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publicadas em 1999
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Roberto Rodrigues de Vasconcellos ex-aluno de 1977 * Esta est�ria (que pra mim f�z hist�ria) aconteceu l� pelos idos de 1973, quando ent�o curs�vamos a 3� S�rie Ginasial (hoje 7� s�rie).
Max Alvim (1940/1944)
Fui aluno deste importante educand�rio a partir de agosto de 1940, oriundo da antiga �Escola Alem�, hoje Col�gio Cruzeiro, onde realizei o prim�rio.
Mozar Costa de Oliveira (1940)
O Padre Gil Correia Machado S.J. foi meu diretor espiritual no internato �Aloisianum�, na Rua Bambina 115, Botafogo. Foram cerca de dois anos, no final dos anos 40, in�cio da era 50. �ramos cerca de 40 internos, com idades entre 11 e 17 anos. Ele era o padre espiritual de todos n�s, vivendo sob o mesmo teto. O diretor era o fundador mesmo da institui��o: Pe. Murillo Moutinho sj. que reside atualmente no Col�gio S�o Lu�s (S�o Paulo), com 98 anos completados no �ltimo dia 26 de abril. Havia um jesu�ta no est�gio de magist�rio (a estada ali variava de um a dois anos) e uns tr�s irm�os leigos, ent�o chamados de �coadjutores�. Sei os nomes de todos eles, sempre com recorda��es de saudades, felizes que foram aqueles anos.
Nasceu em 25/08/1937 em S�o Vicente de Minas-MG; filho de Luiz Ara�jo e Carmen Thimotti Ara�jo.
veja foto 458 no site �fotos & recorda��es�
�ramos jovens quando nos conhecemos. A vida nos sorria descontra�da quando faz�amos de nosso tempo brincadeiras e dos sonhos realidades... Ao cair da noite pens�vamos no alvorecer do amanh�, em novas aventuras, sensa��es e fantasias... A magia l�dica nos envolvia a todo instante com o fasc�nio do velho casar�o do Anchieta: seus corredores imensos, seus campos de esportes, a silhueta verde das montanhas... Houve um tempo em que a vida nos distanciou. Seguimos por caminhos diversos... No reencontro, os sorrisos j� n�o eram os mesmos: as brincadeiras tornaram-se mais s�rias e muitos sonhos se desvaneceram dispersos... Foi a dureza das confid�ncias de tantas vidas; o desgaste dos sentimentos embrutecidos, as rugas que marcaram rostos de tantos amigos e tiraram o brilho inocente dos olhos de quem foi crian�a! Guardamos conosco os sonhos do velho casar�o no abrigo seguro da saudade... Outros fatos povoavam nossos amadurecidos anos: a alegria dos amores que aben�oamos os la�os que conseguimos reatar Como tamb�m l�grimas quentes que enxugamos, Cirineus de tantas consci�ncias aliviadas... T�nhamos em comum do passado, a nostalgia. No presente, em nossas m�os ungidas, o misterioso e sagrado toque da divindade quando nada mais pod�amos esperar da humanidade! Juntos fizemos do Santo In�cio lugar de paz, aconchego: abrigo das amizades, dos amores que sobreviver�o ao tempo E at� mesmo � pr�pria eternidade! Pe. Paulo D�Elboux
LEMBRAN�AS SAUDADE Ele, que sempre nos incentivou e colaborou, com sua alegria e celebra��es animadas, far� falta. Mas temos certeza de que hoje se encontra na gl�ria do Pai, intercedendo por n�s. Como ele dizia, procuraremos ser sempre jovens, fogo vivo e abrasador e n�o apenas fogo de palha, que queima, faz fuma�a e morre r�pido. Pedro Carpenter Genesc� (1997)
Sempre admirei no Ara�jo a sua total entrega � voca��o religiosa e sacerdotal. N�o sabia recusar servi�o e por isso morreu em completa doa��o de sua vida. Um exemplo admir�vel. Ant�nio Savioli (Col�gio Anchieta)
