poderem se encontrar de novo!

Era por isso, que Amy acabou não conseguindo responder a Hotaru: Olhou para a menina com um olhar triste, enquanto, suas lágrimas voltaram a escorrer de sua face. Por fim, Amy levou as mãos ao rosto e caiu aos prantos.

Mas, agora ele se foi para sempre! E eu nunca mais terei a chance de lhe dizer como sou grata por ele ter nos salvado. E, muito menos... de saber o seu nome. Nunca mais! Nunca!

E Amy chorou! E continuou chorando de amargura e tristeza durante todo o resto daquela tarde, sendo consolada, carinhosamente, por Serena, que entendia perfeitamente, aquele sentimento. E que, também, estava grata por ter sido salva pelo rapaz.

Então, ambas choraram de tristeza, juntas! E nada mais foi dito naquela mesa de lanchonete.

 

 

CENA 2:

Hospital Geral de Tokyo. Naquele Exato Momento.

As portas automáticas da entrada do Hospital se abriram e Sayaka entrou, em disparada, para dentro do hospital.

Chegou a recepção do hospital e, furiosamente, perguntou onde estavam internados os motoqueiros que a policia havia trazido para lá. A enfermeira de plantão ficou assustada com aquela pergunta grosseira e, socando o balcão de recepção, Sayaka fez, mais uma vez, a mesma pergunta.

Intimidada e com medo de possíveis conseqüências, a enfermeira lhe deu a informação que precisava. E Sayaka, rumou direto para os elevadores do hospital, empurrando grosseiramente, qualquer pessoa que estivesse em seu caminho.

Chegando aos elevadores, apertou o botão que levaria ao 3Ί andar, onde ficava a UTI e a área de tratamento de pessoas acidentadas. Dois enfermeiros estavam prestes a entrar no mesmo elevador que ela, levando um paciente na maca, mas foram impedidos de entrar por causa da garota, que, aos gritos furiosos, disse:

Em seguida as portas do elevador se fecharam e ela começou a subir.

Enquanto estava se dirigindo ao andar indicado, a mente de Sayaka começou a recapitular os acontecimentos de meia hora atrás.

Ela estava em seu quarto, em sua mansão nos arredores de Ginza, olhando sem muito interesse para a televisão, que passava programas de J-Pop, e consultando seu relógio de pulso, quase a todo instante.

Na última vez, que olhou para ele, os números digitais marcavam duas e quinze da tarde. E, por esse horário, ela sabia que Nomura e seus rapazes já teriam terminado todo o "serviço" que ela lhes incumbira de fazer.

Um sorriso cruel brotou em seu rosto.

A qualquer momento, Nomura, conforme o combinado, iria lhe telefonar para confirmar que sua vingança particular havia sido cumprida a risca. E, é claro, mal podia agüentar de ansiedade e curiosidade para saber de todos os detalhes, especialmente os mais cruéis e sórdidos, do que Nomura e seus rapazes fizeram com aquela maldita CDF.

Era uma pena que não pudessem gravar tudo em vídeo. Mas, como Nomura havia dito, não podiam deixar qualquer pista do que fizeram com essa garota que, mais tarde, pudesse cair nas mãos da policia. Ela adoraria ver a fita com as barbaridades que eles teriam submetido aquela desgraçada, metida a intelectual. Ouvi-la gritar de dor e vê-la sofrer aquelas humilhações seria algo que Sayaka assistiria em seu vídeo, varias e varias vezes, sem se "enjoar" ou ficar com tédio.

Bom, o mais importante era que Amy tivesse levado seu merecido "castigo" pela humilhação que fizera a passar no colégio.

Isso acabaria de uma vez com a pretensão daquela "subalterna" de se mostrar melhor do que ela. E, ao mesmo tempo, serviria de aviso para todos os alunos idiotas, daquele colégio miserável, a pensarem duas vezes antes de ter a audácia de afronta-la.

Sim, pensava, Sayaka. A vingança é algo "muito doce"...

O tempo estava passando e o telefone não tocava.

Nenhuma resposta de Nomura ou de algum de seus motoqueiros. E, Sayaka começou a estranhar aquela demora. Mas, quem sabe? Talvez, ainda estivessem se "divertindo" com Amy? Talvez, o suplicio daquela metida ainda não tivesse terminado. Essa era uma idéia que lhe agradava, mas, mesmo assim, gostaria de saber noticias do que estava acontecendo.

