CENA 6:
Antiga Fabrica de Plásticos "Iwata"
Subúrbios de Tokyo (Esconderijo de Malachite e da Rainha Beryl) Naquele
mesmo instante.
Malachite sorriu, ao ouvir , pelo celular, as noticias
de seus informantes da Yakuza:
- Então a garota vai passar a noite, junto com as demais colegas, na
casa de Rei Hino, não é? disse Malachite com um cruel sorriso.
Sim, sei quem é essa menina! Não! Não precisam me dar
o endereço, pois sei exatamente onde ela mora e em que bairro fica
o Templo Xintoísta.
Fizeram um bom trabalho! Não! Não precisam
mais segui-las , por hoje! Estão dispensados! Mas, aguardem meu chamado
para amanhã. Combinado! Até amanhã!
Malachite desligou o celular e virou-se para o Parazitóide,
que ainda tinha sobre a sua mão e exclamou:
- Excelente!
- Boas noticias, "Anjo"? perguntou o dr. Átila.
- As melhores, doutor! Sailor Moon e suas amigas vão passar a noite
juntas, num templo Xintoísta. Uma delas mora lá. Poderemos ataca-las,
hoje mesmo!
- Maravilha! exclamou cruelmente o dr. Átila. Os aracnóides
estão ansiosos para entrarem em ação...
- E eu mal posso esperar para dar ao nosso pequeno bichinho aqui, o seu hospedeiro.
E já tenho em mente um "candidato perfeito". He! He! He!
Malachite soltou uma cruel gargalhada enquanto que o Parazitóide
em sua mão, como se entendesse o que seu dono falava, saltou um pequeno
e feroz rugido.
- Calma, meu "pequeno demônio"! disse Malachite a pequena
e horripilante criatura na palma de sua mão. Está noite lhe
darei a chance de "crescer". Não se preocupe. He! He! He!
E, então, você poderá dar cabo daquelas malditas sailors.
Há! Há! Há!
Como resposta, o Parazitóide, rugiu um pouco mais
alto...
CENA 7:
Na rodovia movimentada de Tokyo.
Haruka dirigia seu possante PORCHE pela estrada, em direção
a sua casa. Michiru como sempre estava ao seu lado, no banco da frente, enquanto
que a pequena Hotaru estava sentada, comportadamente, no banco de trás.
Enquanto que Haruka dirigia, olhou para ela no espelho retorvisor
e disse:
- Não teria problema algum se você quisesse passar esse fim-de-semana
com Rini e as meninas, Hotaru. Eu e Michiru nãao ficaríamos
aborrecidas...
- Eu sei disso, Haruka! disse a menina. Mas, é que realmente, temos
muitas coisas para arrumar lá em casa, não é? E não
queria deixa-las fazer todo o serviço sozinha.
- Você é uma menina muito gentil, Hotaru! Mas, isso era desnecessário!
Eu e a Haruka poderíamos cuidar de tudo sozinha. respondeu Michiru.
- Mesmo assim eu tenho muita coisa do colégio para colocar em ordem
como falei. E não quero levar bronca dos professores logo no meu primeiro
dia de aula e...
A frase morreu subitamente na garganta de Hotaru quando a garota
sentiu uma forte dor na altura do peito e tombou para trás. Seu corpo
todo tremeu e começou a ter espasmos musculares. Seus olhos estavam virados,
como se tivesse acabado de desmaiar.
- HOTARU! HOTARU! HOTARU! gritou desesperada Michiru
- Meu Deus o que aconteceu? exclamou aturdida e nervosa Haruka.
- Pare o carro! Encoste em algum lugar, mas pare o carro... Já! implorou
Michiru.
Rapidamente, Haruka levou o carro a um encostamento na estrada
e parou, lá mesmo. Em seguida saltaram do carro e foram para o banco
de trás acudi-la:
- Hotaru! Hotaru! Fale comigo! Vamos, fale! gritou Haruka desesperado.
- Oh, meu Deus! Ela parece que esta desmaiada...
- Não! Não está! Mas, parece que ela sofreu algum tipo
de ataque cardíaco ou dor no peito. Não o corpo dela não
para de tremer...
- Espere! exclamou Michiru. Parece que ela está melhorando. Parece
que essa crise que ela teve está passando...
De fato, tão abruptamente, como começou o mal-estar
de Hotaru se foi e a garota se encontrava desfalecida, aos braços de
Haruka.
- Hotaru! Hotaru! Acorde, Hotaru! implorava Haruka enquanto sacudia a garota
cuidadosamente, para força-la a despertar.
Deu certo! Instante depois, Hotaru! Como se recuperasse os
sentidos abriu os olhos e olhou para as duas moças.
- Oh, graças a Deus! Ela voltou a si. exclamou Michiru aliviada.
- Hotaru! O que foi que aconteceu com você? O que foi que você
está sentindo? O que...?
- Setsuna... Plutão... disse a garota quase sem força na voz.
- O que? O que foi que você falou? exclamou Haruka confusa.
- Eu tive... uma "visão"! disse Hotaru, agora mais recuperada.
Uma "visão" muito clara e muito forte...
- Oh, céus! Os poderes paranormais de Hotaru voltaram a se manifestar.
Ela não tem muito controle sobre eles e isso lhe causa uma dor horrível!
lembrou-se Michiru.
- Sim! Estou lembrado disso... acenou afirmativamente, Haruka e, depois,
virou-se novamente para Hotaru, perguntando-lhe: - O que foi que você
viu, Hotaru? Fale! Não tenha medo?
- Setsuna... Sailor Plutão... Ela está em perigo...
- O que está dizendo? Mas, como? Onde?
- Precisam... ajuda-la... balbuciou Hotaru. Em seguida a garota voltou a
desmaiar.
- Hotaru! Hotaru! gritou Haruka tentando faze-la acordar, novamente, mas
foi inútil.
- Não adianta! Hotaru perdeu os sentidos. Vai ficar desacordada por
algum tempo. observou Michiru.
- Você escutou o que ela disse?
- Sim. Disse que Setsuna estava em perigo! E que precisava de nossa ajuda
o quanto antes.
- Sei onde ela está morando, agora. Podemos chegar lá em dez
minutos.
- O que estamos esperando?
Sem mais nenhuma palavra as duas mulheres colocaram a menina
deitada no banco traseiro e voltaram nos assentos dianteiros do Porche.
Haruka ligou os motores do carro e acelerou-o ao máximo.
Em seguida disparou velozmente em direção a casa de Setsuna Meiou:
a Sailor Plutão.
CENA 8:
Num conjunto habitacional Bairro de Ueno (nos arredores
da estação ferroviária).
Já estava anoitecendo quando MEIOU SETSUNA (SAILOR
PLUTÃO), desceu do trem na estação de Ueno.
Consultou o relógio da estação e constatou
que eram seis da tarde em ponto. Felizmente seu turno na enfermaria do colégio
Juuban High School, sem nenhum incidente grave, a não ser uma garota
que havia torcido o pé, no treino de educação física
há dois dias atrás. Um acidente que não valia a pena, sequer
registrar.
Mas, Setsuna, sentia que nada estava bem a sua volta. Pelo
contrário!
Sabia, graças a seus poderes sensitivos e "para-dimensionais"
que algo muito grave havia acontecido, mais ou menos, três ou quatro dias
atrás. Algo tão aterrador e maligno que, ela via claramente, havia
desequilibrado o plano dimensional terrestre.
Não sabia exatamente o que era ou o que estava causando
aquela sensação angustiante, dentro de si. Mas, não tinha
qualquer dúvida que se tratava de uma nova ameaça para todo o
planeta Terra.
Uma ameaça tão ou mais poderosa do que a
última inimiga ao qual ela e suas companheiras Sailors haviam enfrentando,
há pouco tempo atrás: SAILOR GALAXIA.
Ela, assim como as demais sailors, haviam nutrido a esperança
que as batalhas houvessem terminado, finalmente. Tola ilusão, ela compreendia
agora.
As batalhas em defesa do planeta Terra jamais terminarão
até que se concretizasse a instauração do "Novo Millenium
de Prata", no futuro longínquo. Mas, para que isso, um dia viesse
a acontecer, era preciso proteger o "presente".
E o presente estava, novamente, sob ameaça.
A contra-gosto teria que avisar suas companheiras sailors.
Lamentava ter que tira-las de seu breve e agradável período de
paz, que todas elas estavam vivenciando. Uma pena!
Hoje pela manhã, havia recebido um telefonema, antes
de sair de casa e ir para a escola. Era Haruka avisando que ela e Michiru haviam
acabado de regressar de Hong Kong e pretendiam encontrar as outras meninas na
lanchonete de Andrew. Infelizmente, por causa de seu turno na enfermaria do
colégio, não pode ir ao encontro de todos. Teria sido uma boa
oportunidade para contar-lhes sobre suas "premonições"
e alerta-las sobre o novo perigo.
Mas, enfim, teria que deixar isso para uma outra hora.
No fundo, Setsuna queria ter mais certeza do que ela e
as demais sailors estavam prestes a enfrentar. E, principalmente, quem seria
o seu inimigo desta vez.
Com esses pensamentos fervilhando em sua mente, Setsuna
percorreu em quinze minutos de caminhada a distância entre a estação
de trens de UENO até o condomínio de apartamentos, em que ela
estava vivendo agora.
Era um apartamento modesto e pequeno, era verdade. Mas
tinha conforto suficiente para uma só pessoa, além da vizinhança
ser composta por gente amigável.
Decidira morar sozinha por dois motivos:
Primeiramente, por causa da viagem de Haruka e Michiru,
que iriam fazer, juntamente com Hotaru, para o exterior. Ela não queria
ficar sozinha naquela imensa casa. E em segundo lugar, apesar de gostar da companhia
de suas amigas, precisava de certa privacidade para cumprir sua missão
de vigiar o "PORTAL DO DESTINO". E havia certas coisas nessa sagrada
missão que não poderia permitir que nenhuma das outras sailors
tivesse acesso.
Além do mais, estava gostando daquela sensação
de independência que havia conquistado. E de privacidade.
Chegou ao seu apartamento, de numero 504 e girou a chave
na fechadura.
Entrou no apartamento e, despreocupadamente, fechou a porta
atrás de si enquanto jogava sua pasta sobre a pequena mesa.
Setsuna , talvez pelo cansaço daquele dia enfadonho
ou por estar distraída com seus pensamentos, levou alguns segundos para
que seus sentidos aguçados percebessem que ela não estava sozinha
naquele quarto.
Foi um erro que ela pagaria caro por ter cometido, quando
uma voz, vindo de uma cadeira próxima a sua cama lhe falou com cínica
crueldade:
- Até que enfim, você chegou, "querida irmã"!
Estava ficando cansada de esperar...
- Não pode ser! Você?!? disse Setsuna aturdida, mal acreditando
na figura que estava a sua frente, enquanto levava, instintivamente, as mãos
ao bolso para pegar sua "caneta de transformação".
- Nem pense nisso, sua tola! disse Beryl, ao mesmo tempo que apontava sua
mão para Setsuna e disparava uma potente descarga energética.
- AAARRRGGGHHH!!!!!!! Gritou Setsuna, enquanto sentia seu corpo ser dolorosamente
eletrificado, por alguns momentos, e, em seguida cair, quase desmaiada ao
chão.
- Este sempre foi o seu maior defeito, mana: Você é tão
previsível... He! He! He! disse Beryl, cruelmente, ao mesmo tempo
em que se levantava da cadeira e se aproximava de Setsuna, caída ao
chão. Isso é maneira de receber a visita de sua querida irmã
mais velha em sua casa? Depois de tanto tempo? Mas, que falta de consideração
a sua...
- Não... Não ... Não pode ser! Isso é impossível!
Você... Você... Você morreu! Sailormoon e suas amigas...
a derrotaram! Anos atrás... gemia, Setsuna, atordoada, mal acreditando
ver a figura parada, em pé, a seu lado.
- Como esses míseros seres humanos costumam falar: "as notícias
sobre a minha morte foram um tanto exageradas"... He! He! He! disse
a rainha Beryl soltando uma gargalhada maléfica.
Setsuna olhava-a com um misto de choque e incredulidade para
Beryl, mas os seus sentidos confirmavam seus piores temores: Era sua odiosa
irmã que, de fato, estava a lá. Sua aura maléfica e cruel
infestava todo o apartamento, como algo imundo. E o que era pior: Sentia que
os poderes de sua irmã, que já eram temíveis anteriormente,
de alguma forma, estavam bem maiores e mais fortes.
