03/10/2003


Keyla Cardoso

 

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Lei visa evitar problemas de saúde

A lei de proibição da venda cigarros visa dificultar o acesso ao produto para coibir e conseqüentemente prevenir as conseqüências para saúde. "Eu acho que a venda de cigarros e bebidas deveria ser expressamente proibida, baseado, no mínimo, nos malefícios causados. Trata-se de um local de ensino, e quem se propõe a consumir essas substâncias deveria ir para uma via pública, de modo que os males afetem exclusivamente a ele", opina Joel Araújo Silva, 12º período de Medicina.

As opiniões se dividem, refletindo a forma como a sociedade vê o hábito de fumar, desde um ato elegante até uma atitude insuportável. "As pessoas são livres. Não há necessidade de impor nem de proibir, principalmente aqui", diz a não fumante Francielle Cerqueira Ribeiro, aluna do 3º período de Pedagogia.

Apesar da lei federal vigorar desde a década de 90, a maioria dos alunos entrevistados não a conhece. "Só sei que é proibido porque não encontro cigarros na cantina. Isso não muda em nada. Proibir vender para menores, sim, mas proibir aqui, numa universidade, não é coerente. Só os fumantes saem prejudicados, porque tem que sair para comprar e, às vezes, fazem isso em horário de aula. Esse tipo de medida não vai fazer ninguém parar de fumar", acredita Marcelo Dutra, aluno do 4º período de Engenharia Civil.

Tanto os alunos que concordam terminantemente com a proibição da venda de cigarros quanto os que a consideram dispensável e incoerente utilizam o mesmo argumento: que a medida não condiz com uma universidade.

"A universidade é uma instituição como família, igreja e, como toda instituição, ela tem obrigação de, além de educar, proteger o menor de idade e, no processo de educação, entra a proibição", diz a estudante do 4º período de Psicologia Francismeire Vieira Braga.

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