Recebi a triste not�cia da morte do P.Ara�jo durante a missa na Capela da PUC-Rio. Ele era t�o caridoso que escolheu a sua casa, a casa de Deus, para que soub�ssemos que havia morrido e onde est�vamos consolados e em conforto na ora��o. Era meu paciente, amigo e meu confessor. Acompanhou meus filhos desde as primeiras letras no Santo In�cio, ajudando, como todos voc�s jesu�tas, a moldar o car�ter, a sabedoria, a habilidade e a destreza para o bom combate. Jos� Goulart Furtado
m�dico - pai de ex-alunos Para n�s, que n�o temos fam�lia perto e s� contamos com amigos neste pa�s que adotamos e que nos adotou, P.Ara�jo foi uma pe�a fundamental na constru��o de nossa fam�lia de f�. Foi ele que nos recebeu e ensinou a caminhar dentro desta comunidade; quem celebrou nossa missa de bodas de prata de casados; quem nos orientou na coordena��o do nosso grupo de aprofundamento, estendendo a eles, os novos, o seu abra�o amplo; quem nos alegrou com suas visitas a nossa casa sempre que o chamamos. Nossa filha Carolina teve muito contato com ele e sentiu pela primeira vez, depois de tr�s anos de viver numa cidade nova para n�s, que �ramos conhecidos e importantes para algu�m. Ela me disse domingo, com tristeza, que sentia a sua perda com a mesma intensidade que sentiu a dos av�s. Todas as coisas fazem sentido quando sabemos v�-las com os olhos da f�; mas esta tristeza est� especialmente dif�cil de superar. Sentiremos muito a falta dele. Jorge e Maria Elena Alfaro (UNAPE)
Acho que todos n�s recordamos do nosso querido Padre Ara�jo com muito carinho. Eu costumava dizer que ele era o Padre dos jovens. Estava sempre no meio dos jovens e era disso que gostava. Jamais se recusou a rezar uma missa para a galera dos �churrascos� das Semanas Santas. Mas ele tinha uma caracter�stica muito peculiar da qual, certamente todos se lembram. Era muito apressado. N�o me lembro de nenhuma vez t�-lo encontrado pelos corredores do Col�gio sem pressa, tranq�ilo. Estava sempre atrasado para alguma coisa. Isso reflete bem o quanto ele era ativo. Organizava os EPC�s com muita dedica��o e carinho e deixou nos cora��es de todos que o conheceram uma sementinha que dever� florescer cada vez mais. �s vezes rezava uma missa em Corr�as �s 17h e outra no Santo In�cio �s 19h. Gostaria que fosse sempre lembrado por sua dedica��o a toda a comunidade inaciana. Ele era apressado, por isso, foi embora cedo... encontrar o nosso Criador que com certeza o acolheu com uma grande festa. Resta-nos a saudade, o afeto e a lembran�a de suas palavras: �N�o podemos deixar a brasinha virar carv�o.� Renata Muniz (1996)
Convivi muito com ele pois durante alguns anos eu trabalhei no Encontro de Pais com Cristo do CSI. Eu tocava viol�o enquanto o Pe. Ara�jo cantarolava (o que fazia muito bem). Ele tamb�m celebrou, em 2000, a Missa de 50 anos de casados dos meus pais, a mais bonita e alegre que eu j� tive a chance de participar. Ele emocionou a todos e cantou lindas melodias que falavam de amor e uni�o. Luciana Ragoni (1983)
Padre Ara�jo foi uma figura muito importante para mim no Col�gio Anchieta em Nova Friburgo e tornou-se uma refer�ncia quando me transferi para o Santo In�cio em 95. Bruno Lopes Holfinger (1995)
(...) al�m da rela��o fraterna na Companhia e no Sacerd�cio, tinha com ele uma amizade muito especial, antiga e sincera. Admirava nele a alegria permanente, a serenidade interior que denotava um religioso e sacerdote de vida interior intensa e aut�ntica. Jos� Carlos de Lima Vaz (1943)
Bispo de Petr�polis Sinto muito pela perda, para o col�gio e os alunos. Perdemos um grande amigo. Leslie Figueiredo (1977)
Que tristeza... que triste perder essa pessoa t�o querida que era o Padre Ara�jo. Desde crian�a no Santo In�cio, convivi com esta pessoa t�o am�vel e alegre... eu ia com a minha turma e professores sempre rezar na capela do �ltimo andar do pr�dio antigo, e quem sempre estava l� para nos recepcionar? Padre Ara�jo! Vanessa Kochem (1998)
