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![]() História VII - A Importância do Punk Rock (nona de 14 páginas web) Talvez jamais tenha existido um bom feeling entre o Heavy Metal e o Punk Rock, mas deixem -me escrever duas linhas a respeito dessa cul-tura musical de vital importância para o Heavy Metal vindouro. O Punk (significado etimológico: podre, sem valor, ou grosso, não-refinado, popular, proletário, etc... usado também na gíria ameri-cana para descever uma pessoa sexualmente submissa...) começou a ser experimentado como um estilo rock no qual guitarras e vocais não precisavam de grandes técnicas nem alguma for-mação clássica, por bandas de garagem ameri-canas, quais The Seeds e The Standells na segunda metade dos anos 60. Foi Dave March a usar o têrmo pela primeira vez no número de maio de 1971 da revista Creem Magazine numa matéria sobre a música do ? and the Mysterians. A história do Punk é semi-paralela à do Heavy Metal, mas extremamente mais complicada e articulada, com uma varie-dade de artistas que vai dos The Stooges (de Iggy Pop) ao UK Underground passando pelo New York Dolls até chegar a David Bowie, Siouxsie and the Banshees e Roxy Music (Glam-Punk) de Brian Ferry. Culturalmente, o Punk nasce como resposta aos excessivos vícios do Rock dos anos 70 (uma es-pécie de Cain e Abel sem necessárias mortes...) e o exemplo clássivo do Novo Punk (formalmen-te de 1976 à 1980), que está nascendo na meta-de dos anos 70, são iras e acusações às estreli-nhas do Rock ao ver ídolos como Eric Clapton (que antes acusava o Sistema e agora se ven-de para ele) fazendo um comercial para a TV onde ele bebe uma cervejinha gelada depois de um longo e cansativo dia de trabalho.... A his-tória se repetia. Durante os anos 70, muitas ideologias caíram e as Máquinas Comerciais estão mais fortes do que nunca (e HOJE então...). Grande parte das novas gerações se encontram sem nenhum ideal o qual seguir. Novamente, uma sensação de frustração toma conta do cenário e entre Los Angeles e San Francisco muitas bandas punk, que nascem e desaparecem sem deixar vestígios, se reunem até altas horas da madrugada dando ênfase ao Movimento nos EUA. Musicalmente o Punk tem uma estrutura muito simples. Um dos primeiros fanzines punk na Inglaterra, o Sniffin' Glue (Cheirando Cola) publicou duas páginas nas quais afirmava que qualquer um poderia formar (musicalmente) uma boa banda em algumas horas: bastava aprender somente três acordes: «Um, dois, três! Pronto, agora voce pode formar uma banda!». O famoso DIY (Do It Yourself). Simples riffs, rápidos, pesados e curtos. Liricamente a coisa muda! Um ponto-de-vista muito agudo e muito crítico da sociedade mo-derna. Temas políticos de grande incisão à 360° sem deixar de fora ninguem. Trabalho-sexo-televisão>trabalho-sexo-televi-são como ciclo paranóico e atenuante das ten-sões cotidianas, total rejeição de qualquer forma de poder religioso. Inglaterra (Sex Pistols), EUA (The Ramones) e Austrália (The Saints) apresentam as três principais realidades do Movimento que terá vida breve, mas serão bandas como The Exploited, Black Flag, Discharge, Misfits e outras que darão uma contribuição fundamental para a 3ª geração Heavy conhecida mais como Speed/Thrash Metal. Obviamente, sobre o Punk a história não acaba aqui, mas, por ora, é suficiente. » História VIII » |
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