UM NOVO HORIZONTE
Rosa
Azul
Minha História
Aqui inserirei o meu depoimento, na esperança de que se possa fazer alguma justiça.
Em primeiro lugar, gostaria que soubessem, eu nunca deixei de amar o nosso Deus Jeová, e nunca esqueci, suas leis e diretrizes.
Por isso, meu relato, data de 1986 até o ano corrente.
Talvez fiquem surpresos por me calar, estes anos todos!
Mas, foi por amor piedoso em não expor, pessoas que me ofenderam e não macular o nome de nosso Deus, principalmente para que pessoas de fora da organização não soubessem do meu sofrimento e falassem de modo ultrajante da santa organização de Jeová.
Mas, pelo que tenho observado, e sofrido, mesmo depois de meu afastamento forçado da organização, por mais de dez anos pedindo que a Sociedade Torre de Vigia, investigasse o caso, com inúmeras cartas, tanto para a filial do Brasil em Cezário Lange, como para o próprio Corpo Governante (USA), decidi tornar público uma parte da minha experiência nas Testemunhas de Jeová.
Talvez pensem que fui desassociada, e estou aqui chorando e me lamuriando sem ter a humildade de voltar? Estão plenamente enganados!!!
Sim, escrevi cartas de readmissão, assisti reuniões assiduamente, dois anos consecutivos, um no Brasil e outro no exterior. E nas duas congregações fui tratada com total descaso.
Meu coração amargurado pela falta de amor e pelo descaso dos irmãos, pôs limite em minha paciência.
Para que as testemunhas de Jeová, não me acusem injustamente, e minha historia possa de alguma forma, ajudar outras pessoas, decidi tornar público, começando pelo fato que o ancião Valdemar Moreira Penha, juntamente com Waldemar Táccola e Odair Ramos Santos, comprometem o “Corpo Governante” e a Sociedade Torre de Vigia como os responsáveis pela decisão de minha desassociação.
Isto foi gravado em fita cassete, e até mesmo enviado ao Corpo Governante - EUA.
Portanto, antes de me julgarem, simpatizantes da organização e pessoas que aqui investigam o que há neste site sobre as Testemunhas de Jeová, seria melhor, primeiramente lerem tudo com bastante calma inclusive os anexos que são scaneados dos originais e depois tirem suas conclusões.
Conheci “a verdade” bem cedo, minha professora de alfabetização, era uma testemunha de Jeová, juntamente com sua mãe e seu irmão.
Com sete anos de idade, eu já era publicadora. Mas, nem tudo foram flores, meu pai era opositor ferrenho, o que culminou com a separação de meus pais, pois ele sempre nos espancava por assistir regularmente às reuniões congregacionais.
Perdemos em juízo a guarda do meu querido irmão caçula, o que até hoje sinto muitíssimo.
O caso foi muito comentado até mesmo por um superintendente de circuito de pré nome Valentin, americano.
Meu pai alegava que todo nosso dinheiro, era doado por minha mãe, para a organização, o que foi uma verdadeira calúnia, pois na organização não se colhe o dízimo.
Minha mãe novata na organização, não sabia se defender pois isto requeria muito conhecimento bíblico para expor na audiência, porem, os anciões nada faziam ou aconselhavam-na, ou mesmo, não foram nas audiências auxiliar mamãe.
Ao invés de se compadecerem conosco, três menores na tutela de minha mãe, só sabiam dizer, que se separassem ela não poderia se casar com outra pessoa....
O que eles apenas explicavam eram que devemos total obediência à Deus do que ao homem.
Corríamos perigo de vida, meu pai chegava bêbado e todas as semanas eram brigas e espancamentos, então tivemos de nos separar.
Da noite para o dia perdemos absolutamente tudo. Bem dizer o que tínhamos eram parte de nossas roupas do corpo e as literaturas da organização.
O processo rolou por muitos anos no fórum, e depois de doze anos, o juiz deu por ganho o nosso pedido de pensão judicial.
Era o ano de 1985, eu já era arrimo de família, e podia modestamente suprir as necessidades básicas da família, como também, já era conhecida em assembléias e congressos, pela minha grande alegria em ajudar nestas ocasiões, com serviço prestados na área de primeiros socorros.
