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Tropas militares sitiam o Rio de Janeiro. João Goulart e os militares.
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Capítulo
I
“Atenção
Brasil, atenção Minas Gerais as tropas do 2º Exército sob o comando do
General Kruel já sitiaram o Estado da Guanabara.
Atenção Brasil o Regimento Sampaio o Grupo de Artilharia 105 e o Batalhão
de Caçadores de Petrópolis que haviam se deslocado em direção a Minas se
aliaram às forças da 4ª Região Militar e da Polícia de Minas
“
Desta maneira o “Repórter Esso testemunha ocular da história”,
comunicou ao Brasil o inicio do mais negro período de sua história. Neste
mesmo momento na Cinelândia em frente ao Clube Militar um garoto de
aproximadamente 16 anos começa a gritar “Jango. Jango…”.
Um homem alto e magro, cabelo cortado rente, bigodes finos, aponta sua
automática e explode a cabeça do menino. Este seria o primeiro de uma série
de crimes cometidos na longa noite da ditadura, instituída em abril de 64.
O
quadro político brasileiro era de um complô civil–militar, cuja origem esta
nos anos 50 e a trama que possibilitou o golpe costurava múltiplos pedaços: o
temor da classe média diante da ascensão do movimento operário, que poderia
culminar, a seu ver, na implantação de uma república sindicalista, de
tonalidade vermelha; os interesses contrariados de companhias estrangeiras; o
moralismo udenista, irritado com a descontração dos lideres sindicais e as
constantes denúncias de corrupção na máquina administrativa; a virulência
da imprensa, desligada da superestrutura do poder; e a reação da oficialidade
à aparente deterioração dos princípios da hierarquia.
Sem tiros de canhão, João Belchior Marques Goulart, saiu de Brasília,
em nervosa viagem aérea, para entrar exilado, no Uruguai, e contraditoriamente
na História, deixando atrás de si, os destroços da ordem constitucional
brasileira.
Neste trabalho vamos tentar mostrar que a advertência de George
Santayana, segundo o qual “os
povos que esquecem a sua história, estão condenados no futuro a repeti-la”, não mais poderá encontrar eco entre nós.
Durante vinte anos o povo brasileiro viveu
a mais trágica de todas as experiências antidemocráticas que já perturbaram
a sua evolução política, social e econômica.
Encerrada esta tragédia do ciclo autocrático, impõe-se não só o
balanço do período, através de uma investigação serena e objetiva desta
etapa, como também a análise da política de modernização conservadora e
excludente posta em prática pelo poder militar.
O Brasil deve ser repensado pela sua juventude, em sua realidade histórica,
com lucidez, que é o melhor testemunho de honestidade intelectual e com
austeridade para que possamos passa-lo a limpo, sem revanchismos e sem perder a
ternura jamais. Dividimos este período em 4 capítulos que colocaremos neste
site mensalmente.
Boa
Viagem.

Entre Vargas e Jango, os dois principais protagonistas das tragédias
do trabalhismo brasileiro o Brasil teve três presidentes da república: João
Café Filho, Juscelino Kubitschek de Oliveira e Jânio da Silva Quadros. Café
Filho completou o período presidencial de Vargas; Jânio tomou a posse em
janeiro de 61, numa Brasília recém inaugurada e renunciou espalhafatosamente
em agosto do mesmo ano; somente JK foi o único a cumprir integralmente seu
mandato, aliás, o único presidente civil do Brasil que após a Revolução de
30, chegou, incólume ao fim de seu mandato.
O Brasil de JK vivia efetivamente um período de paz, otimismo e esperança.
O Flamengo sagrava – se tricampeão de futebol no Rio enquanto o Corinthians
ainda comemorava o titulo do IV Centenário de São Paulo.