Triste noticia. Mas nossa f� faz com que acreditemos na vida eterna! Tereza Maria Ribeiro Gomes (1980)
Padre Ara�jo celebrou meu casamento com Claudia h� 15 anos de uma forma t�o carinhosa e alegre que por certo contribuiu para que minha fam�lia se mantenha unida no amor desde aquela data. Ele ainda celebrou as bodas de prata dos meus pais e as bodas de ouro dos meus av�s. Ao colocar minhas duas filhas no Col�gio (Camilla e Giovana) tivemos a sorte de, pelo seu retorno ao Col�gio, t�-lo novamente alegrando a todos com sua musicalidade e acima de tudo com seu otimismo e alegria. � uma grande perda de um homem t�o bom. Rogerio Vivaldi Coelho (1981)
sem d�vida uma perda enorme para todos n�s... Jo�o Cesar Kubitschek Lopes (1982)
(...) encontrei com ele nos corredores do col�gio em meados de fevereiro deste ano e mais uma vez agradeci por tudo o que ele tinha feito por mim, por meu marido, por meu pai antes dele falecer e depois que ele se foi, todo o carinho e aten��o dispensadas a minha fam�lia... (...) que pena... que perda para o col�gio, ex-alunos e fam�lias que ele tanto atendia t�o bem e com tanto carinho e considera��o, dando seu verdadeiro e profundo e valioso testemunho inaciano... (...) Enviamos daqui [USA] nossa eterna gratid�o a ele e uma profunda tristeza de n�o ter tido tempo para dizer �muito obrigado� mais uma vez pessoalmente... (...) desde a �poca de col�gio nos corredores do col�gio como �padre espiritual de uma certa s�rie�, nos encontros de jovens, nas col�nias de f�rias at� agora nos ex-alunos j� adultos formados e fam�lias constitu�das... toda sua est�ria de vida estar� para sempre interligada com muitas outras vidas que ele �tocou� ao longo de seu caminho... que Deus o aben�oe e o conserve a Seu lado l� no C�u... e que ele possa estar como se fosse �um anjo que continue nos inspirando� ao longo de nossos caminhos por aqui... Izabela Fischer-Vialle (1977)
Era um grande amigo, foi muito especial para minha fam�lia, em especial minha irm� Isabela, mas principalmente para meu pai. Sua alegria edisposi��o para atender a todos sempre me marcaram. Tive a felicidade de conviver com ele em muitos Encontros de Jovens que tivemos em Correas. Certamente ele est� muito bem acompanhado, junto a nosso Deus e Pai, mas a aus�ncia do amigo tricolor ser� muito sentida. Ricardo G. Fischer (1974)
S�rgio Xavier Fortes
Fazia um calor infernal naquele domingo do ver�o de 1964. Da praia h� pouco abandonada ainda guard�vamos uma sensa��o de inc�modo. O sal mal tirado do corpo pelo banho apressado, a pele ressecada pelo sol escaldante. Mal estar potencializado por pesadas camisas tricolores compradas na Superball da Xavier da Silveira, muito diferentes dos sofisticados equipamentos esportivos de hoje. O rel�gio ainda n�o marcava uma da tarde. O �Fla-Flu� profissional s� come�aria �s 16 horas mas a preliminar dos aspirantes tamb�m se afigurava espet�culo imperd�vel. Impunha-se prestigiar a nova gera��o de craques de �lvaro Chaves. Futuros players que iriam, dentro de poucos anos, fazer explodir de orgulho nossos cora��es tricolores. Estamos no ponto de �nibus em frente � loja das Persianas Col�mbia, entre Paula Freitas e Rep�blica do Peru. Nessa loja trabalhava o �Ceguinho�, durante muitos anos goleiro do Dumans, time de futebol de praia da Paula Freitas treinado pelo c�lebre Nenen Prancha. A reduzida acuidade visual do �Ceguinho� abreviou sua carreira de goleiro. Optou pela fun��o de �rbitro, tamb�m no futebol de praia. Nesse mister