E ela logo teve uma demonstração disso, quando,
inesperadamente, Beryl parou de gargalhar e, num impulso furioso, agachou-se
e agarrou Setsuna pelo pescoço, erguendo-a, como se ela não fosse
nada.
Setsuna, sentia o aperto dos fortes dedos de Beryl em seu pescoço,
sufocando-a, enquanto seus pés agitavam-se, acima do chão.
- Eu voltei do inferno, irmã! Voltei de uma "prisão escura
e solitária", que a maldita Sailormoon me enviou, para me vingar
dela e de todas as suas amigas. disse Beryl, furiosamente.
- Nunca! COF!! disse Setsuna quase sem ar. Você não conseguirá
cumprir seus planos cruéis. COF!! Eu vou impedi-la! Custe o que custar!
COF!!
- Você não vai fazer nada, sua grande tola! A não ser
me entregar, aquilo que vim buscar para, digamos, "garantir minha vitória".
disse Beryl, ao mesmo tempo que, num impulso, jogou Setsuna contra a parede
do quarto. A mulher gritou de dor ao se chocar contra a parede e acaba caindo
sentada no chão, toda machucada e sem ar.
Setsuna não tinha mais forças ou condições
físicas para reagir. Estava completamente a mercê de sua inimiga.
Beryl ciente de sua vitória próxima, se aproxima
ameaçadoramente, de Setsuna:
- Vamos, "querida irmã"! Não segui sua "aura
energética" por toda essa cidade imunda para lhe encontrar e acabar
perdendo o meu precioso tempo, com conversa inútil: Entregue-me aquilo
que vim buscar e prometo-lhe que, lhe darei uma morte rápida e indolor.
Entregue-me a OPALA DE DEIMOS!!! exigiu Beryl, ameaçadoramente.
- Nunca! Jamais lhe entregarei aquela jóia maldita! disse Setsuna,
contundentemente. Pode me matar, se quiser! Mas, jamais te entregarei essa
opala, Beryl. Disse Setsuna, apavorada com a possibilidade daquela perigosa
jóia, que jurara, séculos atrás, manter sob sua guarda,
caísse nas mãos de sua odiosa irmã. As conseqüências
seriam terríveis e aterrorizantes.
- Você irá me entrega-la, mana. Por bem ou por mal. E já
que prefere dificultar as coisas para mim será do pior jeito... disse
Beryl preparando-se para atingi-la com outro raio de suas mãos.
Setsuna, cerrou os dentes, preparando-se para mais um golpe
devastador, quando, súbito, ouviu uma voz gritar no quarto.
- PARE!
- Mas... Quem é que ousa me interromper?! disse Beryl furiosa, virando-se
em direção a Janela do quarto, onde partira aquela voz feminina.
Surpreendeu-se em ver duas sailors desconhecidas para ela,
paradas, uma ao lado da outra, olhando desafiadoramente para elas.
- Maldição! Quem são vocês? disse ela furiosa
em ver aquelas duas jovens que entraram, subitamente, pela janela.
- Faço parte de uma nova era. Sou Sailor Urano! E entrarei em ação!
disse a mulher de cabelos claros e curtos.
- Eu também faço parte de uma nova era. Sou Sailor Netuno! E
entrarei em ação! completou sua companheira de cabelos compridos.
- As sailors do "sistema solar externo"! Sim! Agora me lembro de
vocês... disse Beryl, num tom de evidente desprezo. É! Parece
que as coisas realmente mudaram enquanto estive "ausente"... SailorMoon
arranjou novas aliadas. Mas, isso não irá ajuda-la. Tão
pouco a vocês duas, suas intrometidas!
- Cale-se, sua bruxa! E afaste-se de nossa amiga, agora! Senão quiser
sofrer as conseqüências. ameaçou Urano, furiosa.
- Oh! Uma ameaça? disse Beryl com deboche. Mas quanta petulância!
Acho que vou lhes ensinar "boas maneiras", antes de acabar de tratar
de meus "assuntos familiares" com minha irmã.
- O que? Sua irmã? Perguntou chocada, Sailor Netuno.
- Não pode ser! retrucou incrédula, Sailor Urano. Isso é
uma grande mentira!
- Calem-se, malditas! Eu não tenho que lhes dar nenhumas explicações.
Vão me pagar caro pela afronta de me ameaçarem. gritou, Beryl,
furiosa.
- Isso que nós vamos ver, sua bruxa! disse furiosa Urano, preparando-se
para lançar seu ataque.
Infelizmente para ela e Netuno, as duas não tiveram
a mínima chance de esboçar qualquer reação.
Tudo aconteceu em uma fração de segundos.
Antes que pudesse lançar o seu raio devastador, Urano
e Netuno, viram Beryl, num gesto com as mãos, simplesmente desaparecer
de sua frente.
- O que? exclamou Urano, espantada.
- Ela desapareceu! retrucou Netuno.
- Cuidado, garotas! Atrás de vocês!!!! gritou alarmada, Setsuna.
Infelizmente o aviso chegou tarde demais!
Beryl, de maneira astuta, havia se tele-portado bem atrás
das duas moças. E antes que as duas percebessem o que estava acontecendo
ou esboçassem alguma reação, Beryl agarrou-as pelo pescoço,
e descarregou uma poderosa energia no corpo das duas moças.
Urano e Netuno gritaram de dôr enquanto a energia maligna,
saindo das mãos de Beryl, as estavam eletrocutando, incessantemente.
A agonia e o suplicio das duas heroínas era indescritível.
- Tolas! Achavam mesmo que seriam páreos para mim? Para o meu poder
supremo? Idiotas! Irão perecer pelas minhas próprias mãos.
gritou Beryl, diante da tortura das duas moças.
- Pare, por favor! Não faça isso! gritou Setsuna, sentindo
dores horríveis por todo o corpo.
- O que foi, mana? Está preocupada com a sorte dessas duas idiotas?
Mas, quanta consideração a sua. respondeu Beryl com ironia.
- Não as mate! Por favor! Não faça isso!
- Se a vida dessas duas inúteis é tão importante para
você, então, proponho-lhe um acordo: Entregue-me a "Opala
de DEIMOS" e pouparei a vida de suas amigas. Caso contrário "irei
frita-las até os ossos"... propôs Beryl, dando um ultimato
ameaçador.
- Não faça isso! Não entregue o que ela está querendo...
AAAARRRRGGGHH!!!!! gritou Urano, sentindo a descarga energética percorrer-lhe
o corpo, dolorosamente.
- Vamos, irmã! Estou ficando impaciente: Vai me entregar a jóia
ou não? disse Beryl, ao mesmo tempo que aumentava a descarga energética
fazendo as duas sailors prisioneiras gritarem mais alto de dôr.
Era uma cena dantesca e dolorosa demais para ficar assistindo
sem fazer nada.
E apesar do difícil dilema entre o seu dever sagrado
em manter guardada a jóia, sob sua responsabilidade, e ajudar suas amigas
em perigo de morte, Setsuna, acabou seguindo seu coração:
- Ok, Beryl! Você venceu. Tome! disse Setsuna abrindo a mão,
ao mesmo tempo que uma jóia amarelada e arredondada, se materializava
em sua palma.
- Oh, a "Opala de Deimos"! exclamou Beryl, enquanto que soltava
Urano de sua mão. A jovem guerreira caiu, desfalecida, ao chão.
Finalmente!
Beryl fez um gesto com os dedos e a jóia acabou "flutuando
no ar", das mão de Setsuna para a sua.
Sim! Era mesma a "Opala de Deimos"! Ela sentia seu
poder maléfico enterrado dentro da jóia. Aguardando pelo momento
certo de se manifestar, sob o comando, da pessoa certa. Isto é: Ela.
- Obrigada, mana! Você me deixou tão feliz, que acho que vou
deixar você e essa insolente caída aos meus pés "viverem
por mais algum tempo". He! He! He! O suficiente para deixa-las assistirem
o fim de Sailor Moon e de suas guerreiras. Há! Há! Há!
Viu como posso ser generosa? Há! Há! Há!
- Netuno! Solte Netuno... disse Setsuna, ao ver que a moça ainda estava
nas garras de Beryl, totalmente desacordada.
Beryl olhou para sua vitima de cabelos cumpridos com desdém.
Em seguida virou-se para Setsuna e completou:
- Como disse, querida irmã, as vezes sou uma pessoa que pode ser muito
generosa... Mas, outras vezes... Não! He! He! He! disse Beryl, ao
mesmo tempo que girava os braços e, simplesmente, jogou Netuno pela
janela.
- Não!!!! gritou Setsuna, desesperadamente.
- Há! Há! Há! Como eu disse antes, mana: Você é
tão previsível! Há! Há! Há! ADEUS!!!!
disse Beryl, se tele-portando para longe.
Beryl havia partido, mas, não antes de mandar uma das
sailors para a morte certa. Em poucos segundos, Neptune iria se chocar no
chão da rua e o impacto seria, sem dúvida alguma mortal.
Então num gesto desesperado, unindo todas as suas forças,
que restavam, Setsuna consegue pegar sua caneta de transformação
e ergue-la para o alto:
- PELOS PODERES DO PLANETA PLUTÃO! TRANSFORMAÇÃO!!
Em instantes, ocorre uma espantosa metamorfose e Setsuna se
transforma em SAILOR PLUTÃO.
Sem perder tempo, e com a sua força totalmente recobrada
pela transformação, Sailor Plutão, num gesto desesperado,
parte para o socorro de sailor neptune.
- Teletransporte! diz elas para si mesma, ao mesmo tempo que ela desaparece
de seu quarto e reaparece, no mesmo instante, na rua.
Sailor Plutão olhou para cima de sua cabeça e
horrorizada viu que Netuno estava a poucos segundos de se chocar ao chão.
E da morte certa.
Sem tempo para raciocinar, Plutão saltou para o alto
e conseguiu segurar Netuno em pleno ar. Em seguida, com a amiga em seus braços,
e pousou em pé e em segurança na calçada da rua.
Havia conseguido salvar Netuno e agora cuidava dela.
Minutos depois, Netuno voltava a si, sentindo dores horríveis
por todo o corpo, quase ao mesmo tempo que Urano, que havia se recuperado, descera
as escadas do prédio e se reunia com suas amigas, na calçada:
- Netuno! Netuno! Você está bem?
- Fora os meus ossos que estão doendo sem parar e da imensa dor de
cabeça que estou sentindo, estou bem sim! Não se preocupe.
disse Netuno, visivelmente machucada. E você, Pluto?
- Estou bem, apesar de meus ferimentos e de estar exausta, depois do tele-porte.
Obrigada, garotas! De qualquer forma, vocês me salvaram,
também! Se não tivessem aparecido, Beryl, certamente, teria
acabado comigo.
Mas, como foi que vocês souberam que eu precisava
de socorro?
- Hotaru teve uma premonição!- respondeu Netuno. - Uma visão
de que você estava em perigo...
- Céus! Isso significa que ela teve um de seus "ataques"
! Exclamou Plutão, levando as mãos, a sua boca, assustada
e preocupada com o bem estar da menina. Ela sabia que as visão causavam
um forte mal estar em Hotaru, fazendo-a muitas vezes, perder a conciência
e desmaiar. Como está Hotaru? Onde ela está?
- Calma! Hotaru está desmaiada, mas está bem. Deixamos ela,
repousando no nosso carro... tranqüilizou-a Netuno.
- Aquela bruxa maldita! Ela ainda me paga... jurou Urano furiosa.
- Esqueça isso! Temos coisas muito mais importantes para fazer: Precisamos
avisar Serena e as meninas que Beryl está de volta. E rápido!
afirmou Plutão.
- Elas estão na casa de Rei. No templo xintoísta! respondeu
Netuno que se levantava do chão com ajuda das duas amigas.
- Temos que ir para lá, imediatamente! Só que estou muito fraca
para tentar um outro tele-porte... disse Plutão , reconhecendo que
excedeu suas forças ao salvar Netuno. Estava muito exausta e fraca,
naquele momento.
- Nós também! Droga! praguejou Urano.
- O nosso carro está estacionado no outro lado da rua, Plutão.
Se corrermos, podemos chegar lá em meia hora. avisou Netuno.
- Então vamos lá, imediatamente. Não podemos perder um
minuto sequer!
- Espere um pouco, aí! avisou Urano aborrecida e olhando com desconfiança
para Plutão. Acho que você precisa nos dar algumas "explicações"
do que vimos e ouvimos, na sua casa, há pouco.
