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Uma história totalmente diferente, esboçada mas nunca desenvolvida, sobre a conduta de Galadriel à época da rebelião dos Noldor aparece em uma nota muito tardia e parcialmente ilegível: o último escrito de meu pai sobre o tema de Galadriel e Celeborn, e provavelmente o último sobre a Terra-média e Valinor, redigido no seu último mês de vida. Ali ele salientava a estatura imponente que Galadriel já tinha em Valinor, equivalente à de Fëanor, se bem que diversa em dons; e ali está dito que, longe de se unir à revolta de Fëanor, ela se opôs a ele de todas as maneiras. Na verdade desejava partir de Valinor e ir ao amplo mundo da Terra-média para exercer seus talentos, pois “como era brilhante na mente e veloz na ação, cedo absorvera tudo o que fora capaz dos ensinamentos que os Valar julgavam conveniente transmitir aos Eldar”, e sentia-se confinada na tutela de Aman. Esse desejo de Galadriel era, ao que parece, do conhecimento de Manwë, e ele não lhe proibira nada, mas ela também não recebera permissão formal para partir. Ponderando o que poderia fazer, os pensamentos de Galadriel voltaram-se para os navios dos Teleri, e por algum tempo ela foi morar com a família de sua mãe em Alqualondë. Lá encontrou Celeborn, que aqui é novamente um príncipe telerin, neto de Olwë de Alqualondë e, portanto, parente próximo dela. Juntos planejaram construir um navio e nele navegar até a Terra-média. Estavam a ponto de pedir permissão aos Valar para sua aventura quando Melkor fugiu de Valmar e, voltando com Ungoliant, destruiu a luz das Árvores. Na revolta de Fëanor, que se seguiu ao Obscurecer de Valinor, Galadriel não tomou parte: na realidade ela e Celeborn lutaram heroicamente em defesa de Alqualondë contra o ataque dos Noldor, e o navio de Celeborn foi salvo deles. Galadriel, agora desesperançada de Valinor e horrorizada com a violência e a crueldade de Fëanor, velejou pelas trevas sem esperar pela permissão de Manwë, que naquela hora sem dúvida lhe teria sido negada, por muito que seu desejo fosse legítimo em si