Vinicius Linné nasceu em Passo Fundo, no dia
cinco de dezembro de 1987, no hospital Roque Gonzales. Foi adotado por
um casal taperense Alfredo Libório e Suely Maria Linné.
Teve um amadurecimento precoce, aos sete anos já escrevia poesias
para sua então amada e musa Joana. Ao ingressar na sexta série
uma professora fez com que sua vida mudasse. Ingrid apresentou-lhe o
mundo dos livros, e o fez tomar gosto pela leitura. Na mesma época
em que seus colegas liam três livros em um mês, Vinicius
chegava a marca de vinte e sete.
Não só a leitura fez parte de sua vida. Cada vez mais
encontrava em suas poesias um meio de externar seus sentimentos. Desabafa
no papel suas mágoas, dores e alegrias A grande surpresa veio
na oitava série. Havia na cidade um concurso de poesias para
o dia das mães, todos da sua classe tiveram que participar, era
uma tarefa da disciplina de português, proposta pela professora
Josse. Ele escreveu-a mais pela nota, sempre detestou fazer poesias
com um tema pré-estabelecido, dias depois uma surpresa, entre
quase mil poesias a sua tirou o primeiro lugar. Assim, lhe descobriram
poeta.
Ali, experimentou pela primeira vez o sabor da fama proveniente de seu
talento poético. Suas poesias, que na época abarrotavam
a agenda escolar passaram a ter leitores diversos. Apesar de vários
elogios e muitos incentivos para a publicação de um livro
com as mesmas, Vinicius não se convenceu de seu talento. Disse
ele: “Não sou poeta. Apenas uso a poesia. Ela é
só um lenço com o qual enxugo minhas lagrimas, nada mais
que isso, portanto que destaque mereceria esse tal livro? Com raras
exceções, não gosto de minhas poesias, apenas aturo.
São totalmente sem graça, demonstram uma falta de inclinação
espetacular, não sei o que todos vêem demais nisso. Só
as escrevo por que tenho que escrever. Assim, sem pretender nada. Escrevo
porque minha alma tem fome das palavras, das rimas, das métricas.
Escrevo para não guardar dentro de mim todos aqueles sentimentos,
não os suportaria”.
Passou a esconder suas poesias. Escrevia nos cadernos que usava na escola,
depois arrancava as folhas, amassava e ocultava na sua mochila. Em casa,
guardava em uma caixa de sapatos. Mais tarde seu talento reapareceu,
tomando conta de um blog. Nessa época foi caracterizado como
tendo um estilo singular, que em sua essência melancólica
e trágica lembrava o cerne de Willian Shakespeare, por Ângela,
mulher do escritor Jairo Ferreira e professora de história com
grande inclinação para a literatura.
As palavras corriam em sua veia e não podiam mais ser renegadas.
Agora, no ensino médio, apareceram suas aptidões para
as dissertações. Juliana, a então professora de
português, fez com que se desenvolvesse um estilo critico e direto,
mas ao mesmo tempo com um inegável toque lírico. Um de
seus textos, sobre um assunto bem polêmico na época –
o fato de Preta Gil pousar nua na capa de seu CD – renderia segundo
a mestra um excelente artigo de jornal. Ela inclusive incentivou a publicação
do mesmo, mais uma vez, a idéia foi negada veementemente por
Linné. Contudo, algo nesse momento começava a acontecer:
Jornal. Dias depois Vinicius teve um sonho, onde era um famoso jornalista.
As impressões foram tão fortes que no mesmo instante abandonou
a meta de ser psicólogo e admitiu a possibilidade de trabalhar
nessa área de comunicação.
Seis meses depois e estava decidido. Faria faculdade de jornalismo.
Não sabia ao certo se queria realmente ser jornalista, pensava
talvez no mercado da editoração, no entanto outra de suas
habilidades foi despertada. Surgia a idéia de ser escritor. E
não vinha só, trazia com ela histórias e mais histórias
que se tornariam ótimos livros.
Em 2005, após completar o ensino médio prestou vestibular
na UNICRUZ, de Cruz Alta, terra de Érico Veríssimo. Entrou
para o curso de jornalismo tendo ficado em segundo lugar nas provas.
Atualmente está no primeiro semestre, e acaba seu primeiro livro,
cujo título ainda não foi divulgado, além de começar
a escrever o segundo ainda sem um título definido.
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