Minha esperança era poder cursar Medicina, para poder ajudar os irmãos na questão do sangue, e tratar com muito carinho e atenção as pessoas que não fossem cristãs, pois para mim, todos são iguais, independente de credo, religião, raça ou posição social e econômica.
Amo meu próximo mais do que a mim mesma.
Minha
mãe, pelos anos que sofreu, não pensou duas vezes, o dinheiro advindo da pensão,
doou para a construção do Salão do Reino, situado na Rua: Thomé de Souza,
7 Boqueirão, Santos - SP.
Conseguiram acabar a obra, mas em função do meu profundo apego à Jeová, me calei, e continuei à suprir tudo o que precisavam na minha família, éramos em 4 pessoas.
Iniciei vários cursos então pelo sindicatos e outras entidades de estabelecimentos de saúde.
Quando pequena lia o Anuário das Testemunhas de Jeová, e na década de 70, trazia os sofrimentos das testemunhas em campo de concentração ou mesmo os abusos sofridos pela SS. Um caso me chamou a atenção, foi de uma irmã ter dado à luz sozinha, debaixo de uma árvore senão me falha a memória. Eu ciente que ainda teríamos uma grande perseguição na parte final dos dias, queria ser de alguma ajuda, fui fazer diversos curso, incluindo os de primeiros socorros com conhecimentos de partos de emergência.
O Inicio do Problema .
No Congresso Mantenedores da Integridade, eu estava radiante de felicidade, tinha minha família ao meu redor, tudo parecia bem... Trabalhei no congresso com o meu parceiro de socorros, mas em outro setor: Choque.
No Morumbi, haviam muitas tentativas de arrombarem as caixas de contribuições, furtos, etc... Precisava avisar as irmãs que deixavam seus pertences com pessoas que passavam por irmãs nos toilletes, mas que na verdade, a bondade delas eram com segundas intenções.
Fui no arranjo de ônibus da minha congregação, Vila Mathias, para isto já tinha pago antecipadamente as minhas passagens. Uma família conhecida minha em São Paulo, bondosamente me cedeu hospedagem, pois sabiam de minha voluntariedade em ajudar nos congressos e assembléias. Sendo que, toda a minha família, estava acostumada com minha voluntariedade, sabiam, que eu retornaria na volta no ônibus do arranjo, pois meu serviço exigia atenção e dedicação, pois ajudava na parte da manhã na verificação de contra ordens de pagamentos ou sustações de cheques, inclusive na verificação das assinaturas dos clientes.
Nunca cheguei atrasada no serviço, e era uma ótima funcionária, e sabia que pagar as coisas de César à César precisava estar bem descansada, e render o serviço que era requerido tanto para a entidade como à mim também.
Porém, neste congresso, um cheque meu que tinha colocado dentro da minha lapela, se perdeu, nos atendimentos que fizemos... Soube do Detur, delegacia móvel no local.
Com grande alegria, fui verificar no setor de Achados e Perdidos”, e lá estava o meu cheque. A nossa honestidade é singular, e tamanha e bem reconhecida mundialmente.
Fui avisar os investigadores de plantão, e nesta ocasião, me interpelaram sobre os atendimentos de emergência nos locais de congressos. Se não me falha a memória, um irmão teve um infarto no local, na parte da manhã. Conversei com o delegado e expliquei que temos uma equipe de irmãos voltados para a segurança, e socorro, bem como os indicadores. Inclusive eu fazia parte da equipe de Socorros Urgentes do meu circuito SP 51., antigo SP 3. Fiz um curso de primeiros socorros com autorização federal, em órgão do governo, e outros similares e específicos.
Na tarde de domingo, tivemos muitos contratempos com as orientações do setor, pois o sistema de áudio estava péssimo. Acabamos por segurar as irmãs que estavam vendendo dinheiro dos vasos de flores do palco, e após auxiliarmos uma irmã idosa com um menino que se perdeu do arranjo de ônibus, fomos procurar um ancião local dela, para que a conduzisse à sua cidade, já que ela estava sem condições monetárias para o seu retorno.
