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Novo provão não altera a metodologia de avaliação dos cursos Mesmo após ter causado polêmica, o novo exame não sofreu muitas alterações Após ter criado comissões que discutiram as possibilidades de mudanças no atual sistema de avaliação do ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) apresentou para a imprensa a proposta final do Provão no início deste mês. O recém-lançado exame de avaliação dos cursos de graduação mantém a essência do modelo criado pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. As propostas de especialistas que previam mudanças na estrutura do ENC foram descartadas pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque. Entre as principais mudanças destaca-se a avaliação dos alunos duas vezes, em vez de uma: a primeira, ao entrar no curso; e a outra, como anteriormente, para os alunos finalistas. Outra mudança é que as provas deixarão de ser obrigatórias. Somente estudantes selecionados por amostragem farão o ENC. Também continua o ranqueamento, apenas mudaram os conceitos, que não serão mais notas “A” para os melhores, e “E” para os piores, mas conceitos divididos em: bem avaliado, intermediário e não satisfatório. Além da nota do aluno, três outras notas integrarão o conceito final de cada curso. Serão avaliados ainda a infra-estrutura e produção científica do estabelecimento de ensino, qualificação do corpo docente e o engajamento da instituição em ações sociais. A nova proposta de modelo do Provão será enviada ao presidente Lula e em seguida transformada em projeto de lei. Se aprovada, entrará em vigor no Congresso Nacional. Matérias relacionadas: |
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