: : v i c t o r . n a i n e . . . .
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Refletindo sobre o refletir:

Quando eu exercito a minha mente, as paixões e o corpo no agir, no escrever, no gerar e no criar, ajo, na verdade, como se eu estivesse me olhando, em terceira pessoa – ele, o Victor, não o escritor, mas o escrevente, o ente, o gerente, o cliente, o ciente, vestindo uma calça de moletom, meias brancas, uma pantufa azul, cabelos úmidos, com um roupão de banho. Eu interpreto minhas mágoas, mascarando o meu Eu, me personificando com olhares pouco espontâneos. Os faço para mim mesmo, pois não tem ninguém a minha volta.

Concomitantemente, ao ler o que eu escrevo estou falando comigo mesmo e isso parece loucura... parece. Ou será o meu Eu conversando com o meu ego? Será que posso encontrar aqui, ainda obscura, a resposta para a objeção do meu amigo, quando nos fala da impossibilidade de tratarmos de nós mesmos como objetos? Talvez eu tenha achado quase uma possível identidade entre o sujeito e o objeto; o sujeito estaria podendo olhar-se, espelhar-se no outro. Pergunto-me o que será que Merleau-Ponty diria a esse respeito. E Hegel? Será que aqui, em parte, floresce um novo filósofo? Ótimo! Eu ficaria orgulhoso de mim mesmo, pois isso, mais uma vez, alimenta o meu ego... e talvez o meu Eu. Mas para que, já que muito em breve buscarão me refutar em questão de instantes? Eu poderia salvar, independentemente das criticas, a síntese (pra variar) da existência, da essência e dos seres – ser e Ser.

É preciso frisar bem a importância que tem esses seres, para não esquecermos que há uma diferença, mesmo que ainda obscura para o leitor, entre Ser, ser, existir, estar e “essenciar” – estes são termos específicos e não sinônimos. Os impasses, pois bem, são aparentemente superados no próximo, no ego que se expande para conhecer o Eu, no ser de um que se conhece no ser do outro e se reconhece no Ser de Um, independente do refutar – para além desse bem e desse mal –, pois me transcendi no próximo, que em parte depende de mim para refletir e conhecer a mim mesmo.

A crise de identidade existencial deve cessar! Se preocupe sim, amigo leitor, meu próximo, meu irmão, mas apenas o necessário para encontrar a pedra filosofal da nova alquimia poética, pois tudo para mim e para ti passará a ser um só – Ser.

Sejam... felizes!


inde x x xa u l a sc r é d i t o sl i n k s

 

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