Sayaka estava quase considerando a possibilidade de ela mesma ligar para o celular de Nomura e perguntar por noticias, quando, de repente, o programa de televisão que ela assistia foi, subitamente, interrompido.

Sayaka observou surgir na tela um conhecido repórter local, com um microfone, com as siglas da emissora de TV estampadas, em punho. Ele transmitia uma reportagem de fora dos estúdios, em uma das ruas da cidade. O local lhe parecia levemente familiar...

Foi então que Sayaka sentiu como se o mundo todo desabasse em cima de sua cabeça, quando reconheceu a rua de onde o repórter estava transmitindo o noticiário: Era a rua onde, em seus planos maquiavélicos, Nomura e os Jokers teriam encurralado Amy e executado sua sórdida vingança.

Mas, o que ele estaria fazendo lá neste momento?

Antes que pudesse deduzir o que acontecera, o repórter começou o seu relato:

A famigerada gangue de motoqueiros delinqüentes, os JOKERS, famosos pela sua reputação como arruaceiros e bandidos perigosos, entraram em confronto violento nesta rua, cujo saldo final foi os espancamento brutal e ferimentos graves em todos os vinte membros da gangue, além da destruição de quase todas as motos da gangue. – disse o jornalista, enquanto o seu "camera man" passava sua câmera por toda a rua.

Sayaka arregalou os olhos de choque e estupefação; e pulou para frente do aparelho de tv para melhor observar as imagens que via. Um verdadeiro cenário de guerra:

Carros da policia e ambulâncias estacionados na entrada da rua, policiais observando diversas motos destruídas e enfermeiros carregando os motoqueiros, gravemente feridos, em suas macas. Um deles ela reconheceu, imediatamente, como sendo Nomura. O rosto dele estava completamente irreconhecível: todo inchado e ferido. Aparentemente, estava com o nariz e o queixo quebrados, também! Se não fosse sua roupa, talvez ela nem teria percebido que era ele...

Sua reação foi a pior possível. Incrédula e chocada com o que estava vendo gritou furiosa:

Como se respondendo a suas indagações o repórter continuou o seu relato:

Entretanto, a policia trabalha com a hipótese de que os delinqüentes se envolveram com alguma gangue rival e acabaram levando a pior. Esta é a hipótese mais plausível, visto a gravidade com que todos os motoqueiros, sem exceções, foram espancados. Muitos com várias fraturas expostas por todo o corpo e outros com ferimentos muito mais graves., como foi o caso do líder da gangue, Nomura Irai, que esta sendo levado, com urgência, para a UTI do hospital Geral de Tokyo.

Todos os demais feridos, também, estão sendo encaminhados para esse hospital, onde ficarão sob observação médica e prestarão depoimento aos policiais encarregados desse caso, assim que suas condições de saúde melhorarem. O que poderá levar algum tempo.

Voltaremos a qualquer momento com novas informações sobre este caso! Obrigado pela atenção e continuem acompanhando nossa programação normal... CLICK!!!

Sayaka desligou, furiosamente a televisão, e em seguida saiu em disparada de sua casa em direção ao Hospital.

Ela cobraria explicações de Nomura e desses idiotas imprestáveis. Custe o que custasse ela os obrigaria a falar o que diabos acontecera naquele lugar e se haviam cumprido ou não sua "tarefa" com relação aquela CDF. Coisa, que, intuitivamente, sabia que não ocorrera. E ela arrancaria a resposta daqueles incompetentes, custe o que custasse.

Os seus pensamentos se dissiparam assim que o elevador chegou ao 3Ί andar do hospital.

Saiu, feito uma bala, do elevador, quase trombando de frente com um médico e começou a andar freneticamente pelo corredor a procura dos quartos onde Nomura e seus motoqueiros estavam colocados.

Não foi difícil ela descobrir os quartos em que estavam: Havia um som inconfundível de gemidos vindo nos quartos mais no final do corredor, próximo a uma outra área sinalizada como UTI.

Andou alguns metros a frente e parou diante de uma janela de vidro: do outro lado via a área de Terapia Intensiva, onde viu Nomura, deitado todo enfaixado no rosto e no corpo, com dois médicos monitorando, a todo instante, os aparelhos ligados a seu corpo. Ele estava todo entubado, com aparelhos ligados a seu corpo e monitorando-o seu estado físico, a todo o instante:

Sayaka entrou em um dos quartos e, por sorte, encontrou dois motoqueiros que ela conhecia muito bem, deitados em duas camas de hospital, uma ao lado da outra: SHIGUERO e TOGO.