Neste ínterim, fui para o meu arranjo de ônibus, para não atrasá-lo, onde uma pessoa me parou na entrada e me deu um panfleto, como estava o timbre da sociedade, ( a torre), segurei em minhas mãos e adentrei no ônibus onde tinha assegurada a minha passagem de retorno. Mal entrei, o irmão do arranjo de ônibus, irmão Sérgio Grimes, recém chegado de Santa Felicidade , no sul do país para minha congregação, já começou à gritar em altíssima voz o seu discurso sobre o aviso dos irmãos sobre o panfleto. Mas, eu não o sabia, pois ficamos sem comunicação no anel em que trabalhamos.
Fiquei sem ação diante de tamanha agressão, tremia.... Orava em pensamento a Jeová!!!!
Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo!!!!!
Vi o emblema ou o logotipo, eu queria procurar a polícia, pois me formei em contabilidade, e lá aprendemos que os timbres de empresas, não poderiam serem copiados ou reproduzidos.
Era apenas chamar a atenção da polícia militar, para deterem a entrega destes panfletos que se intitulavam, “Amigos de Jeová”. Dispensariam a turba sem problemas ou algum tipo de agressividade.
Vim, em pé no ônibus do arranjo, uma criança perguntou –me, por quê estava indo naquele ônibus, para eu sair e ir de ônibus de rodoviária. Nem notei seu rosto, estava constrangida, falei que não tinha dinheiro. Meu abalo emocional era claramente perceptível, nem me dei conta que tinha direito à uma cadeira no ônibus, mas por ser gentil e amorosa não criei caso, e vim em pé, favorecendo a pessoa que estava no meu assento. Assento que foi dado ou concedido sem a minha autorização ou de minha família para outra pessoa.
E pensando bem, não me deram satisfação do ato dele, nem mesmo do reembolso do dinheiro, não que eu o queira, mas como demonstração de desculpas, afinal , ele era o encarregado do arranjo.
Passamos pela fiscalização com o ônibus lotado e eu em pé, a viagem toda para Santos – SP.
Em 1986, em novembro, se não me falha a memória, na assembléia em Ribeirão Pires, a Rua : Rio Grande (do Norte?) número 19 no Jardim Caçula em Ribeirão Pires, perto da instalação de um ponto de venda do Rancho da Pamonha, há o salão de Assembléias da Sociedade Torre de Vigia.
Neste local aconteceu a assembléia de circuito “Propósito Divino” onde trabalhei com um irmão muito querido no meu setor que era nada mais ou nada menos que o Pronto Socorro ou Socorros Urgentes. Foram dois dias super movimentados.
No término da assembléia a minha amiga Jô, veio falar comigo sobre o convite do irmão Marinho, onde estavam programando um serviço de campo na Cota, em Cubatão. Paramos em frente dos ônibus do arranjo, e neste ínterim veio o irmão Serginho, filho da irmã Joana da cong. Boqueirão, e assustado parou a conversa, perguntou sobre as passagens, e trocou a dela com a minha para mim, poder ir ao lado da Jô e poder fazer os últimos detalhes para o arranjo de campo no bairro da Cota.
Neste ínterim, sentadas e felizes, entrou o irmão Sérgio Grimes, e aos berros mandou que eu pegasse minhas coisas e saísse do ônibus, me escorraçando e me xingando de opositora, e contra todos os arranjos da organização!!!!
Só sei que o superintendente presidente da congregação irmão Getúlio Lemos, me fez sair, e me disse que eu deveria sair, mesmo tendo o bilhete trocado, pois os mais fortes tem que agüentar os mais fracos, assim, eu deveria fazer a vontade do irmão Sérgio Grimes. Eu quis arrazoar, mas o ancião não quis saber, e me ameaçou se eu não o obedecessem iria se ver com ele. Então, pedi para ir no mesmo ônibus, e uma comissão.
Marcamos, a Jô se apresentou pois foi testemunha ocular do caso.
Ele a olhou com muito ódio e com a maior grosseria balançando a cabeça em sentido dela, perguntou o que ela estava fazendo ali, tomando satisfações, porque ele não a tinha convocado!!! Foi uma grosseria tamanha, que a minha amiga foi embora com muito medo.