O
secretário Geral do PCB, o ex-senador Luiz Carlos Prestes, beneficiado, por um
“hábeas – corpus” concedido pelo Juiz Monjardim, saia da longa noite de
seu exílio interno ao mesmo tempo em que os soviéticos lançavam o primeiro
Sputinik ao espaço. No Teatro Municipal do Rio de Janeiro surgia um novo
conceito rítmico - melódico para a música popular brasileira: a bossa nova,
editada pioneiramente pelo poeta Vinícius de Moraes e pelo maestro Antônio
Carlos Jobim na peça musicada “Orfeu da Conceição” com cenários de Oscar
Niemayer, que também faria os da adaptação teatral de “Gabriela Cravo e
Canela” de Jorge Amado e posteriormente inscreveria seu nome como um dos
maiores arquitetos do séc. XX ao projetar em pleno Planalto Central, Brasília,
a Capital da Esperança.
1960 é um ano importante: JK inaugura Brasília e recepciona
Eisenhower no Rio de Janeiro, afirmando:
“(…) Bem melhor do que as
minhas palavras, esta sincera manifestação está demonstrando a V. Exa. Como
se identificam os nossos povos na mesma esperança de um mundo melhor (…)”.
As primeiras manifestações do que viria a ser conhecido como Bossa
Nova ocorreram na década de 50, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ali,
compositores, instrumentistas e cantores intelectualizados, amantes do jazz
americano e da música erudita, tiveram participação efetiva no surgimento do
gênero, que conseguiu unir a alegria do ritmo brasileiro às sofisticadas
harmonias do jazz americano.
Impossível precisar quando a Bossa Nova realmente começou. Mas é certo que o
lançamento, em 1958, dos discos Canção
do Amor Demais, com Elizeth Cardoso interpretando composições de Tom e
Vinicius, e Chega de Saudade, com o clássico
de Tom e Vinicius de um lado e Bim-bom,
de João Gilberto, do outro -, nos quais João surpreendeu a todos com a nova
batida de violão, foi o resultado de vários anos de experiências musicais,
que influenciou toda uma geração de compositores.
Chega
de saudade
A
realidade é que sem ela
Não
há paz, não há beleza.
É
só tristeza e melancolia
Não
sai de mim
Não
sai (…).

A
Bossa Nova era um fenômeno típico da era jucelinista, na medida em que se
inseria em um conjunto de transformações sócias – artístico – econômicas
e até esportivas, pois nesta época surgia o maior gênio de toda história do
futebol mundial: o mineiro Edson Arantes do Nascimento, Pelé, que aos 17 anos
de idade encantaria o mundo na conquista da Copa da Suécia pelo Brasil. Tendo
ao seu lado os passes preciosos e sinuosos do craque Didi e os malabarismos
“chaplinianos” de Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, Pelé e o Brasil
arrancaram naquele longínquo 1958 para a conquista definitiva da Taça Jules
Rimet.
Pelé e Garrincha reinventores do futebol.
Do chão, no Planalto Central até então deserto, subiam os palácios de
Brasília, as prisões não tinham presos políticos e havia plena liberdade de
imprensa. No prolongamento da liberdade de opinião, lia – se qualquer livro:
Os clássicos do Marxismo – Leninismo, então liberados para a venda em
qualquer livraria do País, os novos romances de autores colombianos, argentinos
e mexicanos abordando a dura temática social da América Latina e, como sempre,
a ficção de Jorge Amado temperada com os sortilégios baianos. Tudo parecia
colaborar para a boa imagem do governo JK. O teatro nacional projetava novos
autores seja através do TBC, do Grupo Oficina de Afonso Celso Martinez Corrêa
em São Paulo ou o Teatro de Arena, responsável pelo surgimento de teatrólogos
como Gianfrancesco Guarniere, Paulo Pontes, Paulo Afonso Grisoli, Armando Costa
e o mais festejado de todos Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha. O cinema
brasileiro se revigorava com o advento do “cinema novo” que abandonava as
chanchadas da Atlântica e buscavam uma temática mais realística, como
demonstra “Rio 40 Graus”, de cuja trilha sonora saiu um dos melhores sambas
da década, “A Voz do Morro”.
A
euforia era tal que a mídia acabou por batizar este período como os “Anos
Dourados”.
