PEÇA VENCEDORA DO PROJETO DE CIRCULAÇÃO TEATRAL GOVERNO DO CEARÁ – 2002

O N D A S        S E C A S

Um Novo de Olhar de Conselheiro Sobre o Sertão

 

A Peça Ondas Secas, selecionada para o festival de teatro do Espírito Santo, bienal de Artes de Salvador, prêmio de melhor texto no Festival de Acopiara, participou da mostra do Teatro do SESC-Cariri, competitiva. Dura CERCA DE 50 MINUTOS, seguida de um pequeno debate. Espetáculo experimental, a sonoplastia, também toda experimental.

 

Imagine Antonio Conselheiro reanscido num palco, fazendo uma verdadeira análise de todo o sertão e de si mesmo, dentro de uma visão crítica questionadora, sem respostas, sem solução, objetivando levar à platéia, suas dúvidas, na busca, talvez, provocandoreflexão coletiva, quem sabe, chegar-se a uma conclusão sobre todo o ocorrido, compreendendo o passado, entendendo o presente, tendo como antecipar o futuro, construindo um destino racional para o povo nordestino. UM CONSELHEIRO PRODUTO DA RAZÃO NÃO DA CIRCUNSTÂNCIA HISTÓRICA. Lúcido, consciente, crítico.

 

É UM MONÓLOGO, onde o ator, interpretando Conselheiro se comporta como um HAMLET, de cerca de 01 hora, falando do Nordeste, de si, do nordestinismo da platéia presente, em se tratando do trabalho sendo apresentado no Nordeste.. Vindo à tona toda a genealogia do povo, da luta, da busca do homem pela felicidade, onde a questão se universaliza, apesar do regionalismo inerente ao trabalho. Fatos marcantes, das grandes secas, como Pedra Bonita, Caldeirão, O Quinze, Barragem do Patu, Canudos.... são relembrados, servindo de mote para o desenrolar da peça.

 

Há cantos regionais, sons sertanejos, símbolos universais, enquanto a luz também muda. Ao mesmo tempo, como áudio os sons do sertão, gravados na mata sertaneja: pássaros, brisa, cigarras... O SERTÃO É O OBJETO DO TRABALHO, presente nas palavras, no personagem, na luz, no som, na platéia....

 

Trata-se de um monólogo, tendo como personagem principal Antonio Conselheiro, símbolo máximo do sonho do povo nordestino de ser feliz, de ser ver livre da opressão. Ao longo do monólogo, dividido em quatro movimentos, o personagem faz um painel de toda a história nordestina, partindo de fatos reais envolvendo a seca até líderes messiânicos da história do Nordeste.

 

É como se ao longo da peça o personagem se convertesse na própria consciência do Nordeste, fazendo uma análise de si mesmo, numa reflexão profundamente existencial de sua própria história e dos seus dependentes: o nordestino. Não traz respostas, buscando apenas provocar reflexões.

 

Ondas Secas, ondas de ventos quentes, secos como os ventos do deserto, nas tardes de calor, eis o que é a história cíclica do nordeste, ondas seca, secas de justiça, secas de humanismo, secas transportadoras de desculpas, pois é são instrumentos dos que oprimem e dos alguns que se apropriam do futuro e do destino de todos. Desta feita esses ciclos históricos, sob um novo olhar, o olhar de Conselheiro sobre o sertão, paz de todos os nordestino.

 

FICHA TÉCNICA:

 

TEXTO: Valdecy Alves

ATOR: Fram Paulo

DIREÇÃO: Fram Paulo/Valdecy Alves

SONOPLASTIA: Flávio Alves

ILUMINAÇÃO: Fridtjof Alves

 

Locais onde se apresentou

 

Maranguape

Sobral

Crato

Crateús

Quixadá

Fortaleza

Quixeramobim

dentre outros...

 

Algumas fotos e matérias jornalísticas

 

 

 

 

 

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