14/02/2004

Texto: Alexandre Galvêas
Foto: Vitor Graize

 

Voltar

Piscina Olímpica da Ufes está abandonada e serve a proliferação de mosquitos

Nos tempos de funcionamento, a piscina já recebeu até 500 alunos fazendo prática desportiva. O custo de manutenção fica em R$ 10 mil mensais

A piscina olímpica da Ufes, a primeira do Estado, porém conhecida de poucos, há mais de 10 anos está entregue ao acaso. Hoje serve à proliferação de mosquitos e impossibilita a realização de grandes eventos no Centro de Educação Física e Desportos (CEFD).

O local, que já foi palco de eventos nacionais, como dois Jogos Universitários Brasileiros (Jubes), e já sediou o Sul-americano de Pólo-Aquático, hoje está se acabando. Problemas com as bombas, azulejos, tubulações, iluminação e o vestiário tornam sua reativação cada vez mais cara.

Com a capacidade de 2 milhões de litros de água, a piscina foi desativada devido ao custo de manutenção, que fica em aproximadamente R$ 10 mil por mês, de acordo com o ex-diretor do CEFD, José Carlos Gama. Porém, esse valor hoje poderia ser bem reduzido com a utilização de novas técnicas de tratamento, como o uso de cloro gasoso, que reduz em muito, o custo operacional.

Atualmente apenas uma pessoa é responsável pela manutenção das duas piscinas, olímpica e infantil, faltam professores para que as pessoas do curso possam utilizar a piscina menor que ainda está em funcionamento.

É bom lembrar que na época em que a piscina parou de funcionar, a disciplina de prática desportiva era obrigatória a todos os cursos da universidade, e uma média de 500 alunos usufruíam do espaço.

A maioria dos 320 alunos do centro nunca a viu em funcionamento. É o caso de um estudante do sexto período que não quis se identificar por medo de represálias. “Nunca vi essa piscina cheia, ninguém nunca fez nada apesar das diversas reclamações junto ao Centro e a Reitoria”.

O mesmo problema interfere no projeto de extensão Universidade do Triathlon, que já revelou alguns nomes no esporte, porém os integrantes do projeto não podem praticar natação no campus.

O diretor do Centro de Educação Física em exercício, Carlos Alberto Stein, diz que um projeto de recuperação já foi elaborado, porém devido ao custo elevado, só poderia ser realizado com parcerias privadas, como a Petrobrás, que teria demonstrado interesse no projeto.

Veja também: Quadras e piscina da Educação Física precisam de manutenção



A piscina que já sediou competições internacionais está desativada há 10 anos.

Hosted by www.Geocities.ws

1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1