Os costumes tornaram
– se mais liberais, uma vez que as mulheres, embora ainda recatadas, começavam
a ousar seja no que usavam, seja no que falavam, seja no que ouviam.
Desde que Maria Ester Bueno escandalizou o mais conservador dos torneios
de tênis do mundo, Wimbledon, usando uma saia bem acima do joelho e Maria Yeda
Vargas usando um maio Catalina mais cavado que o normal, arrancou suspiros de um
júri que lhe conferiu o titulo de Miss Universo, a mulher brasileira
definitivamente não era a mesma. A chegada no Brasil do Rock in Roll através
do filme “A hora do rock” lançava as bases de uma nova juventude que tinha
em Elvis Presley e em especial James Dean seus principais ícones: era a
juventude transviada.
Nas ruas dos grandes centros urbanos,
discutia-se se o tenente Bandeira era mesmo o autor do crime do Sacopã e começavam
a circular os carros fabricados pelas multinacionais no Brasil, utilizando –
se da abundante e barata matéria – prima nacional e uma mão–de –obra
contratada a preço absurdamente baixo, se comparados aos salários pagos por
essas mesmas empresas, aos técnicos e operários nortes – americanos e
europeus que trabalhavam em suas matrizes.
O governo JK é, pois, marcado por
profundas transformações na área econômica e financeira, sintetizadas no
“Plano de Metas”, que mostrava a ideologia desenvolvimentista de JK e fazia
do Estado o coordenador do desenvolvimento nacional, estimulando o empresariado
brasileiro, como também, favorecia a entrada de capitais internacionais na
forma de empréstimos ou na criação de empresas multinacionais no país.
É evidente que os maiores recursos dos
grupos internacionais, sufocaram a indústria brasileira a ponto de ao final do
período jucelinista o capital transnacional controlar 98% da indústria
automobilística, 85% da de fumo, 88% da farmacêutica e 76% da química.
As transferências de recursos para o
exterior eram de grande monta ao passo que a inflação, resultado de uma louca
política emissionista, era galopante. Tudo isto, mais a obsessão presidencial
em construir Brasília, tornaram as “Metas” inviáveis, o que, no entanto, não
impediram suas realizações, embora a um preço social por demais alto.
Os anos dourados, por certo, só beneficiaram alguns setores da sociedade. Para outros o Governo JK não passou de uma ilusão, de uma “belle – epoque” tupiniquim de um breve sonho de legalidade, que ruiria como a instalação do regime militar.
O fenômeno Jânio Quadros, é algo até hoje inexplicável na vida recente do Brasil. Inicialmente podemos tentar justificar sua ascensão pela lacuna deixada no Estado populista desde a morte de Vargas em 1954, uma vez que nem o ex-presidente JK, nem o duas vezes Vice-Presidente João Goulart, o Jango, tinham o carisma e a liderança do “ Velho “. Jânio Quadros, soube capitalizar esses descontentamentos da sociedade e encaixa-los na sua verve demagógica e oportunista. A vassoura ia começar a varrer o Brasil.
Durante
a campanha eleitoral de 1960, Jânio Quadros, aparecia como favorito, embora
seus opositores, o marechal Henrique Lott, e o ex-governador paulista Ademar de
Barros, possuíssem bem montadas estruturas partidárias. A vice-presidência
seria disputada entre o senador mineiro Milton Campos e João Goulart, o Jango,
candidato à reeleição. A disputa paralisa e polariza o país inteiro que aos
poucos vai se rendendo ao novo fenômeno eleitoral, cantado por todo o povo:
Varre, varre, varre, varre,
varre
Varre vassourinha
Varre, varre a bandalheira
Que o povo já esta cansado
De sofrer desta maneira
Jânio Quadros
É a esperança deste povo
abandonado
Jânio, era um homem de fulminante carreira política. De vereador da cidade de São Paulo à presidência, Quadros percorreu todos os cargos públicos sempre com votações maciças e sem aparatos partidários. Foi Vereador, Deputado Estadual, Governador, Deputado Federal e finalmente Presidente da República por partidos diferentes e de tendências diferentes entre 1951 e 1960. Sua campanha fulminante acabou esmagando seus dois opositores, o seu eterno rival, Ademar de Barros e o ex-ministro do exército Marechal Henrique Lott, tendo Jango sido reeleito vice-presidente da república.
