Introdução

EUA: mocinhos ou bandidos?

Quem foi o culpado?

Reações Internacionais

O papel da mídia

 
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Introdução

 A década de 80 conheceu o fim da Guerra Fria. O mundo bipolar acabou. “Otimistas” chamam o mundo atual de multipolar, enquanto pessimistas (na verdade realistas), o chamam de unipolar. Os Estados Unidos da América são a potência mundial. Controlam economias, influenciam políticas, desafiam o ambiente, mas sempre soberanos: tão fortes que não há oponentes visíveis.

            O mundo passou por transições. Do Keynesianismo para o Neoliberalismo, do Estado Forte para o Estado Mínimo (a economia sai das mãos do Estado para depender de particulares), do Estado Nação para a Nação Empresa (os países são na verdade uma grande rede de empresas, monopólios, cartéis, trustes etc.).

            Na década de 90 o G7 (grupo dos sete países mais industrializados (desenvolvidos) do mundo) organizou uma Conferência. O que, através da mídia, fez soar como o início de uma guerra contra o terrorismo dos radicais, na verdade era uma forma de diminuir as migrações da população periférica para os centros. Isso porque com o aumento da pobreza há um aumento do terrorismo. Pobreza é algo ruim, pensamos nós. E é verdade. Mas quem causa a pobreza?

            Tornou-se visível também na década passada que a união da Globalização e do Neoliberalismo (tão elogiados pela mídia) estava resultando num aumento do número de excluídos (pobres). Isso explica a volta de movimentos xenofóbicos como o neonazismo.

            Mas, talvez como conseqüência da Era da Informação, o número de conscientes vem aumentando. O povo, mais crítico, cansou de olhar impotente o mundo ser contorcido e dirigido por interesses particulares. Em 1999, as ONGs (Organizações Não-Governamentais) juntaram 200.000 pessoas e impediram o que viria a ser a Conferência de Seattle, que na verdade era uma conferência sobre como lidar com os excluídos.            Mais recentemente, em 2001, vimos em Gênova um milhão de pessoas nas ruas.

            Nesse ano também, agora na Conferência de Durban sobre o racismo, o mundo observou perplexo e indignado a retirada de Israel e dos EUA dessa conferência.

            A imparcialidade americana vem tornando-se cada vez mais visível. Os soberanos estão transformando o mundo para agradar seus próprios interesses, e é surpreendentemente alto o número de pessoas medíocres, alienadas e desinformadas que os apóiam nisso.

            Os ataques de 11 de setembro não foram atentados aos civis. Foram atentados políticos, e se quiserem ser entendidos assim devem ser vistos. Foram atentados contra a Globalização e contra as políticas desumanas dos norte-americanos. Gerando fome e financiando o terrorismo, os EUA já mataram muito mais que 20.000, número extra-oficial de pessoas que estavam nas duas torres gêmeas durante as implosões. Os motivos e conseqüências dos ataques seguem nos capítulos adiante.
 
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