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O porquê da lógica
proposicional
Uma vez decidido o tema que iríamos trabalhar, vimo-nos confrontadas com um novo programa que nos oferecia duas opções no âmbito do tema escolhido: ou lógica aristotélica ou lógica proposicional. De entre as alternativas, a lógica proposicional parece-nos, sem dúvida, não só o caminho mais interessante, mas também aquele que vai tentar ultrapassar as lacunas deixadas pela lógica aristotélica. Efectivamente, e como assim lhe permitiu a lógica aristotélica, por ter sido historicamente anterior, a lógica proposicional juntamente com o cálculo de predicados - a lógica clássica - vai conservar da lógica aristotélica todos os seus resultados correctos e dispensar, obviamente, os não correctos. A lógica clássica supera em larga medida a lógica aristotélica, exibindo aquela um valor muito superior de resultados correctos. Como já se afirmou acima, a lógica clássica ultrapassará as faltas deixadas em aberto pela lógica aristotélica. Com efeito, enquanto que, por exemplo, na lógica aristotélica nos deparamos com algumas deficiências ao nível da quantificação, ao nível do rigor com que se aplicam os conceitos de sujeito e predicado, ou até no que concerne à captação estrutural das proposições, o mesmo não se verifica na lógica clássica. É obvio que também a lógica proposicional terá as suas lacunas só superadas pelo cálculo de predicados, mas a relação que se pretende sublinhar aqui não é a relação lógica proposicional-cálculo de predicados, mas sim, lógica aristotélica-lógica proposicional. Será nesta última relação que nos importa ver as faltas de uma ultrapassadas pela outra.
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