No Planalto, Jânio alternaria atitudes exóticas – os bilhetinhos ,e seus decretos como que proibia a briga de galo com gestos de um verdadeiro estadista. As contradições de Jânio começam pelo setor econômico . Embora eleito com o apoio da conservadora UDN, o presidente bloqueia remessas de lucros internacionais , desengavetando um lei originariamente enviada ao Congresso por Vargas .
Por outro lado a inflação acumulada no governo JK obrigou Quadros a tomar medidas impopulares visando combater a alta dos preços. Inaugurou também uma política externa independente que se coadunava com a formação de um bloco terceiro mundista , reatando relações com a União Soviética , com a China , além de posicionar –se favoravelmente ao governo cubano de Fidel Castro .
O pingo d’água do estremecimento nas relações entre o governo federal e os grupos conservadores nacionais e internacionais, foi a condecoração com a Ordem do Cruzeiro do Sul, ao ministro de Cuba, Ernesto “ Che” Guevara, um ato meramente protocolar, mas que foi tomado como uma provocação pelos setores mais à direita, dentre os quais a UDN , cujo um dos principais lideres era o governador da Guanabara Carlos Lacerda, que na noite de 24 de agosto de 1961, coincidentemente dia do aniversário da morte de Vargas , falando através de uma rede nacional de televisão , acusa o presidente de tramar uma golpe com o fechamento do Congresso .
A revelação de Lacerda surpreende a nação. Não mais, porém, que a reação de Jânio : na manhã seguinte ele renunciou à Presidência da República atribuindo o ato a pressões de “ forças ocultas”. A renuncia refletia o estilo personalista e autoritário de Quadros . Ele na realidade , segundo a opinião quase unânime dos observadores, desejava manter–se na Presidência através de um governo forte com o apoio dos militares.
Como o seu sucessor legal era Jango , herdeiro político de Vargas , que estava em missão oficial na China, Jânio supunha que os ministros militares não aceitariam sua exoneração , dispondo – se a lhe conferir uma soma maior de prerrogativas . Para que tal solução pudesse viabilizar – se era necessário o apoio popular, algo que nunca faltou ao Presidente até aquele momento. Ledo engano. A surpresa da renuncia causou na sociedade um sentimento de manutenção da ordem constitucional. Rei morto rei posto. Era hora de garantir a estabilidade democrática dando posse a João Goulart . Mas foi assim tão fácil ?
Com sua renúncia Jânio frustrou mais de 5 milhões de eleitores que sufragaram seu nome nas eleições. Mais do que isto deu início a uma crise sem precedentes na História do Brasil.
Devido a ausência de João Goulart no Brasil, em razão de sua visita oficial à República Popular da China, assumiu temporariamente à Presidência da República, o deputado Pascoal Ranieri Mazzili, presidente da Câmara dos Deputados. Os três ministros militares, Odílio Denys do Exército, Grun Moss da Aeronáutica e Silvio Heck (marinha), declaram “Estado de Sítio” objetivando proibir toda e qualquer manifestação política.
A verdade era que nem os militares nem a UDN aceitavam João Goulart na presidência.
Jango na realidade era tido como homem nitidamente de esquerda e mais que isto herdeiro político de Vargas.
A situação agrava-se com a intervenção em vários sindicatos e a prisão de vários opositores dos ministros entre os quais deputados, senadores e oficiais do Exército, destacando-se o general Lott, que foi considerado subversivo, somente porque concedeu entrevistas dizendo-se a favor da legalidade.
Este estado de coisas levou a uma cisão militar e política. No Rio Grande do Sul, o general Machado Lopes, comandante do III Exército, declara-se favorável a manutenção de ordem constitucional, ou seja, a posse de Jango.
