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na curva da vida Palavras que caiem como folhas de Outono, Sonhos falhados, amores perdidos,
Inacção de quem vê nos moinhos de vento
Os políticos de garraiada que nos governam,
Cortesias e trajes de luzes com o brilho do vidro que engana.
Resta divagar na doçura das mãos dadas,
Em silêncios que prometem paz e companhia,
Risos e espontaneidade que reflectem frescura,
Corpos que se encontram à beira da vida,
No caminho que sobe ao pico do vulcão. Picos que metem a cabeça nas nuvens,
Horas roubadas,tempo de ilusão e engano,
Encontros com o sabor doce-amargo de desencantos passados,
Tacanhos a botarem abaixo nas bermas do percurso.
Resta subir devagarinho, como quem não tem ânsia,
Com promessas de alturas com vista mais ampla,
E sem as caricaturas engomadas dos que detém o poder de nos trair, Cheira a flores, cheira a ideias libertárias,
No caminho que sobe ao pico do vulcão. Suicídio lento de todos os dias sem história,
Descer é retroceder para a terra dos pacóvios com e sem titulo, Novos-ricos dos Algarves de todos os Verões,
Engarrafados em latas móveis à espera das auto-estradas políticas. Resta continuar a ascensão que promete paraísos por descobrir, Livros de poemas, e de penas, contos, e estampas a ilustrar, Como quem sabe o valor das emoções e das imagens,
Cheira a amor, na curva da vida, cheira a emancipação,
No caminho que sobe ao pico do vulcão. embarcadiça
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