OS SIGNOS

Se, para os sideralistas, os signos provém das constelações zodiacais, então deveria ser incluído mais um signo correspondendo à constelação do Serpentário, pois o sol, no seu deslocamento cruza também esta constelação.

Outro ponto que também não satisfaz à nível teórico esta corrente, é o fato das constelações serem de tamanho diferentes, o que não justifica considerarem os signos divididos igualmente, cada um com 30o.

A nível prático, continua-se observando que pessoas nascidas, por exemplo, no período correspondente ao signo de Áries, continuam tendo características de uma energia de decisão, impulso, vontade, ação, etc...

Agora para entender de onde provém os signos e o que são, transcrevi o texto de Emma Costet de Macheville: Astrologia, Astrodinamismo e Astrosofia.

Desde a infância o homem levantou os olhos ao firmamento, em busca de uma razão para suas alegrias e sofrimentos. A observação das relações entre os fenômenos siderais e suas próprias emoções fez com que ele criasse seus deuses, bons e maus. Destas observações nasceram a Astronomia e a Astrologia.

Ambas devem ter evoluído paralelamente, e adotam a mesma simbologia para os planetas e constelações. Esta simbologia revela-nos um profundo conhecimento psicológico dos efeitos dos fenômenos siderais na vida humana. A Astronomia é a anatomia do céu, a Astrologia é a fisiologia do céu.

Observando os corpos celestes separadamente e relacionando-os à deuses bons e maus, causadores de alegrias e sofrimento, os antigos consideraram as influências cósmicas como forças que agiam de fora para dentro, isto é, do céu sobre a Terra e o homem.

Mas, ao perceber as leis imutáveis e a suprema inteligência que regem o universo, homem chegou à compreensão de um Deus único. Assim a Astrologia expressa em deuses bons e maus, caiu na descrença sendo desvirtuada, combatida e encarada como superstição.

Atualmente, com o desenvolvimento da ciência, nasce da antiga Astrologia um novo estudo e pesquisa, que chamamos de Astrodinamismo: o estudo das vibrações cósmicas nos fenômenos terrestres e na vida humana.

Achamo-nos diante de uma nova era em que, pelo despertar da consciência cósmica, o homem evolui de uma fé passiva para uma fé positiva, e da Astrologia de ontem chegamos, através da observação astrodinâmica, à Astrosofia: o estudo da criação, que nos leva a conscientizar-nos do Criador.

Criador, criação, criatura

Todo mecanismo tem dois aspectos: o da sua aparência e o da sua finalidade. Mas estes dois aspectos são inseparáveis de um terceiro; a inteligência do inventor do mecanismo.

Existem, pois:
CRIADORDEUS
CRIAÇÃOOUNATUREZA
CRIATURAHOMEM
Para explicar seus sofrimentos, o homem sempre considerou dois desses aspectos, culpando o terceiro:

Hoje, compreendemos que, se o mecanismo ou a obra são falhos, há também falha na inteligência do inventor. Então, estudamos a Astrologia, o Astrodinamismo e a Astrosofia neste sentido: participarmos do princípio de que Criador, criatura e criação são inseparáveis, seguindo leis imutáveis que se entrelaçam.

À medida que se aprofundarem neste estudo, vocês verão que não existem nem a perfeição nem a imperfeição, somente o perfeito aperfeiçoamento, que é a evolução segundo leis de uma perfeita inteligência suprema.

Luz, estrela, espectro

A Luz ou princípio criador, diminuindo sua velocidade vibratória, divide-se em positivo e negativo, matéria e energia. Ambos, estes aspectos, embora distintos, são inseparáveis e têm a finalidade de reunir-se novamente, criando uma nova luz.

A luz divide-se em três cores básicas: vermelho, azul e amarelo, formando um triângulo das energias criadoras, que chamamos tri-unidade da luz e que as religiões nos transmitiram sob o símbolo da Divina Trindade.

fig1b

Mas não há irradiação sem que os raios de luz se reflitam no sentido oposto:

fig2a

As três cores básicas irradiadas são chamadas, na Astrologia, os signos de fogo, e as refletidas, os signos de ar.

Temos, então, o velho símbolo da estrela entrelaçada, formada pelos dois triângulos das três vibrações básicas.

fig3a

Entre uma vibração irradiada e uma refletida formam-se cores compostas; entre o vermelho e o amarelo forma-se o laranja; entre o amarelo e o azul, o verde; entre o azul e o vermelho, o lilás:

fig4a

Embora o fenômeno de precessão dos equinócios impeça a comprovação astronômica da existência dos signos, podemos comprová-la na prática astrológica. Cinqüenta anos de estudos e observação levaram-me a concluir que o fenômeno astrológico não é originado no Zodíaco Sideral, quer dizer, nas constelações e em sua influência sobre a Terra ou o Homem. Ele (o fenômeno) é a vida universal existente em toda forma vivente - concreta ou abstrata - e una em sua essência.

