|
artesão sem rumo
As mãos percorrem a escultura da deusa dos desejos por amansar, Carícia lenta do Suão no ondular do Alentejo do fim do dia, Sem rumo certo. Amante de muitas caminhadas sem destino, Explorador de muitos céus cheios de sombras, Na baia grande da sua imaginação? Derrotado pelos dias mornos da vida. Alma desfeita por mil distracções, Minha culpa, minha máxima culpa. Sensualidade de uma fantasia por alcançar, As mãos percorrem a forma do amor, Criando uma deusa de todos os sentidos, Que teima em visitar o artesão sem porto certo, Beijos, corpos e calor, Ao acaso das noites que passam, Sem rumo certo. é expressamente proibida a cópia e a reprodução total ou parcial dos textos e das imagens sem a autorização prévia dos autores |