Aproximou-se de Shiguero, pois, sua cama estava mais próxima a porta. Além disso, ele parecia um pouco mais desperto, apesar seu estado ser, visivelmente, lastimável: O seu braço direito estava engessado, o peito e o tórax completamente enfaixados e o lado esquerdo do seu rosto, estava completamente inchado. Percebera que ele havia perdido alguns dentes nesta região, também.

Não era a toa que o rapaz gemia de dor: seu aspecto parecia de alguém que fora atropelado por um caminhão ou coisa pior.

"Com mil demônios! O que aconteceu com ele?" – pensou Sayaka. – "O que houve com os JOKERS, afinal de contas?"

Com os dentes cerrados de raiva e de frustração Sayaka aproximou-se mais perto de Shiguero e, sem um pingo de consideração por ele, colocou a mão pesadamente sobre o ombro engessado do motoqueiro, e começou a sacudi-lo, violentamente, sem dó nem piedade:

A outra, tentou ajuda-la, mas, acabamos por domina-la... Ela ficou inteiramente a nossa mercê e, principalmente, de nosso chefe...

Um cruel sorriso esboçou no rosto de Sayaka. Então, pelo que Shiguero contava, eles haviam pego Amy. Então, pode ser que tinham levado a cabo a vingança que ela planejara contra Amy. E, com um pouco de sorte, essa idiota da Serena, também teria "divertido os rapazes"...

Mas, a alegria de Sayaka durou pouco. Logo, percebeu que Shiguero, hesitava em lhe dar uma resposta a essa pergunta crucial.

Sayaka na precisava ser nenhum gênio para perceber que ele não queria responder, temendo sua reação. E a raiva e a frustração de Sayaka voltaram a tona:

Sayaka fez um cara de espanto e confusão. Parecia que não havia escutado direito ou não compreendido muito bem a resposta de Shiguero.

Ah! Você está querendo dizer "eles", não é? A outra gangue rival que o noticiário de TV mencionou, não é? Quem foram? A turma do Yusuke? Só podem ter sido eles, aqueles miseráveis traiçoeiros... Esses malditos não podiam ter aparecido em pior hora! Intrometidos desgraçados!

UM SÓ HOMEM LIQUIDOU TODA A GANGUE DOS JOKERS!?! SOZINHO?!?

Agora, mais do que nunca, Sayaka queria saber de tudo que havia acontecido naquela rua. Tudo! E não sairia do hospital até saber todos os detalhes do que se passou naquela rua.

Então, Shiguero começou a narrar todos os detalhes do que havia acontecido, logo após o aparecimento deste rapaz misterioso: A luta dos Jokers contra ele. O próprio combate dele contra esse rapaz e sua vergonhosa derrota. Os detalhes seguintes, ele veio a saber depois, através dos gritos de dor de Togo, ao seu lado e de um dos motoqueiros que, inutilmente, tentara fugir no final da luta, e que veio com ele na mesma ambulância.

De qualquer forma, ele contou tudo para ela, sem esconder nenhum detalhe humilhante da derrota da gangue.

Quando terminou seu relato, o rosto de Sayaka havia se transformado numa verdadeira máscara de espanto e incredulidade. Aquele relato era assombroso si só: Um único homem, sozinho e desarmado, vindo sabe se lá de onde, enfrentou e derrotou sozinho uma gangue de motoqueiros mais "barra pesada" de toda a Tokyo. Isso era algo difícil de acreditar, se não dizer impossível.

Ficou em silêncio, por um breve momento, olhando aturdida para Shiguero, sem se mover ou falar nada.

Mas, foi só por um breve momento!

Logo em seguida, o rosto de Sayaka voltou a se transformar numa fisionomia furiosa e vermelha de raiva. Quando, entendeu que seu plano de vingança havia falhado miseravelmente. Amy havia escapado de sua armadilha e, para Sayaka, era como se a garota tivesse mais uma vez a derrotado de uma forma humilhante. Só que desta vez, Amy havia contando com a ajuda da sorte e do destino, que lhe enviaram um "misterioso salvador" ou um demônio, como Shiguero não para de alardear, em seu socorro.

