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Com sol, à beira da miséria plantado,
A política cresce em canteiros podres de esterco,
Nos socalcos emparedados dos minifúndios da nossa imaginação.
Couves-galegas a apregoar ideias sem caldo,
Trombudos na bicha para primeiro-parola
(Quem espera não tem ideias, para não assustar os piscos que cagam nas urnas...),
Melodramáticos loucos com laivos de ditadura fina,
Senhores da governação a resvalarem pelas pontes que cedem ao não-te-rales,
Todos à mesa da senhora da televisão,
Assanhada relatora da nossa tacanhez.
P de pavão, palhaço, patego, pulha e outros papo-secos da politica!
A extrair as areias dos rios da nossa desgraça,
A política é um negócio de compadres,
Finórios de uma aldeia que gosta de se ver ao espelho,
Marranos de cabeça baixa à procura das sobras,
Nos becos das Bruxelas das nossas miragens.
Ao sol de tanta pequenez crescem os tolos do sempre-em-pé,
Só barriga e cabeça grande, a oscilar para a esquerda e a direita,
Ao agrado dos manda-merdas que nos desencantam.
pico da lua
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