O Piauí aderiu a
declaração de independência política
de D. Pedro I, feita em 7 de setembro de 1822, e foi palco de
memorável batalha contra o jugo português, em 1823,
a Batalha do Jenipapo, em oposição às tropas
de Fidié, que defendia a manutenção da Coroa
Portuguesa.
O primeiro governador do
Piauí foi João Pereira Caldas, português
de Valença, nascido em agosto de 1720. Foi nomeado em
julho de 1758, prestando juramento em janeiro de 1759, em Belém,
no Pará. Deslocou-se algum tempo mais tarde para o Piauí e
tomou posse na Mocha, em setembro do mesmo ano. Governou durante
os seis anos seguintes.
Manuel de Sousa Martins,
piauiense, agraciado com o titulo de Visconde da Parnaíba,
transformou-se num dos mais destacados personagens da história
da Província, mercê das suas habilidades políticas.
Teve papel preponderante no cenário da independência
na Província, em 1823, ano em que também foi nomeado
Governador, permanecendo no cargo até 1843.
Em 1850 assumia o governo
outra ilustre figura da história piauiense: José Antônio
Saraiva, nascido na Bahia, em 1823, e que teve movimentada vida
política no cenário nacional: deputado, senador,
ministro e presidente de várias províncias, inclusive
São Paulo, além de participar de negociações
relativas a pendências com países do sul do continente,
em particular o Uruguai. Foi nomeado presidente do Piauí em
1850, governando até 1853. Na sua gestão, ele fundou
a Vila Nova do Poti, para onde mudou a sede do governo em 1852,
após o que deu à localidade nova denominação,
passando a chamar-se Teresina, em homenagem a Teresa Cristina,
do Paço Imperial.