- Tudo a seu tempo, Urano! Prometo que lhe darei todas as explicações.
Mas, quando todas nós estivermos reunidas e em segurança. Por
favor, lhe peço um pouco mais de paciência. E, também,
que confie em mim. pediu Plutão.
- Está bem! concordou Urano, meio a contra-gosto. - Mas, assim que
nos reunirmos com as garotas, quero saber de tudo, ouviu bem? Tudo!
- Combinado.
- Muito bem! Vamos então! concluiu Urano.
Em seguida, meio que cambaleando, as três sailors dirigiram-se
até o carro, que rapidamente, saiu em disparada, em direção
ao templo do avô de Rei.
CENA 9:
Mansão Hara (QG de Shadow Moon) Na base secreta,
na caverna abaixo da mansão.
Já havia anoitecido.
E Jimmy, já trajando seu uniforme ninja de Shadow
Moon, estava com seu amigo Issac e sua avó, na caverna secreta, abaixo
da mansão.
Ele estava checando, pela última vez, suas armas de
combate bem como os equipamentos eletrônicos de vigilância construídos
por Issac.
Guardou tudo nos seu uniforme ninja, assim que constatou que
estava tudo em ordem.
Em seguida, colocou sua mascara ninja e dirigiu-se para sua
moto: a "FLECHA DE PRATA". Issac, passava a última checada
nos equipamentos de sua moto, quando Shadow Moon sentou-se no assento da veículo.
Issac , segundos depois, abriu um largo sorriso e fez um sinal
com o polegar para cima:
- É isso aí, Jimmy! Como lhe prometi, deixei a "Flecha
de Prata" nos trinques!!! Sua moto está "turbinada"
e pronta para enfrentar qualquer parada. disse Issac orgulhoso de mostrar
a seu amigo, que tinha feito um excelente trabalho de reparos e calibragem
da moto do guerreiro ninja.
- Bom trabalho, Issac! A moto está perfeita! disse Shadow Moon.
- Não é só isso, meu caro parceiro ninja. Também
coloquei no computador de bordo o mapa atualizado das ruas e localidades de
Tókyo. Agora você não se perde de jeito algum nessa metrópole...
- Excelente, Issac! Vou precisar que você me trace o caminho mais rápido
para chegar na casa do nosso "alvo".
- Imaginei que essa seria a primeira coisa que você iria me pedir, Jimmy!
E foi por isso que tomei a liberdade, de já traçar, uma caminho
seguro e discreto até a casa dessa Serena. Não é o caminho
mais curto, mas irá faze-lo chegar até a casa da garota, sem
ser visto por nenhum pedestre curioso. assegurou Issac.
- Bom trabalho! Agora, quero checar a recepção da antena e câmera
embutida, no meu traje.
- È pra já! disse Issac. Imediatamente, rodou sua cadeira
de rodas até o painel dos computadores e acionou alguns comandos. Súbito
uma imagem na imensa tela apareceu: a do próprio Issac. Perfeito!
A "câmera oculta", em seu emblema da lua, na parte de cima
de sua mascara, está funcionando perfeitamente. O áudio da antena
também, mas, só teremos certeza, quando você estiver,
já rodando pela cidade.
- Então, não vou perder mais tempo! Vou partir agora. Confirmou
ele para Issac.
Shadow Moon virou-se para sua avó que permanecia parada
e em silêncio, próxima ao elevador de acesso do esconderijo a mansão.
Curvou-se, respeitosamente, para a velha senhora, quando ela,
lentamente, aproximou-se dele, parando a seu lado:
- Estou pronto para cumprir a minha missão, avó!
- Muito bem! Então lhe entrego isso, meu neto! disse a mulher com
severidade, estendendo as duas mãos, que seguravam a adaga milenar,
embrulhada em seda. Guarde-a com muito cuidado e entregue-a para o seu dono
legítimo.
- Tentarei encontra-lo, avó!
- Não se preocupe! Você vai encontra-lo, esta noite! Os "espíritos"
já me confirmaram isso, meu neto! Só que antes, você deverá
enfrentar um grande desafio...
- Desafio? Quer dizer... Que enfrentarei o "Anjo" está noite,
avó? disse Shadow Moon levantando os olhos com um olhar desejoso
de vingança. Por favor! Diga-me!
- Já falei tudo o que tinha para falar meu neto! cortou a velha senhora,
rispidamente. Agora, é hora de você partir!! E de encontrar
o seu destino! VÁ! ordenou ela a seu neto com firmeza.
Shadow Moon acenou a cabeça afirmativamente e, em seguida,
virou-se para Issac. O rapaz na cadeira de rodas levantou o braço
e estendeu-lhe uma das mãos. Sem hesitar Shadow Moon apertou, com firmeza,
retribuindo o gesto de amizade e camaradagem de seu amigo.
- Vê se fica "esperto", Shadow Moon! Nada de ficar distraído
e dar "sopa" ao inimigo, falou?
- Pode deixar, parceiro! Desta vez, não vou facilitar para nenhum inimigo!
prometeu Shadow Moon.
- E não esqueça mais uma coisinha: Proteja essa garota... A
tal de Serena do "Anjo", custe o que custar. Não deixe aquele
"filho da mãe" machuca-la! Está certo?
Jimmy ficou em silêncio, olhando para seu grande amigo.
Não lhe deu a resposta a seu pedido.
Olhando com severidade, pouco costumeira, Issac reafirmou:
- Está certo?
- Cuidarei dela! prometeu Shadow Moon, não disfarçando o contra-gosto
em sua voz.
- É isso aí! Te cuida, Shadow Moon! E boa sorte, amigão!
concluiu Issac.
- Obrigado, parceiro!
Os dois rapazes apertaram as mãos ainda com mais força
e, depois, Issac afastou a cadeira de perto da moto.
Jimmy ligou os motores da "Flecha de Prata" e partiu,
acelerado, do esconderijo, rumo a casa de Serena Tsukino.
- Que as forças celestiais estejam com você está noite,
meu neto e que as profecias se cumpram! murmurou Rumiko para si mesma, vendo
seu neto partindo.
CENA 10:
Residência de REI HINO. No Templo Xintoísta, região
metropolitana de Tókyo . Naquela mesma noite.
As garotas entraram em alvoroço quando o programa
de J-Pop preferido de Mina, começou, às nove horas da noite, em
ponto.
E, para tumultuar ainda mais a gritaria, a primeira cantora
a se apresentar no programa era justamente a cantora preferida de Mina e, também,
de Rini: Utada Hikaru.
Lita que estava sentada, bem no meio das duas, reclamou
da barulheira, mas não teve jeito. Teve que ouvir a cantora apresentar
uma canção inédita no programa e, ainda por cima, ouvir
Mina e Rini fazerem coro as letras da música, gritando a plenos pulmões,
em seus ouvidos.
Todas estavam em um dos cômodos do quarto de Rei,
que era grande e espaçoso o suficiente, para abrigar todas as seis garotas,
mais os dois felinos: Artêmis e Lua. Havia chegado ao templo, há
pouco mais de três horas atrás, já ao anoitecer.
Era desnecessário dizer que a última coisa que
alguém pensou, ao chegar no templo, foi abrir qualquer livro escolar
ou estudar alguma matéria.. As garotas só queriam relaxar depois
dos acontecimentos traumáticos daquele inicio de tarde. Era a "ordem"
naquela noite.
Ou melhor dizendo, era a ordem dada por Rei, assim que elas
e suas amigas chegaram ao templo.
Como sempre, o avô de Rei e Nikolas as receberam com
muita alegria e cordialidade assim que chegaram no templo.
- É sempre uma alegria para um velho como eu receber a visita de garotas
tão lindas e educadas como as amigas de minha neta. He! He! He! disse
ele, com um largo sorriso sapeca.
- Vovô, comporte-se! Veja se na dá nenhum vexame, por favor!
implorou Rei envergonhada, já antevendo o show de piadas "impróprias"
de seu avô. Mas, não houve jeito de impedi-las.
Seu avô adorava visitas e, ainda mais entretê-las
com brincadeiras e piadas, nem sempre, adequadas a um homem de sua idade avançada
e, ainda mais, responsável pelo santuário Xintoísta. O
que, claro, deixava, Rei vermelha de vergonha.
Após alguns minutos, assistindo uma infindável
lista de piadas e brincadeiras infames de seu avô, na porta de entrada
do templo, Rei respirou aliviada, quando seu avô finalmente se retirou
do local, para cuidar de outros assuntos do templo.
Rei virou-se para Nikolas e perguntou:
- Nikolas, por favor, traga algumas lenhas para aquecer a banheira, que todas
nós iremos tomar banho e trocarmos de roupa. Depois, quero que você
prepare alguma coisa para comermos e bebermos no Jantar.
- Sim, senhorita! Mas, temos pouca coisa na geladeira e na despensa para preparar
um jantar para todas. Terei que fazer algumas compras no supermercado. avisou
ele, meio que constrangido.
- Ok! Prepare o banho primeiro e, depois, lhe darei algum dinheiro para as
compras. Mas, ande logo que queremos jantar antes das nove horas, entendeu
bem?
- Sim, senhorita! Entendi!
- Então, o que está esperando? Não fique parado aí
que nem uma estátua! Vá buscar lenha para esquentar a banheira.
disse Rei, severamente.
- É pra já, senhorita! Agora mesmo. respondeu o rapaz, meio
atrapalhado.
Nikolas, virou-se e foi buscar lenha para acender e esquentar
a banheira, que era em estilo japonês antigo, e que, normalmente, era
acesa do lado de fora.
Rei virou-se para suas amigas e disse:
- Meninas! Vamos tirar os uniformes, tomarmos um bom banho e, depois, colocarmos
roupas mais confortáveis e descansarmos. O jantar não deve sair
antes do que nove horas...
- O que? Vamos ficar todo este tempo sem comer nada? perguntou Serena, horrorizada
com essa possibilidade.
- Deixe de ser gulosa, Serena! disse Rei aborrecida. - Comemos na lanchonete
de Andrew não faz, nem meia hora. E ainda está com fome?
- Serena só pensa em comida! alfinetou Rini. E quando não
é isso, fica de preguiça em casa ou querendo falar por telefone
com o Darrien...
- AAAIII!!!!! gritou Serena feito uma desesperada. Darrien! Eu precisão
falar com o meu querido Darrien. Cadê o telefone? Cadê? Cadê?
- Serena, comporte-se! Estamos na casa dos outros. censurou Lua. Além
disso, o Darrien avisou para você que estaria muito ocupado trabalhando
a noite toda. Vê se não atrapalhe os afazeres dele, ligando sem
necessidade.
- Mas, eu quero tanto falar com ele... Estou com tantas saudades de meu noivinho....
disse Serena fazendo bico.
- Amanhã você conversa com ele. Agora trate de tirar seu uniforme,
tomar um bom banho que você, eu e Amy tivemos um dia bastante tumultuado
e... OPS!!!!! disse Lua, percebendo que havia feito uma grande gafe, ao
mencionar os acontecimento terríveis daquela tarde. Virou-se preocupada
em direção de Amy, que estava atrás das demais na entrada
do templo, em absoluto silêncio. Desculpe-me, Amy! Eu não queria...
- Tudo bem, Lua! Estou melhor! Você e as meninas não precisam
ficar preocupadas em evitar falar, sobre o que aconteceu, perto de mim. Já
estou recuperada... disse a garota com os cabelos curtos com a voz melancólica.
Nenhuma das garotas se mostraram convincentes, com aquelas palavras, ditas
por ela.
Lua olhou com aborrecimento para Serena. E, com severidade,
disse:
- Serena! Vá tomar banho e trocar de roupa, já! E vê se
não fica a noite toda mergulhada na banheira, como você faz sempre!
Tem gente que está esperando sua vez.
- Ta bom! Ta bom! Já entendi o recado! disse Serena meio que rabugenta
com a bronca de Lua.
- Pensando bem, você pode tomar banho junto com Rini, como costumam
fazer lá em casa, já que a banheira aqui é grande o suficiente
para vocês duas. Assim é menos tempo para os outros esperarem...
- O que?! Quer que eu tome banho junto com essa pirralha chata, aqui também?!
protestou Serena.
- Ah, Lua! Não quero tomar banho junto com a Serena! protestou Rini.
Ela não para de ficar se mexendo na banheira feito "lagartixa"
e, toda hora, ela me espirra água com sabão nos meus olhos.
