: : v i c t o r . n a i n e . a l g o
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Algo a respeito do p r ó x i m o

Especialmente hoje, que aflora a lótus-aura, minha, só minha e de todos, reservo esse pequeno sítio para dedicar aos poucos visitantes, o que posso fazer para compartilhar de minha pouca sabedoria. Já que pudemos dar início a essa jornada, que inicie! Da terra ao éter; dá éter a terra:

Poderíamos começar a explicar o por quê deste diário virtual, que seguindo os termos cai no cântico da harmonia etimológica e epistemológica – virtude és tu, virtu! Que deixa de ser, quiçá virtual para... ser! Abaixo:

Há alguns anos estudo numa faculdade de filosofia. Há algumas décadas venho estudando o homem e a natureza e, não obstante, a natureza reflexiva do homem. Há pouco tempo venho fazendo uma coletânea de meus pensamentos, em forma de prosa, em forma de versos, em forma de música, em forma de alegria e de angústia. Alguns desses feitos, mal construídos, mas feitos feitos com muito carinho e compaixão para com... o próximo. Esse próximo, abstrato, inexistente – mas ente, na mente – a cada dia se expande. Se for ente, sê nascido e crescido!

O próximo eram meus pais, meu irmão, meus avós, meus brinquedos e... os seres sofridos – desde o cachorro Max ao mendigo sem nome – que sempre me apunhalaram o coração com seus olhares de vidas passadas, que brilham – sempre! –, no fundo do abismo, envolto na íris, animada de cores fortes e lirismo, mesmo no negro, que espelha tamanho apego. Mas esse próximo é criança salubérrima, filho do meu ventre – e aqui, me faço andrógino, esposa do véu, quiçá desvelado.

Eis o Júpiter, deus do meu ego, submetido ao Destino, que aponta para o Mercúrio e lhe diz: “cresça, adolesça, ascenda!” Mas como não pode crescer no infinito em si, cresce com o próximo e o próximo cresce com ele tornando o duo uno, trino! O ego e não-ego tornam-se um – Eu!

O próximo, meus caros, caras e coroas, hoje, és tu, eis vós, sou eu, somos nós. Carecem de explicações e recomendações, mas encontram aqui um certo aconchego, que está mais dentro do que fora... de vocês mesmos!

Victor Naine é aquele menino ali – olhe por detrás do papel ou da tela!, o encontrará! Este mesmo que vê, não muito sorridente, pois, compenetrado em tu e nos tus, no próximo está! Mas algo para além dele, ou do seu ego, para além da escrita, para além da linguagem, que o cala para deixar falar por mim: o Eu que não tem nome, mas que chamam por um apelido ou pseudônimo, que dá unidade à carcaça.

Faço-me das palavras de Delfos, que diz com tanta sapiência: “Conhece-te a ti mesmo!”

Pronto! Estão iniciados! E agora voltarão sempre, pois me tocaram... sentiram a serpente de Kundalini acordar de seu sono, rapidamente, no arrepio do dorso. Compartilham agora do seu e do meu brilho. Basta agora, com tamanha prudência, iluminar.

Sejam... bem vindos.

victor naine
junho de 2006

adaptação para o monólogo de p e d r o . n a i n e

refletindo sobre o r e f l e t i r

inde x x xa u l a sc r é d i t o sl i n k s

 

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