suas emo��es se multiplicaram. Desponta no horizonte o Bar�o de Drummond-Leblon. De longe percebe-se que est� lotado, circunst�ncia previs�vel num dia de Fla-Flu. Ao nosso sinal, e de outros tricolores e rubro-negros ali postados, o �nibus p�ra. Minha tens�o chega ao limite m�ximo. Como � que o Goyanna vai entrar nesse diabo de �nibus com essa bandeira tricolor gigantesca? Que jeito dar� ele para acomodar no coletivo os quase seis metros de mastro do artefato? Tenso, acompanho suas manobras. Enfia a bandeira atrav�s da terceira janela � frente do trocador. Empurra o apetrecho com for�a. N�o toma conhecimento dos protestos e palavr�es que se multiplicam entre os incomodados. Quando � suposto que a tal bandeira j� est� toda dentro do 438, adentramos o ve�culo. Pela recep��o, especialmente dos flamenguistas, pressinto que vamos ser linchados. Nada disso acontece. Nelson Goyanna de Carvalho, com o sorriso moleque que foi sua marca registrada por toda a vida, come�a a distribuir uma s�rie de �Meu querido, muito obrigado!...� �Desculpe qualquer coisa!...� �Vai ser um jog�o, n�o � mesmo?...� E por a� ele foi. Esse epis�dio retrata a personalidade do querido amigo que recentemente nos deixou. Uma personalidade singular. Algu�m que nunca vi zangado. Que soube viver a vida intensamente, dividido entre in�meras paix�es, entre elas o Fluminense. Sua missa no Santo In�cio reuniu as in�meras tribos de que participou. Os diversos grupos de pelada. Colegas de Santo In�cio. Colegas de S�o Fernando, onde se refugiou depois que seu n�vel de agita��o alcan�ou patamares incompat�veis com as normas r�gidas dos jesu�tas. Registre-se, aqui, mais um aspecto da personalidade especial do nosso amigo. Goyanna n�o se �formou� no Santo In�cio. Mas nem por isso deixou de ser, sempre, a figura mais animada do nosso jantar de confraterniza��o de final de ano. Saiu do Santo In�cio mas guardou com carinho o tradicional palet� cinza do uniforme. Palet� cuidadosamente exposto na sua missa e que eu e Marinho Pereira examinamos com choro contido. Quando reencontr�-lo, vou querer esclarecer uma d�vida que naquela oportunidade n�o consegui aferir. Trata-se de um palet� da �Colegial� ou da �Torre Eiffel�? Dif�cil me concentrar na missa. Minha cabe�a tomada por variadas lembran�as envolvendo aquela maravilhosa figura. Memor�veis arg�i��es de latim com o Irm�o Batista. Agita��o na fila do p�o doce, nas missas da primeira sexta-feira do m�s. Embates com o Pe. Chaves, de quem viria a se tornar amigo nos �ltimos tempos, algo t�o inimagin�vel quanto um estreitamento de rela��es entre Tom e Jerry, entre o Capit�o Marvel e o Dr. Silvana. Campeonatos de mini-pelada na casa do tamb�m saudoso S�rgio Carrera... e por a� vai. Recobrei minha aten��o quando Theobaldo Vianna Junior discorreu emocionado sobre os m�ritos do amigo sempre risonho. Do globe-trotther. Do tricolor fan�tico, capaz de enaltecer as excelsas qualidades de Ubiraci, Victor Gonzalez ou Jair Francisco. De qualquer ente que tenha um dia, com maior ou menor compet�ncia, envergado a jaqueta tricolor. Do t�cnico de futebol feminino nos Estados Unidos. Do Procurador do Paulo C�sar Caju. Do grande amigo de uma infinidade de amigos. Em sua nova dimens�o, Goyanna j� deve estar organizando suas peladas. Reclama e bronqueia de entradas faltosas de anjos e querubins. Quem o conhece sabe que � puro fingimento. Marta Rita Baptista