Então, não suportando mais esse golpe em seu orgulho, Sayaka resolve descontar toda sua raiva e frustração em Shiguero, esbofeteando-o, sem parar em meio a gritos e palavrões furiosos.

Era bem possível que, no descontrole de sua fúria, Sayaka pudesse ferir Shiguero com gravidade, se duas enfermeiras e um médico, que estavam de plantão naquele andar, não tivessem ouvido os gritos desesperados de socorro de Shiguero e vindo em seu auxílio.

As enfermeiras logo agarraram os braços de Sayaka, mas ela se debatia feito uma louca. Uma alucinada.

Sayaka se debatia sem parar e foi quase impossível, as duas enfermeiras retirarem ela do quarto. Porém, quando Sayaka se afastou do leito de Shiguero, acabou, acidentalmente, aproximando-se do leito vizinho onde estava TOGO. E, quando ela o viu, subitamente, para o espanto do médico e das enfermeiras, ela se calou e ficou imóvel. Seus olhos observavam, completamente arregalados, aquele que era considerado o motoqueiro mais forte de todo o bando dos JOKERS. E por ela própria, já que o tinha visto, algumas vezes, Togo "triturar" seus adversários de forma implacável. Ninguém! Ninguém mesmo, era páreo ante sua poderosa força física.

Contudo, agora, ela estava boquiaberta, atônita e sem palavras, ao ver o estado em que, se encontrava, naquele momento, o outrora "gigante de músculos": Ele estava deitado no leito hospitalar. Totalmente engessado, dos pés a cabeça, feito uma múmia. Com aparelhos médicos presos a seu corpo, monitorando, sem parar, suas condições internas, enquanto seus membros, pernas e braços, engessados, estavam suspensos por finos arames de sustentação, que os mantinham elevado do leito por alguns centímetros.

Era numa visão deplorável e ao mesmo tempo assustadora para ela.

Togo fora "destruído". Essa era uma palavra que melhor definia a visão que estava tendo do derrotado "gigante de músculos". E, agora, Sayaka, podia ter uma idéia real da força e do poder do adversário que os JOKERS enfrentaram. Seja ele quem fosse, havia demonstrado, no estado lastimável em que deixou Togo, a prova incontestável de sua supremacia absoluta sobre ele e os demais "JOKERS" durante a luta.

 

 

CENA 3:

Mansão Hara (QG de Shadow Moon)

Jimmy mal comeu o seu almoço, que ele mesmo havia preparado para todos, naquela tarde, horas depois do incidente da rua sem saída.

E, a mesa, mal falara com Issac ou Rumiko., que estavam, sentados a sua frente.

Estava sem fome e com a mente divagando ao longe. Só que desta vez, não pensava obcecadamente, como de costume, sobre o "Anjo Branco" ou sobre a missão que deveria levar a cabo naquela noite. Não! Agora, algo havia mudado dentro de si: Estranhamente, sua mente recordava-se, apenas, do incidente daquela tarde:

Primeiro, sua vitória sobre aqueles miseráveis covardes. Mas, também, como cometera o erro de ser pego de surpresa por aquele idiota musculoso e como quase isto lhe custou a vida. Se não fosse aquela garota ter intervindo em seu auxílio e lhe dado preciosos segundos para energizar o seu KÍ, talvez não tivesse escapado com vida.

Sim, aquela garota. Na verdade era a recordação dela, de seu rosto singelo, de sua voz suplicante e amável, de seus olhos cintilantes e de sua aura clara e límpida, que ocupavam a sua mente, agora. Não consegui tirar a lembrança dela de sua mente, por mais que tentasse se concentrar em sua missão de vingança.

A simples recordação daquela garota lhe trazia uma sensação de paz, que ele não conseguia ter, há vários dias e noites, desde o massacre no CARANDIRÚ 5. Por que? Por que ela não conseguia tirar o rosto daquela garota de sua mente? Por que não conseguia esquece-la e se concentrar apenas em sua missão de pegar o "ANJO"?

E por que, bem no fundo de seu coração, nutria um secreto desejo de... reencontra-la?

Jimmy se surpreendeu com este último raciocínio. Isto não era, algo apropriado, para um ninja como ele pensar naquele momento. Tinha que tirar estes pensamentos fúteis de sua cabeça e se concentrar em sua missão, apenas isso. Só a missão era importante! E ele faria de tudo para realizar sua tão ansiada vingança contra o "Anjo Branco".

