Conheça o VIOLÊNCIA ZERO
O rádio tem demonstrado que, apesar dos avanços
tecnológicos na área midiática, ainda constitue-se num excelente instrumento de
difusão de idéias - o que é atestado por estudos da UNESCO.
Freqüentemente o rádio
tem servido aos interesses das classes dominantes quer nas cidades quer no campo. No
Brasil, durante o regime militar, com raras exceções, o rádio funcionou como um
instrumento silente de dominação e alienação.
Após o início da redemocratização a radiodifusão passou a ser arduamente
cobiçada por grupos políticos que via nela uma forma de garantir a integridade de seus
interesses.
Por outro lado, experiências como as Rádios Eclesiais, as Rádios
Educativas/Universitárias e mais recentemente as Rádios Comunitárias têm funcionado
como contraponto à avidez por lucro, alienação das massas e controle social.
Nos anos 1980 o Ministério da Justiça patrocinou
diversas iniciativas desmistificadoras da chamada crônica policial, através de
Organizações Não Governamentais - ONGs ligadas à área de Direitos Humanos; dentre
elas destacaram-se, no Nordeste, o trabalho da Comissão de Justiça e Paz de Natal e,
exemplarmente, do Grupo de Assessoria Jurídico Popular (GAJOP), de Olinda e Recife.
O programa governamental supra citado - Mutirão contra a
Violência - de certa forma inspirou o presente programa, que se pretende colocar na
condição de resposta da UFC à demanda social por esclarecimentos socio-jurídicos
acerca dos problemas relacionados com a violência institucionalizada (ou seja, aquela que
é reproduzida pela sociedade como verdadeira instituição através de seus mecanismos de
socialização).
A violência institucionalizada tem como alvo mais frágil
as camadas populares, posto que afastadas da informação desmistificada; da instrução
formal; da pressão manipuladora de ordem ideológica.
O Programa "Violência Zero", projeto de extensão da Universidade Federal do
Ceará-UFC, e vinculado ao Departamento de Direito Público da Faculdade de Direito,
une-se a iniciativas da Rádio FM Universitária da UFC, como o "Rádio Debates"
e o "Por uma Cultura de Paz" , com a intenção de oferecer à sociedade:
a) Espaço informativo que lhe proporcione condições para proceder a
crítica do cotidiano;
b) Elementos para superar as lacunas do conhecimento geradas pela baixa
instrução ou pela velocidade da geração do conhecimento na contemporaneidade;
c) Meios para que ela proceda a crítica desmascaradora da
contra-informação a que esta sujeita no dia-a-dia.
Temos consciência de que a atividade de
radiodifusão possui conteúdo técnico e profissional, outrossim, sabemos que a atividade
crítica - função precípua da Universidade - pode contemplar diversas áreas do saber;
neste sentido, fazemos uso da experiência acumulada pela equipe da FM Universitária para
possibilitarmos a discussão de questões afetas ao exercício da cidadania e à defesa
dos direitos humanos.
Através dos Comentários Sócio-jurídicos realizados diariamente no programa Rádio
Debates nos demos conta do leque de possibilidades que um programa semanal e exclusivo
sobre as temáticas ali abordadas traria à comunidade. Por outro lado a repercussão
obtida credencia-nos a funcionar como elo de ligação com pessoas e entidades engajadas
nas lutas sociais e na busca de meio ambiente saudável e favorecedor do desenvolvimento
humano e da biodiversidade.
Por tudo isso o VIOLÊNCIA ZERO, desde agosto de 1999, leva ao ar um programa
articulado com as mais recentes discussões sobre Direitos Humanos na Brasil e no mundo;
sempre contando com a contribuição de pessoas e entidades ligadas à luta pela
consecução dos Direitos Humanos - propugnando contra a discriminação, o preconceito, a
exclusão e outras formas de violência social.
OBJETIVOS
Objetivo Geral: Proporcionar à sociedade
cearense a abertura de um canal para discussão radiofônica de temas ligados ao
exercício da cidadania.
Objetivos Específicos: - Criar um
instrumento alternativo à crônica policial tendenciosa, com o fito de desmistificar para
a sociedade as relações: pobreza / criminalidade; violência / delinqüência; direitos
humanos / defesa de marginais;
- Oportunizar aos
movimentos sociais um espaço para informação de sua programação de eventos e
atividades voltadas para a defesa dos direitos humanos, da qualidade de vida e do meio
ambiente;
- Criar um espaço radiofônico para a difusão
de instrumentos de alta cultura e cultura popular que contribuam com o processo de
elevação da consciência crítica da sociedade cearense.
PÚBLICO ALVO DO VIOLÊNCIA ZERO
O programa visa atingir
imediatamente os formadores de opinião (professores, universitários, sindicalistas,
agentes de pastoral, lideres comunitários, políticos, etc.) e mediatamente a sociedade
em geral, agindo e interagindo com a mesma. |