Na reunião, quando chegaram, o irmão Felipe de Jesus Sampaio, o Araújo ( Francisco Araújo), colocaram suas cadeiras em círculo e perguntaram do que o irmão Grimes me xingou. Quando disse-lhes, o irmão Getúlio perguntou, se eu era “aquilo” tudo ... Respondi que não.
Então ele disse, que não deveria me importar, mesmo que tivessem xingado de prostituta, apóstata e ladra....se não sou não deveria ligar ou levar em consideração as agressões, Porem, eu não poderia levar o irmão Sérgio Grimes para a comissão! Ou fazer uma comissão contra ele.
E me expulsaram do local.
Conseqüências do Desamor
A assistência da congregação Vila Mathias e Boqueirão começaram à cair demasiadamente!
Nos arranjos de campo, ninguém ia...Principalmente quando saia de minha residência , e o irmão Getúlio me culpava!!!
Chegou um dia, pediu para falar comigo reservadamente em meu quarto sozinho, e me deu a maior bronca, que eu deveria me calar e esquecer as agressões do irmão Grimes, e disse que eu não tinha razão alguma! Ao sair, encontrou minha mãe na cozinha, e pediu para ela dar um jeito em mim, e fez um sinal, ( para me dar uma surra).
A assistência congregacional caiu tanto, que ele queria unir as duas congregações: Vila Mathias e Boqueirão, chegando à uní-las no segundo andar da cong situada na Rua Thomé de Souza 7, e na visitar do superintendente de circuito Odair Scavazzi, foi feito uma reunião. Mas Betel não aprovou.
No arranjo da Cota, achei estranho o irmão Nevitom, estava de carro. No término do serviço de campo, ele chamou e perguntou se eu iria embora, achei estranho, e falei que não. Entre outras conversas o irmão Getulio, pediu para que me observa-se .
Não o destratei, apenas fiquei estarrecida e sem entender. Eu estava sendo vigiada pelos anciões como bagunceira e baderneira. O irmão Nevitom foi embora e provavelmente me achando uma rebelde por não obedecê-lo!!!
Nosso serviço na Cota foi muito bom, as pessoas nos ouviram, e ficamos sem publicações na bolsa!!! Minha vontade era voltar lá e abrir estudos bíblicos!!! Eu estava feliz e radiante de alegria, como nunca estive!!!
Logo em seguida, os jovens se reuniram, para fazerem um outro arranjo de campo. Mas, só fiquei sabendo, na reunião de serviço da Vila Mathias. Quando cheguei era um zum zum zum... eu não entendi, e perguntei para a pioneira Maria Zilda Fernandes, o por quê daquilo, parecia ar de velório. Foi então que ela me disse que aquela reunião de serviço que deveria ser injeção de ânimo para a congregação, não o seria, pois na cidade ao lado, estava tendo o arranjo de um velório, pois um irmão se afogou. Perguntei onde, e ela disse que no arranjo onde foram, um almoçou e adentrou na água.(Não sei se rio ou mar). Porem lhe disse que não sabia e ela falou que o ancião Getúlio pediu para guardarem segredo deste arranjo pois eu estava proibida de ir ou participar.
Meu semblante caiu, consegui apenas segurar as lágrimas para não caírem ali na congregação.
Na reunião de serviço, notei o testemunho da Zilda entrecortado, e o ancião Getúlio cabisbaixo e pensativo na tribuna. Mas a imagem, do Getúlio a chamando e ralhando por ela ter me contado na entrada da congregação, não saía da memória durante toda a reunião ..... Não sabia o que estavam fazendo ou tramando contra mim.
Em casa, chorei muito enquanto todos dormiam.
Eu, socorrista formada por órgão do governo recebi orientação para nunca deixar banhistas adentrarem na água com “estômago cheio”, por causa da digestão, onde a concentração sangüínea flui para este local.
Jeová estava tirando as bênçãos deles por me julgarem erroneamente, mas o que fizeram com estas evidências era apenas me destruírem. A irmã Risoleta Sotello, mãe da minha professora de alfabetização, chamou-me em sua casa , perguntou por quê eu não pedia a Dissociação da organização. Eu fiquei atônita, como uma irmã veterana, me fazia tal proposta, pois o conselho de Timóteo 5:2 é suplicar as irmãs mais velhas como mães?!?