- Quem espirra água com sabão no olho é você, sua
chata! Você fica toda hora batendo com as mãos na água
e a joga para todo o lado. Especialmente na minha cara. reclamou Serena.
- Não faço isso não!
- Faz sim, sua mentirosa!
- Não faço!
- CHEGA COM ESSA CRIANCICE E VÃO LOGO TOMAR BANHO VOCÊS DUAS!
JÀ! gritou Lua furiosa, mostrando os dentes, como se estivesse rosnando.
- Ta legal, Lua! disseram, em coro, as duas meninas cabisbaixa.
- Meu Deus, quanta imaturidade! disse Rei, encabulada, em assistir tamanha
infantilidade, de Serena e de Rini.
Em seguida, virou-se para Amy e, de maneira atenciosa,
lhe disse:
- Amy! Tome o banho por última. Assim você não precisa
ter pressa e pode ficar o tempo que quiser na banheira. Ta legal?
- Esta bem, Rei! disse Amy sorrindo timidamente.
E, assim, as coisas transcorreram normalmente.
Nikolas, como sempre fora bem prestativo, e cuidou para que
a água da banheira se mantivesse, quente, mas numa temperatura agradável,
para as garotas.
Tirando Serena e Rini, que iniciaram uma guerra de jogar água
ensaboada uma na outra, e discutirem, aos berros, em pleno banho, todas tomaram
banho e se trocaram, tranqüilamente.
Como o combinado, Amy entrou por ultima na banheira, logo após
a própria Rei.
Amy entrou na banheira, depois de se ensaboar-se e lavar-se
num pequeno banquinho, ao modo japonês. Submergiu seu corpo, quase que
totalmente, só deixando sua face do lado de fora.
Conforme Rei tinha lhe falado, o banho, realmente, a estava
ajudando a relaxar seu corpo e aliviar-lhe a tensão acumulada, durante
todo aquele dia terrível. Porém, não "apagava"
de sua memória, as lembranças do que tinha ocorrido. E tão
pouco o rosto daquele "rapaz misterioso".
Ficou olhando para o teto e para o vapor da água da
banheira, subindo, com um olhar distante. Seu corpo podia estar naquela banheira,
mas, sua mente, não. Ela estava relembrando de como aquele "misterioso
rapaz" e ela se olharam pela primeira vez, quando ela estava caída
no chão, depois que ele a libertou das garras de dois motoqueiros.
"Você está bem?" dissera ele com uma
voz forte, mas atenciosa, que ela conseguia ainda, ouvir ecoando em seus ouvidos.
"Você está bem?" Ela ainda podia sentir
o toque gentil, porém, firme, de sua mão em seu ombro.
"Você está bem?" Ela ainda lembrava
como ele a tocara com seus dedos no seu rosto e enxugara suas lagrimas ao final
daquela luta.
"Você está bem?" Ela ainda se lembrava
daquele seu olhar e deu seu rosto...
- Você está bem, Amy? perguntou Rei, cujo rosto parecia ter
surgido em sua frente, de repente.
Amy se assustou com a súbita aparição
da amiga a sua frente. Dissipou seus pensamentos e voltou a realidade.
- Rei?
- Desculpe-me, Amy! Não queria importuna-la! Bati na porta, antes de
entrar. Mas, como você não respondeu, tomei a liberdade de entrar...
- Desculpe, Rei! Acho que estava meio distraída. Não ouvi você
bater. disse Amy meio encabulada. Quanto tempo havia ficado lá? Ela
havia perdido completamente a noção do tempo.
- Tudo bem! Eu só vim aqui para te trazer toalhas limpas.
- Obrigada!
- Tudo bem com você? perguntou Rei, acariciando, amigavelmente, a
cabeça da amiga, num gesto de conforto e apoio. Você parecia
tão distraída...
- E estava mesmo. Desculpe! Faz muito tempo que estou aqui? Acho que perdi
completamente a noção do tempo. perguntou com um tímido
sorriso.
- Um pouquinho! respondeu Rei com um sorriso, meio que severo. Para falar
a verdade, essas toalhas foram a desculpa perfeita que arrumei, para entrar
aqui, e saber se estava tudo bem com você. confessou Rei, colocando
as toalhas limpas no banquinho.
- Estou! Estou bem, Rei! Só estava pensando...
- Nele? perguntou Rei, com franqueza.
Aquela pergunta surpreendeu Amy que levantou a cabeça,
sobressaltada, da água. Ficou com o rosto vermelho e não conseguia
esconder o quanto aquela pergunta a havia encabulado.
Com certa hesitação, virou-se para o lado e olhou
para Rei, que continuava a fita-la, serenamente.
Por um breve instante, as duas amigas se entreolharam, em silêncio.
Então, Amy compreendeu perfeitamente, que sua amiga,
(graças a sua forte intuição feminina, que tanto se orgulhava),
sabia, perfeitamente, o que estava passando em seu coração, de
fato. E, tentar, desconversar ou fugir daquela pergunta, seria inútil.
Foi com muito esforço que as palavras saíram
de sua boca:
- Sim!
- Foi o que imaginei.
- Eu... Eu... Não consigo parar de pensar nele, Rei! Não consigo...
- Eu, também, não conseguiria parar de pensar num rapaz, que
surgisse do nada e me salvasse de um grande perigo. Até parece coisa
de novela...
- Por que? Por que ele sumiu daquele jeito?
- Não sei, Amy! Sinceramente, eu não sei... disse Rei, agachando-se
e ficando de joelhos, de frente para Amy. Em seguida, começou a cariciar
os cabelos dela, tentando conforta-la.
- Ele não é um marginal! Não é! Pouco importa
as "insinuações" maldosas de Haruka. Sei que ele não
é nenhum bandido.
- É o seu coração que esta lhe dizendo isso, Amy? perguntou
Rei, afetuosamente.
Amy teve certa dificuldade em responder, mas, por fim, acenou
a cabeça, afirmativamente:
- Sim!
- Então confie nele! Confie em sua intuição! É
o que sempre costumo fazer e, raramente, me engano.
- Você é uma garota que lida com assuntos religiosos e misticos,
Rei! Por isso é fácil para você pensar e agir dessa maneira.
Mas, já no meu caso é diferente. Eu sou uma garota mais racional...
Mais objetiva e pragmática...
- ... Que tem um coração tão grande e belo como qualquer
uma de nós seis, aqui. Um coração cheio de amor e carinho.
Não tenha vergonha disso!
- Eu... Eu... Eu me sinto meio tola de pensar nessas coisas... De falar,
de coisas que nunca senti antes... Não consigo parar de pensar nele...
- É, simplesmente, porque você esta apaixonada. E é inútil
tentar "racionalizar" o amor.
A última afirmação de Rei calou fundo
o coração de Amy. Finalmente, alguém, lhe dizia, claramente,
o que se passava com ela. Amy, baixou a cabeça, num misto de confusão
e vergonha. Não sabia como deveria agir ou o que falar.
Por sorte, sua amiga Rei, tinha mais experiência nesse
assunto do que ela, e podia ajuda-la a lidar com esses sentimentos confusos
para Rei.
- Não se sinta envergonhada dos sentimentos que você está
vivendo, Amy. Isso é uma coisa muito especial. É maravilhosa...
- Eu... Eu... Não sei o que fazer, Rei! Como agir... Estou muito confusa!
disse Amy, não conseguindo por suas idéias em ordem.
- Responda-me uma simples pergunta: Qual a coisa que você mais gostaria
de ter nesse exato momento? Responda-me, sem pensar ou raciocinar. Agora!
- Queria encontra-lo de novo! disse Amy, sem hesitar por um momento. Ela
própria se surpreendeu com a rapidez de sua resposta. Foi algo instintivo.
- Foi o que imaginei... observou, Rei. Você quer mesmo reencontra-lo?
- É a coisa que mais quero nesse mundo, Rei! respondeu Amy com firmeza.
- Bom, se você não se importar em ouvir um conselho de garota
exotérica e não-racional, como eu... Talvez possa ajuda-la.
Sei de uma forma de ajuda-la a encontrar o seu "misterioso herói",
novamente.
Amy quase pulou da banheira de sobressalto ao ouvir aquelas
palavras. Agarrou Rei pelos ombros e, num acesso de nervosismo, pouco comum
nela, começou a sacudir Rei, afobadamente:
- O que disse? Pode me ajudar a reencontra-lo? Como? Fale, Rei! Por favor,
fale! Me diga como? Vamos?
- Calma, Amy! Eu falo! Eu falo! Só que, por favor, pare de sacudir-me,
feito uma batedeira. Se não vou acabar caindo com roupa e tudo dentro
da banheira.
Olha para isso: Já estou com minha camisa molhada,
de tanta água que você jogou, acidentalmente, agora, em mim.
- OPS! Perdoe-me, Rei! disse Amy, lamentando o estrago que acabara de fazer,
acidentalmente.
- Tudo bem! Não foi de propósito. Mas, acho melhor continuarmos
nossa conversa fora daqui, não concorda?
- Mas...?
- ... Depois, que você se enxaguar e trocar de roupa, continuaremos
nossa conversa, lá na sala, ok?
Amy acenou a cabeça, afirmativamente. E, depois, viu
Rei sair do banheiro, deixando-a novamente, sozinha.
"Encontra-lo de novo?! Será possível?",
pensava Amy sem parar. Não tinha idéia de com Rei poderia ajuda-la,
de fato, nesse sentido. De qualquer forma, não hesitaria em tentar descobrir.
Amy não perdeu tempo: Saiu imediatamente da banheira
e enxugou-se com as toalhas trazidas por Rei, o mais rápido possível.
Minutos depois, já estava com seu corpo seco, cabelos
penteados e roupa trocada.
Chegou a sala durante o inicio da apresentação
da cantora Utada Hikaru, no programa de TV. Sorriu ao ver como Rini e Mina,
se divertiam, fazendo coro, junto a cantora. Até Lita, que parecia estar
muito incomodada com a gritaria das duas, logo depois, se deixou contagiar-se
pela animação das duas amigas.
Olhou para o lado, ao ouvir um discussão, no outro canto
da sala.
Era Serena e Lua. Ambas estavam sentadas na cama de Rei e Serena
estava com o telefone de cabeceira da anfitriã em suas mãos. Lua
a olhava e dizia severamente:
- Não! Não! E não, Serena!
- Mas, Lua! É só uma "ligadinha rápida"!
- Já disse que não! Você não vai incomodar o pobre
do Darrien. O coitado tem muito trabalho para fazer hoje a noite, esqueceu.
- Mas, só quero saber se ele chegou bem em casa....
- Ele é maior de idade e sabe perfeitamente chegar sozinho em casa.
- Mas, então, deixe-me ligar para ele para dizer "boa noite".
Só isso?!
- Não! Não! E não! Te conheço muito bem, Serena.
Se você ligar para o Darrien, este seu "Boa Noite" vai levar,
no mínimo, uma hora no telefone.
- Mas,...
- Mas, nada! Ligue para sua casa e avise a seus pais que você e Rini
passarão o fim de semana na casa de Rei. Senão eles vão
ficar muito preocupados.
E, depois, que acabar de falar com eles desligue o telefone
e vá cuidar de Rini, como é sua obrigação.
- Ah, tenho mesmo que tomar conta daquela pestinha?
- SERENA!!!!!! rosnou Lua em alto em bom som, mostrando os dentes.
- Ta bom, Lua! Foi só uma brincadeirinha. Fique calma. Não falei
a sério. disse Serena com um sorriso encabulado e nervoso. Lua está
de muito mau-humor naquela noite e não estava com paciência para
as infantilidades de Serena.
Amy sorriu ao ver que estava tudo bem com Serena e que os acontecimentos
daquela tarde, de forma alguma, alteraram seu "comportamento normal".
Virou-se para os lados, mas não viu Rei em parte alguma
da sala.
Ficou cabisbaixa. Triste por um momento, achando que a amiga
havia esquecido do que prometera para ela.
Subitamente, uma voz, se fez ouvir, atrás de Amy.
- Ah, que bom! Já se trocou.
Amy virou-se e deu de cara com Rei sorrindo para ela.
- Já!
- Ótimo! Siga-me, Amy! Quero te mostrar uma coisa.
- Está certo!
Amy e Rini caminharam por um imenso corredor de madeira, bem
encerado e brilhante. Pararam em frente a uma porta de papel e madeira.
