História VIII - Heavy Metal ’79: fase de renovação
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Durante a fase de ouro do Punk, o Heavy Metal preparava sua 2ª geração. A “New Wave Of British Heavy Metal” (NWOBHM) simplesmente foi a renovação de um estilo musical que, depois de quase 10 anos de vida, começava a dar sinais de “cansaço”: O Black Sabbath estava divido entre problemas devido ao alto uso de álcool (Bill Ward) e drogas (Ozzy), o Deep Purple sem um guitarrista como Ritchie Blackmore se achava sempre dividido entre os destinos de Ian Gillan e David Coverdale, enquanto os outros integrantes do Led Zeppelin não suportavam mais as manias satânicas de Page que estavam conduzindo a banda à um trágico fim.
Atravéz da NWOBHM, uma expanção à nível planetário do gênero, o apresentou à todas as nações dentro e fora do Mundo Ocidental. Finalmente as gravadoras internacionais abriam as portas para as principais bandas, antes, e mais tarde àquelas que tivessem um “look” que pudesse ser comerciável. Não poucas e ótimas bandas apareceram brevemente durante essa fase como o Samson (primeira banda a gravar o primeiro single oficial da NWOBHMDr. Rock n’ Roll, no início de 1978 com Paul Samson, Chris Aylmer e Clive Burr), Angel Witch, Def Leppard, Sledgehammer, Praying Mantis, Saxon, Demon entre outras.
Mas foi sem dúvidas o Iron Maiden a banda principal dessa geração, tendo músicos excepcionais, uma forte imagem, uma gravadora muito importante, a EMI, e managers muito preparados. A NWOBHM teria uma “versão americana” com excelentes bandas como Omen e Exxplorer até chegar no Fates Warning, mas nos Estados Unidos prevalia o Hard Rock do Van Halen e Motley Crue (filhos do Kiss) e o recém-nascido Thrash Metal (Metallica, Exodus, etc.). Voltando às Ilhas Britânicas, talvez seja até supérfluo falar dessa geração: todos já sabem de cor-e-salteado de tudo. Todas as bandas, todas as formações, etc, etc. Somente um breve comentário sobre duas bandas totalmente underground.
A primeira, uma importantíssima banda de Newcastle, o Venom, merece aqui grande atenção. Apesar de jamais ter tido grandes téc-nicas musicais, é impossível negar o fato que o trio inglês não tivesse um papel fundamental na história do Heavy Metal. O Venom, atravéz da NWOBHM, deu uma nova imagem ao gênero re-inventando uma imagem, dessa vez, puramente satânica e sem intenções políticas ou sociais. Os integrantes da bandas foram vítimas daquela fase na qual o Metal de final anos 70 em geral (com algumas excessões) não estava dando muito entusiasmo. O Power Metal do Motorhead com a imagens “black” do Kiss e Judas Priest e um irresístivel desejo de pôr as coisas em seu devido lugar, fizeram do Venom, “o Black Sabbath dos primeiros anos 80”.
O Venom é responsável por importantes traba-lhos no cenário underground. O primeiro disco, “Welcome to Hell” de 1981, teve mais ou menos o mesmo tipo de “shock” naquele ano, que o pri-meiro disco do Sabbath deu ao mesmo cenário em 1970. O segundo disco, chamado simples-mente “Black Metal”, lançado numa sexta-feira, 13 de agosto de 1982, os entitularia de “papas do Black Metal” e seria o ponto de referência para muitas, muitíssimas novas bandas na Euro-pa e nos EUA. O grupo ainda lançou o “concept-albumAt War with Satan em 1984. Um trabalho feito em homenagen ao Mestre das Trevas, onde o Paraíso é invadido pelos demônios em um inteiro lado do disco. Contudo, não têve vida longa porque já nos anos 80 tudo muda e se evolui muito rapidamente e não existe espaço para nenhum “standard” permanente e sua imagem começava a cair no ridículo. Infelizmente.
O segundo super-grupo dessa nova onda foram os dinamarquêses do Mercyful Fate que, capita-neado por King Diamond nos vocais e apresen-tando músicos extremamente refinados, como Hank Shermann (guitar) e Timi Hansen (baixo) lançou discos sublimes mas que, não tendo o apoio comercial que o Iron Maiden tinha, ficaria às margens do underground. Com a vantagem, porém, de produzir trabalhos sempre de alta qualidade. Felizmente.

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