E nada e nem ninguém iria desvia-lo desse seu objetivo! Nada!

Rumiko sorvia, calmamente, seu chá verde, enquanto ouvia Jimmy relatar-lhe, com detalhes, tudo que ocorrera no inicio daquela tarde: a aparição de uma mulher misteriosa pedindo socorro e sua luta contra a gangue de motoqueiros, em defesa de duas estudantes colegiais.

Ao terminar seu relato, Rumiko censurou-o por ter sido pego de surpresa por um adversário "infinitamente inferior" a ele em força e em KÍ.

Amanhã, quero que dobre o tempo de seus exercícios de meditação e combate "nas sombras", meu neto! Não admitirei outro "erro infantil" como esse.

Hoje, contudo, você tem duas importantes missões a cumprir, esta noite.

Issac, que estava também a mesa, devorando um delicioso prato de KYODON (arroz japonês com pedaços de carne, ovo e molho de soja), fez uma cara de confuso. Com a boca cheia, ainda mastigando a comida, perguntou:

Com eles poderemos acompanhar, vinte quatro horas por dia, tudo que acontece naquela casa. Caso ela e sua família sejam atacados pelo "anjo", saberemos imediatamente, e iremos em seu socorro.

Fico feliz, em saber que estes meus sensores poderão nos ajudar a proteger aquela família, caso aja problemas.

Caso não aja necessidade, pelo menos teremos um "reality show exclusivo" para assistirmos. Só espero que este seja bem mais interessante do que aqueles programas "sem graça" que passam lá no Brasil e ... AAAIII!!!! – gritou Issac de dor ao levar um tapa de Rumiko na cabeça. – Poxâ, "vovózinha"! Isso doeu, viu?!

Com sua permissão, vovó!

A velha senhora fez um aceno positivo e Jimmy começou a desembrulhar o embrulho cuidadosamente. Quando finalmente, revelou seu conteúdo, Issac ficou maravilhado com a fina e ricamente adornada peça que estava vendo e assoviou:

Jimmy fez um breve relato da história da ADAGA com o desenho da "Lua Crescente" e como fora dada aos seus ancestrais pela "soberana da Lua", séculos áreas. Também, contou da promessa e do juramento que fizeram de, um dia devolver, a adaga ao seu "legitimo dono".

Quando terminou o relato, sua avó concluiu:

Apenas, prepare-se para a grande provação que lhe espera esta noite?

Antes, que Jimmy ou Issac pudessem falar ou perguntar mais alguma coisa, Rumiko levantou-se da mesa, abruptamente, e se retirou da sala.

Houve um breve silêncio a mesa, enquanto os dois amigos, absorviam em silêncio aquelas misteriosas palavras ditas pela anciã.

Finalmente, Issac acabou falando:

Esse papo de "espíritos" com que ela fala, me deixa sempre com os "cabelos brancos" de medo e em pé. E olha que ela não comentou nada, quando você lhe falou sobre a misteriosa mulher, que lhe pediu socorro para aquelas duas garotas, já sabendo, de antemão o seu nome...

Deus do céu! Alguém aqui pode me explicar, "racionalmente", o que é que está acontecendo aqui?

Logo, logo, Shadow Moon sairia atrás das respostas... e de vingança, também!

 

 

CENA 4:

Antiga Fabrica de Plásticos "Iwata" – Subúrbios de Tokyo (Esconderijo de Malachite e da Rainha Beryl)

Beryl e Malachite, parado em pé a seu lado, não disfarçavam a ansiedade de ver o inicio da grande experiência de mutação genética do dr. Àtila, cujo resultado seria extremamente importante para os planos de Beryl e Malachite, não só com relação a sua vingança pessoal contra as Sailors, como, também, para a posterior conquista de todo o mundo.

Pouco depois, da experiência genética, que, "reconstruiu" o corpo da Rainha Beryl, na tarde do dia anterior, o esconderijo dos vilões sofrera uma radical metamorfose:

De posse de seus poderes a plena força, a rainha Beryl não hesitou em testar seu poderes maléficos, agora muito maiores e mais fortes, graças a "genialidade científica" do dr. Àtila. Ela resolveu dar aquele esconderijo, um aspecto "mais adequado", digno de abrigar a soberana do Negaverso:

Primeiro, reconstruiu seu trono real, fazendo surgir, do chão uma gigantesca raiz de arvore retorcida e de aspecto macabro. Ainda com o seu poder, moldou a raiz vegetal e a fez tomar forma de um imenso trono.