Rei fez uma solene reverencia e depois, abriu a porta:
Amy viu o interior de um pequeno santuário xintoísta
(um dos muitos que havia naquele templo), decorado por telas de papel com inscrições
religiosas de mantras e preces e um oratório de madeira esculpido.
- Espere-me aqui, um minuto só, Amy! pediu Rei, enquanto, cerimonialmente,
entrava dentro do pequeno santuário.
- Está bem, Rei!
Rei demorou menos de cinco minutos, dentro daquele santuário.
Saiu logo após ter achado o que procurava lá
dentro e, quando, finalmente, fechou novamente, a porta, virou-se para Amy,
estendendo-lhe uma das mãos.
- Tome! disse Rei, sorridente.
- Mas... O que é isto!?
- É um "amuleto de amor". disse Rei sorridente. E é
um dos especiais, de nosso templo: Ele ajuda meninas enamoradas a encontrarem
seus amores perdidos.
Amy sentiu uma sensação de decepção
tomar-lhe conta de si. Parecia que acabara de ser vitima de uma piada ou brincadeira
sem graça. Um Amuleto? A resposta de Rei para ajuda-la a encontrar o
"misterioso rapaz" era essa?
Amy mal consegui disfarçar sua decepção
quando, por fim falou:
- Rei! Você não pensa realmente que este seu amuleto possa ajudar-me
a reencontra-lo, não é? Olha! Respeito suas crenças e
os objetos sagrados do seu templo, mas é que...
- Você não acredita em amuletos! Eu sei disso, Amy! E isso não
importa! Por favor, leve consigo, assim mesmo. Ele contêm um "mantra
de amor" poderoso, e, crendo nele ou não, o amuleto fará
você reencontrar o rapaz. disse Rei, com muita segurança.
- Mas...
- Como tenho certeza, disso? Por que tenho fé! Fé que uma amiga
tão legal e querida como você merece toda a felicidade do mundo,
Amy. E acredito que, de alguma forma, de alguma maneira, as forças
espirituais a ajudarão a encontra-lo de novo. disse Rei, não
conseguindo a emoção de suas palavras.
- Rei!? Eu... Eu... Me desculpe! disse Amy emocionada com as palavras de
sua amiga. Num ímpeto, abraçou Rei, como se ela fosse uma irmão
mais velha e lhe disse emocionada. Obrigada, Rei! Vou guardar seu amuleto...
Seu presente... Com muito carinho perto de mim.
- Desculpe-me, Amy! Perdão! Eu não estava junto de você
e de Serena na hora que vocês duas mais precisavam de ajuda. Principalmente,
você que sofreu tanto. Rei, não resistiu as lagrimas que derramava
em sua face. Coitadinha! Aqueles animais a feriram e eu não estava
lá para te proteger. Proteger uma de minhas melhores amigas... Para
proteger minhas "irmãs"... Não estava...
- Ta tudo bem, Rei! Já passou... disse Amy, consolando-ͺ. Agora podia
ver o sentimento de culpa que Rei estava carregando, desde a lanchonete.
Ninguém teve culpa pelo que aconteceu. Ninguém. Muito menos
você...
- Eu devia ter estado com você e Serena. Devia. Devia estar lá
para protege-las. Eu teria acabado com aqueles motoqueiros malditos. Eu....
Rei engasgava suas palavras num misto de tristeza e raiva de si mesma.
- SHHH!!!! Já passou, Rei! Já passou! Estou bem agora! Estamos
todos bem agora... Todas bem!
Amy e Rei ficaram abraçadas, acalentando e tranqüilizando,
uma a outra, por algum tempo.
Finalmente, quando, pararam de chorar, desfizeram o abraço
e enxugaram as lagrimas de seus olhos.
As duas esboçaram, um sorriso caloroso uma para a outra
e, finalmente, Rei disse:
- É bom ver como estão as meninas. Daqui a pouco o Nikolas,
volta do super-mercado e irá servir o jantar.
Tenho que arrumar o quarto para a janta.
- Rei, se quiser, posso ajuda-la a levar os FUTONS (colchões japoneses)
para o seu quarto. Assim, você não precisa ter que fazer todo
o trabalho sozinha.
- Mas, que é isso, Amy! Você é minha convidada de honra,
esta noite! E eu...
- Por favor, Rei! Deixe-me ajuda-la. Vai me fazer muito bem, acredite-me!
- Ok! Mas, vamos dividir as tarefas, está bem?
- Claro.
Amy e Rei foram ao outro cômodos da casa onde pegaram
os colchões e outros utênsilhos para levar ao quarto.
Na volta pelo corredor, Rei olhou para a janela, e viu que
Nikolas, estava acabando de regressar do super-mercado. E, como de costume,
havia se atrasado.
- Esse Nikolas, não toma jeito mesmo: Está atrasado de novo!
Depois, sou eu que tenho que ficar agüentando a "choradeira"
de Serena, porque ela esta "morrendo de fome". GRRR!!!!!
- Coitado dele, Rei! O super-mercado fica muito longe do templo. O pobre Nikolas
tem que caminhar um bocado para ir e voltar para cá.
- Bah!!!! Ele é homem. E nasceu para fazer o serviço pesado
mesmo. disse ela com severidade. Aposto que ele ficou de conversa fiada
com o atendente do super-mercado. Ou pior: Ficou dando suas "cantadas
ridículas" para aquela funcionária nova e "sem-graça",
que eles acabaram de contratar. Disse Rei, sem esconder uma ponta de ciúme
em sua voz. Mas, que incompetente! Será que este tolo esqueceu-se
que temos visitas?
- Mas, Rei, eu acho que você esta sendo injusta com o pobre do Nikolas,
ele...
- NIKOLAS!!!! Gritou Rei, furiosa para o rapaz que acabava de atravessar
o portão de entrada do templo carregando, vários embrulhos de
compras. Onde é que você estava, seu molenga? Isso são
horas de você chegar? Eu e as meninas estamos esperando um tempão
para você trazer comida para nós.... disse Rei ao mesmo tempo,
que abria a porta de madeira e saía para o lado de fora do templo.
As tentativas de Amy de tentar acalmar sua amiga foram inúteis.
Uma vez que o temperamento "genioso" de Rei vinha a tona, ninguém
era capaz de segura-la. De qualquer forma, Amy sabia perfeitamente, que esta
era uma das maneiras que Rei tinha para demonstrar (por mais estranho que parecesse)
sua afeição e carinho por Nikolas.
Então Amy, esboçou um leve sorriso, quando viu
sua amiga calçar os seus habituais e tradicionais tamancos de madeira,
do lado de fora do templo, e caminhar, em passos acelerados e firmes de encontro
do rapaz.
Para Amy, a cena parecia mais a de "um sargento furioso
indo dar bronca a um soldado raso". A comparação, infelizmente,
para o pobre Nikolas, não estava tão longe da realidade. E, Amy
e suas demais amigas, já haviam testemunhado essa mesma cena por diversas
vezes.
Mas, Amy sabia da paixão platônica (e outras vezes
não tão platônica assim) que Nikolas e Rei nutriam um pelo
outro. Era uma relação complicada demais, para que Amy pudesse
compreender ou sequer, tentar analisar.
Contudo, Amy e suas amigas sabiam, perfeitamente que apesar
das broncas severas que sempre levava de Rei, Nikolas parecia não se
importar com isso. Pois gostava de Rei, profundamente, do jeito que ela era.
Inclusive os seus acessos de mau humor.
E, mesmo quando levava broncas dela, Nikolas, se sentia muito
querido e, até mesmo, amado. Por isso, não era de se estranhar
que, as vezes, ele sorria para Rei, mesmo durante suas broncas severas.
Amy se tranqüilizou. Sabia que os dois se entendiam bem
e que, no final de toda aquela algazarra, tudo acabaria bem e todos iriam jantar
juntos.
Vendo Rei se aproximar de Nikolas, dava a Amy esta certeza
disso. E Ela sorriu, levemente, sabendo que, logo, a bronca terminaria e tudo
ficaria bem, novamente entre os dois.
Infelizmente, como Amy testemunharia, horrorizada, nos minutos
seguintes, Rei, sequer teria chance de se aproximar de Nikolas, desta vez...
CENA 11:
No Portal de entrada do templo Xintoísta. (casa
de Rei Hino)
O pobre Nikolas estava carregando cerca de cinco enormes
pacotes de embrulho, contendo todos os produtos da enorme e longa lista de compras
feitas por Rei.
Alguns deles, continham embalagens muito frágeis de
doces e geléias que, ao menor deslize ou falta de cuidado de sua parte,
poderiam se quebrar. Então, seria um desastre. Uma perda total.
Por isso, Nikolas se desdobrou para carregar com cuidado
aquele monte de embrulhos, desde o super-mercado até de volta ao templo.
O que, é claro, obrigou-o a andar devagar todo o longo trajeto, equilibrando
os pacotes entre seus braços e suas mãos, como um autêntico
equilibrista de circo.
Mas, esse, apesar de difícil, não tinha sido
a pior etapa de seu regresso ao templo. Negativo!
O pior ainda estava por vir, quando, quase uma hora de caminhada
depois, ele se encontrou diante da imensa escadaria de acesso a entrado do templo
Xintoísta.
Nikolas olhou os degraus de pedra esculpida que se direcionavam
para o alto e engoliu seco a garganta.:
- Ai! Ai! Ai! Lá vamos nós! Subir esta escadaria toda... Ai!
Ai! Que os céus meu protegem... e me dêem uma "mãozinha",
também! murmurou para si mesmo, olhando exausto para o imponente
obstáculo a sua frente.
Nikolas respirou fundo, segurou os embrulhos com firmeza e
cuidado redobrados e começou a subir, lenta e cuidadosamente, a longa
escadaria de pedra. E, durante, toda a subida, Nikolas fizera valer-se de todos
os seus dotes de "equilibrista" (que o coitado nem sabia que dispunha
até vir trabalhar no templo), segurando os pacotes nos braços
e nas mãos, sem deixa-los caírem ou amassa-los.
Por varias vezes, Nikolas achou que perderia o controle da
situação e, pelo menos num momento da escalada, por pouco, seus
embrulhos não vieram ao chão.
Felizmente, como das outras vezes, a sorte lhe sorriu de novo.
Nikolas conseguiu, após meia-hora de subida, chegar até a entrada
do templo. Estava, é claro, ofegante e cansado pelo esforço de
subir e proteger os embrulhos, mas, pelo menos, os pacotes estavam intactos:
- Pelos ancestrais! Consegui, finalmente, chegar aqui! exclamou ele a beira
da exaustão.
- NIKOLAS!!! gritou Rei, naquele exato momento, ao vê-lo chegar, da
janela de sua casa.
- Ai! Ai! Ai! Lá vem bronca! A srta. Rei "vai me arrancar o couro",
desta vez! disse ele resignadamente, sabendo que ela não aceitaria
nenhuma de suas desculpas, por mais justificadas que fossem, pelo seu atraso.
Paciência! Era sempre assim! Ele sabia perfeitamente
disso, depois, de viver e trabalhar no templo por tanto tempo. Ocasionalmente,
Rei lhe dava severas broncas ou pelo serviço que ela achava, que não
havia sido feito de maneira correta, ou por erros inadmissíveis na preparação
de eventos religiosos e orações no templo.
Mas, depois, ele bem sabia, tudo ficarei bem. Ela o perdoaria,
depois de um "longo sermão", e voltaria a sorrir para ele,
gentilmente, de vez em quando. E isso era o que lhe bastava. Um sorriso belo
e caloroso de Rei.
Ele não trocaria nenhum lugar no mundo para ficar, do
que aquele velho templo. Perto do "mestre" e, principalmente, perto
da senhorita Rei. A mulher que ele admirava e amava em silêncio.
- Ela é tão bonita! Mesmo quando esta tão zangada...
Murmurou ele para si mesmo, baixinho, enquanto ele a observava a distância,
colocar os tamancos de madeira e, vir, furiosa em sua direção.
Novamente, Nikolas respirou fundo, preparando-se "psicologicamente"
para a bronca que iria levar desta vez.
E começou a caminhar, cabisbaixo e resignadamente, em
direção a Rei, para encontra-la no meio do caminho. Porém,
após atravessar o portal de madeira do templo e caminhar alguns passos,
Nikolas se surpreendeu ao quase "trombar" com uma figura alta de roupas
finas e elegantes, que, simplesmente, apareceu bem a sua frente, derrepente.
Nikolas fora pego de surpresa e parou, abruptamente, no susto,
deixando que um de seus pacotes caísse ao chão.
