Três Tiros
Hoje dei três tiros no meu suicídio... E uma gota de profunda tristeza Caiu da ferida.
Num torpor de horizontes cinzentos, Vagamente fora da moral das coisas, Como o sábio sentado no nirvana dos desejos esquecidos. Vivo aos tiros comigo próprio, Pistoleiro das contradições Que se matam em duelos à porta dos bares de muito beber, Escondido por detrás de todas as convenções das boas gentes.
Quando até os bufões da politica, Hábeis mestres da ilusão ao desbarato, Já não conseguem animar o circo dos patetas chochos, A vida aos soluços é uma trampa sem fim.
De todas as Marias de Nada e Maneis da Rua Fria. ( Ao pensar nisso, preparo a arma...)
E o vagabundo anarquista que vive em mim Deitará a fugir ... (Ou cairá morto para sempre!)
um país ao sol
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