E apegava –me, firmemente à minha fé e na perseverança em meu Deus Jeová.
Foi então que ela chamou um dia, e disse que as netas delas que estudavam o livro Histórias Bíblicas, não estudariam mais comigo porem, com a irmã Solange Capozzi, sobrinha do genro dela. A Danielle se ressentiu e um dia quando a visitei, me disse que ao invés da Solange ensinar o livro e dar orientações, só ficava no game. Eu não sabia o que fazer, pois era tudo isto aprovado pelo superintendente da congregacão irmão Getulio Lemos.
Engraçado
que um dia, o irmão Rafael Capozzi, me deu carona, quando estava na época
daquela comissão que pedi por causa d
o
rmão Grimes, onde ele disse que se eu não queria que ele
interferisse com o irmão Getúlio, por causa da Lola ( Risoleta
Sotello). Ele a bem conhecia!!!...
Falei que não, pois confiava em
Jeová e na organização, mas não tinha entendido absolutamente nada!!!
Somente depois saberia que a Lola (Risolta),
tinha dado falso testemunho a meu respeito para o irmão Getúlio com a
sobrinha dela, a irmã Maria de Lourdes Mesquita. Engraçado, uma irmã que fui
criada com ela, minha mãe a ajudava pois esta era órfão de pai, e depois nos
unimos ainda mais quando eu fiquei sem pai. Eu a amava como uma irmã de sangue,
mais do que minhas próprias irmãs!!! É vergonhoso, porem verdade. Ela,
minha amiga, parceira de campo, confidente, irmã.... Tudo para mim... Ela vinha todos os dias em casa, e
num domingo estranhei, ela veio à tarde, orgulhosa
e altiva, eu já não a reconhecia .... Falou que estava fazendo um curso de
linguagem de surdos e mudos numa congregação. Fiquei radiante de felicidade e
queria ir também! Mas ela gritou ; Não!!! Você não pode, só eu!!! Fiquei sem entender, mas perguntei
onde era, ela me disse, que era lá pelo Campo Grande ou Marapé,
não iria me dar o endereço porque eu estava proibida de participar, que o irmão
Getúlio proibiu até que eu
soubesse disto. Apenas ela podia fazer, que
era digna e eu não. Começou à
desprezar-me e falar mal de mim, orava
em pensamento à Jeová, senti meus ouvidos entupirem, ao passo que ela
gabava se dela mesma me
maltratando. Quis chorar, meu coração
apertava, pois sabia que tinha uma irmã surda-muda, da família Negrini. A irmã Jane Negrini. Eu
gostava muito dela e ainda a estimo. Queria poder ajudá-la quando precisasse ou
em assistência médica pois eu tinha votos para Jeová em ajudar num dos pontos
que sofremos muita perseguição: na questão do sangue. Me tiraram todos os meus estudos bíblicos, me discriminavam
nas reuniões e me olhavam feio no serviço de campo. Todos me evitavam . Visitei um antigo estudante meu, que tinha problemas na
congregação Boqueirão. Ele e a esposa estavam desanimados, e mostrei o
meu próprio exemplo, estava triste e magoada também. Mas estava lá,
assistindo as reuniões e indo ao campo. Neste ínterim, já eram dez horas da
noite, uma vizinha deles veio nos tirar de casa para assistir um vídeo, era o
filme Labirinto. Ela falou que todos iriam dormir tarde na casa dela, e para
irmos. A insistência foi tamanha que
aceitamos. Como sou alérgica, fui comprar
Halls (balas) pois o mentol ajuda à desentupir as vias aéreas. A esposa do meu antigo estudante
ficou com ciúmes, e quando eles se retiraram, a vizinha pediu para eu
permanecer porque queria falar comigo. Contou-me que entre o casal havia brigas
e ela temia pela segurança do filho deles. Achei estranho, pois cristãos não
agredirem outros nem sua família. Porem, mesmo assim, decidi investigar o caso,
falar com o irmão Marcos.