Os governos monarquistas
foram encerrados com Lourenço Valente de Figueiredo, presidente
no momento em que a república foi proclamada. Valente
foi imediatamente substituído por uma Junta Governativa
Provisória. Em 1892, assumiu o governo Coriolano de Carvalho,
originário da Escola Militar do Rio de Janeiro, com a
finalidade de consolidar o novo regime no Piauí.
No início dos anos
1900, começou-se a pensar em melhoramentos para a capital,
com o abastecimento d'água domiciliar com canalização
direta, embora a água não fosse submetida a tratamento.
O Piauí era um Estado completamente desconhecido. Arlindo
Nogueira (1900/1904), Álvaro Mendes (1904/ 1907), Anísio
de Abreu (1907/ 1909), que faleceu no exercício do cargo,
seguido por Arlindo Nogueira, que concluiu o mandato, preocuparam-se
em divulgar as riquezas (ainda não mensuradas) do Estado,
particularmente de minerais.
Em 1909, assumiu Vitorino
Freire, que procurou fomentar a agricultura e investiu no ensino
e na cultura, criando a Escola Normal, a Escola Modelo e o
Arquivo Público. Iniciou a implantação
da energia elétrica na capital, aposentando as luminárias
a óleo; aumentou a rede telegráfica, reorganizou
a Polícia Militar e propiciou condições
para ampliação da navegação no
rio Parnaíba.
No inicio da década
de 1920, chegou ao governo João Luis Ferreira, um dos
mais lúcidos governadores que o Piauí já teve.
Ciente das potencialidades do Estado, mas conhecedor da pouca
disponibilidade de dinheiro, decidiu fazer aquilo que fosse
possível sem onerar as gerações futuras.
Concluiu muitas obras iniciadas no passado e deu exemplo de
humanidade e humildade.