Num-Se-Pode
É uma lenda restrita para Teresina. Conta a história de uma linda mulher que, tarde da noite, aparecia na Praça Saraiva ostentando sua beleza debaixo dos lampiões ali existentes. Movidos por aquela bela aparição, os homens se aproximavam para conversar ou, quem sabe, aventurar mais uma conquista. Ao chegarem perto, a linda mulher pedia-os cigarros, e quando recebia começava a crescer, crescer, até atingir o topo do lampião de gás e nele acender o cigarro. Enquanto crescia, ela repetia: “num-se-pode, num-se-pode...”

Um grupo musical Candeia, hoje extinto, gravou uma música com o tema de Num-Se-Pode. Eis a letra: “À meia-noite, sem ser lobisomem / Num-Se-Pode é assombração / Ela me pede um cigarro sorrindo / Como quem quer pegar na minha mão / Ela me pede meu fogo sorrindo / Mas eu não quero aproximação / No pé do poste é moça bonita / Mas se estica até o lampião / Assusta até os cabra macho do sertão / Num-Se-Pode pode ser que seja / Desencantada por uma paixão / Num-Se-Pode pode ser que seja / Talvez a dona do meu coração.”
Autores: Zé Rodrigues e Rubeni Miranda

O anel de São Gonçalo
São Gonçalo possuía um anel caro e muito bonito, que despertava a cobiça de todos. Quando São Gonçalo morreu, os seus restos foram levados para Roma por bispos locais. Quando o corpo chegou ao seu destino, todos queriam conhecer o tão famoso anel, mas ninguém conseguiu, porque não havia nada no dedo de São Gonçalo. Interrogados sobre o destino do anel, os bispos responderam que estava guardado em uma cachoeira, num lugar chamado “Pedra Dela”. Diz a lenda que por mais que se procurasse, o anel de São Gonçalo nunca foi encontrado, mas ele está escondido embaixo de uma das pedras as Cachoeira do Urubu, exatamente onde as lavadeiras costumam aparecer, nas margens do rio Longa pelo lado de Batalha, no local chamado “Pedra Dela”.

A Corrente Misteriosa
A lenda conta que na Serra de Campo Maior existe um buraco muito profundo, que ninguém nunca foi capaz de saber aonde vai dar. Por dentro desse buraco existe uma corrente, que desce como se fosse uma corda de poço, que ao ser puxada prende-se ao fundo do buraco, e não há quem consiga retirá-la. Até hoje não se sabe quem a colocou lá e muito menos a quê ela está pressa. Os moradores da região contam que ali viveu um homem chamado Chico Palestra, que depois de fazer um pacto com o diabo, para ficar rico, se enforcou. Só não se sabe se a corrente que existe no poço, foi a que ele utilizou para consumar o seu fatídico ato.

 
     
           
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