- Oh, Não! Que azar! disse ele vendo, o pacote com o conteúdo
esparramado ao chão. Agora a srta. Rei vai ficar realmente uma fera,
comigo...
- He! He! He! He! Riu ,cruelmente, o misterioso sujeito a sua frente parecendo
divertir-se com seu infortúnio. Nikolas se sentiu ofendido. Como se
estivesse sofrendo um deboche.
- Quem é você, moço? E o que esta fazendo aqui, a uma
hora dessas? disse furioso e confuso, para o homem de cabelos compridos
a sua frente. Sabia que por causa do susto que o senhor me deu, aparecendo
na minha frente, assim sem avisar, perdi um pacotes de compras que fiz no
super mercado? Tive um grande prejuízo, sabia?
- Este é o menor de seus problemas agora, humano! Agora sobre quem
eu sou e o que estou fazendo aqui... - Malachite abriu um largo sorriso cruel
e maligno, que fez o coração de Nikolas, gelar de medo, como
se pressentindo que algo terrível estava prestes a acontecer. - ...
Vim te trazer um "presente muito especial". He! He! He!
- Céus! Não! Não! balbuciou Nikolas apavorado, deixando
os pacotes caírem ao chão, de seus braços trêmulos
de pavor.
- Nikolas! Fuja! Depressa! disse Rei assistindo a cena toda a certa distância
e correndo o mais rápido possível para tentar socorre-lo.
Mas, foi uma tentativa inútil!
Malachite sequer virou-se para trás, quando, num gesto
de um de seus braços, disparou um feixe de energia de força, que
atingiu em cheio, Rei e a jogou, praticamente, de volta, a entrada da casa.,
onde caiu com violência, metros de distância.
- Senhorita Rei!!! Seu maldito! Eu vou... Eu vou... ameaçou Nikolas,
tentando partir em defesa de sua amada, mas, infelizmente, Malachite o derrubou
com um rápida tapa da mesma mão. Nikolas, caiu sentado no chão
e agora estava completamente a mercê do misterioso agressor.
Malachite sorriu, cruelmente, e como se nada tivesse acontecido,
falou com frieza:
- Agora, onde estávamos, quando fomos tão rudemente interrompidos?
Ah! O seu "presente" He! He! He! Espero que goste! He! He! He!
- Não! Não! Afaste-se de mim! Afaste-se!
Malachite estendeu o outro braço com o punho fechado.
Abriu os dedos da mão e Nikolas gritou horrorizado, ao ver, na palma
da mão de Malachite, a figura aterradora e repugnante doPARAZITÓIDE..
- Céus! Que coisa horrível é essa? Afaste-a de mim. Por
favor! NÃÃÃOOO!!!!
- Pegue-o! disse Malachite, com frieza e crueldade na voz, para a pequena
e horripilante criatura na palma de sua mão.
O que aconteceu a seguir foi algo realmente medonho. Algo radicalmente
contra as leis da natureza e da ciência:
Como se tivesse acatando o comando de seu mestre, o PARAZITÓIDE
rugiu, furiosamente. E em seguida, sofreu uma nova metamorfose: Asas semelhantes
as de abelhas ou de mosquitos, surgiram abruptamente de suas costas, assim como
uma dezena de pernas, como a de uma centopéia desenvolveram, na parte
de baixo da criatura num piscar de olhos. E , finalmente, na última etapa
daquela transformação medonha, as presas de sua boca se alargaram,
tornando-se compridas como a de um mosquito, só que mais grossas e mais
perfurantes.
Ao cessar toda aquela horrenda mutação, que
não durou mias do que cinco segundos, o Parazitóide alçou
vôo e foi direto para cima de Nikolas.
A criatura vôo em zingue-zague ao redor de Nikolas,
confundindo-o e deixando-o, cada vez mais em pânico. O pobre rapaz tentou
afugenta-la, numa tentativa patética em se proteger.
Infelizmente, para Nikolas, seus pobres esforços
terminaram, quando o Parazitóide, pousou e cravou violentamente e dolorosamente
em sua nuca, suas minúsculas garras e presas.
Nikolas gritou ao sentir as presas da repugnante criatura
varar-lhe a pele e a carne, até finalmente atingir, o ponto de seu cérebro
que se conectava com o sistema nervosos central. Ao atingi-lo, a criatura emitiu
uma poderosa rajada de energia desconhecida, que pareceu estraçalhar
de dor e a queimar o corpo de Nikolas de dentro e por fora.
O terrível suplicio de Nikolas durou alguns segundos
até que, finalmente, ele parou de gritar.
Agora, o pobre rapaz parecia um zumbi. O comando de seu
corpo e de sua mente, já não mais lhe pertenciam, mas, sim, ao
Parazitóide.
Malachite sorriu ao perceber que a "conexão
simbiótica" havia sido completada com sucesso. E agora, viria a
fase final daquele aterrorizante processo..
O que aconteceu depois, foi muito rápido!
Preso a nuca de sua vitima, e conectado a seu cérebro
e a espinha dorsal, ao mesmo tempo, o parazitóide começou a brilhar,
juntamente com o corpo de Nikolas. A estranha luz de cor verde-escura cobriu-lhes
os corpos por alguns instantes, até que desaparecessem, de súbito,
revelando, naquele instante, que um estranho tipo de casulo, agora, envolvia
todo o corpo de Nikolas.
Malachite sorriu mais ainda, ao ver o estranho casulo.
CENA 12:
No Templo Xintoísta. Case de Rei. Alguns momentos
antes.
Rei estava caminhando furiosa em direção
de Nikolas já preparando sua bronca. E que bronca ela iria dar para ele.
Viu aproximando-se com a cabeça baixa em direção
contrária, mas essa cara de "coitadinho" não iria ajuda-lo.
Ele iria ouvir umas "poucas e boas" dela.
Rei parou, ao pressentir, com seus sentidos mediúnicos,
algo apavorante e perigoso que estava por perto. E ficou paralisada de medo.
Olhou para Nikolas, e viu quando uma estranha figura de cabelos
brancos se "materializou" bem na frente dele, aparecendo, literalmente,
do "nada". Cena que Amy, lá na entrada da casa, também
testemunhou, assombrada.
Nikolas, que não o viu aparecer foi, acidentalmente
a seu encontro, e acabou deixando cair um dos pacotes do chão.
Viu os dois homens discutindo e isso só fez a sua
sensação de perigo aumentar.
Rei começou a temer pela segurança e pela
própria vida de Nikolas e começou a correr em sua direção,
ao mesmo tempo que tentava alerta-lo.
Foi um esforço em vão. Ela não consegui
se aproximar mais.
A estranha figura, atingiu-a, em cheio, com um misteriosos
raio disparado de uma das mãos, e a lançou a metros de distância,
fazendo cair bem próxima a entrada de sua casa, onde foi socorrida por
Amy.
- Rei! Você esta bem! Rei?! disse Amy, agachando-se e com as mãos
em volta as costas da amiga.
- ARGGGHH!!! Que dôr! O desgraçado me acertou com força...
Céus! Nikolas! Exclamou ela, temendo pela segurança do rapaz.
As duas se viraram para onde os dois homens estavam e viram,
quando o Parazitóide alçou vôo e começou a voar em
volta de sua vitima, apavorada pelo medo.
Amy não hesitou! Levou o seu aparelho de comunicação,
em seu pulso, e alertou suas amigas.
- Garotas! Venham, aqui fora, rápido! Rei foi atacada por um invasor
e Nikolas está correndo um grave perigo. Venham depressa!
- Estamos a caminho, Amy! - Respondeu Serena.
- Elas já vão chegar, Rei!
- Amy, por favor, ajude-me a levantar...
Amy ajudou sua amiga e quando Rei ficou de pé, ambas
assistiram, aflitas, os acontecimentos que se seguiram: Viram quando o misterioso
homem abriu a palma da mão e de lá saiu, alguma coisa apavorante,
que fez Nikolas gritar, histericamente, de medo e horror.
- Pelos espíritos ancestrais! Nikolas! Nikolas!
Rei gritou desesperadamente, tentando ajudar seu amigo, mas,
Amy preferiu conte-la até a chegada do resto das meninas.
Felizmente, elas acabaram aparecendo, instantes depois.
- Meu Deus! O que está acontecendo aqui? disse Serena.
- Nikolas! Ele está ali! Na entrada do templo, sendo atacado por um
inimigo misteriosos. disse Amy, aflita para Serena, ao mesmo tempo que apontava
em direção onde o amigo delas estava sendo atacado.
Todas as seis garotas olharam na direção indicada,
só para acabarem testemunhando, o momento exato que o Parazitóide
prendeu-se a nuca do pobre rapaz e completou a "ligação simbiótica"
entre ambos.
- Nikolas!!!!! gritou Rei, outra vez, em desespero, quando viu Nikolas ser
atingido por uma descarga energética e depois, cair de joelhos, quase
que, aparentemente, sem vida.
- Vamos, meninas! Não podemos perder mais tempo! gritou Serena.
- É isso aí! Temos que salvar Nikolas, imediatamente. Antes
que seja tarde demais! concordou Lita.
- Meninas! Entrem em ação! gritou Lua para seis garotas.
- Sim! responderam todas em uníssono.
Todas sacaram, com exceção de Serena e Rini,
que usavam seus "broches de transformação", as demais
sacaram suas "canetas", e iniciaram o processo de transformação
para SAILORS.
- PELO PODER DO CRISTAL DE MERCÚRIO!
- PELO PODER DO CRISTAL DE MARTE!
- PELO PODER DO CRISTAL DE JUPITER!
- PELO PODER DO CRISTAL DE VÊNUS!
- PELO PODER DO CRISTAL DA LUA DO FUTURO!
- ETERNAL SAILOR MOON! (MAKE UP!) TRANSFORMAÇÃO!!!!
Em instantes, as seis garotas se transformaram em Sailors e,
rapidamente, partiram em direção ao misteriosos atacante.
Pararam a menos de cinco metros de distância e, todas,
imediatamente, tomaram posição de luta.
Sailor Moon foi a primeira a falar com o atacante:
- Quem é você, seu bandido? E o que foi que fez com nosso amigo?
disse ela numa voz autoritária e furiosa.
- Quem sou eu? Há! Há! Há! disse o homem de cabelos
compridos, sem se virar para as guerreiras, com ar cínico em sua voz.
Puxa vida! Será que faz assim tanto tempo desde o nosso último
encontro, que vocês, sailors guerreiras, já nem mais reconhecem
o som de minha voz? He! He! He! Estou, sinceramente, sentido! Mas, que falta
de cortesia, essa, de vocês! disse-lhe numa voz, cínica, mas
cruel.
- Oh, não! Não! Não pode ser! balbuciou, Rei, com os
olhos arregalados de espanto e horror. Os sonhos... As visões proféticas
que tive... Pelos meus ancestrais! Isso não podem estar se concretizando.
Não!
- Sailor Marte! O que foi? O que está acontecendo com você?
perguntou-a, Sailor Moon.
- Meu Deus! Não pode ser! Não podem ser ele... balbuciou,
também Amy, lembrando-se dos pesadelos semelhantes aos de Rei que teve,
nas últimas noites. Ela contudo, graças a sua boa memória,
reconheceu de imediato aquela voz.
- Ele quem, Mercury? perguntou Sailor Moon.
- Malachite! disse Mercury, cerrando os punhos com força de raiva.
- O que?!? gritaram, horrorizadas e incrédulas, Sailor Moon, Vênus
e Júpiter. Lua e Artêmis também ficaram chocados ao ouvir
aquele terrível nome do passado. Somente Sailor Chibi Moon, não
sabia de quem se tratava. Mas, pela reação dos demais, sabia
que era algum inimigo perigoso do passado.
- He! He! He! Parece que duas de vocês, ainda se lembram bem de mim.
He! He! disse ele com ironia cruel, ao mesmo tempo que virava-se de frente
para elas.
- Oh, meu Deus! É ele mesmo: Malachite! gritou assutada, Sailor Vênus,
quando o terrível inimigo, ficou de frente a elas.
- Não pode ser! Ele morreu! Vimos quando esse desgraçado foi
destruído, em nosso combate final, no plano dimensional. exclamou
Sailor Júpiter, suando frio na testa e pronta para lutar.
- Não, suas tolas! Para a infelicidade de vocês todas, eu não
estou morto. Porém, o mal que me causaram... O sofrimento que fizeram-me
amargar todos esses anos em que estive, digamos, "ausente"... Foi
para mim, pior que a própria morte!
