AERONAVES PROCEDENTES DO ESPAÇO

No fim do século passado, verificou-se sensacional descoberta na colina de Kuyundjik: gravada em doze placas de argila, encontrou-se uma epopéia heróica de forte poder expressivo; pertenceu à biblioteca do rei assírio Assurbanipal. A lenda está escrita em língua arcádica. Mais tarde foi encontrada um outra cópia do conjunto, que retrocede até o rei Hamurábi.

Na primeira placa das doze encontradas em Kuyundjik, relata-se que o vitorioso herói Gilgamês construiu um muro em volta de Uruk. Lê-se que o deus do céu residia numa casa elevada, que dispunha de silos de cereais e que sobre os muros da cidade havia sentinelas. É possível depreender-se que Gilgamês tenha sido uma mistura de deus e homem: dois terços deuses e um terço homem.

Peregrinos que vinham a Uruk olhavam seu corpo com admiração e receio, porque nunca antes haviam visto algo parecido em beleza e vigor. Outra vez, portanto no início do relato, a idéia de um cruzamento entre deuses e humanos.

A segunda placa informa como foi criado mais um vulto - Enkidu - pela deusa celestial Aruru. Enkidu é descrito com todas as minúcias: era peludo em todo corpo, nada sabia da Terra e da gente, vestia peles, comia ervas do campo e bebia do mesmo manancial em conjunto com os animais. Também brincava nas águas escachoantes, com as criaturas que nelas habitam.

Gilgamês, rei da cidade de Uruk, ao saber desse ser pouco atraente, sugeriu que se lhe desse uma bela mulher, afim de que se desacostumasse dos animais. O ingênuo Enkidu caiu (se com prazer, não se relata), na armadilha do rei e passou seis dias e seis noites com uma beleza semidivina. Essa iniciativa de alcovitice real dá que pensar: naquele mundo bárbaro, a idéia de um cruzamento entre semideus e semi-animal não parecia tão familiar assim.

A terceira placa refere-se a uma nuvem de poeira, vinda de longe, e relata: o céu havia rugido, a Terra tremida, e finalmente o rei do Sol tinha vindo e arrebatado Enkidu, com asas e garras poderosas. Lê-se, com surpresa, que sobre o corpo de Enkidu algo como chumbo tinha pousado, e que o peso de seu corpo lhe parecera como o de um rochedo.

A quinta placa relata que Gilgamês e Enkidu se põem a caminho para juntos visitarem a sede dos deuses. De longe já podiam ver o brilho da torre onde vivia a deusa Irninis. As setas e os dardos que, como viandantes cautelosos, eles atiraram sobre as sentinelas, ricochetearam, inofensivas. E quando alcançaram os domínios dos deuses, tonitruou-lhe uma voz: Voltai! Nenhum mortal chega ao monte sagrado onde moram os deuses. Quem olhar a face dos deuses, deve ser exterminado.

Tu não podes ver minha face, pois nenhum ser humano que me vê conserva a vida , diz DEUS à Moisés, no livro do Êxodo.

Na sétima placa, finalmente, está o primeiro relato de testemunha ocular de uma viagem cósmica, comunicado por Enkidu: Quatro horas teria ele voado nas garras de bronze de uma águia. E na mesma placa se relata que uma porta falava com um homem vivo, não hesitamos em identificar esse fenômeno singular como o produzido por um alto-falante.

E na oitava placa o mesmo Enkidu, que deve ter visto a Terra de altura considerável, morre de uma doença misteriosa, tão misteriosa, que Gilgamês pergunta se talvez o lento venenoso de um animal celeste não o teria atingido. De onde Gilgamês levantou essa suspeita de que a respiração tóxica de um animal celeste, pudesse induzir um doença letal e incurável?

A nona placa relata como Gilgamês chora a morte do seu amigo Enkidu e resolve empreender uma longa viagem até aos deuses, porque não consegue mais se livrar da idéia de que poderia morrer da mesma doença, como Enkidu.

Na décima placa diz que Gilgamês chegou até às duas montanhas, que sustentavam o céu e que entre essas montanhas se arqueava a Porta do Sol. Finalmente Gilgamês encontrou o parque dos deuses, atrás do qual se alargava o mar infinito.

Na décima primeira placa pôde narrar seu encontro com Utnapischtim.

Para nosso espanto, recebemos de Utnapischtim um relato exato do dilúvio; conta ele que os deuses o advertiram da grande maré vindoura e lhe deram ordem para construir um barco, onde ele devia recolher mulheres e crianças, seus parentes, e artesão de qualquer ramo de arte. A descrição da tempestade, das trevas, das águas subindo e do desespero dos homens que ele não pode levar, é de um força narrativa ainda hoje cativante. Também aqui - como no relato de Noé na Bíblia - ouvimos a história do corvo e da pomba, que foram soltos, e como, finalmente, quando as águas baixaram, o barco aportou numa montanha. O paralelismo do relato sobre o dilúvio no poema épico de Gilgamês e na Bíblia é indubitável, não discutido por nenhum pesquisador.

Se a narração Bíblica do dilúvio é de segunda pessoa, o uso da primeira pessoa do singular no relato de Utnapischtim é indício de que, na epopéia de Gilgamês, estava com a palavra de um sobrevivente, uma testemunha ocular do cataclismo.

Pesquisado e transcrito do livro
ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?
Por Erich Von Däniken

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