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Mackenzie Melo 🇧🇷🇺🇸
Esse artigo, para mim, é a escrita do que eu penso em tantos níveis que é até difícil dizer o quanto ele expressou exatamente o que eu penso. Do título à conclusão, o autor mostrou, para mim, o que eu acho de adaptações.
Ele começa com o título "Uma Masterclass em adaptação infiel" e termina dizendo que "essa estratégia de adaptação não fiel também luta para diminuir o nosso poder de exercer posse sobre a cultura, uma tendência que ameaça excluir, ao invés de incluir, novas audiências. Neste sentido, a série de tv é exatamente como o quadrinho".
Quando uma arte é levada/transportada/adaptada para outra arte, muito se perde, muito se ganha. Tem um momento em que ele diz que quadrinhos "foram projetados para serem lidos, relidos, compartilhados com amigos e debatidos com "iniamigos" até que a próxima edição aparecesse, normalmente apenas um mês depois (were designed to be read, reread, shared with friends and debated over with frenemies until the next issue came out, usually a full month later)". Com isso em mente, eu verdadeiramente penso que quando olhamos para uma adatpação, precisamos, verdadeiramente, levar isso em conta. Não apenas superficialmente, mas na íntegra, mergulhando nos porquês das escolhas criativas, das mudanças, do que foi mantido e do que foi removido.
Amo Sandman em quadrinhos. Tenho amado Sandman representado em audiolivro, lançado pela Audible e narrado pelo próprio Gaiman, com excelentes atores fazendo os outros personagens. E a série de TV? Para mim, é excepcional. Morte é incrível. Morpheus é fabuloso e o episódio no bar/lanchonete é, realmente, um primor de terror/suspense.
Sandman, como muitas outras obras, é infiel, sendo fiel. E quando se consegue isso, adaptações se tornam tão boas - e às vezes até melhores - quanto as obras originais.
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