Cedo demais para te esquecer
Por Claudio Rabello

Quando á noite, acordo em sombras,
vejo o claro-escuro de minha existência.
E as lembranças ficam como ondas
a levar e a trazer a sua ausência...

Quando a manhã chega, esplendorosa,
e o sol invade minha pequena caverna,
escuto e me encanto com o abrir das rosas
e aí começa essa minha revolução interna!

A tarde encinza o mais profundo de minha vida
porque essa é a cor da alma perdida,
do sonho que não se consegue viver.

Esse é o tempo que carrego em minhas costas
noite, dia, tarde, pelo espaço, dando voltas,
sempre achando que é cedo demais para te esquecer!

 

 

                

 

 

 

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