Agora, a rainha Beryl sentia-se completa! Estava sentada, novamente, a um trono que lhe fazia jus a sua "realeza e poder" e com o seu "cajado real", em uma de suas mãos.

O passo seguinte foi transformar todo o local, para lhe dar um aspecto semelhante, o maxímo possível, ao seu antigo palácio no NEGAVERSO. O que fez em menos de uma hora, graças a seus poderes renovados.

Agora todo o esconderijo apresentava um aspecto lugrube e medonho, com estranhas folhagens, caule, cipós e raízes, se alastrando nas paredes, no chão e no teto do esconderijo.

Sim, agora, Beryl e Malachite podiam se sentir realmente como se estivessem de volta ao NEGAVERSO, enquanto o dr. Àtila ficava admirado com os poderes extraordinários da rainha Beryl, em ação. Via possibilidades incalculáveis para suas futuras experiências genéticas.

Já Quimera e o Lunático, que ficavam atrás de Malachite, conforme ordenara, reagiam a tudo que acontecia, em sua volta, de forma diferente, cada um deles:

O Lunático demonstrava certo medo em estar naquele lugar, agora, com aspecto tão medonho. Se pudesse preferia fugir de lá. Mas, não era tolo de fazer uma tolice dessas, já que sabia perfeitamente, que o "Anjo" o caçaria onde quer que ele fosse e quando o encontrasse...

Seria a morte certa! E ele sabia disso muito bem.

Portanto, ficou calado, e observando o desenrolar da experiência, sem esconder seu medo interior. E torcer para não acabar "molhando" suas calças....

Enquanto isso, Quimera, simplesmente, rosnava baixinho.

Mas era um rosnado cheio de ódio e desejo de vingança contra o "Anjo", que o mantinha aprisionado sob o seu poder e influência. Que o obrigava a servi-lo como um escravo! Maldito!

Mas, Quimera seria paciente. Haveria em algum momento uma chance para se vingar de tamanha humilhação. Então, todos, absolutamente, todos pagariam com suas vidas. A começar, é claro, pelo "Anjo"...

O dr. Átila estava eufórico.

Estava a ponto de realizar uma de suas maiores experiências de mutação genética de toda a sua vida. Com o material das "sementes do Negaverso", já devidamente, "refinado" e combinado com DNAs mutantes, desenvolvidos por ele próprio ao longo de vários anos de pesquisas proibidas pelo conselho medico brasileiro, o dr. Átila estava a ponto de criar uma nova e incomparável geração de monstros genéticos, jamais idealizados antes.

Uma legião, que segundo acreditava, seriam os grandes guerreiros monstros do novo NEGAVERSO: a tropa de elite da rainha Beryl e de Malachite na conquista do mundo.

Era uma experiência que teria dois seguimentos:

O primeiro, seria a criação de uma tropa regular de soldados monstros mutantes, que criaria a partir do DNA da aranha "Tarântula", com o DNA das "sementes do Negaverso", conforme sua própria sugestão a Rainha Beryl e Malachite. Ambos solicitaram ao cientista que criasse soldados poderosos, não muito inteligentes, e que obedecessem as ordens dos dois, sem questionar. Mesmo a custa de suas próprias vidas.

É claro, que, essas criaturas, poderiam ser perfeitamente dispensáveis, se preciso fosse.

Sua sobrevivência, não poderia ser mais importante que a dos "soldados de elite de Beryl". Esses sim, monstros de alto grau de poder, cuja missão seria a destruição das Sailors. Para isso, Malachite, exigiu do Dr. Átila que seguisse suas instruções de como queria que fossem criados e de que modo, seria o processo de metamorfose deles.

Átila ficou, simplesmente, "encantado" com as idéias proposta por Malachite e disse que os "monstros de Elite" seriam criados de acordo com as suas especificações exatas.

Malachite sorriu. Não duvidava que o dr. Átila faria tudo conforme sua ordens.

Agora chegara o momento da primeira fase de suas experiências: A criação dos soldados monstros.

