Versos prisioneiros
Por Claudio Rabello
 

 

Respinga na tela o que não disse
e mesmo assim estou lá, contundente,
à espera de que ele abra a janela
e me veja no parque de repente
brincando com seu sorriso,
endoidando seu juízo
desejando que ele assim se convença
de que só vive em minha presença

Arrumo as folhas, cato conchas, colho frutos,
faço a cama com o que me dá a natureza
e suspiro pra que ele me olhe como me escreve,
com medo de quem amar já não se atreve
pois só assim poderei surpreendê-lo
mesmo que me custe tudo que poupei
e ele se assuste com o vento no meu rosto
e o barulho dos meus beijos em seu pescoço

Até onde eu for, então ele irá
ou mais, se puder, que não há limite
pra quem navega, pra quem voa, pra quem anda,
pra quem sonha, pra quem crê, pra quem ama !

 

 

                

 

 

 

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