
Desalento
Claudio Rabello
A lágrima furtiva
escorre pela tímida
face sem luz
Embora já sem vida
ainda intimida,
fustiga... induz...
Vela ao vento
explora silêncios
e deixa ao rolar
as palavras que não soube falar
E é assim que se faz
quando quem vai
não nos deixa calar
Esquece o início
e cai no precipício
do meu coração
Quando o amor vira vício
passou de indícios
os sinais que lá estão
Tudo que falo
é o contrário
estou preso num aquário
pensando que é um rio que não me leva daqui
E tudo que faço
é ocupar o espaço
de não ter você aqui.
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