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Jânio em foto famosa no JB em 1961, com a seguinte legenda:"Para onde vamos?"
João Goulart, sucessor de Jânio, presidiu a república de 07/09/1961 até 01/04/1964, quando foi deposto por um Golpe Militar.
Carlos Lacerda, Governador da Guanabara em 1961.
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Jânio Quadros - Presidente da República de 15/01/1961 até 25/08/1961 Renúncia de Jânio QuadrosEm 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio Quadros, que tomara posse no início do ano, surpreende toda a nação ao renunciar, na esperança de ser reconduzido ao cargo com seus poderes ampliados, através de um golpe de estado. A tentativa de golpe fracassou. Nesta data, e por este
instrumento, deixando com o ministro da Justiça as razões de meu ato,
renuncio ao mandato de presidente da República. Fui vencido pela reação
e, assim, deixo o governo. Nestes sete meses cumpri o meu dever. Tenho-o
cumprido, dia e noite, trabalhando, infatigavelmente, sem prevenções,
sem rancores. Mas, baldaram-se os meus esforços para conduzir esta nação
pelo caminho da sua verdadeira libertação política e econômica, o único
que possibilita o progresso efetivo é a justiça social, a que tem
direito o seu generoso povo. Desejei um Brasil para os
brasileiros, afrontando nesse sonho, a corrupção, a mentira e a
covardia, que subordinam os interesses gerais aos apetites e às ambições
de grupos ou indivíduos, inclusive do exterior. Sinto-me, porém,
esmagado. Forças terríveis levantaram-se contra mim e me intrigam ou
infamam, até com a desculpa da colaboração. Se permanecesse não
manteria a confiança e a tranqüilidade, ora quebradas e indispensáveis
ao exercício da minha autoridade. Creio mesmo, que não manteria a própria
paz pública. Encerro, assim, com o pensamento voltado para a nossa
gente, para os estudantes e para os operários, para a grande família
do país, esta página da minha vida e da vida nacional. A mim, não
falta a coragem da renúncia. Saio com um agradecimento,
um apelo. O agradecimento é aos companheiros que, comigo, lutaram e me
sustentaram, dentro e fora do governo e de forma especial, às Forças
Armadas, cuja conduta exemplar, em todos instantes, proclamo nesta
oportunidade. O apelo é no sentido da
ordem, do congraçamento, do respeito e da estima de cada um de meus
patrícios para todos, de todos para cada um. Somente, assim, seremos
dignos deste país e do mundo. Somente, assim, seremos dignos da nossa herança e da nossa predestinação cristã. Retorno, agora, a meu
trabalho de advogado e professor. Trabalhemos todos. Há muitas formas de servir nossa pátria. Jânio Quadros [Extraído de Hélio Silva. História da República Brasileira, volume 17: A renúncia. Rio de Janeiro: Editora Três, pp. 135-6.] |