� espera de um v�o num aeroporto de uma capital brasileira, leio numa revista que comprei para passar o tempo a not�cia da morte de um dos melhores amigos que tive durante meus tr�s anos de CSI: Roberto Ventura. Publicada na revista ��poca�, na se��o �Dia-a-dia�, a not�cia fala da morte do professor de teoria liter�ria da USP, de 45 anos, em acidente numa estrada do interior paulista. �Intelectual not�vel, original e atencioso, era estudioso de Euclides da Cunha e h� dez anos se dedicava a escrever uma biografia do autor�, diz a nota. Eu sabia que o Ventura tinha se formado em Letras e que se destacava numa universidade paulista. Li isso em algum jornal ou revista nacional. A sua morte inesperada num acidente de autom�vel me entristeceu e chocou. A simples exist�ncia de um amigo, mesmo que a gente n�o o veja h� mais de 20 anos, � um fator tranq�ilizador. A morte de uma pessoa de nossa idade, que a gente conheceu, por outro lado, � sempre perturbadora porque nos remete � extrema fragilidade de nossas vidas e �quelas eternas perguntas, que para mim permanecem sem resposta: de onde viemos? quem somos? para onde vamos? Minha amizade com Ventura foi de curta dura��o, mas intensa. Compartilhamos ang�stias existenciais, expectativas e emo��es. Fico imaginando como ele era hoje, tentando construir uma biografia a partir de poucas linhas lidas na revista: ser� que se casou? Teve filhos? Era feliz? Amou e foi amado? Penso tamb�m nos v�rios amigos que deixei no Santo In�cio e com quem dividi o dia-a-dia naqueles tempos de incertezas e inseguran�as t�picas de adolescentes. N�o sei se mudei tanto apesar de todos esses anos de estrada. Mas, sei que o tempo urge e que cada dia deveria ser vivido como o �ltimo. Fico feliz que um cara inteligente como o Ventura tenha se dedicado �s Letras e imagino que ele tenha deixado uma obra consistente. Imagino tamb�m que como professor tenha deixado suas marcas em centenas de alunos. Tor�o para que tudo isso frutifique e que permane�a como uma lembran�a de sua passagem entre n�s.
Fernando Antonio Genschow (47)
Fui do tempo em que s� havia meninos no Santo In�cio. Ginasial (hoje 5.� a 8.� s�rie) com aulas � tarde (1941-1944), inclusive aos s�bados. A folga semanal era �s quartas-feiras. Missa obrigat�ria nos domingos. De uniforme branco e quepe... Professores, a maioria padres. Al�m do Reitor havia o Prefeito de Disciplina! O uniforme comum era de cor c�qui, com palet�! S� se podia tirar o palet� durante as aulas nos dias de muito calor, com ordem superior. Havia diversas atividades extra-escolares al�m dos jogos esportivos. Os mais religiosos tinham a Congrega��o Mariana para freq�entar. Os �intelectuais� podiam escrever no jornalzinho �A Vit�ria�. Quem quisesse educar a voz, podia inscrever-se no coro... Tudo muito bem dosado e dirigido. Al�m das aulas, havia a hora do estudo, com muito sil�ncio. Proibido conversar. Se voc� n�o se comportasse bem no col�gio, �ficava preso�. Essa era a express�o usada. Seu castigo: sair das aulas uma hora depois dos colegas... As notas saiam mensalmente em uma caderneta de uso pessoal, na qual o pai/m�e tinha de assinar o �visto� em casa. Havia classifica��o por boas notas recebidas e trimestralmente a concess�o de belos diplomas aos mais aplicados: t�tulos de conde, marqu�s, pr�ncipe... E no fim do ano, a famosa �festa das dignidades escolares�, com a concess�o de medalhas aos melhores do ano! Um detalhe curioso da vida colegial: no fim do dia, ap�s as aulas, as turmas iam saindo por bairros de resid�ncia, pois os bondes especiais na hora exata iam chegando para nos apanhar. Cada bonde seguia com um padre como vigia... � dif�cil acreditar como os tempos mudaram. As gera��es de hoje consideram tudo isso um absurdo. Pois para mim foram os melhores dias de minha vida. Que saudades desses velhos tempos! |