Para facilitar aos interessados, aconselho iniciarem por onde terminei compreendendo que:

  1. A vida é luz que se irradia de tudo o que é existente, seja concreto ou abstrato, pedra ou célula, aglomeração de pedras ou células, planeta ou homem, palavras ou pensamentos, obras ou conhecimentos.
  2. Onde há vida, há irradiação, formando uma esfera energética em redor, que atrai e impele.
  3. Esta esfera, sendo originada pela luz, é vida interna e forma o espectro.
  4. Sendo este espectro igual em todas as formas, ele prova que a essência da vida é uma.
  5. A Astrologia constata que o espectro é o mesmo em redor do Sol, da Terra e do homem. Esse conhecimento antiqüíssimo confirmou o que hoje a Biologia afirma sobre biomagnetismo - que a freqüência eletromagnética em redor do Sol, da Terra e do homem é idêntica.
  6. Desta maneira, está exposto em termos científicos, o que na religião chama-se onipresença ou o princípio vital único que anima o universo.
O Zodíaco é uma simbologia que representa as diferentes formas nas quais uma essência de vida una se manifesta.
Considerando três pontos: Sol, Terra e homem irradiando luz:
  1. Do Sol, em direção ao firmamento, chamado Zodíaco Sideral e que deu origem aos nomes das constelações. As constelações do Zodíaco Astrológico nada mais são do que símbolos destes campos de irradiação,que formam uma esfera, um círculo representativo do todo.
  2. Da Terra a mesma vida se irradia em forma de uma esfera de eletricidade formando campos magnéticos que deram origem ao que chamamos Zodíaco matemático ou Signos. (Esta esfera de vibrações já foi comprovada a partir de satélites artificiais lançados de 1957 para cá, que descobriram os famosos cinturões eletromagnéticos de Van der Allen e suas variações de polaridades).
  3. Estendendo-nos até o ser humano, vamos ver que ele também possui uma esfera de radiação e constitui um centro de irradiação. No homem chamamos este campo de sensibilidade de casas, ou o próprio horóscopo.

REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS SÍMBOLOS ASTROLÓGICOS

Signos:
Áries (ou carneiro) Áries
Touro (ou taurus) Touro
Gêmeos (ou geminu) Gêmeos
Câncer (ou caranguejo) Câncer
Leão (ou leo) Leão
Virgem (ou virgo) Virgem
Libra (ou balança) Libra
Escorpião (ou scorpio) Escorpião
Sagitário (ou centauro) Sagitário
Capricórnio (ou bode montês) Capricónio
Aquário (ou aquarius) Aquário
Peixes (ou pisces) Peixes

Planetas:
SolSol
LuaLua
MercúrioMercúrio
VênusVênus
MarteMarte
JúpiterJúpiter
SaturnoSaturno
Urano
Netuno
Plutão

Roda da Fortuna (ou parte da fortuna):

Nodos Lunares:
Nodo lunar ascendente (ou Cabeça do Dragão):
Nodo lunar descendente (ou Cauda do Dragão):

Abreveaturas:
Ascendente: ASD
Descendente: DESC
Meio-Céu: MC
Fundo do Céu: FC

ESFERA CELESTE
Esfera de raio infinito sobre a qual se projetam as posições das estrelas e dos planetas.

TERRA
Consideramos a terra como centro da esfera celeste, porque, queremos calcular a relação entre um ponto sobre a terra e o universo ao seu redor.

EIXO DO MUNDO
O eixo em torno do qual a terra gira, chamamos de eixo da Terra. Este mesmo eixo proketado na esfera celeste, definirá o eixo desta a que chamamos eixo do mundo. Este define o Polo Norte celeste (PNc) e o Polo Sul celeste (PSc), assim como o primeiro define o Polo Norte terrestre (PNt) e o Polo Sul terrestre (PSt).

EQUADOR TERRESTRE E CELESTE
O plano perpendicular ao eixo terrestre e que divide a terra em duas partes iguais, define a linha do equador da terra. Esta linha projetada na esfera celeste também a divide em duas partes iguais e é chamada equador celeste.

Fig 5

ECLÍTICA
A Terra se encontra inclinada sobre o plano de sua órbita na ordem de 23o 27´.
Se considerarmos a Terra no centro da esfera celeste, esta inclinação leva-nos a que o Sol descreverá uma órbita aparente em torno dela com uma inclinação de 23o 27´. A eclítica é a projeção na esfera celeste do caminho aparente do Sol. Ela ocupa uma faixa de 16o na esfera celeste, sendo 8o ao Norte e 8o ao Sul. Esta eclítica também tem seus polos: Polo Norte da eclítica (Pne) e Polo Sul da eclítica (Pse), assim como Hemisférios Norte e Sul.

EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS
Existem dois polos da eclítica onde ocorre a intersecção da eclítica com o equador celeste. Um marca o ingresso do Sol no Hemisferio Norte da esfera celeste e o outro no Hemisféio Sul. Estes pontos vão corresponder, em termos da órbita terrestre, aos equinócios, onde os dias são iguais às noites.

Os pontos onde o Sol alcança sua maior altitude ou declinação nos Hemisférios Norte e Sul da esfera celeste, vão corresponder aos soslstícios, onde o dia tem sua maior duração em relação à noite durante o ano, e vice-versa.

Estes pontos projetados sobre a terra definirão os trópicos de Câncer e de Capricórnio.

Fig 6



Fig 6b



Fig 6a



Fig 6c

Anterior Próximo

Hosted by www.Geocities.ws

1