Vocês, suas malditas, me jogaram num inferno insuportável
do qual só retornei agora! gritou ele furioso. E todas vocês
vão pagar muito caro por isso...
Sailor Moon e suas companheiras sentiram o sangue gelar. Sabiam
que Malachite era um inimigo perigoso e cruel. Um dos mais poderosos que já
haviam enfrentado e fora por pura sorte e ajuda da RAINHA SERENETY que haviam
conseguido sobreviver e derrotar o vilão.
- O que fez com Nikolas, seu maldito! O que? gritou furiosa Sailor Marte.
- He! He! He! Está falando deste idiota, que agora está no "casulo"?
Acho que o doutor pode lhe explicar melhor... He! He! He!
- Quem? exclamou Sailor Marte.
- Ele está se referindo a mim, minha cara jovem! disse uma voz, saindo
das sombras, de trás de Malachite. Era um homem ocidental de um pouco
mais de cinquenta e poucos anos, trajando um jaleco médico e ostentando
um sorriso tão sádico e cruel quanto o de Malachite. Graças
a magia de Beryl, conseguia falar e entender perfeitamente, a língua
japonesa.
- Quem é você? perguntou Sailor Moon.
- Permitam-me que me apresente: Sou o dr. Átila T. Magalhães.
E sou um cientista de bio-genética.
- Meu Deus! Você é o dr. Átila? O "cientista louco"
do Brasil? exclamou Sailor Mercury, espantada.
- Você o conhece, Mercury? perguntou Sailor Moon.
- Sim! Pelas informações que coletei nos jornais brasileiros,
em língua inglesa, pela Internet, recentemente... disse numa alusão
a pesquisa que tinha feito, pouco tempo atrás a respeito de Shadow
Moon. Esse homem é procurado por toda a América do Sul, especialmente,
no Brasil. Ele é conhecido como um cientista louco que cria monstros
através de experiências genética horripilantes e proibidas
pelo conselho médico brasileiro e pelo conselho genético de
pesquisas. Esse homem é uma afronta a medicina mundial... disse Mercury
sem disfarçar seu ódio, nojo e sua repulsa, ao homem a sua frente.
- Vejo que minha fama me precede... Mas, não sou nenhum cientista louco,
minha cara jovem! Isso posso lhe assegurar. Minhas criações
genéticas são verdadeiras "obras primas". He! He!
He! Como esta que está prestes a "nascer".
- O que? Do que está falando? disse Marte, aflita.
- Exatamente o que ouviu, minha cara. Graças a colaboração
do meu empregador, aqui, ao meu lado... disse apontando para Malachite.
Que me colocou nas mãos um material genético exótico
e extraterrestre, estou prestes a apresentara vocês e ao mundo todo,
uma nova raça de monstros genéticos, superiores a tudo que já
criei ou imaginei criar em todos os meus anos de experiências clandestinas.
Eu batizei essa nova geração de monstros de
"GENE MALÉVOLOS". He! He! He!
E o seu amigo, ali, dentro do casulo, terá a honra
de ser o primeiro "hospedeiro" dessa minha nova criação.
He! He! He!
- Não! Isso não, seu desgraçado! Seu desalmado! Liberte
Nikolas! Já! gritou desesperada Sailor Marte.
- Lamento, mas agora é tarde demais, minha cara! Uma vez que a forma
embrionária do meu monstro, ao qual chamo de Parazitoide, se une simbióticamente,
com um corpo humano que lhe sirva de "hospedeiro", o processo de
mutação genética e irreversível. Há! Há!
Há! Veja! O casulo já está quase maduro e irá
romper-se a qualquer momento...
- Não! Não!
- O seu amigo já não existe mais, minha jovem! Em seu lugar,
você irá testemunhar o nascimento de um poderoso "Gene Malévolo".
He! He! He!
- Maldito desgraçado! Eu vou acabar com você seu louco varrido!
- Marte! Não! gritou Sailor Moon, tentando impedi-la de atacar o
cientista , mas não conseguiu. Marte não ouviu seus apelos,
pois sua mente e seu coração foram tomados pelo ódio
e fúria.
Marte saltou em direção do cientista, que, estranhamente,
se mantinha imóvel. O mesmo fez Malachite. Por um segundo, Sailor Marte
acreditou que iria conseguir colocar as mãos no dr. Àtila e estrangula-lo.
Mas, foi, só, por um breve momento!
Surgindo das sombras, uma enorme mão, com garras a golpeou
com extrema força e ela foi atirada de volta ao lugar, que tinha saltado,
junto a suas companheiras. O golpe foi tão forte, que ela já havia
perdido os sentidos, antes de atingir o chão, com violência.
- Sailor Marte! gritaram as demais Sailors, que correram em seu socorro,
imediatamente.
Levou alguns momentos, de muita aflição até
que Sailor Marte, recobrasse os sentidos.
- UNGHHH!!! Minhas costelas... Como doem!!
- Você está bem, Sailor Marte? perguntou Sailor Moon, aflita.
- Estou bem, Sailor Moon! Mas... Mas... O que foi... Que me atingiu? UNGGHH!
- Fui eu, "gatinha"! respondeu uma voz selvagem, quase num rosnado,
vindo próximo aos dois homens.
Ao se virarem, todos tiveram uma reação de horror
e medo ao verem a gigantesca criatura, cheio de pelos e garras afiadas, parada
ao lado do dr. Átila, como se fosse um "guarda-costas".
- Permitem-me apresentar uma das minhas antigas criações genéticas.
Seu nome é QUIMERA. E ele está aqui para, além de salvaguardar
minha integridade física e do meu empregador, também, está
responsável para garantir que vocês não interfiram em
nossa "experiência".
- Quimera! disse Sailor Mercury olhando aterrorizada para o horripilante
monstro a sua frente. Ela, se lembrava bem, dos artigos de jornais, que leu
na Internet, sobre Shadow Moon e seus inimigos. Quimera era um dos mais perigosos
e mortíferos. E o que leu a respeito dele... Garotas! Tomem muito
cuidado! Este monstro é um assassino. Ele já enfrentou o Shadow
Moon, uma vez, e...
- SHADOW MOON!!!! gritou a criatura ensandecida. Shadow Moon!
Antes, que Mercury ou as demais pudessem fazer algo, Quimera
avançou furiosamente sobre as garotas, e, de maneira brutal, golpeou-as
com os seus braços peludos, algumas das sailors, que foram jogadas ao
longe, deixando, Sailor Mercury, a sua interia mercê e sozinha. Sem chances
de escapar.
Antes que pudesse fazer alguma coisa, o monstro agarrou
Mercury com uma de suas mãos, cheias de garras, imobilizando-a e trazendo-a
para perto de si.
- Você, garota! Como sabe de Shadow Moon? Você o conhece? Fale
de uma vez, ou irei esmaga-la com minhas próprias mãos. GRRR!!!!!
- AAAAIII!!!!! gritou Mercury sentindo os ossos de seu corpo, serem lentamente
esmagados pelo aperto daquela monstruosa mão. - Me solte! AAAIIII!!!!!
- Solte ela, seu monstro horrível! Ela não conhece Shadow Moon!
Ela só comentou para a gente, o que já leu nos jornais sobre
você e ele. disse Sailor Moon, já de pé e encarando,
de frente, a monstruosa criatura.
- Os Jornais? Os jornais deste país já falaram de mim?
- Sim, seu "feioso"! respondeu Sailor Moon, desafiadoramente,
tentando fazer com que toda atenção da criatura se fixasse nela.
Era uma que chance tinha de salvar Mercury. E sabe o que eles disseram?
- O que? O que? rosnou Quimera.
- Que o tal de Shadow Moon te mandou para a prisão depois de ter lhe
dado uma grande surra, seu "monstro bobão"!!!! disse Sailor
Moon, fazendo careta com sua língua para o monstro.
- Mentira! RRRRRRAAARRRRR!!!!!!! rugiu o monstro ensandecido, ao mesmo tempo
que, jogava Mercury para longe, como se fosse absolutamente "nada"
e avançava sobre Sailor Moon.
- Sailor Moon! gritou Mercury, desesperadamente, ao cair ao chão
e ser socorrida, de imediato por, Sailor Júpiter e Chibi Moon.
Sailor Moon ficou parada estática, tentando achar, rapidamente,
uma maneira de escapar ao monstro que avançava, furiosamente, a sua frente,
mas, ele vinha muito rápido. A essa velocidade, não teria tempo
de se esquivar.
Então, quando a criatura esta prestes a alcança-la,
um pequeno objeto de cor avermelhada, passou rente a face da criatura, ferindo-a
levemente e detendo o seu avanço. O objeto, ficou-se ao solo, revelando-se
ser uma rosa vermelha.
- Meu olho! Meu Olho! Maldição! Quem foi quer me feriu?
- Fui eu, criatura abominável! disse uma voz vindo do teto de um
dos santuários do templo.
- TUXEDO MASK!!!!! gritaram as Sailors em uníssono, ao ver seu valente
aliado, novamente, ao seu lado, socorrendo-as durante o perigo. Especialmente
Sailor Moon, que levantou as mãos no peito, dizendo com ar apaixonada.
- Ai! Ai1 Ai! Tuxedo Mask! Meu Herói!!!
- Um lugar tão bonito e sereno como esse, só pode abrigar "belas
rosas" como essas destemidas moças, para meditações
e orações sinceras de seus corações puros. E jamais
ser um local que sofra o sacrilégio de ser ameaçado por criaturas
más e demônicas como vocês.
- Príncipe Endymion! Finalmente, voltamos a nos reencontrar... disse
Malachite, olhando a figura, de fraque, cartola e bengala, que acabara de
saltar do telhado, e pousar ao lado de Sailor Moon, preparado para protege-la,
contra um novo ataque de Quimera. O monstro já havia se recuperado
e ameaçava um novo ataque.
- Seu maldito intrometido! Você me feriu! GRRR!!!! Eu vou arrancar seu
coração com minhas presas e tritura-lo...
- Cale-se, seu monstro estúpido! Você não fará
nada disso! Já causou muita confusão por hoje! Agora volte para
cá! ordenou Malachite com uma voz poderosa, ao mesmo tempo que agitava
sua moa e gesticulava. Um poderoso raio energético atingiu a mente
de Quimera, como da outra vez, causando-lhe uma dor terrível.
Sailor Moon, Tuxedo Mask e as demais Sailors olharam estarrecida
o imenso poder que Malachite desprendia. E estupefadas, viram como o imenso
monstro, grunhindo e rosnando, furiosamente, acabou retrocedendo e voltando,
servilmente, para trás de Malachite.
- Fique agora, quieto, aí atrás! E não me cause mais
nenhum problema, seu animal estúpido! disse Malachite num tom de
ameaça.
Quimera rosnou por alguns instantes, mas, logo silenciou-se.
Malachite, virou-se novamente, para a Tuxedo Mask e Sailor
Moon.
- Ah, meu caro príncipe Endymion. Ou será que devo chama-lo
de Tuxedo Mask? O que prefere? disse Malachite num tom de ironia e sarcasmo.
- Para mim tanto faz, seu canalha! Só quero que saiba que não
permitirei que você leve adiante seus planos malévolos. Sejam
eles quais forem. disse Tuxedo Mask de forma firme e desafiante. Eu não
permitirei.
- Creio que não a nada que você ou suas amigas poderão
fazer para nos impedir, Tuxedo Mask. He! He! He! E tão pouco, contrariar
a vontade de "minha rainha"
- Como? O que disse? disse assustado Tuxedo Mask, ao ouvir a última
frase.
- Foi exatamente o que você acabou de escutar, meu caro príncipe!
disse uma voz fria e ameaçadora, vindo de trás do casal.
- ARRGGHHH!!!!
- TUXEDO MASK!!!! gritou Sailor Moon, desesperada, ao ver seu amado, ser
atingido, pelas costas por um poderosos raio energético, que o "eletrocutou"
e o fez cair, dolorosamente ao chão. Sailor Moon, aflita foi socorre-lo.
O jovem herói sentia muitas dores, mas graças a ajuda de Sailor
Moon, conseguiu erguer a cabeça e olhar em direção do
seu traiçoeiro agressor.
Seus olhos se arregalaram de horror ao ver a figura sinistra
e diabólica da RAINHA BERYL.
- Espantado, meu príncipe? Vejo pelo seu olhar de assombro e dessa
maldita Sailor Moon, que você não está conseguindo acreditar
no que seus olhos atraentes estão vendo. Mas, acredite neles: Sou eu
mesma! BERYL! Aquela que uma vez, o amo com todas as forças de seu
coração, mas, que você seu ingrato, rejeitou-me por causa
dessa miserável.