O dr. Àtila cuidadosamente abriu um compartimento, de um imenso aparelho e, lá de dentro, tirou, em meio a vapores de produtos químicos misturados, uma enorme vasilhame transparente. Dentro dele havia dezenas de objetos minúsculos, semelhantes a pequenas "bolinhas de gude". Só que estas eram de aspecto diferente, de cor alaranjada, cobertas por uma espécie de casca e com filamentos, semelhantes a minúsculas veias, bombeando líquidos dentro delas.

Essas "bolas de gude" de aspecto bizarro e horrível, mexiam-se incessantemente, como se estivessem vivas. E estavam!

A experiência seguia seu curso como o planejado.

Em seguida, o cientista retornou ao painel de controle e acionou alguns botões.

No mesmo instante, uma onda de energia percorreu o imenso "canhão de luz" iluminando seu interior com uma luz de côr verde-avermelhada, cada vez com mais intensidade.

Até que, quando, o "Canhão de luz" parecia ter alcançado o seu ponto de saturação e de limite, o dr. Átila agarrou, com força, uma alavanca, de seu painel de controle, e puxou-a para baixo, abruptamente, ao mesmo tempo, em que gritava, extasiado, a plenos pulmões:

Um som estridente ecoou por todo o laboratório!

Ao mesmo tempo, o canhão de luz disparou, num tiro direto para baixo, uma espécie de raio verde-avermelhado, que atingiu em cheio o recipiente com as "bolinhas", penetrando-as por completo. Então, segundos depois, o recipiente explodiu, espalhando as bolinhas pelo chão do imenso laboratório.

Malachie e a Rainha Beryl abriram um largo sorriso de êxtase ao ver que as bolinhas, aumentaram de tamanho, instantaneamente, até que atingiram o tamanho de um imenso ovo, que se quebraram, na mesma hora.

De dentro deles, saíram umas criaturas horripilantes, de aspecto humanóide, mas com feições faciais que se assemelhavam a aranhas. Tinham duas pernas, o que permitiam que elas ficassem de pé, mas as semelhanças como humanos terminava aí: Possuíam quatro braços, com garras em lugar de mãos. Tinha uma pele coberta com pelos negros e sua voz (se é que tinham) era um tipo de chiado incompreensível.

Havia agora um total de 50 "aracnóides" a frente de Malachite e da rainha Beryl, movimentando-se sem parar, como se estivessem aguardando o comando dos dois.

A rainha Beryl não os fez esperar muito. Levantou de seu trono e com autoridade gritou, empunhando seu cajado:

Imediatamente, a monstruosa tropa se curvou e ficaram parados em posição de prontidão.

Malachite sorriu. Era obvio que estes monstros eram inteligentes o suficientes para entender e obedecer as suas ordens. Seriam soldados excelentes.

Beryl continuou seu discurso:

Os Aracnóides começaram a se agitar e emitir seus sons estridentes. Como ovacionando sua soberana.

Houve uma nova agitação. Os Aracnóides ansiavam pelas ordens de ataque de sua rainha:

MORTES AS SAILORS! MORTE A SAILOR MOON!!!!

Que o sangue dessas malditas sirvam como "batismo" para nossa guerra total contra a patética raça humana.

Houve uma nova e ainda maior agitação entre os aracnóides, quando Beryl concluiu seu discurso:

MAS QUE SAILOR MOON E TUXEDO MASK SEJAM ACORRENTADOS E ARRASTADOS ATÉ MIM. PARA QUE SOFRAM UMA CRUEL E INFINDÁVEL TORTURA EM MINHAS MÃOS ANTES DE MORREREM, TAMBÉM!!!!!! HÁ! HÀ! HÁ!

Os Aracnóides estavam alvoroçados. E prontos para entrarem em ação!

A Rainha Beryl sorriu, cruelmente! Finalmente, iria iniciar seu plano tão ansiado de vingança contra Sailor Moon e suas comandadas. Só que ainda faltava um detalhe importante, que não podia faltar em seus planos.

Voltou a sentar em seu trono e virou-se para Malachite, dizendo-lhe:

Malachite nada disse ou esboçou reação. Sabia, perfeitamente, que sua rainha, com seus novos poderes, poderia muito bem se proteger sozinha. E aí quem atrevesse a se intrometesse em seu caminho...

Tratou logo de cumprir suas últimas ordens.

