As cores lembram orgasmos que nunca explodiram,
Fantasmas de um amor que não deu flor,
Os traços são como coxas que convidam carícias,
Mãos a percorrerem a pele sedosa dos caminhos sensuais,
Com um sol de tons fortes no lugar do centro,
Como uma mulher húmida e aberta aos raios da luz. Como os deuses de todas as criações caóticas,
Inspirados pela premência interior de criar e pasmar perante a obra, Fabrica sensações ao sabor dos instintos mais fortes,
Com a mesma ânsia dos que se masturbam no suicídio da noite. As cores quentes da fúria prometem corpos que se unem,
Poemas e imagens que se fundem, Sonhos de uma deusa à descoberta,
Admiravelmente vulnerável e surpreendida, Com todos os sentidos à busca das cores que ardem. Aquele tom escuro, espesso e misterioso,
Negro que dá cor ao fundo do quadro.. A deusa que joga com cores quentes,
Escondida entre as paixões que queimam
E as incertezas de quem não sabe se se sente bem,
Lança tintas, pincéis, imagens, ao ar,
Como quem desfolha um malmequer.
Quer, hesita, quer, hesita,
Que tormenta, não quer, não quer,
Quem sabe, deuses, quem sabe?. Fantasia, acorda e sente-se só.
Pensa, dá a volta, torna a pensar,
Onde está o fogo das muitas chamas de outrora?.
Poemas e imagens que se fundem,
Sonhos de uma deusa à descoberta,
Admiravelmente vulnerável e surpreendida,
Com todos os sentidos à busca das cores que ardem.
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