O Governador do Rio Grande do Sul, Leonel de Moura Brizola, do PTB, cunhado de Jango, convoca as rádios gaúchas e cria a “cadeia de legalidade” emitindo notas em defesa da constituição e conclamando o povo a ir ao palácio Piratini defender o Rio Grande.
A luta heróica de Brizola e Machado Lopes começava a render seus primeiros frutos: a população gaúcha adere ao chamado do governador gaúcho e juntamente com a Brigada Militar passam o dia em frente a sede do governo para sua defesa.
João Goulart, retorna rapidamente ao Brasil, desembarcando em Porto Alegre, único local do País onde poderia chegara à salvo. Em Brasília, os ministros mantêm-se irredutíveis: Jango não assumiria.
“Cerca
das seis horas da manhã, do dia 28, o general Muricy se apresentava para viajar
ao Rio de Janeiro. A tensão já era muito grande, também entre os chefes
militares. Ele aguardava que o general Machado Lopes redigisse uma carta ao
ministro, quando foi chamado pelo major Alcio da Costa e Silva, para atender ,
com urgência, uma fonia do ministro da Guerra.
Era
uma ligação do general Orlando Geisel para que o general Muricy a transmitisse
ao comando do III Exército, Machado Lopes entrou na sala em tempo de ouvir o
final da mensagem
1-
“O general Orlando Geisel transmite ao general Machado Lopes, a seguinte ordem
do ministro de guerra;
_
O governador colocou-se, assim, fora da legalidade: o comandante do III Exército
atue com a máxima energia e presteza.
2-
Faça convergir sobre Porto Alegre toda a tropa do Rio Grande do Sul que julgar
conveniente, inclusive 5 DI se necessário.
3-
EMPREGUE A AERONÁUTICA, REALIZANDO INCLUSIVE O BOMBARDEIO, SE NECESSÁRIO.
4-
Está a caminho do Rio Grande do Sul uma força-tarefa, da Marinha.
Depois
de uns instantes de reflexão, o general Machado Lopes dirige-se à fonia e
declara: “Cumpro ordens dentro da constituição vigente.” E saiu da sala.
Ainda
se ouviu a voz do general Orlando Geisel, perguntando: “General Machado Lopes,
onde esta ordem é inconstitucional?”
Pouco
depois o general Machado Lopes dirigiu-se ao Palácio Piratini para falar com o
governador, conforme combinara, na véspera, com o auditor Shultz.
Quando
o comandante do III Exército, acompanhado pelo general Santa Rosa, chegou ao
Piratini, houve um susto geral.
Lá, entretanto, em conversa com o governador, em meio àquele ambiente exaltado e francamente revolucionário, ele se viu envolvido pelas mesmas idéias e mudou seu modo de pensar. Daí por diante, passou a apoiar, ostensivamente, o governador Brizola, apesar de suas divergências político-ideológicas.”
O medo que uma guerra civil pudesse transformar o Brasil em uma nova versão da Revolução Cubana, faz com que os EUA através dos seus representantes em Brasília tentassem dissuadir os ministros a aceitar Jango com algumas restrições.
A solução teria que partir dos meios políticos e ser aceita pelos militares. Por iniciativas dos deputados Raul Pilla e Plínio Salgado o Congresso aprova em “Regime de Urgência” uma Emenda Constitucional Parlamentarista” que extinguia o presidencialismo, tendo o Presidente da República seus direitos limitados.
Apesar da insegurança que paira em Brasília ( com ameaças como a “Operação de Mosquitos” que consistia em abater o avião presidencial quando estivesse chegando à capital), João Belchior Marques Goulart é empossado em 7 de setembro de 1961 como presidente dos Estados Unidos do Brasil. Neste mesmo dia começa a conspiração que levaria ao 31 de março de 1964.
Os anos dourados se tornariam em breve os anos de chumbo.
CONTINUA EM SETEMBRO
Colaboração (Revolução Francesa)