Virou-se para o dr. Átila e ordenou-lhe:

Imediatamente, o dr. Átila se dirigiu a um outro aparelho, que tinha a aparência bizarra de um enorme "micro-ondas" com vários fios, bobinas e um recipiente raso, parecido com um "prato fundo de sopa". Tirou dos bolsos dois enormes tubos de ensaios: Um deles de cor verde, continha o "DNA aperfeiçoado e refinado" de uma das sementes do Negaverso. O outro, com conteúdo vermelho, continha o DNA de uma das experiências secretas e proibidas do dr. Átila.

O cientista derramou o conteúdo dos dois tubos no "prato", e imediatamente, a mistura de ambas provocou uma reação de gases e borbulhos. O dr. Átila sorriu ao observar os líquidos se misturarem, e, rapidamente, correu de volta para o painel de controle.

Mais uma vez, acionou seus comandos, e, logo o aparelho de "Micro-ondas" começou a ser varrido por energias caóticas e multicoloridas. Muito mais poderosas e perigosas do que as utilizadas para a criação dos Aracnóides, instantes atrás.

Depois de alguns instantes, tudo cessou! Automaticamente, o "aparelho" empurrou o "prato" para fora do seu interior através de uma base metálica, abaixo do "prato".

O dr. Átila retornou para perto do aparelho e ao olhar o interior do prato, sorriu com cruel satisfação.

Sem conseguir mais conter a ansiedade, Malachite gritou nervoso:

Malachite se tele-portou no mesmo instante de onde estava para se materializar ao lado do dr. Átila. Olhou para a mesma direção que ele, e o que viu fez seus olhos se arregalarem de surpresa e um sorriso maligno surgir em sua face, instante depois.

Depois de sofrer uma bombardeio de energias desconhecidas no estranho aparelho, a misteriosa mistura genética feita pelo dr. Átila, sofreu uma radical e misteriosa metamorfose: Já não mais havia uma mistura borbulhante de líquidos e gases, mas, sim uma repugnante criatura, com o tamanho não muito maior do que uma palma de mão.

A pequena criatura tinha um aspecto de uma horripilante, semelhante a uma "ameba". Ela não tinha olhos e nem membros, contudo ostentava uma minúscula e afiadas presas, em algo que lembrava, vagamente, uma boca.

A pequena criatura soltou um horripilante rugido, que apesar de pequeno, era aterrador.

Malachite pegou a criatura e ficou observando-a rugir, na palma de suas mãos por alguns instantes, depois, sorriu para o dr. Átila e lhe disse:

Malachite não terminou a sua frase.

Seu telefone celular, em seu bolso, tocou, e ele atendeu-o com a outra mão livre.

Do outro lado da linha, uma voz masculina lhe passava a preciosa informação que ele estava aguardando...

 

 

CENA 5:

No lado de fora da lanchonete "THE CROWN". No final daquela mesma tarde.

As garotas e Darrien haviam passado, praticamente, a tarde toda na lanchonete, conversando e tentando, de todas as maneiras, animar Amy, ainda muito abalada como os acontecimentos daquele dia.

E ao saírem da lanchonete, Rei estava decidida a fazer com que todas as suas amigas, especialmente, Amy, aceitassem o seu "convite" feito, instantes atrás na mesa da lanchonete:

Darrien e as outras meninas olharam-na com certa vergonha por vê-la se comportar tão infantilmente.

Amy sorriu de maneira meiga. Enquanto Rei voltava-se, novamente, para ela:

E nenhuma de nós ficaríamos tranqüilas em saber que você está, sozinha, em sua casa.

A confusão estava formada, como sempre, e Amy , sem outra opção resolveu aceitar o convite de Rei. No fundo, no fundo, ela não queria ficar sozinha enquanto sua mãe estava fora.

Sim, Rei! Aceito o seu convite! Vou gostar de passar o fim-de-semanas com as minhas amigas mais queridas.

Haruka virou-se para Hotaru.

Todas concordaram e, depois de uma breve despedida, cada um seguiu o seu rumo.

Mas, nenhum deles havia percebido o carro preto estacionado, um pouco afastado da entrada da lanchonete. E muito menos os dois passageiros do veículo, que munidos de um sofisticado equipamento de escuta, puderam ouvir toda a conversa do grupo, na calçada.

Um dos mafioso tirou o fone do ouvido e virou-se para o seu companheiro no volante.

CAPITULO 7 PARTE 2, AQUI

 

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