- Pelos meus honrados ancestrais! Espíritos celestiais do Bem e da
Luz! Isso não pode estar acontecendo. Por tudo que é mais sagrado...
AS PREVISÔES TERRIVEIS DE MEUS PESADELOS NÃO PODEM ESTAR SE CONCRETIZANDO!!!!!
NÃO PODEM!!! gritou horrorizada, Sailor Marte, vendo que, o seus
pesadelos "premonitórios" das últimas noites, por
fim, concretizavam-se, plenamente, com o aparecimento aterrador da Rainha
Beryl, a sua frente.
- Oh, Meu Deus! Ela voltou! Como nos meus pesadelos, também... balbuciou,
horrorizada, Sailor Mercury, para si mesma, lembrando-se de seus próprios
pesadelos. Pesadelos, muito idênticos aos de Rei..
- Rainha Beryl? Mas, como... Tentou perguntar Tuxedo Mask, mas foi, rispidamente,
interrompido.
- Silêncio! Eu não devo lhe dar satisfações alguma
sobre como sobrevivi e como estou aqui, bem diante de vós. Basta que
saiba, que vim aqui, para reclamar o que é meu por direito: MINHA VINGANÇA
SOBRE VOCÊ E SAILOR MOON!!!!
- Você está louca! Não vou permitir que fira Tuxedo Mask
ou qualquer uma de minhas amigas. disse Sailor Moon, se pondo a frente de
Tuxedo Mask e disposta a proteger o seu amado, com o próprio corpo,
se fosse preciso.
- E nós não permitiremos que você os machuque, também!
disse Sailor Júpiter, aproximando-se de Sailor Moon, ao mesmo tempo
que as demais Sailors faziam o mesmo.
Todas as Sailors iriam proteger Sailor Moon a todo custo,
como deixaram bem claro, para Beryl.
- Tolas! Vocês não tem a menor chance! Olhem para trás
e testemunhem o nascimento de seu "executor", suas idiotas! Há!
Há! Há! avisou Malachite.
As Sailors e Tuxedo Mask viraram-se, novamente, em direção
de Malachite e de seus comparsas. E, foi então que viram que o casulo,
começou a se mexer e a rachar-se, ao mesmo tempo!
- Pelos céus! disse Lua para si mesma.
A gata preta foi a única que conseguiu falar algo, antes
, que, instantes depois, o casulo, explodisse em mil pedaços, e de dentro
dele, surgisse um monstro humanóide, de características bizarras
e medonhas: Tinha um rosto semelhante a de um leão, com a face mais proeminente
e uma longa juba laranja. Seu corpo parecia de um humano com características
felinas. Possuía listras e tinha ossos expostos na altura da costela,
que pareciam laminas afiadas. Tinha braços coberto de pelos negros espessos
, semelhantes aos de um urso, com longas e afiadas garras.
A criatura rugiu e com seus olhos, cor vermelhos, olhou para
as Sailors e disse, rosnando, num tom de ameaça.
- RRRAAARRR!!!!!! Finalmente, estou livre do casulo! RRAAARRRR!!!! Livre para
matar e destruir ! RRRAARRR!!! - Fez uma reverencia, solene e respeitosa aos
pés de Malachite e continuou. Meu Senhor Malachite! Eu aguardo o
seu comando para cumprir o objetivo pelo qual fui criado pelo senhor e o dr.
Átila. RRRAAARRRR!!!!
- Vamos meu poderosos monstro bestial: Diga-nos, seu nome e qual o seu objetivo
primário? perguntou, cinicamente, Malachite, sem desviar os olhos
de seus inimigos encurralados, entre ele, seus comparsas e a Rainha Beryl.
- Eu sou o monstro GENE MALÉVOLO RAIDAK!!!! RRAAARRR!!!! E minha missão
e destruir as sailor guerreiras. RRRAAARRR!!!! vociferou o monstro, ansioso
por atacar seus alvos à sua frente.
- Céus! Essa coisa fala e pensa por si própria? perguntou
espantada Sailor Vênus.
- Meninas, cuidado! Esse monstro não é igual a qualquer outro
tipo de inimigo que já tenhamos enfrentado. advertiu Mercury. Ele
demonstra, claramente, possuir um alto grau de consciência e pode pensar
por si própria. È um monstro que não pode ser subestimado!
- Muito perspicaz, de sua parte, observar isso minha cara jovem! He! He! He!
disse o dr. Átila. Os meus monstros "Genes Malévolos"
possuem um alto grau de inteligência e força descomunal. E foram
criados para serem invencíveis!!!! He! He! He! Nenhum de seus truques
infantis irá funcionar contra minha criação. A derrota
de vocês é inevitável!!! He! He! He!
As sailors suaram frio de medo e de angustia diante das palavras
seguras e confiantes do cientista criminoso.
Numa tentativa desesperada, Marte tentou trazer a conciência
de Nikolas de volta à tona de sua mente:
- Nikolas! Não faça isso! Sei que você está em
algum lugar ai dentro deste monstro! Por favor, eu lhe suplico! Volte a razão!
disse, Sailor Marte, numa tentativa desesperada de trazer a mente de Nikolas
de volta a si.
- Cale-se, sua garota estúpida! RRRAAARRR!!!! disse o monstro, que
como resposta a suplicas da jovem Sailor Marte, disparou bolas de fogo, pela
sua boca. As bolas de fogo explodiram, violentamente, perto dela e dos demais.
A força das explosões fora tão poderosa, que todos foram
jogados pelos ares e caíram, em seguida, pesadamente ao chão.
- Vá, minha criatura! Faça as Sailors sentirem o suplicio de
suas garras e de seu poder. Há! Há! Há! ordenou Malachite.
- RRRAAARRR!!!! Como quiser meu, mestre! RRRAAARRR!!! Acabarei com todos,
sem misericórdia! RRRAAARRR!!!
Quando todos conseguiram se reerguer do chão, RAIDAK,
começou avançar em direção deles, ameaçadoramente.
- Nikolas! Não! Eu lhe suplico! Não faça isso! implorou
mais uma vez, Sailor Marte.
- Tola! Será que ainda não entendeu? Seu amigo já não
existe mais, seu corpo agora, modificado e mutado geneticamente, pertence
a RAIDAK. Há! Há! Há! E logo, ele irá acabar com
todas vocês. Há! Há! Há! riu Malachite, sentindo
a vitória próxima.
O Monstro avançava, cada vez mais, e as sailors não
sabiam o que fazer.
- Temos que atacar! Com todas nossas forças juntas. disse Tuxedo
mask.
- Por favor, pessoal! Não façam isso! Aquele monstro é
o Nikolas! Ele está ainda lá dentro, no corpo daquela fera,
eu sei disso. Sinto em meu coração. Se o atacarmos e o destruirmos,
Nikolas irá perecer também.
- Eu sei, Marte! Mas, se não fizermos nada, seremos destruídos.
disse Sailor Vênus.
- Droga! Se o meu "CAJADO LUNAR" não tivesse sido destruído,
na batalha final contra SAILOR GALAXIA... Poderia tentar, o poder da "Cura
Lunar" e tentar trazer Nikolas de volta ao seu estado humano. Mas....
Mas... Mas, agora, isso é impossível! Lamento, Marte! disse
Sailor Moon, pesarosa, sabendo que não podia fazer nada para ajudar
sua amiga aflita.
- Pelos Ancestrais! Tem que haver um jeito de salva-lo! Tem que haver! disse
Marte, inconformada, socando furiosamente o chão, sob seus pés.
- Se fosse vocês, seus tolos, cuidaria de salvar minha própria
pele. He! He1 He! - disse Malachite, rindo, cruelmente, diante daquela situação
tão angustiante para todos.
Em seguida virou-se para Beryl e perguntou, com cinismo,
quase zombeteiro:
- Majestade! Já que esses tolos estão tão preocupados
em salvar vidas, que tal fazermos aquele "joguinho" que havíamos,
imaginado. He! He! He!
- Boa idéia, Malachite! O momento é mais do que propício
para isso. He! He! He! Vamos tornar todo esse "jogo de gato-e-rato"
mais interessante... concordou com crueldade na voz.
- Como desejar, minha rainha! respondeu Malachite, com uma reverencia respeitosa
e um sorriso cruel nos lábios. Em seguida, virou-se para seus inimigos
e disse:
- Olhem, em cima deste campanário, Sailors. Guardei uma surpresinha
especial para vocês todas. Há! Há! Há! disse
Malachite, apontando para o local que ficava próximo a entrada do templo.
- VOVÔ!!!! gritou Sailor Marte, ao ver, juntamente com suas amigas,
seu avô, desacordado, e amarrado no mastro central, do velho campanário.
Ele não estava sozinho. Ao seu lado, havia um homem estranho, um ocidental
de cabelos espetados e uma roupa colante escura, com uma espada em punho.
- Oi, gatinhas! Meu nome é LUNÁTICO! He! He! He! Desculpem-me
por não ter me apresentado antes para vocês, mas, é que,
como vocês podem ver, estava ocupado. He! He! He!
O "chefe" me mandou pegar esse velho, enquanto,
ele estava rezando distraído. Puxa vida, gente! Esse sujeito baixinho
tem uma cabeça bem dura, nossa!! Meus dedos ainda estão doendo,
quando o golpeei na cabeça e o pus a nocaute. disse fazendo um gesto,
como as mãos, como se lhe doessem os dedos. - E como se não
bastasse esse baixinho pesa um bocado. Custou-me, à beça, traze-lo
até aqui em cima e amarra-lo... UFA!!!!
- Seu covarde! Atacando um velho indefeso enquanto estava rezando? gritou,
indignada, Sailor Moon.
- Calma, garota. Nada pessoal! Mas, sabem como é: Ordens são
ordens! Se vocês tentarem fugir, o chefe me deu ordens expressas para
fazer picadinho "dele". E, conhecendo o chefe que tenho, não
sou nem louco (apesar de meu nome) em desobedece-lo.
- Desgraçado! praguejou Tuxedo Mask.
- Lamento, pessoal! Mas, sou eu ou o velhote aqui. E, nesse caso, não
vou nem pensar duas vezes. avisou o Lunático, encostando o fio da
espada na garganta do avô de Rei.
- Malachite! Seu desgraçado covarde e traiçoeiro! Liberte-o!
Já! gritou furiosa, Sailor Moon.
- Quer que eu liberte esse velho inútil, Sailor Moon. Há! Há!
Há! Mas, é claro! Posso poupar-lhe a vida, com uma condição:
Que você, tudedo Mask e suas companheiras derrotem Raidak e nossos soldados.
- Soldados? Que soldados? AAAIIII!!!!! gritou Sailor Moon, ao sentir a terra
sob seus pés tremerem. Súbito, a terra se abriu em diversos
buracos, e dentro de cada um surge, dezenas de ARACNÒIDES, que sem
hesitar, começam atacar as Sailors.
- Meu Deus! Que coisas horríveis e nojentas são essas??? gritou
Sailor Moon, apavorada e tentando esquivar-se dos golpes dos estranhos monstros.
- Esses são os Aracnóides, Sailor Moon! Outras de minhas criações
genéticas, graças a colaboração da rainha Beryl
e de meu empregador. He! He! He! Eu os criei para serem os soldados perfeitos
para os planos de conquista da Terra pela Rainha Beryl. explicou o dr. Átila.
- Nunca! Jamais permitiremos que vocês dominem o nosso amado mundo.
Jamais! gritou Sailor Moon, enquanto lutava, desesperadamente, contra os
Aracnóides, ao lado de seus amigos.
- Tola! Acha que vocês tem alguma chance de vencer meu exército
de monstros? disse Beryl com a certeza da vitória próxima.
- Vocês estão em menor numero. E, mesmo que consigam vence-los,
Raidak acabara com todos vocês. Há! Há! Há! concluiu
ela, no exato momento que Raidak, entrava no meio do combate.
A fúria do "Gene Malévolo" mostrou-se,
assustadoramente, insuperável. Sua força impossível de
ser confrontada ou sobrepujada pelas Sailors e por Tuxedo Mask. O terrível
monstro estava derrubando-os e ferindo-os com extrema facilidade. Tornando-os
alvos fáceis para os Aracnóides.
Mas, o pesadelo daquela noite, ainda só estava começando....
FIM DO CAPITÚLO 7