Fundada em 18 de dezembro de 2002

história
 
 

 

 

 
 
 
 
 
A Fundação da Cidade de Duque de Caxias  
 

O município de Duque de Caxias é um dos maiores pólos industriais do Estado do Rio de Janeiro. Sua história, segundo Antônio Izaías da Costa Abreu ("Municípios e Topônimos Fluminenses", Imprensa Oficial RJ, 1994) confunde-se com a de São João de Meriti, uma vez que seu território integrava o deste último a criação da freguesia de São João Batista da Trairaponga.

Segundo os cronistas, o devassamento da região em que se estende o rio Meriti ao Estrela ou Inhomirim e da baía de Guanabara à orla das serras ocorreu logo após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, quando da distribuição das primeiras quadras ou sesmarias aos que participaram do teatro de guerra. Entre os agraciados, figura Brás Cubas, com concessão, em 1568, com uma quadra medindo nada menos de 3 mil braças de terras, de testada, pela costa mar, e 9 mil de fundos pelo rio Meriti, "correndo pela piassaba da aldeia de jacutinga".

Inicialmente os primeiros colonos fixaram-se às margens dos rios Meriti, Sarapuí, Iguaçu, Estrela e Inhomirim, ou na orla marítima, dando início à exploração do seu solo e de riquezas naturais. Já um tanto povoada a região, há a manifestação religiosa com a ereção de uma capela, dedicado, dedicada ao culto de Nossa Senhora do Pilar, elevada a freguesia por alvará de 1637. Dez anos mais tarde, surge a freguesia de São João Batista de Traiaraponga, em 1647, atual São João de Meriti. Contudo, dentro da área da cidade de Duque de Caxias, segundo José Lustosa, ilustre historiador caxiense, "a manifestação sócio-religiosa mais formal se processou quando o prelado Antônio Marins Loureiro iniciou a construção de um templo onde se localiza hoje a igreja de Santa Terezinha. Entrementes, com o correr dos anos o templo danificou-se, ficando ao abandono. Felizmente no ano atual século aparece Dom Guilherme Muller bispo de Barra do Piraí, que resolve salvar a edificação, preservando-a. Então, às suas expensas, restaura aquele monumento histórico que se perdia irremediavelmente.

Um motivo o atraía, principalmente: dar o orago em homenagem a Santa Terezinha do Menino Jesus. E assim, no dia 11 de setembro de 1930, já se celebrava novamente a missa naquele templo que foi de fato o primeiro que se construiu com importância social dentro do território que hoje constitui o Município de Duque de Caxias".

No período que se segui à abolição da escravatura, embora a ausência de mão-de-obra tenha sido considerável, a região acolheu inúmeras levas de novos colonos e moradores, provenientes do êxodo rural fluminense, de início, e de outras partes do país, posteriormente. Em 14 de março de 1931, por força do decreto nº 2.559, dessa data, Duque de Caxias desmembrou-se de São João de Meriti para construir mais um distrito de Nova Iguaçu, com sede na velha estação ferroviária de Meriti. Com o considerável progresso alcançado não tardou, na década seguinte, fosse elevado à categoria de município, em virtude do decreto nº 1.055, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo de nº 1.056, da mesma data, com o nome de Duque de Caxias; a instalação verificou-se no dia seguinte pelo doutor Luiz Miguel Pinaud, então Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu, prestigiado pelas mais destacadas figuras do cenário político fluminense.

O povoamento da região hoje ocupada por Duque de Caxias começou por uma área doada por Estácio de Sá em 1565 a vários sesmeiros. Já no século XVIII, foi construída a Igreja Nossa Senhora do Pilar, transformada em Matriz da Vila e localizada junto ao Porto do Pilar, embarcadouro responsável por receber e transportar para o Porto do Rio de Janeiro, na Praça XV, o ouro e as pedras preciosas provenientes de Minas Gerais, os quais chegavam em lombo de burro. Com a chegada da estrada de ferro, em 1886, ligando a Estação de Meriti à cidade do Rio de Janeiro, os rios deixaram de ser utilizados, o que acarretou no abandono da Baixada. A região só veio a ser abastecida de água em 1916. Apenas em 1924, instalou-se a 1ª rede elétrica. Situado no Estado do Rio de Janeiro, o Município de Duque de Caxias envolve uma área de 442 km² e integra, juntamente com 14 outros municípios, a Região Metropolitana do Estado. Localizado na região denominada Baixada Fluminense, que se caracteriza pela grande concentração de pobreza, e de carências urbanas, quadro comum às zonas periféricas da maioria das metrópoles do País. A Cidade vem perdendo suas características de comunidade rural, desde a década de 40, quando da instalação de um dos maiores parques industriais do País, Fábrica Nacional de Motores (FNM) e a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), em funcionamento.

Como conseqüência surgiram outras unidades industriais de peso gerando um surto de crescimento industrial, principalmente pelas condições favoráveis que o Município oferece, assim entendidas como facilidades de comunicação e transporte, a disponibilidade de amplos espaços planos com custos relativamente baixos, e mão de obra abundante e barata. Caxias passou a concentrar diversificado parque industrial - com destaque para indústria química e metalúrgica, o nível de desenvolvimento alcançado principalmente neste setor o coloca como segundo município em importância econômica no Estado.

 

 
 
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